domingo, 21 de abril de 2013
O que Spurgeon pregaria hoje?
E como o público evangélico reagiria às suas contundentes pregações?
O pregador inglês Charles Haddon Spurgeon nasceu em 19 de junho de 1834 e começou a pregar em 1850. Ele, que tem sido considerado o príncipe dos pregadores e um apologista exemplar, pregou o Evangelho e combateu heresias e modismos de seu tempo até 1892, quando partiu para a eternidade. As citações abaixo deixam-nos com a impressão de que ele se referia aos trabalhosos dias em que vivemos...
"A apatia está em toda parte. Ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso. Um sermão é um sermão, não importa o assunto; só que, quanto mais curto, melhor" ("Preface", The Sword and the Trowel [1888, volume completo], p.iii).
Meu Deus, se naquela época as coisas já estavam assim, o que Spurgeon diria hoje?!
"Haveria Jesus de ascender ao trono por meio da cruz, enquanto nós esperamos ser conduzidos para lá nos ombros das multidões, em meio a aplausos? (...) se você não estiver disposto a carregar a cruz de Cristo, volte à sua fazenda ou ao seu negócio e tire deles o máximo que puder, mas permita-me sussurrar em seus ouvidos: 'Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?'" ("Holding Fast the Faith", The Metropolitan Tabernacle Pulpit, vol.34 [Londes, Passmore and Alabaster, 1888], p.78).
O sermão acima foi pregado em 5 de fevereiro de 1888, quando Spurgeon estava sendo censurado por defender o Evangelho. O que ele falaria hoje das pregações antropocêntricas, que nada falam acerca do Senhor Jesus e sua gloriosa obra vicária?
"Estão as igrejas vivenciando uma condição saudável ao terem apenas uma reunião de oração por semana e serem poucos que a frequentam?" ("Another Word Concerning the Down-Grade",The Sword and the Trowel [agosto, 1887], pp.397,398).
Infelizmente, o chamado "louvorzão" tem substituído o período de oração, em nossos cultos. Spurgeon ainda fala!
"O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhe tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam de cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice" ("Another Word Concerning the Down-Grade", The Sword and the Trowel [agosto, 1887], p.398).
Spurgeon disse isso em 1887 mesmo?!
"Não há dúvidas de que todo tipo de entretenimento, que manifesta grande semelhança com peças teatrais, tem sido permitido em lugares de culto, e está, no momento, em alta estima. Podem essas coisas promover a santidade ou nos ajudar na comunhão com Deus? Poderiam os homens, ao se retirarem de tais eventos, implorar a Deus em favor da salvação dos pecadores e da santificação dos crentes?" ("Restoration of Truth and Revival", The Sword and the Trowel [dezembro, 1887], p.606).
Hoje, os seguidores da "nova onda" revoltam-se contra os que defendem o Evangelho. Mas o que diriam eles de Spurgeon?
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
Lição 4 - A Família Sob Ataque
28 de Abril de 2013
A Família Sob Ataque
"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo" (Ef 6.11).
VERDADE PRÁTICA
Nestes últimos dias, somente a família que obedece a Palavra de Deus conseguirá triunfar sobre as investidas de Satanás.
HINOS SUGERIDOS 4, 58, 219
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Sl 119.105 Palavra de Deus: luz para a família
Terça - Ef 6.10-12 Fortalecendo a família
Quarta - Pv 23.13,14 A disciplina na família
Quinta - 1 Co 6.18,19 A família fugindo da prostituição
Sexta - Mt 26.41 A família vigiando e orando
Sábado - Hb 12.14 Família apaziguada e santa
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Efésios 5.1-6
1 Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;
2 e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta
e sacrifício a Deus, em cheiro suave.
3 Mas a prostituição e toda impureza ou avareza nem ainda se nomeiem entre vós, como convém
a santos;
4 nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas, antes, ações de graças.
5 Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra,
tem herança no Reino de Cristo e de Deus.
6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os
filhos da desobediência.
