quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Poupem-nos caros Senadores!

Poupem-nos caros Senadores!








Por: Angela Dutra
Senado Federal
Divulgação
Vivemos num país onde a saúde e a educação vivem capengando o tempo todo, porém os políticos corruptos andam em alta.
Enquanto o bolso do povo brasileiro geme com tantos impostos, taxas exorbitantes e salários mínimosvergonhosos, políticos usam até redes sociais para arrecadar dinheiro para pagar multas contraídas com a Justiça, na vergonha nacional denominada mensalão.
Refletindo: Políticos são aqueles que deveriam cuidar do país e do bem estar do povo!Mas...estamos no Brasil minha gente! Aqui o negócio é diferente, e porque não dizer, a coisa ta feia.
Essa relação da política e seu verdadeiro significado, tem gerado muita revolta, descontentamento e repugnância, quando ficamos de frente com a conduta destes, que aliás já são considerados os mais corruptos do mundo, expondo a nação verde e amarela, a uma situação de desonra.
Chegamos ao fundo do poço, não bastassem outros escândalos, agora a bola da vez é a discussão sobre a maioridade penal.
Na última semana fomos pegos de surpresa pelo senado federal, onde onze dos senadores eleitos pelo povo, e que integram a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), decidiram rejeitar os projetos para a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, que visam punir em crimes hediondos e casos específicos como tortura, terrorismo e tráfico de entorpecentes.
Vamos entender: Maioridade penal é a idade mínima para uma pessoa ser julgada como adulto por crimes cometidos, segundo a Constituição Federal de 1988. Analisando melhor, é no mínimo questionável a posição de tais políticos, haja visto que mais de 90% da população brasileira é totalmente favorável à PEC 33, população esta que está à mercê de atos criminosos e violentos, praticados todos os dias por delinquentes cruéis, travestidos na menor idade. Lamentável, por que na maioria das vezes esses adolescentes são bem conscientes da ilicitude praticada, e se já são considerados adultos podendo votar, porque não arcar também com as consequências de seus atos?Quanto aos caros parlamentares, parece mesmo que aquilo que o povo anseia eles sempre dão um jeito de contrariar.
falta de interesse dos legisladores por mudanças na legislação em vigor, em prol ao clamor da sociedade, gera conflitos e indagações por que o povo brasileiro se sente desprotegido, considerando tal atitude uma verdadeira violação aos seus direitos e a sua voz.
Apenas a punição é obvio que não resolveria o problema da violência no Brasil, mas colocar freio na impunidade juvenil, recuperando com medidas sócio-educativas, deveria ser a prioridade de nossos representantes, com leis mais severas e capazes de coibir a violência, inibindo a reincidência e promovendo a ressocialização dos mesmos através do esporte, cultura e educação de qualidade.
A criminalidade é de fato um fenômeno que tem atingido a sociedade em todas as classes sociais e os índices relacionados a jovens e adolescentes envolvidos nessa tragédia tem crescido de forma assustadora e preocupante. Do ponto de vista bíblico, a violência é algo contagioso, basta considerarmos o texto de Provérbios 16.29: “O homem violento alicia o seu vizinho, e guia-o por um caminho que não é bom.” Como consequência dessas más escolhas, outro texto completa o raciocínio com muita exatidão:”A violência dos ímpios os arrastará,pois se recusam a agir corretamente”.(Provérbios 21.7).
Nessa via de mão dupla, onde políticos governam defendendo os seus próprios interesses e a violência aumenta desenfreadamente, cabe a nós respondermos à altura nas próximas eleições, levando ao pé da letra o alerta de Provérbios 29.2:"Quando o justo governa o povo se alegra,mas quando o ímpio domina o povo geme”.
Enquanto nossa política for feita por homens e mulheres que não temem a Deus e não se importam com o povo, a nação continuará sofrendo os assaltos, os estupros, os roubos, os assassinatos, a corrupção, a negligência política,o cerceamento dos direitos assegurados e o engavetamento de tudo aquilo que é de interesse público.
Que Deus guarde e proteja cada família brasileira!
Angela Dutra - Jornalista, Cantora e Educadora Cristã
angeladutrajor@hotmail.com

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Lição 9 - Um Lugar de Adoração a Deus no Deserto


2 de Março de 2014

Um Lugar de Adoração a 
Deus no Deserto

TEXTO ÁUREO
"E me farão um santuário, e habitarei no meio deles"  (Êx 25.8).

VERDADE PRÁTICA
Deus deseja habitar entre nós, para que Ele seja o nosso Deus e para que nós sejamos o seu povo.

HINOS SUGERIDOS
51, 124, 175

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 29.45,46 Deus habita no meio do seu povo
Terça - Êx 25.10-16 A Arca de madeira de cetim
Quarta - Êx 25.17-22 O propiciatório de ouro puro
Quinta - Êx 25.23-30 A mesa de madeira de cetim
Sexta - Êx 26.1-14 As cortinas do Tabernáculo
Sábado - Êx 26.31-33 O véu do Tabernáculo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 25.1-9
Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.
E esta é a oferta alçada que tomareis deles: ouro, e prata, e cobre,
e pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras,
e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de cetim,
e azeite para a luz, e especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso,
e pedras sardônicas, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.
Conforme tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.

INTERAÇÃO
O povo judeu viveu mais de quatrocentos anos no Egito. Este reino era fundamentalmente idólatra. Como era de se esperar em qualquer nação do mundo antigo, o Egito tinha templo, sacerdotes e todo um sistema religioso que funcionava vigorosamente. Mas a nação de Israel ainda não possuía uma religião sedimentada. Portanto, a influência egípcia na cultura dos judeus era inevitável - vide os exemplos dos deuses egípcios como fonte de apostasia para os judeus (Ez 20.5-9; 23.3,8,19-21,27), o Bezerro de Ouro construído no Monte Sinai e a posterior adoração do bezerro de Jeroboão I. Por isso, assim como o fez no Decálogo, Deus revelou diretamente a Moisés um modelo para a construção do Tabernáculo. Ele deixou claro que a sua habitação devia ser única, sem a mistura com o paganismo do Egito.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Conhecer as instruções para a construção do Tabernáculo.
* Elencar os utensílios presentes no pátio do Tabernáculo.
* Compreender que o Tabernáculo representava o lugar de habitação de Deus em pleno deserto.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, para ministrar a presente lição sugerimos que você leve para a classe uma gravura do Tabernáculo ou reproduza cópias para os alunos conforme a sua possibilidade. Você poderá encontrá-la na Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, pág. 158, ou no mapa O Tabernáculo também editado pela CPAD. O auxílio do mapa do Tabernáculo muito o ajudará para uma apresentação do conteúdo da aula desta semana.


