domingo, 12 de agosto de 2012

Lição 8 - A Rebeldia dos Filhos


Lição 8
19 de Agosto de 2012

A Rebeldia dos Filhos

TEXTO ÁUREO
"Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele"
(Pv 22.6).

VERDADE PRÁTICA
Os pais que negligenciam a educação dos filhos, estão cometendo grave pecado diante de Deus

HINOS SUGERIDOS 210, 273, 318

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Sl 127.3 Filhos, herança do Senhor
Terça - Pv 23.13,14 A necessidade da disciplina
Quarta - Pv 29.17 Disciplina e obediência
Quinta - Ef 6.4 Disciplina e conselho
Sexta - 2 Tm 3.2 A desobediência como sinal do fim
Sábado - Êx 20.12 Obediência como fonte de vida

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Samuel 2.12-14,17,22-25
12 Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não conheciam o SENHOR;

13 porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém algum sacrifício, vinha o moço do sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes em sua mão;

14 e dava com ele, na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita; e tudo quanto o garfo tirava o sacerdote tomava para si; assim faziam a todo o Israel que ia ali a Siló.


17 
Era, pois, muito grande o pecado desses jovens perante o SENHOR, porquanto os homens desprezavam a oferta do SENHOR.


22 
Era, porém, Eli já muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação.

23 
E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Porque ouço de todo este povo os vossos malefícios.


24 
Não, filhos meus, porque não é boa fama esta que ouço; fazeis transgredir o povo do SENHOR.


25 
Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o SENHOR, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar.




INTERAÇÃO
Professor, na lição de hoje enfocaremos a nobre missão que Deus concedeu aos pais de educar os filhos. Sabemos que muitos pais, devido o corre-corre da vida atual, estão delegando esta nobre missão a terceiros. Os resultados, os piores possíveis, podem ser visto em noticiários da tevê.
Estude a lição com afinco e prepare-se, da melhor forma possível, para tratar de um assunto tão proeminente como o de hoje.
É importante que os alunos compreendam o valor da disciplina na criação dos filhos, pois a disciplina conduz a criança ao caminho da obediência. Explique que os pais devem disciplinar seus filhos e educá-los de acordo com os princípios que Deus estabeleceu em sua Palavra. Não podemos jamais seguir os padrões deste mundo.

OBJETIVOS
Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
* Compreender que a disciplina evita a rebeldia.
* Discutir a respeito de alguns exemplos bíblicos de filhos que foram rebeldes.
* Conscientizar-se de que mesmo diante da rebeldia de um filho os pais devem demonstrar um amor incondicional.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, para introduzir o primeiro tópico da lição, promova um debate em classe. Escreva no quadro de giz as seguintes questões: "Por que os pais devem disciplinar seus filhos?" "Qual a importância da disciplina?" O debate favorece a participação ativa dos alunos, tornando a aula mais dinâmica e interativa. Ouça os alunos com atenção e faça as considerações que achar necessárias.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Os filhos são presentes de Deus e herança do Senhor. Todavia, nunca foi tão difícil educar uma criança. Por isso, precisamos buscar a orientação e a sabedoria divina para que nossos filhos sejam pessoas de bem, servos do Senhor, obedientes e cumpridores dos seus deveres. Na lição de hoje, veremos o que os pais podem fazer quando os filhos tornam-se rebeldes e fazem escolhas erradas.