INTERAÇÃO
Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito de alguns ataques que as famílias vêm enfrentando na atualidade. Tais investidas são lançadas por Satanás, o arqui-inimigo da família. O Diabo tem como intento matar, roubar e destruir e ele tem conseguido realizar os seus propósitos. Como "sal" e "luz" deste mundo precisamos anunciar a Cristo, aquEle que possui todo poder para destruir as obras do Maligno. A Igreja do Senhor Jesus Cristo, a "coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3.15), deve lutar para que os princípios éticos fundamentais da família sejam preservados, pois somente assim não pereceremos sob os ataques do mal, antes, glorificaremos a Deus.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Analisar a posição do Estado na educação dos filhos.
* Acautelar-se das propostas sociais para destruir a família.
* Saber como podemos vencer a filosofia mundana que é imposta sobre a família.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, para introduzir a lição sugerimos que você promova um debate em classe. Proponha à classe as seguintes questões: "O Estado deve intervir nas questões familiares?" "Qual deve ser a posição do cristão diante de leis que vão contra os princípios bíblicos?"
O debate é um valioso método de aprendizagem, pois favorece a participação dos alunos, tornando a aula mais dinâmica e interativa. Ele também ajuda
a descobrir qual é o conhecimento prévio do aluno a respeito de determinado tema. Ouça os alunos com atenção e faça as considerações que achar necessárias. Conclua lendo a verdade prática da lição.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Sabemos que Satanás tem mobilizado os sistemas deste mundo para desestruturar a vida familiar. No entanto, a Igreja de Cristo, como “sal” e “luz” da terra, deve confrontar, por intermédio da Palavra de Deus, os ataques do Maligno. Não podemos nos esquecer que estamos lutando contra principados e potestades (Ef 6.12). Se desejamos uma vida familiar vitoriosa, precisamos viver em total dependência do Senhor. Carecemos da armadura de Deus para que possamos enfrentar as lutas e desafios do nosso tempo.
I.OS ATAQUES DO INIMIGO
1. Ataque às crianças. Atualmente, em muitas escolas, tanto da rede pública como privada, o ensino materialista está sendo valorizado e repassado de modo contínuo às crianças. A educação que nossos filhos recebem é totalmente influenciada pelo materialismo e o ateísmo. Os currículos, que reúnem os conteúdos programáticos, a serem transmitidos nas salas de aula, são fundamentados na filosofia evolucionista. tudo começa com a explicação sobre a origem da matéria, da vida, do homem, e de tudo que existe no universo. Os pais não podem negligenciar a educação de seus filhos, e devem levá-los aos pés do Senhor. A Igreja também deve ajudar os pais nesta nobre missão, oferecendo uma educação religiosa de qualidade às crianças.
2. Ataque à disciplina no lar. Em nossos dias existem questionamentos relacionados à aplicação da disciplina aos filhos. Mas, segundo a Palavra de Deus, aplicada com sabedo-ria, a disciplina livra a criança da morte (Pv 23.13,14). Disciplina é toda ação instrutiva e discipuladora, pois a palavra disciplina tem a mesma raiz da palavra discipular. De fato, uma pessoa bem disciplinada é uma pessoa bem educada, bem discipulada. Que os pais eduquem seus filhos no temor e na admoestação do Senhor e que os filhos honrem e obedeça aos pais conforme ordena a Palavra de Deus. Devemos nos lembrar também de que devemos ser prudentes na aplicação da disciplina aos nossos filhos, para mostrar-lhes, acima de tudo, a forma correta de proceder em toda a sua existência.
3. Falsos Ensinos. Há, em nossos dias, diversas novas teologias que agridem diretamente a mensagem bíblica. De modo aberto, e às vezes sutil, "as portas do inferno" valem-se da teologia para atacar a Igreja e consequentemente
às famílias. Satanás tem investido e disseminado muitos ensinos deturpados, que utilizam-se até de partes das Escrituras, utilizadas sem a devida e correta interpretação, para confundir e afastar do Senhor as famílias, que tem sede de salvação, do caminho, da verdade, e da vida, que é o próprio Jesus Cristo (Jo 14.6). Inspirados por teologias liberais, há famílias que não mais veem a Bíblia como a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. todavia, a Bíblia é e continuará sendo a única regra de fé e prática do cristão. Alguns chegam a ensinar que a Bíblia limita-se a conter a Palavra de Deus. Cuidado! A Bíblia é, de fato, a Palavra de Deus. leia com atenção 2 timóteo 3.16. É indispensável, que as famílias cristãs estudem e obedeçam fielmente as Sagradas Escrituras. Nossas famílias precisam estar preparadas para enfrentarem as muitas teologias antibíblicas que tem se levantado no nosso tempo, pois não podemos deixar brecha a guma ao adversário. Quer na igreja, quer em casa, vigiemos e oremos.