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Deus queria habitar no meio de Israel. Por isso, ordenou a Moisés que, juntamente com o todo o povo, construísse um lugar separado para adoração. Trata-se do "Tabernáculo do Senhor", um santuário móvel que acompanhou os hebreus durante sua longa peregrinação pelo deserto. Na lição de hoje, estudaremos como ocorreu a construção desse lugar santo de adoração ao Senhor.

I. AS INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO
1. O propósito divino. Depois da entrega da lei, Deus ordenou que o seu povo edificasse um lugar de adoração. O objetivo divino era aumentar e fortalecer os laços de comunhão com o seu povo Israel, que Ele libertara do poder de Faraó no Egito. O Senhor assim age para que o homem o conheça de forma pessoal e íntima (Jo 14.21,23).
2. As ofertas. O Tabernáculo seria construído pelo povo de Deus, com os recursos que receberam pela providência divina ao saírem do Egito (Êx 3.21,22; 12.35,36). Para a construção do Tabernáculo os israelitas ofertaram voluntariamente e com alegria. A Palavra de Deus nos ensina que o fator motivante para a contribuição do crente é a alegria: "porque Deus ama ao que dá com alegria" (2 Co 9.7). O Senhor não se agrada de quem entrega a sua oferta e dízimo contrariado ou por obrigação (Ml 3.10). De nada adianta contribuir com relutância e amargura.
3. Tudo segundo a ordenança divina (Êx 25.8,9,40). O Tabernáculo não foi uma invenção humana. Podemos ver que a partir de Êxodo 25, o próprio Deus instrui a Moisés quanto à planta e os objetos do templo móvel. Moisés obedeceu a todas as instruções, pois todo o Tabernáculo apontava para o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. Simbolizava o plano perfeito de Deus para a redenção da humanidade (Hb 9.8-11).
SINOPSE DO TÓPICO (1) As instruções para a construção do Tabernáculo foram rigorosamente acatadas por Moisés segundo a ordenança divina.

II. O PÁTIO DO TABERNÁCULO
1. O pátio. "Farás também o pátio do Tabernáculo" (Êx 27.9). Os israelitas precisavam aprender a forma correta de se chegar à presença de Deus e adorá-lo. O pátio tinha o formato retangular, e indicava que, na adoração a Deus, deve haver separação, santidade. Havia uma única porta de entrada, que apontava para um único caminho, uma única direção. Isso prefigura Jesus Cristo, que disse: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á" (Jo 10.9). Jesus é o caminho que nos conduz a Deus (Jo 14.6).
2. O altar dos holocaustos. "Farás também o altar de madeira de cetim" (Êx 27.1). Ao entrar no pátio, o israelita tinha a sua frente o altar do holocausto. Era uma caixa de madeira de cetim coberta de bronze. Junto a esse altar o transgressor da lei encontrava-se com o sacerdote para oferecer sacrifícios a Deus a fim de expiar seus pecados e obter o perdão. O altar dos holocaustos tipificava Cristo, o nosso sacrifício perfeito que morreu em nosso lugar (Ef 5.2; Gl 2.20). Sem um sacrifício expiador do pecado não há perdão de Deus (Lv 6.7; 2 Co 5.21).  A epístola aos Hebreus nos mostra que o sacrifício salvífico de Cristo foi único, perfeito e completo para a nossa salvação (Hb 7.25; 10.12).
3. A pia de bronze (Êx 30.17-21). Na pia os sacerdotes lavavam suas mãos e pés antes de executarem seus deveres sacerdotais. Mãos limpas: trabalho honesto; pés limpos: um viver e um agir íntegros (Ef 5.26,27; Hb 10.22). Precisamos nos achegar a Deus com um coração puro e limpo. Deus é santo e requer santidade do seu povo. Deus não aprova o viver e o servir do impuro. O servo de Deus deve ser "limpo de mãos e puro de coração" (Sl 24.4). Hoje somos lavados e purificados pelo precioso sangue de Cristo que foi derramado por nós (1 Jo 1.7).
SINOPSE DO TÓPICO (2) No pátio do Tabernáculo localizava-se o altar dos holocaustos e a pia de bronze.

III. O LUGAR DA HABITAÇÃO DE DEUS
1. O castiçal de ouro (Êx 25.31-40). Não havia janelas no Lugar Santo e a iluminação vinha  de um castiçal de ouro puro e batido. Esta peça também apontava para Jesus Cristo, luz do mundo, e a quem seguindo, não andaremos em trevas, mas teremos a luz da vida (Jo 8.12). O castiçal, em Apocalipse, simboliza a Igreja (Ap 1.12,13,20). As lâmpadas do castiçal ardiam continuamente e eram abastecidas diariamente de azeite puro de oliveira (Êx 27.20,21) a fim de que iluminassem todo o Lugar Santo. O azeite é um símbolo do Espírito Santo. Se quisermos emanar a luz de Cristo para este mundo que se encontra em trevas, precisamos ser cheios, constantemente, do Espírito Santo de Deus. "Enchei-vos do Espírito" (Ef 5.18) é a recomendação bíblica.
2. Os pães da proposição e o altar do incenso (Êx 25.30). Havia uma mesa com doze pães e, todos os sábados, esses eram trocados. Estes pães apontavam para Jesus, o Pão da vida (Jo 6.35). Precisamos nos alimentar diariamente de Cristo, e não apenas no domingo. Tem você se alimentado diariamente na mesa do Senhor Jesus? Além dos pães, próximo ao Santo dos Santos ficava o altar do incenso, um lugar destinado à oração e ao louvor a Deus. Precisamos nos achegar ao Senhor diariamente com a nossa adoração e nossas orações: "Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde" (Sl 141.2).
3. O Santo dos Santos e a arca da aliança (Êx 25.10-22). O Santo dos Santos era um local restrito, onde somente o sumo sacerdote poderia entrar uma única vez ao ano. A arca da aliança era a única peça deste compartimento sagrado. Era uma caixa de madeira forrada de ouro. Durante a peregrinação pelo deserto os sacerdotes carregavam-na sobre os ombros. A arca simbolizava a presença de Deus no meio do seu povo. Erroneamente os israelitas a utilizaram como uma espécie de amuleto.
Em Hebreus 10.19,20, vemos a gloriosa revelação profética entre o Santo dos Santos, o Senhor Jesus e o povo salvo da atualidade. O termo "santuário", no versículo 19, é literalmente, no original, "santo dos santos".
SINOPSE DO TÓPICO (3) No interior do Tabernáculo ficava o castiçal de ouro, os pães da proposição, o altar do incenso, o Santo dos santos e a arca da aliança.