I. A DISCIPLINA EVITA A REBELDIA

1. O que é disciplina? Muitos pais ainda confundem disciplina com castigo. Disciplinar é dar limites e estabelecer parâmetros, não castigar. É preciso mostrar à criança que ela não pode fazer o que bem entende. O texto bíblico de Provérbios é um alerta para os pais: "Não retires a disciplina da criança" (Pv 23.13). Sim, a disciplina não pode ser retirada porque é imprescindível à formação moral de nossos filhos. Quando uma criança não recebe limites, certamente tornar-se-á um adulto inseguro, ansioso e com dificuldades para obedecer.
2. O porquê da disciplina. Não são poucos os pais que têm medo de disciplinar, pois acreditam que os filhos ficarão ressentidos, chegando até mesmo a odiá-los. Porém, a disciplina, quando administrada com sabedoria, faz com que a criança se sinta segura, aceita e amada. Não disciplinar é o mesmo que deixar de instruir, educar. Por isso, não tenha medo de estabelecer parâmetros, pois eles são uma segurança para o desenvolvimento dos seus filhos (Pv 29.15; Hb 12.8).
3. Os pais devem disciplinar. Muitos pais estão "terceirizando" a educação de seus filhos, ou seja, passando uma responsabilidade, que é sua, para terceiros. Eles esperam, com isso, que os avôs, as babás, ou os professores da Escola Dominical, disciplinem seus filhos e os eduquem. Esta responsabilidade é sua! Os avôs, por terem mais experiência, podem até ajudar com os seus conselhos, mas a responsabilidade final de educar é dos pais. Não seja negligente quanto à educação de seus filhos (Ef 6.4).
SINÓPSE DO TÓPICO (1) A disciplina é imprescindível à formação moral dos filhos.

II. FILHOS REBELDES

1. Filhos que não ouviram seus pais. Na Palavra de Deus, encontramos alguns casos de filhos que desrespeitaram seus pais. Tais exemplos, ainda que negativos, foram registrados para que venhamos a aprender com eles. Vejamos alguns casos de filhos que não ouviram os conselhos de seus pais:
a) Caim. Caim e Abel receberam o mesmo tipo de educação. Caim, porém, era tolo e mau; seu coração estava cheio de inveja, ciúme e ira (Gn 4.5). Deus o inquiriu dizendo: "Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti?" (Gn 4.7). Aprendemos com a triste história de Caim, que a rebeldia de um filho não significa que ele não tenha sido bem disciplinado ou corrigido. Às vezes os pais ensinam e corrigem seus filhos, estes, todavia, optam por tomar atitudes erradas.
b) Hofni e Fineias. Eli fora sacerdote e juiz. Ele julgou Israel durante quarenta anos e, ainda, preparou seu sucessor, Samuel. Contudo, não se saiu muito bem como pai; negligenciou a disciplina de seus filhos (1 Sm 2.27-30). A Bíblia declara que Hofni e Fineias eram filhos de Belial, ou seja, "filhos inúteis" (1 Sm 2.12). Eli sabia que os seus filhos não agiam corretamente, mas nada fez para corrigi-los de forma rigorosa (1 Sm 3.13).
Infelizmente, muitos pais também agem como Eli ao saberem dos erros dos seus filhos. Fingem que nada está acontecendo e preferem esconder suas falhas. As consequên-cias foram trágicas para Eli, sua família e para toda a nação. Israel perdeu a batalha, e a arca da aliança, símbolo da presença de Deus, foi tomada pelos filisteus. Além disso, os dois filhos de Eli morreram no mesmo dia (1 Sm 4.11). Um filho rebelde envergonha seus pais, traz prejuízos para a família e até mesmo para a nação.
c) Absalão. Jovem bonito e forte, veio a matar o seu irmão, Amnom, por haver este estuprado sua irmã, Tamar (2 Sm 13.1-29). Não obstante, ele não era alguém que amava e clamava por justiça. Não respeitava ao seu pai e, durante quatro anos, conspirou contra ele, pois queria o reino a qualquer preço (2 Sm 15.6). Davi foi obrigado a fugir para não ter que matar o próprio filho (2 Sm 15.14). Quantos pais também não são obrigados a deixarem sua casa e seus pertences por amor aos seus filhos?
2. As consequências da rebeldia. A rebeldia de Absalão trouxe resultados terríveis para o reino, para sua família e para ele próprio. Rebeldia é pecado. Por isso, Deus determina que os filhos honrem aos seus pais: "Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que te dá o Senhor, teu Deus" (Dt 5.16). Honrar é obedecer, respeitar. Absalão desonrou seu pai e o inevitável aconteceu. Morreu, ainda jovem, de maneira trágica (2 Sm 18.9-14).
SINÓPSE DO TÓPICO (2) Rebeldia é pecado, por isso Deus determina, em sua Palavra, que os filhos devem honrar os pais.