SINÓPSE DO TÓPICO (1) O alvo do Diabo é minar as familias através dos falsos ensinos às crianças, da distorção da Palavra de Deus e da ausência de disciplina no lar.
II.ATITUDES MUNDANAS PARA DESTRUIR A FAMÍLIA
1. O Abandono aos Filhos. Não é incomum vermos em nossa sociedade pais que abandonam seus filhos, não raro, estes ainda bebês. Essa é uma forma monstruosa de desrespeito para com a vida. Como pais, precisamos entender que os filhos são herança do Senhor para que nós possamos cuidar, educar e conduzir ao Senhor. Como pais, somos responsáveis por vestir nossos filhos, alimentá-los, proporcionar-lhes uma educação de qualidade, inclusive para que estejam prontos para o mercado de trabalho cada vez mais exigente, mas acima de tudo, é igualmente nossa obrigação transmitir a fé que uma vez nos foi dada, para que as próximas gerações tenham sua própria experiência com Deus. Portanto, sejamos exemplo para este mundo, zelando por nossos filhos e conduzindo-os a Cristo.
2. Desrespeito aos pais. O ato de honrar os pais sempre foi apreciado por Deus. Quando Ele deu a sua lei aos filhos de Israel, antes de entrarem na terra Prometida, dentre os mandamentos constava a ordem de honrar pai e mãe, para que os filhos pudessem entrar na nova terra sabendo que entre suas r esponsabilidades para com Deus estava o respeito para com aqueles que, por meio de um ato de amor, lhe trouxeram a vida. Séculos depois, Jesus reafirmou esse mandamento (Mt 19.19; lc 18.20), e Paulo acrescentou que honrar pai e mãe foi o primeiro mandamento com promessa (Ef 6.2). Infelizmente, não são raros os casos de filhos que não apenas desonram seus pais de-sobedecendo-lhes, mas também esquecem deles na sua velhice, época em que mais precisam de ajuda. Que esse pensamento mundano jamais prospere entre servos de Deus.
3. O secularismo. Segundo o Dicionário Teológico (CPAD) o secularismo é a "doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos. Para o secularista, o homem, e somente o homem, é a medida de todas as coisas". Quando a família se seculariza, os valores espirituais, bíblicos são desprezados e os valores humanos e materiais são exaltados. Como cristãos não podemos nos conformar com o pecado, a iniquidade e a corrupção que destrói a vida familiar. Precisamos ser santos em toda a nossa maneira de viver (1 Pe 1.15,16). Muitas famílias estão sendo influenciadas, pela mídia, a viverem um estilo de vida materialista e hedonista. Não podemos jamais nos esquecer que precisamos ser "sal da terra" e "luz do mundo" (Mt 5.13,14). Como sal, precisamos ter uma vida familiar de tal forma, que os que nos veem, ou nos ouvem, sintam a nossa família fazer diferença marcante no ambiente em que nos situamos. Como luz, precisamos, com nosso testemunho, contribuir para dissipar as trevas do pecado em nossa volta.
SINÓPSE DO TÓPICO (2) O crente como sal e luz do mundo, representante do reino divino, não pode permitir que atitudes mundanas destruam a família.
III. O CUIDADO CONTRA A FILOSOFIA MUNDANA E A PORNOGRAFIA
Para a filosofia de vida mundana, não há limites para o homem desfrutar do prazer carnal. A internet, que tem sido usada como um grande meio de comunicação, facilitou também a propaganda e o estilo de vida miserável e sujo, com a pornografia. Como reagir a esse desafio?
1. Observar a Palavra de Deus. A Bíblia diz que o jovem só pode ter pureza em seu caminho quando observar a Palavra de Deus (Sl 119.9-11). Como não há idade para o pecado, este princípio aplica-se a qualquer cristão independente de sua faixa-etária. É indispensável que o adolescente, o jovem, ou o adulto, conheçam profundamente a Palavra de Deus. Assim, estaremos preparados para enfrentar os ardis de Satanás (Ef 6.10-20).