CONCLUSÃO
Os israelitas, mediante o Tabernáculo, podiam aprender corretamente como achegar-se a Deus, adorá-lo, serví-lo e viver para Ele em santidade. Assim deve fazer a igreja, conforme Hebreus 10.21-23. O Senhor é Santo e sem santidade nosso louvor e adoração não poderão agradá-lo.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico
"Análise Teológica (do Tabernáculo)
Os materiais necessários para o Tabernáculo e as vestes sacerdotais deviam ser doados de bom grado pelo povo. A ninguém foi imposto uma dívida ou parte nos custos, mas a doação era voluntária (25.1-7, com destaque para o v.2). A resposta ao apelo de Moisés foi sensacional. Ao contrário de muitos ministros que várias vezes imploram e bajulam por dinheiro, Moisés teve de impedir que o povo continuasse doando. Foi, sem dúvida, uma grande demonstração de generosidade por parte do povo (36.2-7)!
A descrição do mobiliário do Tabernáculo começa pelas peças do centro e prossegue para as mais externas, mas não de forma sistemática. Já nos trechos que descrevem a efetiva construção, a ordem de execução difere da ordem das instruções.
[...] O próprio texto de Êxodo devia nos servir de alerta contra uma excessiva interpretação alegórica do Tabernáculo. Enxergar um significado oculto em cada mobiliário, tecido, corrediças e cores, em vez de exegético, não passa de especulação" (HAMILTON, Vitor P. Manual do Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.249,50).

VOCABULÁRIO
Sedimentada: Processo de formação e acumulação de camadas sólidas.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 57, p.40.

EXERCÍCIOS
1. Qual era o objetivo de Deus com a construção do Tabernáculo? 
R. O objetivo divino era aumentar e fortalecer os laços de comunhão com o seu povo Israel

2. O Tabernáculo foi construído com quais recursos? 
R. Com os recursos que receberam pela providência divina ao saírem do Egito. 

3. Faça um pequeno resumo a respeito do pátio do Tabernáculo. 
R. O pátio tinha o formato retangular, e indicava que, na adoração a Deus, deve haver separação, santidade.

4. No Apocalipse o que o castiçal simboliza? 
R. A Igreja.

5. Faça um pequeno resumo a respeito do Santo dos Santos. 
R. O Santo dos Santos era um local restrito, onde somente o sumo sacerdote poderia entrar uma única vez ao ano. A arca da aliança era a única peça deste compartimento sagrado.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Educação vem de onde mesmo?


Por: Angela Dutra
Fonte: DIARIO ITAPORA

Deu-se a retomada do ano letivo nas escolas. Com ele, a possibilidade de muitos pais atribuírem a responsabilidade da educação de seus filhos a essas instituições.
De alguns anos para cá, em razão dasrelações familiares terem sido altamente afetadas, o papel que deveria ser dos pais, aos poucos foi sendo transferido para as escolas, que por sua vez, não teve tantas alternativas e acabou recebendo essa carga diária quase que insustentável.
Os motivos são os mais diversos: Pais que trabalham muito e passam pouco tempo com os filhos, à busca incansável pelo sucesso profissional, o despreparo para exercer a missão nada fácil, papéis invertidos dentro do lar, falta de limites na educação das crianças, ausência afetiva dos pais, ausência de amor, respeito e aceitação por parte dos adultos. Estas são apenas algumas das lacunas que a escola tenta preencher, no entanto muitas vezes sem sucesso.
A família que anteriormente tinha o papel de formação ética do indivíduo, desta vez resolveu acomodar-se e esperar que a função delegada aos professores, surtam efeitos positivos e impactantes no corpo da sociedade. Como recompensa dessa tragédia, crianças sendo expostas e direcionadas a exercerem papéis e hábitos que nem o corpo nem a mente estão preparados. São seres imaturos à mercê de pais totalmente perdidos na forma de agir e pensar. Acompanhar o desenvolvimento do mundo moderno é aválvula de escape que muitos desses pais encontraram para justificar tanta incompetência, na hora de educar aqueles em que na Bíblia são denominados como herança, esquecendo-se que os valores delegados no seio familiar irão marcar de forma positiva ou negativa, o homem e a mulher do amanhã. Mas afinal, quem deve educar: os pais ou as escolas?
A Bíblia e muito clara quando se trata da educação dos filhos, quando lemos Provérbios 22.6“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda que for velho não se desviará dele.”.
O texto deixa evidente que os pais não devem transferir ou empurrar essa responsabilidade às escolas, igrejas, às babás, aos vizinhos ou a quem quer que seja. Estes podem sim colaborar na formação desses indivíduos, porém a missão de preparar os filhos tanto para a vida quanto para a vida eterna, fora dada por Deus aos pais.
Num outro aspecto, podemos observar que leis estão sendo criadas para destituir o poder dos pais na hora de educarem os filhos, basta pensarmos na lei da palmada, que é crime.
Nesse ponto é sensato a reflexão, haja visto que ninguém em pleno juízo poderá defender o espancamento, a humilhação, a agressividade e a violência doméstica contra crianças e adolescentes, mas além de instruir, orientar e prover a educação dos filhos, a Bíblia ensina que disciplinar e punir sem violência quando necessário contribui para a formação do cidadão de bem.
(Leia Provérbios 13:24) “Quem não castiga o filho não o ama. Quem ama o filho castiga-o enquanto é tempo”.
Estamos vivendo dias difíceis em que o desrespeito e a ruína familiar parecem ser algo comum, onde tudo é permissivo, e a quebra das regras e princípios da verdadeira educação com base Bíblica, vem sendo violados o tempo todo, sem que haja uma reação por parte dos pais que precisam assumir a culpa do mau gerenciamento da vida de seus filhos.
Notem: Aplicar a correção de forma racional e equilibrada fará com que o lar seja a primeira escola e os pais os primeiros professores. Melhor do que dar coisas para suprir carências emocionais e afetivas dos filhos é educar ensinando a eles os limites e os valores para uma vida de sucesso, onde o respeito, a honra, a honestidade e a obediência sejam fatores relevantes para uma vida feliz.
Educação vem de casa.Educar filhos exige comprometimento, abnegação, presença, dedicação, paciência e muito amor. Vale a pena pensar. Que Deus lhe conceda uma semana com bons resultados na prática da boa educação!
Angela Dutra - Jornalista, Cantora e Educadora Cristã
angeladutrajor@hotmail.com


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Lição 8 - Moisés - sua Liderança e seus Auxiliares


23 de Fevereiro de 2014

Moisés - sua Liderança e seus Auxiliares

TEXTO ÁUREO
"Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e Deus será contigo [...]"  (Êx 18.19).

VERDADE PRÁTICA
Para cuidar da sua obra, Deus chama a quem Ele quer, e pelo seu Espírito capacita essas pessoas para a sua santa missão.