III. O QUE FAZER DIANTE DA REBELDIA DE UM FILHO

1. Não buscar culpados. Davi chorou muitíssimo a morte de seu filho (2 Sm 18.33). A dor da perda de um filho é algo terrível! Somente Deus, por intermédio do Espírito Santo, pode consolar o coração enlutado de um pai e de uma mãe. Se não bastasse, a dor de Davi era agravada pelo fato de saber que seu filho havia morrido em sua rebelião. Contudo, a despeito de sua dor, o rei não buscou um culpado. Ele não culpou a mãe do jovem, os amigos ou a sociedade. Às vezes, os pais esmeram-se por dar uma boa educação aos seus filhos; são piedosos e tementes ao Senhor, mas os filhos acabam seguindo o caminho da rebeldia, colhendo trágicas consequências.
2. Demonstrar um amor incondicional. Pais são para toda a vida, mesmo quando as coisas não dão certo e os filhos tomam decisões equivocadas. Mesmo que seu filho tenha trazido dor e decepção ao seu coração, só lhe resta uma saída: o perdão e o amor incondicional. Ore e busque a reconciliação; procure a ajuda de seu pastor. Quem sabe se, assim, você não terá o seu filho de volta? Não o trate como inimigo, antes reafirme o seu amor por ele (Lc 15.11-32). Mesmo que ele tenha se desviado por um tempo, certamente voltará. É difícil, mas procure ver a bondade e a fidelidade de Deus mesmo em meio à provação e à tristeza. Confie no Senhor!
SINÓPSE DO TÓPICO (3) Pais são para toda a vida, mesmo quando as coisas não dão certo e os filhos tomam decisões equivocadas.

CONCLUSÃO

Deus concedeu aos pais a nobre missão de educar os filhos. Educar é disciplinar, pois a disciplina conduz a criança ao caminho da obediência. Discipline seus filhos e eduque-os de acordo com os princípios que Deus estabeleceu em sua Palavra. Dessa forma, você verá as bênçãos divinas sobre a sua família e sobre os seus filhos e netos e, como Josué, poderá dizer: "Eu minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24.15).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Bibliológico
"Disciplina: Além da Punição
Ao ouvir a palavra disciplinar, qual o primeiro significado que lhe vem à mente? Muitos pensam rapidamente em imagens de espancamento, castigo de ficar em pé olhando para a parede ou privação das atividades favoritas. Na verdade, a definição correta, segundo o Dicionário Aurélio, é 'fazer, obedecer ou ceder; acomodar, sujeitar e corrigir'. A palavra disciplinar vem do latim discipulus, de onde também provém a tão conhecida palavra discípulo. Que imagens a palavra discípulos traz à sua mente? Os 12 fiéis seguidores de Jesus, dedicados a seguir seu caminho e aprender com Ele? Perspectiva um tanto diferente da que pensamos para nossos filhos, não?
[...] A definição para disciplinar é 'treinamento que desenvolve o autocontrole, caráter, bom comportamento e eficiência'. Não é o que realmente desejamos para nossos filhos, mesmo através da correção? Precisamos observar a disciplina em duas categorias principais. Primeiro, a disciplina que conferimos aos nossos filhos, a qual inclui exemplo, ensino e também a correção. Segundo, precisamos ajudar nossos filhos a desenvolver a autodisciplina" (HUDSON, Kathi. Criando os Filhos no Caminho de Deus: Um guia bíblico para pais cristãos. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1997. pp.265,267).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HUDSON, Kathi. Criando os Filhos no Caminho de Deus: Um guia bíblico para pais cristãos. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
GANGEL, Kenneth O; GANGEL, Jefrey S. Aprenda a ser Pai com o Pai: Tornando-se o pai que Deus quer que você seja. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004

SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 51, p.40.