2. Templo do Espírito Santo. Não é incomum sofrermos tentações em todas as esferas da vida, principalmente na sexual por causa da pornografia, tão comum em nossos dias. Porém, devemos nos lembrar de que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo e o objeto de glorificação ao Altíssimo (1 Co 6.18-20). E devemos buscar a santificação para vencer desafios como a oferta de sexo imoral e sem compromisso, que desfigura a santidade e desagrada a Deus. (Hb 12.14; 1 Pe 1.15).
3. "Não porei coisa má diante dos meus olhos" (Sl 101.3). "Coisa má" é tudo aquilo que, aos olhos de Deus, é reprovável. A pornografia é uma atitude pecaminosa contra a santidade do corpo e contra o próprio Deus. Portanto, os pais devem ser os tutores dos seus filhos, orientando-os quanto ao que pode ser visto, ouvido e assistido. Não podemos descuidar da educação dos nossos filhos. Zele por sua descendência
SINÓPSE DO TÓPICO (3) Só poderemos vencer a filosofia de vida mundana se atentarmos para a Palavra de Deus.
CONCLUSÃO
Alguns dos mais terríveis golpes contra a família são manipulados pelas autoridades públicas, ou seja, justamente por aqueles que deveriam zelar pelo fortalecimento da constituição da família tradicional (Rm 13.4). Há uma onda do materialismo e do liberalismo social, ambos a serviço do Diabo, predominando nas políticas públicas. todavia, a Igreja do Senhor Jesus Cristo, a "coluna e firmeza da verdade" (1 tm 3.15), cerrará as fileiras de guardiã dos princípios éticos fundamentais da família. Assim, não pereceremos sob os ataques contra a família, mas glorificaremos a Deus.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsidio Teológico
"O Nt não desafia diretamente as estruturas sociais existentes. Em lugar disto, [...] o Nt fala diretamente às pessoas cristãs, e as convoca para viverem uma vida de amor dentro das estruturas da sociedade. Desta forma, embora a esposa deva submeter-se ao seu marido, ele é exortado a amar sua mulher o suficiente para colocar suas necessidades em primeiro lugar em seu relacionamento ([Efésios] 5.23-33). Embora os filhos devam obedecer aos seus pais, os pais não devem 'provocar a ira' em seus filhos (6.1-4). E, embora os escravos devam obedecer aos seus senhores na terra, os senhores cristãos devem tratar bem seus escravos, e com respeito (6.5-9). Em última análise, a vida de amor à qual os cristãos são convocados devem romper todas as barreiras artificiais erigidas pela sociedade. Inicialmente, a vida de amor capacitaria o povo de Deus a unir-se no que Paulo mostrou que nós somos - um corpo, uma pátria no Senhor" (RICHARDS, lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.429).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
LIMA, Elinaldo Renovato de. Ética Cristã: Confrontando as questões morais do nosso tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.
YOUNG, Ed. Os Dez Mandamentos do Casamento: O que fazer e o que não fazer para manter uma aliança por toda a vida. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 54 p.38.
EXERCÍCIOS
1. Cite alguns ataques enfrentados pelas famílias na atualidade.
R. Ataque às crianças, ataque à disciplina no lar e falsos ensinos.
2. O que é disciplina?
R. É toda ação instrutiva e discipuladora
3. Cite algumas atitudes mundanas para destruir a família.
R. O abandono aos filhos, o desrespeito aos pais e o secularismo.
4. O que é secularismo?
R. Doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos.
5. O que a sua família tem feito para vencer os ataques do Maligno?
R. Resposta pessoal
domingo, 14 de abril de 2013
Lição 3 - As Bases do Casamento Cristão
21 de Abril de 2013
As Bases do Casamento Cristão
TEXTO ÁUREO
"Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5.25).
VERDADE PRÁTICA
O casamento cristão tem de ser edificado tendo como base o amor a Deus e ao próximo. Sem amor não há casamento feliz.
HINOS SUGERIDOS 299, 398, 531
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Hb 13.4 O valor espiritual do casamento
Terça - Ef 5.25 O amor do marido pela esposa
Quarta - Tt 2.4 O amor da mãe pelos filhos e o marido
Quinta - 1 Pe 3.7 O esposo deve honrar a esposa
Sexta - Ef 5.33 A mulher reverencia o marido
Sábado - 1 Co 7.2 O casamento resguarda da prostituição
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Efésios 5.22-28,31,33
22 Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor;
23 porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele
próprio o salvador do corpo.