HINOS SUGERIDOS
153, 156, 305

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 28.1 O obreiro administrando para Deus
Terça - Êx 29.44 Santificados para o ministério
Quarta - Êx 40.13-15 Ungidos para o ministério
Quinta - Mc 3.13,14 Jesus chama e envia para a obra
Sexta - 1 Pe 5.3 O obreiro como exemplo para o rebanho
Sábado - Rm 15.30 Oração da igreja pelos obreiros

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 18.13-22
13 E aconteceu que, ao outro dia, Moisés assentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde.
14 Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que tu fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até à tarde?
15 Então, disse Moisés a seu sogro: É porque este povo vem a mim para consultar a Deus.
16 Quando tem algum negócio, vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis.
17 O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes.
18 Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer.
19 Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e Deus será contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus e leva tu as coisas a Deus;
20 e declara-lhes os estatutos e as leis e faze-lhes saber o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer.
21 E tu, dentre todo o povo, procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; e põe-nos sobre 
eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta e maiorais de dez;
22 para que julguem este povo em todo o tempo, e seja que todo negócio grave tragam a ti, mas todo negócio pequeno eles o julguem; assim, a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo.

INTERAÇÃO
Liderar é uma arte. Interagir com pessoas de diferentes personalidades requer flexibilidade. Quando tratamos sobre o tema liderança em relação à Igreja de Cristo o assunto torna-se mais complexo ainda, pois um líder espiritual vocacionado por Deus não responde apenas a assuntos de ordem espiritual e celestial; além disso, responde às questões de caráter material e terreno. O líder cristão precisa ter discernimento da parte de Deus para atender às necessidades espirituais do seu rebanho, mas igualmente, ter a sensibilidade para com as demandas sociais da comunidade de fé onde lidera. Apesar de Moisés ser um bom exemplo de liderança, a pessoa de Jesus Cristo é o perfeito modelo de liderança humilde, acolhedora e amorosa.

OBJETIVOS
Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
* Saber que a obra do Senhor precisa de trabalhadores.
* Explicar a relação de Moisés com os seus auxiliares.
* Elencar as qualidades de um líder.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, para concluir o segundo tópico da lição desta semana, sugerimos que você reproduza o esquema abaixo na lousa ou faça cópias. Peça aos alunos para comentarem sobre os textos em destaque no esquema. Ouça-os com atenção. Em seguida, explique para a classe a importância de o líder construir relacionamentos sólidos e sadios na igreja local onde ele exerce a liderança e na comunidade onde se relaciona cotidianamente - família, vizinhança, trabalho, escola ou faculdade, etc. Afirme que o verdadeiro líder nunca se impõe, mas conduz seus liderados com sabedoria.

CONSTRUINDO RELACIONAMENTOS NA IGREJA E NA COMUNIDADE
A formação de relacionamentos começa com um procedimento e um procedimento apenas: atitude. Um líder tem de querer vê-la acontecer.
Jesus estava entre as pessoas, onde quer que estivessem.
Amizade é caracterizada por relacionamento não por imposições.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos a respeito de Moisés como servo fiel de Deus e como líder. Moisés havia sido "instruído em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em suas palavras e obras" (At 7.22). Todavia, como líder do povo de Deus, vemos as suas dificuldades na carência e utilização de auxiliares. O líder cristão, por mais capacitado que seja, não conseguirá realizar suas tarefas sem a ajuda de líderes auxiliares.

I. O TRABALHO DO SENHOR E OS SEUS OBREIROS
1. Despenseiro e não dono (Êx 18.13-27). Podemos ser laboriosos e dedicados na obra do Senhor como foi Moisés e ainda assim cometer falhas em nossa administração. Um dos erros de Moisés e de alguns líderes da atualidade está no monopólio do poder administrativo. Na Bíblia encontramos vários exemplos que servem para mostrar que o líder de Deus não pode pensar que é dono da obra ou do rebanho que dirige. Vejamos como exemplo Diótrefes (3 Jo vv. 9,10). Este obreiro via a congregação como uma propriedade sua. João repudiou e denunciou a recusa de Diótrefes em se relacionar com as outras lideranças e irmãos.
2. Falta de percepção do líder (Êx 18.14,17). Às vezes o líder não percebe as necessidades dos seus liderados. Isso não significa que ele seja um mau líder, mas que, em alguns momentos, os que estão de fora têm uma percepção maior da nossa administração. Jetro era sogro de Moisés e sacerdote; ele logo percebeu a dificuldade que Moisés estava tendo no exercício da sua liderança. Eliseu também não percebia que os discípulos dos profetas enfrentavam uma séria necessidade atinente à moradia (2 Rs 6.1). Talvez você, líder, não esteja percebendo as necessidades do seu rebanho, mas elas existem e não devem ser ignoradas. Oremos para que Deus levante homens fiéis como Jetro para sempre lhe ajudar.
3. O líder necessita de ajudantes (Êx 18.18). Caso Moisés continuasse a trabalhar sozinho, logo estaria enfrentando um severo esgotamento físico e mental. Ao mesmo tempo o povo também iria se cansar pela longa espera em pé (vv. 13,14). Sozinho, ninguém é capaz de cuidar do rebanho do Senhor. O líder não deve tentar fazer mais do que pode. Também precisamos nos conscientizar de que nenhuma pessoa é insubstituível na obra de Deus. Mais cedo ou mais tarde cada um de nós será substituído, contudo, a obra de Deus prosseguirá.
SINOPSE DO TÓPICO (1) A mulher virtuosa, como esposa, tem a confiança, o respeito, a admiração e o reconhecimento do marido.

II. OS AUXILIARES DE MOISÉS NO MINISTÉRIO
1. Deus levanta auxiliares (Êx 18.21). Para fazer a sua obra, Deus levanta líderes principais, como Moisés, e de igual modo levanta líderes auxiliares. Todo obreiro que está à frente do trabalho do Senhor, seja qual for a tarefa, necessita de auxiliares, cooperadores, colaboradores (Rm 16.3,21; 2 Co 8.23).
2. Os auxiliares de Moisés (Êx 18.25). Certamente Moisés teve muitos auxiliares cujos nomes não foram registrados nas Escrituras Sagradas, mas vejamos apenas alguns que o ajudaram durante a caminhada do povo até a Terra Prometida.
a) Miriã era auxiliar de Moisés e também sua irmã. Era profetisa e cantora (Êx 15.20,21). Seu nome, em hebraico, corresponde em grego a Maria. Certa vez, levantou-se contra Moisés e pagou caro por sua rebeldia (Nm 12).
b) Arão, irmão de Moisés, seu porta-voz (Êx 4.14-16; 7.1,2) e líder dos sacerdotes.
c) Os anciãos, também chamados príncipes no período mosaico. Eram líderes e representantes do povo (Dt 1.13-15; Êx 3.16,18). Outros auxiliares eram os juízes e os levitas (Js 8.33; 24.1).
d) Jetro, o sogro de Moisés, não era israelita, mas demonstrou ser um homem cheio de sabedoria. Ele muito ajudou Moisés.
e) Josué, sucessor de Moisés (Nm 27.18-23), é mencionado pela primeira vez na Bíblia em Êxodo 17.9, num contexto que destaca a sua obediência a Moisés (33.11). Por ter sido fiel e obediente a Moisés foi o escolhido de Deus para suceder o Legislador
SINOPSE DO TÓPICO (2) Deus levantou auxiliares para o ministério de Moisés. São eles: Miriã, Arão, os anciãos, juízes, levitas, Jetro e Josué.