EXERCÍCIOS

1. O que é disciplina?
R. Disciplinar é dar limites e estabelecer parâmetros, não castigar.
2. O que é não disciplinar?
R. Castigar fisicamente
3. Cite alguns exemplos bíblicos de filhos que se rebelaram contra os seus pais.
R. Caim, Hofni, Fineias e Absalão
4. Fale sobre as consequências advindas pela rebeldia de Absalão.
R. A morte prematura do jovem e a fuga do rei Davi
5. O que você pode fazer diante da rebeldia do seu filho?
R.  Não buscar culpados e demonstrar um amor incondicional

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

3º Encontro do Círculo de Oração do Jd Nogueira


Prédio para sobreviver ao "fim do mundo" está sendo produzido no EUA


Empresários do ramo imobiliário nos Estados Unidos já estão se prevenindo caso o mundo realmente acabe em 2012, como previram os povos Maias. O Survival Condo já está sendo produzido no estado doKansas, e com muito luxo.
Para tentar garantir a sobrevivência, a construção será feita em um antigo silo de armas nucleares da Guerra Fria, à prova de guerras atômicas, erupções solares, ataques terroristas, pandemias e até mesmo colapsos econômicos, segundo a descrição da construtora.
As paredes serão construídas com 3 metros de espessura de puro concreto, a até 53 metros de profundidade.Ao todo, serão 14 andares, sendo 7 habitáveis com 2 apartamentos por andar. Os outros serão ocupados com piscina, sala de cinema, biblioteca, e até centro médico e escola para o caso de necessidade de isolamento.Também haverá uma fazenda para criar peixes e cultivar vegetais, com autonomia para alimentar até 70 pessoas.

Completando o bem estar dos moradores, complexos sistemas de sobrevivência proporcionarão energia a partir de fontes convencionais, como eólica e geradores. Gigantes reservatórios de água subterrâneos reterão a água pré-filtrada com carvão e areia.E mesmo se algo falhar haverá ainda um estoque de produtos secos suficiente para alimentar os moradores por cinco anos.
Mas sobreviver não será barato. Os apartamentos maiores serão vendidos por 3,6 milhões de reais, enquanto que os menores saem por 1,8 milhão, e o pagamento deve ser feito à vista.Segundo a construtora, quatro apartamentos já foram vendidos no valor de 12,7 milhões ao todo, e outros dois estão em processo de negociação.
Foi divulgado ainda que os principais interessados são jogadores de futebol, automobilistas e políticos.A previsão é que todas as unidades acabem em agosto deste ano.
Fonte MENSGAERIO DA PAZ  ano 82 nº1527 Agosto de 2012

domingo, 5 de agosto de 2012

A Divisão Espiritual no Lar


Lição 7
12 de Agosto de 2012

A Divisão Espiritual no Lar

TEXTO ÁUREO
"Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido, para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra"  (1 Pe 3.1).

VERDADE PRÁTICA
Ganhe o seu cônjuge para Cristo, através do seu bom testemunho.

HINOS SUGERIDOS 111, 135, 141 


LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 2.18,22-24  A primeira família
Terça - Pv 14.1 A sabedoria da mulher
Quarta - Mc 10.6-12  O ensino acerca do divórcio
Quinta - At 16.1,2; 2 Tm 1.5 Evangelismo no lar
Sexta - Mt 5.13 Sal da terra
Sábado - Ef 5.8  Filhos da Luz

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Coríntios 7.12-16

12 Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente
em habitar com ele, não a deixe.
13 E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.
14 Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo
marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos.
15 Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está
sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz.
16 Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás
tua mulher?


INTERAÇÃO

O que fazer quando um dos cônjuges não se converte ao Senhor? Essa é uma situação que, apesar de difícil, possivelmente alguns de seus alunos podem estar enfrentando. Sabemos que o servo de Deus deve casar-se no Senhor, todavia, muitos se convertem a Jesus depois do casamento. Enfatize que nesse caso é preciso que o cônjuge busque, em Deus, sabedoria para que o lar seja um lugar de paz, amor e respeito. Quando o cônjuge não é crente, a Palavra de Deus recomenda a submissão (1 Pe 3.1) a fim de que ele seja alcançado por intermédio do bom testemunho do cristão. Essa é a vontade de Deus!