24 De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em
tudo sujeitas a seu marido.
25Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou
por ela,
26 para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante,
mas santa e irrepreensível.
28 Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo.
31 Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne.
33 Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a
mulher reverencie o marido.
INTERAÇÃO
Inicie a aula pedindo aos alunos que citem algumas características de um casamento bem-sucedido. À medida em que forem citando, anote as características em uma folha ou escreva-as no quadro. Após ouvir os alunos, explique que tais características oferecem uma ideia dos propósitos de Deus para a vida a dois. Ressalte o fato de que, instituído por Deus, o casamento tem o objetivo de ser a base da família e, consequentemente, de toda a sociedade. Lembre que a Igreja deve fazer soar sua voz profética, denunciando tudo que pode destruir o casamento monogâmico e heterossexual.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Compreender qual é a verdadeira vontade divina para o casamento.
* Conscientizar-se da importância do amor mútuo e verdadeiro para se estabelecer uma família.
* Enfatizar a importância da fidelidade conjugal no casamento.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza como puder o esquema abaixo:
1 Coríntios 7. 1-16: O relacionamento conjugal entre o marido e a mulher (vv. 1-7); os solteiros (vv. 8,9,25); o casamento cristão e o misto (vv. 12-16); o casamento e o serviço cristão (25-38).
Explique que este capítulo é um tratado a respeito do matrimônio e do relacionamento familiar. O objetivo do capítulo é mostrar aos coríntios que o matrimônio não estava e jamais estará ultrapassado. Paulo revela aqui a importância do casamento, deixando bem claro que ele é uma aliança divina e indissolúvel.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Por ser uma instituição criada por Deus para atender aos propósitos divinos, não é de se admirar que o matrimônio venha sendo ridicularizado sistemática e violentamente pela mídia. Por isso, precisamos compreender a instrução divina quanto ao casamento e aplicá-la em nossa vida diária. Na epístola aos Hebreus, as Escrituras ensinam: "venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula" (13.4). tal verdade a respeito do casamento indica-nos que ele deve ser respeitado, honrado e valorizado.
I. A VONTADE DE DEUS PARA O CASAMENTO
1. Um plano global. Como expressão de sua vontade, o Criador ordenou, logo no princípio, que o homem deixasse pai e mãe e se unisse à sua mulher, para que ambos fossem "uma carne" (Gn 2.24). É exatamente o que acontece no ato conjugal, sendo esta a vontade de Deus para todas as pessoas, crentes ou não: que a humanidade cresça e, através da união legítima entre 1 homem e uma mulher, multiplique-se.
2. Os indicadores da vontade de Deus. Ao aconselhar os jovens em relação ao namoro, noivado e casamento, é preciso orientá-los para que tomem decisões conscientes. Nesse particlar, é preciso buscar a vontade de Deus, cujos indicadores são:
a) A Paz de Deus no coração. Um dos sinais da aprovação divina quanto ao que fazemos, ou pretendemos fazer, é o sentimento de paz interior, que nos domina os pensamentos e as emoções
(Cl 3.15).
b) O comportamento pessoal. Se alguém não honra os pais, como honrará o seu cônjuge? Se o noivo não respeita a noiva, demonstrando um ciúme doentio a ponto de não lhe permitir que converse até mesmo com pessoas da própria família, isso evidencia claramente que ele está fora da aprovação divina. tal relacionamento não dará certo.
c) Naturalidade. Procurar "casa de profetas" para saber se o casamento é ou não da vontade de Deus é muito perigoso. Quando o relacionamento é da vontade divina, um sente amor pelo outro, sente falta do outro, considera o outro, demonstra afeto pelo outro. tudo flui naturalmente. Além disso, os pais aprovam o namoro e a igreja o reconhece. Estes indicativos realçam que Deus está de acordo com esta união.
d) Os princípios de santidade. Sabemos que as tentações sobre os namorados e noivos são fortes. Mas não devemos nos esquecer: a santidade é um requisito básico para a felicidade conjugal. Um relacionamento que não leva em conta o princípio da castidade já está fora da orientação divina. Portanto, se o namoro ou o noivado é marcado por atos e práticas que ofendem a Deus, é sinal de que o relacionamento já está fadado ao fracasso (1 Co 6.18-20). O sexo antes e fora do casamento é pecado (Êx 20.14; 1 ts 4.3). E a virgindade, tanto do rapaz, quanto da moça, continua a ser muito importante aos olhos de Deus.