III.  QUALIDADES DE MOISÉS COMO LÍDER
1. Mansidão e humildade (Nm 12.3). Deus falava com Moisés face a face. Todavia, ele com humildade parou para ouvir os conselhos de Jetro, que não era nem mesmo israelita. Se você deseja ser bem-sucedido em sua liderança, seja humilde. A soberba, além de ser pecado, impede o líder de crescer. A Palavra de Deus diz que na "multidão de conselheiros, há segurança" (Pv 11.14), todavia, a soberba impede que o líder ouça seus auxiliares.
2. Piedoso e obediente. Moisés era um exemplo de obediência e integridade e da mesma forma o obreiro precisa ser modelo dos fiéis (1 Pe 5.3). O verdadeiro ministro de Cristo precisa viver uma vida digna, não só diante de Deus, mas também dos homens (2 Co 8.21; 1 Tm 6.11,12). O servo deve viver e agir de modo honroso no trabalho, na vizinhança e na família. A santidade é um imperativo na vida do obreiro. Um bom ministro de Cristo não apenas dá ordens, mas em tudo é o exemplo para o rebanho.
3. Fiel (Nm 12.7; Hb 3.2,5). Esta é uma das qualidades primordiais de um líder, pois "requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel" (1 Co 4.2). De nada adianta o líder cristão pregar e ensinar a Palavra, se ele é desobediente, displicente, e nem sequer pratica o que ensina. A verdadeira fidelidade revela-se em nossos atos cotidianos. Os olhos do Senhor estão à procura dos que são fiéis (Sl 101.6). Moisés foi fiel a Deus, ao seu povo, à sua família. Sigamos seu exemplo.
SINOPSE DO TÓPICO (3) Mansidão, humildade, piedade, obediência e fidelidade são algumas das qualidades que podemos encontrar na liderança de Moisés.

CONCLUSÃO
Ninguém pode fazer a obra de Deus sozinho. O líder cristão precisa de auxiliares dados por Deus que o ajude. Não sejamos como muitos líderes que não sabem delegar tarefas. Estes acabam sofrendo e fazendo a obra de Deus sofrer danos. Sigamos o exemplo de Moisés e seus auxiliares, que o ajudaram na missão de conduzir o povo de Deus até à Terra Prometida.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teologia Pastoral
"O Pastor Deve Ser Humilde
Vivemos em um mundo que não valoriza e nem deseja a humildade. Seja na política, nos negócios, nas artes ou nos esportes, as pessoas se esforçam para alcançar destaque, popularidade e fama. Infelizmente, essa atitude tem contaminado a igreja. Existe um culto à personalidade, pois os líderes cristãos lutam para alcançar glória. O verdadeiro homem de Deus, entretanto, busca a aprovação de seu Senhor, e não a adulação da multidão. A humildade é, portanto, a marca registrada de qualquer servo comprometido com a obra de Deus. Spurgeon nos lembra de que 'se exaltarmos a nós mesmos, nos tornaremos desprezíveis, e não exaltaremos nosso trabalho e nem o Senhor. Somos servos de Cristo, não senhores da sua herança. Os ministros são para as igrejas, e não as igrejas para os ministros... Cuide de não ser exaltado mais do que se deve, para que não se transforme em nada'" (MACARTHUR, JR., John. Ministério Pastoral: Alcançando a excelência do ministério cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.38).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teologia Pastoral
"Trabalhando com Pessoas de Todo Tipo
'Pastorear seria o melhor emprego do mundo, se eu não tivesse de lidar com certos tipos de pessoas'. Essas foram as palavras de um ministro que acabou de ter uma desavença com Bill, membro exigente de sua igreja. Bill se cansara dos sermões, [...], do estilo de administração do pastor e suas expectativas para com a congregação. Assim, frustrado, disse abertamente ao pastor: 'Você é o pior pastor que esta igreja já teve'.
A mandíbula do pastor apertava, enquanto citava para si mesmo: A resposta branda desvia o furor. Bill prosseguiu em sua investida: 'Essa era uma igreja maravilhosa, antes de você chegar'.
[...] O pastor arriscou um sorriso curioso. 'Diga-me, Bill, como é que acabamos fazendo tudo errado?' Bill hesitou. 'Quando você chegou aqui e começou a pedir para mim e para todos os demais que fizéssemos coisas'.
'Como o que?' 
'Você esperava que participássemos de todas as atividades da igreja de segunda a domingo. Depois, você fez com que fizéssemos seu trabalho de visitação'. O pastor suspirou. 'Bem, irmão Bill, sinto muito que você se sinta assim'.
'Eu também', vociferou Bill. 'Minha família e eu estamos nos mudando de igreja e indo para um lugar onde o pregador entende que, hoje em dia, as pessoas estão ocupadas e não têm tempo de fazer o que o pastor foi pago para fazer'.
Experiências como essas fazem os pastores desistir. Para evitar conflitos com os membros da congregação e instigá-los a frequentar a igreja, alguns pastores abstém-se de colocá-los sob qualquer expectativa. Escoltam os crentes a um lugar confortável todos os domingos, depois ousam pregar mensagens que se esquivam da responsabilidade cristã. O resto da semana esses pastores tentam ser o grupo de um homem só. Só eles pregam, cantam, visitam, cortam a grama, datilografam e oram. Esse padrão leva a pastores dominadores, crentes leigos ineficazes e comunidades sem salvação" (CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas E. et al. Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.61-2).

VOCABULÁRIO
Adulação: Ato ou efeito de adular, de lisonjear (alguém); bajulação.
Escoltam: Ato ou efeito de escoltar, seguir junto de (alguém ou algo) com a finalidade de dar proteção.
Datilografam: Ato ou efeito de datilografar, escrever à máquina datilográfica.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas E. et al. Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
MACARTHUR, JR., John. Ministério Pastoral: Alcançando a excelência do ministério cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 57, p.39.

EXERCÍCIOS
1. De acordo com a lição, aponte um dos erros de Moisés na liderança do povo. 
R. Um dos erros de Moisés e de alguns líderes da atualidade está em querer fazer tudo sozinho.

2. O que aconteceria a Moisés caso ele continuasse a trabalhar sozinho?
R. Caso Moisés continuasse a trabalhar sozinho, logo ele estaria enfrentando um severo esgotamento físico e mental.

3. Cite três auxiliares de Moisés.
R. Miriã, Arão e Josué.

4. Relacione algumas qualidades de Moisés como líder.
R. Mansidão, humildade, piedade, obediência e fidelidade.

5. Qual qualidade você acredita que seja indispensável a um líder? 
R. Resposta pessoal.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Bênção ou maldição?