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Explicar como deve ser o procedimento do crente quando um dos cônjuges não é crente.
* Conscientizar-se de que quando um dos cônjuges não é crente é preciso agir com muita sabedoria.
* Compreender o valor da evangelização no lar.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, pergunte se algum aluno tem cônjuge descrente. Caso haja na classe alguém, peça que essa pessoa diga o que tem feito para alcançar seu esposo (a). Em seguida explique que é promessa do Senhor salvar as nossas famílias, contudo, precisamos de muita sabedoria a fim de que todos em nossas casas sejam alcançados através de um bom testemunho. Depois leia e discuta com os alunos o texto de Atos 16.31. Encerre orando pelos irmãos (ãs) que têm cônjuges descrentes. Diga que em breve eles poderão dizer: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24.15).

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Nesta aula, estudaremos os conflitos que surgem quando um cônjuge converte-se, e o outro não, e as implicações que tal mudança ocasiona na convivência do casal. Ressaltaremos que o plano de Deus é que a família toda sirva a Cristo como Senhor e Salvador. Nessa perspectiva, o cônjuge que serve ao Senhor precisa ver-se como o principal responsável pela evangelização dos membros de sua família. Entretanto, a prática demonstra que palavras, nesse caso específico, geralmente transformam-se em discussões infrutíferas. Assim, a melhor atitude evangelística é manter um bom testemunho de vida através da mudança de hábitos. Quem serve ao Senhor deve ser sábio no falar, no agir, evitando conflitos

I. CONVIVENDO COM O CÔNJUGE NÃO CRENTE

1. A convivência com o cônjuge descrente. Quando Deus criou o mundo declarou que tudo era bom (Gn 1.31). A única coisa que o Criador disse não ser boa era o fato de o homem viver só (Gn 2.18). Por isso, fez para Adão uma adjutora, Eva, formando assim a primeira família (Gn 2.22). Não faz parte do plano divino que o casal se divorcie (Mt 5.31,32; 19.3-9; Mc 10.2-12). Mas em 1 Coríntios 7.15, o apóstolo Paulo fala acerca dessa triste realidade como iniciativa do cônjuge descrente. Todavia, o apóstolo aconselha que, se o cônjuge descrente não se opuser à fé do que aceitou ao Senhor Jesus, então não deve o crente, em hipótese alguma, abandoná-lo (1 Co 7.12,13).
A fim de garantir uma convivência pacífica é imprescindível não entrar em conflitos, evitando discussões sobre religião ou igreja. Torne o seu dia a dia agradável; mostre ao cônjuge que servir a Cristo transforma um dia ruim em uma noite tranquila. Se houver algum problema na igreja, ou algo que não concorde, é prudente não dividir tal assunto em casa, pois o cônjuge não compreenderá, podendo até mesmo desenvolver uma aversão pelas coisas de Deus. Como já dissemos, a convivência deve ser pacífica (Rm 12.18).
Observemos, ainda, este conselho de Pedro: "Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido, para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra, considerando a vossa vida casta, em temor" (1 Pe 3.1,2). Esse conselho também vale para o homem.
2. Santificando o cônjuge. A Bíblia afirma que o cônjuge que serve ao Senhor santifica o não crente (1 Co 7.14). É muito importante ressaltar que a santidade a que se refere o apóstolo não leva à salvação. Isto é, um incrédulo não pode ser salvo através da experiência salvadora do outro, pois a salvação é individual e intransferível.
SINÓPSE DO TÓPICO (1) A Palavra de Deus aconselha que, se o cônjuge descrente não se opuser à fé do que aceitou ao Senhor Jesus, então não deve o crente, em hipótese alguma, abandoná-lo.