SINÓPSE DO TÓPICO (1) Deus ordenou, logo no princípio, que o homem deixasse pai e mãe e se unisse à sua mulher, para que ambos sejam "uma só carne".
II. O AMOR VERDADEIRO NO CASAMENTO
1. O dever primordial do casal. O marido que não ama a própria esposa não pode dizer que obedece a Palavra de Deus. Ao contrário, ele peca por desobediência, pois amar é uma ordem divina. A Bíblia recomenda solenemente: "vós, maridos, amai vossa mulhe r, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5.25). O amor à esposa, ordenado pelas Escrituras, deve ser o mais elevado possível. É semelhante ao amor de Cristo pela Igreja: "Como também Cristo amou a Igreja". Perceba queo termo "como" é um advérbio de modo. Por conseguinte, o amor do esposo pela esposa deve ser como o amor de Cristo por sua Igreja. É um amor sublime e sem igual.
2. O amor gera união plena. A união é o resultado do amor sincero. logo, o esposo deve estar unido à esposa de modo a formar uma unidade, ou seja, "dois numa [só] carne" (Ef 5.31). Por isso, o apóstolo Paulo ensina: "O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido" (1Co 7.3). Isto quer dizer igualdade e reciprocidade no casamento; marido e mulher são iguais nos haveres de um para com o outro. Isso exige do casal união de pensamentos, de sentimentos e de propósitos.
SINÓPSE DO TÓPICO (2) O marido que não ama a esposa não pode dizer que obedece a Palavra de Deus.
III. A FIDELIDADE CONJUGAL
1. Fator indispensável à estabilidade no casamento. Além de proporcionar segurança espiritual e emocional, a fidelidade é indispensável ao bom relacionamento conjugal. Sem fidelidade, o casamento desaba. As estruturas do matrimônio não foram preparadas para suportar o peso da infidelidade, cujos efeitos sobre toda a família são devastadores. O adultério é tremendamente destrutivo tanto para o homem como para a mulher (1Co 6.15-20).
2. Cuidado com os falsos padrões. O amor que se vê nos filmes, novelas e revistas seculares está longe de preencher os requisitos da Palavra de Deus. É falso e pecaminoso. O verdadeiro padrão do amor conjugal é o de Cristo para com a Igreja! Através de Malaquias, o Senhor repreendeu severamente os varões israelitas por sua infidelidade conjugal (Ml 2.13-16). Biblicamente, o casamento é uma aliança que deve perdurar até a morte de um dos cônjuges. Não é um "contrato" com prazo de validade, mas uma união perene, cuja fidelidade é um dos elementos indispensáveis para que os cônjuges sejam felizes.
SINÓPSE DO TÓPICO (3) O verdadeiro padrão do amor conjugal que deve ser seguido por todos, sobretudo pelo cristão, é o mesmo que o de Cristo pela Igreja.
CONCLUSÃO
Nosso desejo é que as igrejas promovam o crescimento das crianças, adolescentes, jovens e casais na Palavra de Deus. Enfim, que toda a família seja edificada em Cristo. Dessa maneira, demonstraremos o valor do casamento bíblico e os perigos das novas "configurações familiares" defendidas e apoiadas pelos que desprezam e debocham dos princípios divinos. Portanto, que a Igreja faça soar sua voz profética e denuncie as iniciativas que buscam destruir o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel. Se a família não for sadia, a sociedade será enferma.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
"Bom seria que o homem não tocasse em mulher (1 Co 7.1)
[...] A questão do casamento é unicamente dos gentios. Os judeus, de cuja herança Paulo também compartilhava, adotavam uma posição baseada em Gênesis 2.18: 'Não é bom que o homem esteja só'. No judaísmo, o casamento era considerado a principal responsabilidade de todo homem. Mas alguns coríntios, que haviam sido convertidos da cultura geral, com atitudes negligentes em relação ao sexo e indecisos sobre a extensão da pureza moral à qual eram exortados em Cristo, foram para outro extremo. também é provável que, para alguns, seu passado de relacionamentos sexuais havia se tornado uma questão de orgulho, uma base para a pretensão àquela espiritualidade superior à qual muitos se inclinavam, desejando ter um prestígio superior no corpo de Cristo.