Na sala de estar:

Bênção ou maldição?

Por: Angela Dutra
Fonte: DIÁRIO ITAPORÃ
 
divulgação
A TV é sem dúvida, o meio de comunicação mais popular e influente nos nossos dias. Num paralelo entre elogios e críticas, a TV brasileira tem se transformado numa grande ferramenta para a desmoralização dos valores e princípios éticos, que norteiam a família.
A medida que o aperfeiçoamento da tecnologia avança, os subprodutos desse veículo de massa são levados instantaneamente para dentro dos lares, provocando nas famílias mais abastadas ou nas mais miseráveis, os efeitos negativos e sórdidos em todas as áreas da vida de seus telespectadores, exercendo influências devastadoras na formação do caráter, pelo seu poder nocivo de persuasão.
Não podemos negar que a TV tornou-se um poderoso modificador de mentes e condutas, influenciando hábitos e costumes em todas as faixas etárias, atingindo principalmente as crianças, adolescentes e jovens.
Apesar de ser um dos maiores inventos de todos os tempos, o submundo da decadência humana é expresso através da apologia ao sexo descomprometido, ao uso de drogas, a banalização da família, incentivo ao erotismo, prostituição, violência, corrupção, baixaria e imoralidade.
O pecado é exaltado o tempo todo, como se fosse o melhor prato do dia, e a mais degradante imundície é arrastada para o centro de nossas vidas, sem ao menos nos preocuparmos com o lixo cultural e outros tóxicos mentais, corrosivos de boas índoles, e causadores da maioria dos males da sociedade atual.
Mas convenhamos, somos os responsáveis pela deturpação da ideia inicial, que seria a de promover educação, cultura, utilidade pública e entretenimento saudável, quando somos permissivos a todo esse lixo instaurado na sala de nossas casas, oportunizando que pessoas inescrupulosas e insanas, sem o mínimo temor à Deus, sejam os responsáveis por nos entreter e manipular nossos conceitos.
A Bíblia nos adverte: “Não se enganem: As más companhias estragam os bons costumes”(1º Coríntios 15.33)
Cabe aqui uma densa reflexão: O trabalho de criar filhos de caráter, respeitadores e honestos, nunca foi tão difícil quanto nos nossos dias, mas isso não nos isenta de nossa responsabilidade e missão.
Um texto Bíblico explica isso melhor: "Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão." Confira na Bíblia Salmos 127:3.
Sendo assim, cabe aos pais educá-los, protegê-los e orientá-los, pois a TV tem se tornado a babá eletrônica em muitas lares, abalando as estruturas familiares pelas práticas contrárias aos bons costumes, sujeitos a todos os tipos de sensações e estímulos traumáticos do ponto de vista moral, buscando desqualificar os ensinamentos de Deus para o bom andamento da família e da sociedade como um todo.
Chega de aceitar o inaceitável. Precisamos assumir o controle remoto. Basta de tanta podridão, irreverência, banalidades e vulgaridades na nossa sala de estar. Precisamos salvar nossas famílias desse lamaçal de destruição visual enquanto há tempo.
Sejamos seletivos ao material que estamos permitindo que adentre nossas casas. Optemos pelos programas que promovam a paz, a harmonia da família e os valores cristãos, fazendo-nos crescer e não retroceder.
Chega de consumirmos porcaria que não acrescentam sabedoria ao nosso estilo de vida. Vamos separar o joio do trigo e educarmos nossa geração a reter somente o que é bom, afinal ninguém fará o nosso papel melhor do que nós mesmos.
Que Deus nos dê discernimento para rejeitarmos o que é desfavorável aos princípios d’Ele, e que possamos priorizar suas leis e seus decretos, dominando nossas vontades de ver ou ouvir coisas nocivas à moralidade e principalmente à nossa vida espiritual e daqueles que amamos. Tenham todos uma semana feliz, e repleta do cuidado de Deus.
Angela Dutra - Jornalista, Cantora e Educadora Cristãangeladutrajor@hotmail.com

Lição 7 - Os Dez Mandamentos do Senhor


16 de Fevereiro de 2014

Os Dez Mandamentos do Senhor

TEXTO ÁUREO
"Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê" (Rm 10.4).

VERDADE PRÁTICA
A Lei expõe e condena os nossos pecados, porém, o Senhor Jesus Cristo, pelo seu sangue expiador, nos perdoa e nos justifica mediante a fé.

HINOS SUGERIDOS
 262, 285, 306

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 1.16,17 A lei de Moisés e a graça de Deus
Terça - Rm 1.16,17 O crente vive em Cristo a partir da fé
Quarta - Gl 4.4,5 Cristo veio alcançar os que estavam sob a Lei
Quinta - 1 Co 1.30,31 Cristo - sabedoria, justiça, santificação e redenção
Sexta - Rm 10.8,17 A fé pela Palavra quando crida e obedecida
Sábado - Gl 2.16 A justificação nos vem pela fé em Cristo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 20.1-5,7-10,12-17
Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo:
Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem
Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra,
10 mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu 
servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas.
12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
13 Não matarás.
14 Não adulterarás.
15 Não furtarás.
16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
17 Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

INTERAÇÃO
O Decálogo expressa o propósito de Deus para o povo de Israel: uma nação que andasse em justiça, odiasse o pecado e amasse a santidade. Caso seguissem esse estilo de vida, os judeus resplandeceriam como luz às nações vizinhas. Mas Israel falhou nesta missão e voltou-se contra Deus. Entretanto, a queda do povo judeu trouxe salvação aos gentios. Todavia, isso não deve orgulhar ou ensoberbecer a Igreja do Senhor, representante do Reino de Deus no mundo; pelo contrário, a comunidade dos santos deve temer a Deus e ouvir o conselho do apóstolo Paulo: "Porque, se Deus não poupou os ramos naturais [Israel], teme que te não poupe a ti também [Igreja]" (Rm 11.21).

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Conhecer os propósitos dos Dez Mandamentos.
* Compreender o conceito de cada mandamento.
* Saber que os Dez Mandamentos referem-se a relação do homem com Deus e o próximo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, utilize o esquema abaixo para concluir a lição. Os objetivos desta atividade são: recapitular os mandamentos estudados e analisar as duas relações humanas implícitas no Decálogo.
Explique à classe o quanto é óbvio que a interpretação dos quatro primeiros mandamentos se distingue dos outros seis, pois os quatro primeiros tratam do relacionamento do homem com Deus e os outros seis, do homem com o próximo. Conclua a aula afirmando que, além do aspecto espiritual, o Decálogo apresenta um caráter social da Lei cuja garantia da dignidade humana torna-se uma ordenança divina.