II. AGINDO COM SABEDORIA
1. Na criação dos filhos. O desejo do cônjuge cristão é que toda a sua família sirva ao Senhor Jesus. Em se tratando dos filhos o desejo é ainda maior. Mas nem sempre é possível criar os filhos dentro dos limites do templo, principalmente se um dos responsáveis não serve ao Senhor. O que fazer? Entrar em conflito com o cônjuge não resolve e ainda traz discórdia para o lar. A única coisa a ser feita é ensinar a Palavra de Deus em casa. Procure estimular a leitura das Sagradas Escrituras e de literatura cristã adequada para a faixa etária dos filhos. Não podemos descuidar da oração. Sigamos o exemplo de Jó que intercedia a Deus por seus filhos (Jó 1.5). Em o Novo Testamento, encontramos a história do jovem Timóteo, filho de uma judia crente com um grego incrédulo (At 16.1). Mas a sua avó e mãe ensinaram-lhe a Palavra de Deus, livrando-o assim das influências do paganismo (2 Tm 1.5). Timóteo tornou-se, então, um discípulo de Cristo, companheiro de Paulo e um grande servo do Senhor.
2. Nos afazeres domésticos. Tanto os homens quanto as mulheres que servem a Deus devem agir com sabedoria em relação às atividades domésticas. O cônjuge crente não pode descuidar de maneira alguma de sua vida espiritual, do lar, e dos filhos. Saber administrar o tempo é um fator que evita conflitos. A mulher não pode deixar sua casa desorganizada, as refeições por fazer e as roupas da família sujas sob a alegação de que o culto terminou mais tarde. O esposo incrédulo não a compreenderá, e julgará que a igreja está atrapalhando o bom andamento do lar.
Da mesma maneira, o homem que deixa de ajudar a mulher na organização do lar, que não realiza os pequenos reparos na casa, desculpando-se que não pode chegar atrasado ao culto, levará a esposa descrente a afastar-se ainda mais do Evangelho. Portanto, os cônjuges crentes devem agir com sabedoria, procurando os melhores dias e horários para comparecer aos cultos. Não podemos nos esquecer que Deus ama a família, pois Ele mesmo a criou.
3. Na vida espiritual. Há muitos casos de maridos que proíbem as esposas de participarem das atividades da igreja ou até mesmo de comparecerem aos cultos. Também há casos de mulheres que dificultam a vida espiritual dos maridos. Mesmo diante de tantas dificuldades não se pode descuidar da vida espiritual. Reservar um lugarzinho e um horário adequados, no lar, para oração, adoração e meditação da Palavra de Deus é uma excelente alternativa (Dn 6.10). Esses momentos preciosos na presença do Pai fortalecem a vida espiritual e ajudam a suportar as perseguições enquanto que, ao mesmo tempo, evitam conflitos. Confie, Deus sabe como agir em todas as situações.
SINÓPSE DO TÓPICO (2) O cônjuge crente deve pedir sabedoria a Deus para que seus filhos sejam criados no temor do Senhor.

III. EVANGELIZANDO O CÔNJUGE
1. Com nova postura. Todo aquele que reconhece Jesus como Salvador é transformado numa nova criatura (At 9.1-15; 2 Co 5.17). A partir daí, a natureza pecaminosa é colocada sob o controle do Santo Espírito, havendo mudança de vida e de comportamento (Gl 5.22). O cônjuge convertido, pois, deve demonstrar que mudou e que Cristo o tornou um ser humano melhor. Agindo dessa maneira, o outro perceberá que, em Jesus Cristo, há mudanças profundas no caráter. E, dessa maneira, o descrente poderá até vir a converter-se pelo bom exemplo que observa no crente (1 Pe 3.1).
2. Com bom testemunho. O cônjuge convertido não pode viver envolvido em situações ilícitas. Pois, através do seu bom testemunho, pode vir ganhar o outro para Cristo (1 Pe 3.1). Se o cônjuge, antes de ser crente, agia com grosseria, pronunciava palavras de calão ou era dado a vícios, tais coisas devem ser abandonadas, pois agora ele é nova criatura. Afinal, de uma mesma fonte não podem sair águas amargas e doces (Tg 3.11). Lembremo-nos que o bom testemunho começa no lar, nas pequenas ações. O cônjuge descrente precisa perceber a mudança que Jesus realizou em sua casa através da conversão do outro.
SINÓPSE DO TÓPICO (3) O cônjuge convertido deve demonstrar que em Cristo ele é uma nova criatura.