A resposta de Paulo rejeitava esse conceito e argumentava a favor de uma expressão normal e plena do sexo dentro do casamento" (RICHARDS, lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.354).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Bibliológico
"A Obrigação de Reciprocidade (1 Co 7.3,4)
Paulo declara francamente que a relação entre as pessoas não é só um aspecto válido no casamento, mas também é uma obrigação de acordo com a necessidade e o desejo. O verbo traduzido como pague 'não significa a concessão de um favor, mas o pagamento de uma obrigação, aqui do marido para a esposa e da esposa para o marido'. Godet diz: 'Este versículo nos confirma a ideia de que entre alguns dos coríntios existia uma tendência 'espiritualista' exagerada, que ameaçava ferir as relações conjugais, e desse modo a santidade da vida'. Em seu sentido mais profundo, o verbo pague (apodidomi) significa dar o que se deve, ou o que se está sob a obrigação de dar. O apóstolo coloca o aspecto sexual do casamento em sua perspectiva correta, evitando tanto uma atitude promíscua como um ascetismo rígido.
No versículo 4, Paulo expande a ideia de mútua reciprocidade para incluir tudo o que faz parte da vida, ao declarar que parceiros casados possuem poder sobre os corpos um do outro. As palavras não têm poder refere-se ao exercício de autoridade. O entendimento mútuo elimina dois extremos no estado dos casados - a posse separada de si mesmo, e a sujeição de uma parte a outra. No casamento, cada parceiro tem um direito legítimo à pessoa do outro. Em outras passagens Paulo considera o marido como a cabeça da família, declarando que a esposa lhe deve ser sujeita (Ef 5.22-23). Mas na área sexual ambos estão no mesmo nível. O principal ensinamento aqui é que maridos e esposas têm os mesmos direitos. Ambos devem agir como cristãos. Portanto, qualquer conduta excessiva ou abusiva é proibida" (GREAtHOUSE, William M.; MEtZ, Donald S.; CARvER, Frank G. (Orgs.). Comentário Bíblico Beacon. vol. 8. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.295).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos & Amados. Os três pilares do casamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
YOUNG, Ed. Os Dez Mandamentos do Casamento: O que fazer e o que não fazer para manter uma aliança por toda a vida.1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 54, p.37.
EXERCÍCIOS
1. Quando o marido se torna "uma só carne" com a esposa?
R. Durante o ato conjugal.
2. Cite pelos menos três indicadores da vontade divina no relacionamento.
R. Paz de Deus no coração, o comportamento pessoal e naturalidade.
3. Como deve ser o amor do marido pela esposa?
R. O amor à esposa, ordenado pelas Escrituras, deve ser o mais elevado possível. É semelhante ao amor de Cristo pela Igreja: "Como também Cristo amou a Igreja".
4. O que é indispensável à estabilidade no casamento?
R. A fidelidade conjugal.
5. Qual é o verdadeiro padrão do amor conjugal?
R. O verdadeiro padrão do amor conjugal é o de Cristo para com a Igreja!
quarta-feira, 10 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
Lição 2 - O Casamento Bíblico
14 de Abril de 2013
O Casamento Bíblico
"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24).
VERDADE PRÁTICA
O casamento é uma instituição divina, sendo constituído pela união indissolúvel de um homem e de uma mulher: monogâmico e heterossexual.
HINOS SUGERIDOS 186, 192, 210
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1 Co 7.1,2 Uma mulher, um marido
Terça - Ef 5.25-27 Ao marido: o amor faz sacrifícios
Quarta - Ef 5.22-24 A mulher: participante da mesma missão
Quinta - 1 Tm 3.2 O bispo: marido de uma mulher
Sexta - Gn 2.24 A monogamia é o modelo divino para o casamento
Sábado - Gn 29.21-23,28-31; 30.1-10 A poligamia e as suas tragédias
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 1.27,31; 2.18,20-24
27 E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
31 E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto.
18 E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que
esteja como diante dele.