RESUMO  DO  DECÁLOGO 

1º Mandamento  Não terás outros deuses diante de mim.
2º Mandamento  Não farás imagens de escultura.
3º Mandamento         Não tomarás o nome de Deus em vão
4º Mandamento  Lembra-te do sábado, para o santificar
5º Mandamento  Honra o teu pai e a tua mãe.
6º Mandamento  Não matarás.
7º Mandamento  Não adulterarás.
8º Mandamento  .Não furtarás
9º Mandamento  Não dirás falso testemunho.
10º Mandamento .Não cobiçarás

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Hoje estudaremos o capítulo 20 do livro de Êxodo. É uma síntese concernente aos Dez Mandamentos que foram entregues por Deus a Moisés. Muitos pensam que os preceitos morais da Lei foram somente para o Antigo Pacto. Todavia, Jesus ressaltou, no Sermão do Monte, que os preceitos morais da Lei são eternos e imutáveis, por isso precisamos conhecê-los.

I. OS PROPÓSITOS DA LEI
1. O Decálogo (Êx 20.3-17). O termo Decálogo literalmente significa "dez enunciados" ou "declarações" (Êx 34.28; Dt 4.13). Ele foi proferido por Deus no Sinai (Êx 20.1), mas também escrito por Ele em duas tábuas de pedra (Êx 31.18). O Decálogo exprime a vontade de Deus em relação ao ser humano. É, na verdade, um resumo da lei moral de Deus.
2. Objetivos do Concerto divino. A lei foi dada por Deus a Israel com os seguintes objetivos:
a) Prover um padrão de justiça. A lei entregue pelo Senhor a Moisés é um padrão de moralidade para o caráter e a conduta do homem, seja ele judeu, seja ele gentio (Dt 4.8; Rm 7.12).
b) Identificar e expor a malignidade do pecado. "Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse"; isto é, fosse devidamente conhecida (Rm 5.20). "Pela lei vem o conhecimento do pecado", ou seja, o conhecimento pleno da transgressão (Rm 3.20; 7.7). A lei não faz do ser humano um pecador, mas faz com que ele se reconheça como um transgressor. Ela expõe a malignidade do pecado, mas ao mesmo tempo aponta o caminho da sua expiação pela fé em Deus através dos sacrifícios que eram oferecidos no Tabernáculo (Lv 4-7).
c) Revelar a santidade de Deus. O Senhor revela a sua santidade por intermédio da lei mosaica (Êx 24.15-17; Lv 19.1,2), de igual forma, em o Novo Pacto, Ele revela a todo o mundo o seu seu amor através do seu Filho Jesus (Jo 3.16; Rm 5.8). A lei foi dada por Deus para conduzir a humanidade a Cristo (Rm 10.4).
SINOPSE DO TÓPICO (1) A Lei de Deus, entregue a Moisés tinha os seguintes propósitos para Israel: prover um padrão de justiça; identificar e expor a malignidade do pecado; revelar a santidade de Deus.

II. OS DEZ MANDAMENTOS (ÊX 20.1-17)
1. O primeiro mandamento. "Não terás outros deuses diante de mim" (Êx 20.3). Neste primeiro mandamento, Deus se revela como o único e verdadeiro Deus (Dt 6.4). Naquela época havia entre as nações falsos deuses. Um exemplo disso é o Egito, onde o povo de Israel estivera por 430 anos. Nossa adoração e culto devem ser dirigidos somente ao único e verdadeiro Deus. Não devemos cultuar nem os anjos (Ap 19.10), nem os homens (At 10.25,26) ou quaisquer símbolos. O primeiro mandamento da lei, reafirmado em o Novo Testamento, foi a respeito da adoração somente a Deus (1 Co 8.4-6; 1 Tm 1.17; Ef 4.5,6; Mt 4.10).
2. O segundo mandamento."Não farás para ti imagem de escultura" (Êx 20.4-6). Aqui Deus proíbe terminantemente o uso de imagens idolátricas. "Deus é Espírito", disse Jesus (Jo 4.24). Então, não há como adorá-lo por meio de imagens. Querer adorar a Deus por meio de imagens visíveis é falta de fé, pois Cristo é a imagem de Deus (Cl 1.13-23). É abominação ao Senhor a idolatria, ou seja, ter ídolos e ser idólatra (Dt 7.25). Na vida do crente, um ídolo é tudo o que ocupa o primeiro lugar em sua vida, em seu coração, em seu tempo e em sua vontade. Esse "ídolo" pode ser acúmulo de riqueza, a busca pela grandeza, pelo sucesso e pela fama. Pode ser também a busca pela popularidade, pelo prazer desenfreado. Há muita gente na igreja se arruinando espiritualmente por causa dos "ídolos do coração".
3. O terceiro mandamento. "Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão" (Êx 20.7). O nome de Deus representa Ele mesmo; sua divina natureza; seu infinito poder e seu santo caráter. Este mandamento, portanto, diz respeito à santidade do Senhor. Tomar o nome do Todo-Poderoso em vão é mencioná-lo de modo banal, profano, secular e irreverente.
4. O quarto mandamento.  "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar" (Êx 20.8-11). O sábado era um dia de descanso e de adoração a Deus. O termo sábado vem do hebraico shabbath (cessar; interromper). Em Gênesis 2.3 está escrito que: Deus "descansou" (literalmente "cessou", no sentido de alguém interromper o que estava fazendo). A expressão "lembra-te", usada pelo autor no versículo 8, indica que o sábado já fora dado por Deus no princípio, e que já era observado para descanso do trabalho e adoração a Deus (Gn 2.1-3; Êx 20.10). É importante ressaltar que em o Novo Testamento não há um só versículo que ordene a guarda do sábado como dia fixo santificado para descanso e adoração ao Senhor. O sábado foi dado como um "sinal" do pacto do Sinai entre Deus e Israel. Assim, o sábado assinala Israel como povo especial de Deus (Êx 31.12,13,17; Ez 20.10-12). A respeito dos demais mandamentos não está dito que eles são "sinais". Para nós, o princípio que permanece é um dia de descanso na semana, para nosso benefício físico e espiritual (Cf. Mc 2.27,28). Nós, cristãos, observamos o domingo como dia de culto, pois Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Lc 24.1-3).
SINOPSE DO TÓPICO (2) Do primeiro ao quarto mandamento, o Decálogo apresenta leis para situar a relação do homem com Deus.