CONCLUSÃO
A família é uma instituição divina inaugurada no Jardim do Éden por Adão e Eva. E é desejo do Criador que os cônjuges vençam as dificuldades e permaneçam unidos assim como Ele os criou. Diante disso, o bom testemunho daquele que serve ao Senhor é uma forma clara e prática de evangelismo no lar. Tal comportamento demonstra, em ações e palavras, que Cristo o modificou e o tornou um ser humano melhor, levando o cônjuge à conversão.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico
"Casamento misto onde os parceiros estão satisfeitos (1 Co 7.12-14)
O primeiro exemplo de um casamento misto é aquele no qual o parceiro descrente está disposto a permanecer com o outro que havia se tornado cristão. Nesse caso, o cristão era obrigado a permanecer com o parceiro descrente. Tal diretiva de Paulo deixava claro que o cristão, não poderia partir ou divorciar-se do outro, baseando-se na recusa do outro em se tornar cristão. O cristianismo não pode se tornar uma desculpa para a conduta pagã. Então, se o parceiro descrente está satisfeito, o crente é obrigado a permanecer casado.
Não há qualquer estigma espiritual ligado a um novo convertido que permanece com um cônjuge inconverso. Ao contrário, o parceiro inconverso recebe algum benefício espiritual do cristão. Com relação às bênçãos espirituais que o descrente compartilha, Paulo escreve: 'Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido (v. 14)'. Isto não significa que o descrente sofra uma mudança moral ou espiritual. A expressão 'é santificado' 'não pode significar santo em Cristo perante Deus, porque este tipo de santidade não pode ser atribuído a um descrente'. Paulo usa o termo santificado aqui com um significado cerimonial, e não em um sentido ético espiritual" (Comentário Bíblico Beacon. Vol 8. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.298).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII
Subsídio Teológico
“Um casamento misto onde o descrente não está satisfeito (1 co 7.15,16)
A situação aqui é oposta do casamento misto onde os parceiros permanecem juntos por consentimento mútuo. Se o descrente se recusar a permanecer com o crente, o cristão está livre da obrigação de sustentar o casamento: ‘Mas, se o descrente se apartar, aparte-se’ (v. 15). Desta maneira o crente fica em paz. Sob tais circunstâncias, o cristão não está destinado a uma vida de perseguição, abuso e agonia, por causa de seu relacionamento com um parceiro pagão. Mas a separação deve ser iniciada e completada por outra pessoa. O cristão nem deve estimular a dissensão nem promover separações. A paz e o amor devem ser sempre as marcas da vida cristã.
Não há qualquer contradição entre a atitude de Paulo ao permitir o rompimento de um casamento com um descrente pagão, e o mandamento de Jesus em Mateus 5.32. As palavras do Senhor foram dirigidas àqueles que professam ser leais e sujeitos a Deus. As palavras de Paulo são dirigidas àqueles que são casados com descrentes. A diretiva não dá permissão para que um crente se case com um descrente. Serve apenas para uma pessoa casada que se torna crente depois de seu casamento. Em tal situação, o cristão está livre para deixar que o descrente parta, em vez de insistir em continuar uma união que sobrevive em uma atmosfera de tensões, brigas e medo.
Se o parceiro descrente iniciar a separação, o cristão não deve se condenar pelo fracasso do cônjuge que partiu, por não ter se tornado cristão” (Comentário Bíblico Beacon. Vol 8. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.299).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos & Amados: Os três pilares do casamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 51, p.39.

EXERCÍCIOS
1. Na criação do mundo, o que Deus falou que não era bom?
R. O fato de o homem viver só.
2. Segundo a lição, como podemos entender o texto "o cônjuge que serve ao Senhor santifica o não crente"?
R. A Bíblia afirma que o cônjuge que serve ao Senhor santifica o não crente. É muito importante ressaltar que essa "santidade" específica, a que se refere o apóstolo, não leva à salvação.
3. Como deve agir a mulher crente em relação ao lar?
R. Ela deve agir com sabedoria.
4. Como deve agir o homem crente em relação ao lar?
R. Deve agir com sabedoria, procurando os melhores dias e horários para comparecer aos cultos.
5. O que o cônjuge convertido tem de demonstrar?
R. O cônjuge convertido, deve demonstrar que mudou e que Cristo o tornou um ser humano melhor.