III. A CONTINUAÇÃO DOS MANDAMENTOS DIVINOS 
1. O quinto mandamento. "Honra a teu pai e a tua mãe" (Êx 20.12). Honrar é respeitar e obedecer, por amor, à autoridade dos pais, e com eles cooperar em tudo. É o primeiro mandamento contendo uma promessa de Deus: "Para que se prolonguem os teus dias."
2. O sexto mandamento. "Não matarás" (Êx 20.13). No original, o termo rasah equivale a matar o ser humano de modo doloso, premeditado, planejado. Este mandamento ressalta a sacralidade da vida humana como dádiva de Deus (At 17.25-28). Há também aqueles que matam o próximo no sentido moral, social e espiritual, mediante a mentira, a falsidade, a difamação, a calúnia, a maledicência e o falso testemunho (1 Jo 3.15). Atualmente há muitos que foram atingidos mortalmente em sua honra e praticamente "morreram".
3. O sétimo mandamento. "Não adulterarás" (Êx 20.14). Este mandamento do Senhor está vinculado à sacralidade, pureza e respeito absoluto ao sexo, ao matrimônio e à família. O adultério é um ato sexual ilícito e pecaminoso, de um cônjuge com outra pessoa estranha ao casamento. Enquanto a lei condenava a prática do ato, o Novo Testamento vai além - condena os motivos ocultos no coração que levam ao adultério (Mt 5.27,28). Portanto,  mais que condenar o ato praticado, Deus espera que em todo o tempo dominemos nossos desejos e nos submetamos ao domínio do Espírito Santo.
4. O oitavo mandamento. "Não furtarás" (Êx 20.15). Furtar é apoderar-se oculta ou disfarçadamente daquilo que pertence a outrem. Isso abrange toda forma de desonestidade, de mentira, de ocultação, por palavra e por atos. É preciso respeitar os bens dos outros. Ter honestidade e pureza nos atos; no viver, no agir, no proceder.
5. O nono mandamento. "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" (Êx 20.16). Este mandamento do Senhor trata da nossa honestidade e sinceridade no uso da palavra em relação aos outros. Falso testemunho é falar mal dos outros; acusar e culpar injustamente; difamar; caluniar; mentir (Tg 4.11).
6. O décimo mandamento. "Não cobiçarás" (Êx 20.17). Este mandamento é o respeito ético a tudo o que pertence aos outros. Isto abrange o controle e o domínio dos apetites da alma, dos impulsos, desejos e vontade do crente. Cobiçar é querer o que pertence a alguém. Querer as coisas dos outros é um desejo insano que precisa ser debelado.
SINOPSE DO TÓPICO (3) Do quinto ao décimo mandamento, o Decálogo apresenta leis que tratam da relação do homem com o próximo.

CONCLUSÃO
A Lei expõe e condena os nossos pecados, porém, o Senhor Jesus Cristo, pelo seu sangue expiador, nos perdoa e nos justifica mediante a fé.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
"O Dez Mandamentos
Os Dez Mandamentos, aqui registrados (cf. Dt 5.6-21), foram escritos pelo próprio Deus em duas tábuas de pedra e entregues a Moisés e ao povo de Israel (31.18; Dt 4.13; 10.4). A guarda dos mandamentos proveu um meio de Israel procurar viver em retidão diante de Deus, agradecido pelo seu livramento do Egito; ao mesmo tempo, tal obediência era um requisito para os israelitas habitarem na Terra Prometida (Dt 41.14; 14 [...]).
(1) Os Dez Mandamentos são o resumo da lei moral de Deus para Israel, e descrevem as obrigações para com Deus e o próximo. Cristo e os apóstolos afirmam que, como expressões autênticas da santa vontade de Deus, eles permanecem obrigatórios para o crente do NT (Mt 22.37-39; Mc 12.28-34; Lc 10.27; Rm 13.9; Gl 5.14; Lv 19.18; Dt 6.5; 10.12; 30.6). Conforme esses trechos do NT, os Dez Mandamentos resumem-se no amor a Deus e ao próximo; guardá-los não é apenas uma questão de práticas externas, mas também requer uma atitude do coração [...]. Logo, a lei demanda uma justiça espiritual interior que se expressa em retidão exterior e em santidade.
(2) Os preceitos civis e cerimoniais do AT, que regiam o culto e a vida social de Israel [...] já não são obrigatórios para o crente do NT. Eram tipos de sombras de coisas melhores vindouras, e cumpriram-se em Jesus Cristo (Hb 10.1; Mt 7.12; 22.37-40; Rm 13.8; Gl 5.14; 6.2). Mesmo assim, contêm sabedoria e princípios espirituais a todas as gerações [...]" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.145).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Bíbliológico
"A Estrutura do Decálogo
É bastante óbvio que a intenção dos quatro primeiros mandamentos difere da intenção dos outros seis. Os quatro primeiros tratam do relacionamento com Deus, enquanto os outros seis regulam relacionamentos interpessoais. Talvez seja significativo que o mandamento acerca dos pais seja o primeiro no âmbito interpessoal [...]. Ocorre uma guinada do Criador para o procriador; a vida de uma pessoa se deve a ambos.
Ao ser perguntado sobre o mais importante mandamento (como se eles pudessem ser organizados hierarquicamente), Jesus citou Deuteronômio 6.5: 'Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento' (Mt 22.37), o que reduziu o primeiro mandamento a uma única frase. Apesar de não lhe pedirem maiores esclarecimentos, Jesus prosseguiu falando: 'e o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo' (Mt 22.39). Isso condensa em uma única oração os últimos seis mandamentos. Observe que Jesus insiste que o amor pode ser determinado. Isso não seria uma profanação do amor? O amor não é algo a ser voluntariamente dado? Ao colocar o amor num contexto de exigência ou mesmo de imposição, Jesus dá a entender que o amor por Deus e pelo próximo se baseia na vontade, não em emoções.
Logo após ser orientado por Jesus sobre o cumprimento do mandamento como requisito para a vida eterna, o rico perguntou: 'Quais?' Jesus não disse nada sobre os quatro primeiros mandamentos, mas apenas sobre o segundo grupo. Até mesmo a ordem que eles são citados é interessante: sexto, sétimo, oitavo, nono e quinto. A falta de amor entre irmãos impede a possibilidade do amor de Deus e torna obscura qualquer expressão de amor por Deus (uma das mensagens de 1 João)" (HAMILTON, Vitor P. Manual do Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.218-19)

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
HAMILTON, Vitor P. Manual do Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
COHEN, Armando Chaves. Comentário Bíblico Êxodo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 57, p.39.

EXERCÍCIOS

1. Qual o significado do termo "Decálogo"?
R. O termo Decálogo literalmente significa dez enunciados ou declarações.

2. De acordo com a lição, o que o Decálogo exprime?
R. O Decálogo exprime a vontade de Deus em relação ao ser humano.

3. Quais os objetivos do Concerto divino?
R. Prover um padrão de justiça; identificar e expor a malignidade do pecado; revelar a santidade de Deus.

4. O que significa tomar o nome de Deus em vão?
R. É mencioná-lo de modo banal, profano, secular e irreverente.

5. Fale a respeito do décimo mandamento.
R. Este mandamento é o respeito ético a tudo o que pertence aos outros. Isto abrange o controle e o domínio dos apetites da alma, dos impulsos, desejos e vontade do crente.