20 E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para
o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma
das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada
varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos
uma carne.
INTERAÇÃO
Professor, nesta lição você ensinará a respeito do casamento. No decorrer da semana, leia o texto bíblico com atenção e medite na bênção que é o matrimônio. A união entre um homem e uma mulher não é somente para a perpetuação da raça humana, mas para a formação da família, a inst tuição mais importante de uma sociedade. O casamento tem sido atacado violentamente pelo Diabo. O número de divórcios, até mesmo entre os crentes, vem aumentando. O matrimônio é uma aliança divina, um sacramento indissolúvel. A Igreja do Senhor Jesus, como "coluna e firmeza da verdade" deve trabalhar em favor da família, defendendo o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Analisar os princípios da monogamia.
* Explicar os princípios da heterossexualidade.
* Conscientizar-se da indissolubilidade do casamento
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, para a aula de hoje sugerimos que reproduza o gráfico abaixo em cartolina. leve-o para a classe e fixe-o em um lugar que poderá ser visualizado por todos durante o período
desse trimestre. De acordo com o gráfico, explique aos seus alunos o que a Palavra de Deus ensina a respeito do casamento. Diga que os princípios e propósitos do todo-Poderoso para o matrimônio não mudaram e jamais mudarão.
O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O CASAMENTO
Gênesis 2.18-24
O casamento é uma ideia de Deus
Gênesis 24.58-60
O compromisso é essencial para um casamento bem-sucedido.
Gênesis 29.10,11
O romance é importante
Jeremias 7.34
O casamento proporciona momentos de imensa felicidade.
Malaquias 2.14,15
O casamento cria o melhor ambiente para a educação dos filhos
Mateus 5.32
A infidelidade quebra o vínculo da confiança, que é a base de todos os relacionamentos.
Mateus 19.6
O casamento é permanente
Romanos 7.2,3
O correto é que apenas a morte dissolva um casamento
Efésios 5.21-33
O casamento está baseado nos princípios práticos do amor, não em sentimentos.
Efésios 5.23-32
O casamento é um símbolo vivo de Cristo e a Igreja.
Hebreus 13.4
O casamento é bom e honroso.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
As Escrituras ensinam que homem e mulher foram feitos "à imagem de Deus" (Gn 1.27). Após Deus formar o homem (Gn 2.7), formou também a mulher (v.22). Essa foi a segunda grande decisão divina no tocante à existência da humanidade. Deus uniu o homem à mulher, instituindo assim o casamento, não apenas para a perpetuação da raça humana, mas para a formação do casal e, consequentemente , de toda a família.
I. O PRINCÍPIO DA MONOGAMIA
1. Monogamia X Bigamia. A palavra monogamia vem de dois vocábulos gregos: monos (único) e gamós (casamento), significando um único homem para uma única mulher. Desde o Gênesis, vemos a monogamia como o modelo de união arquitetado por Deus para o casamento e a formação da família (Gn 2.24). Porém, o primeiro registro da bigamia também está no livro dos começos. lameque, filho de Metusalém (Gn 4.18; 5.25), por razões não explicadas, teve mais de uma esposa (Gn 4.19). tempos depois, Esaú, filho de Isaque, desobedeceu a Deus e casou-se com duas mulheres heteias (Gn 26.34,35). No primeiro livro de Samuel, temos o caso de Elcana que tinha duas mulheres. O resultado não poderia ser outro: invejas, intrigas e brigas (1 Sm 1.4-8).
2. A poligamia torna-se comum. Abraão incorreu nesse grave erro. Por sugestão de sua mulher, Sara, que era estéril, o pai da fé uniu-se a Agar, serva de sua esposa. Era o concubinato acontecendo na família de Abraão (Gn 16), vindo Ismael a nascer como fruto daquela relação. transtornos familiares, históricos e espirituais foram inevitáveis naquele clã. Isaque, considerado filho da promessa, casou-se aos 40 anos, com uma esposa escolhida por seu pai, e preferiu viver um casamento monogâmico, honrando Rebeca, sua esposa, e principalmente, honrando ao Senhor.O Antigo testamento descreve a poligamia e as suas tragédias na vida de Jacó (Gn 29.21-23,28-31; 30.1-10) e na dos reis de Israel (1 Rs 11.4,7-9).
3. Em o Novo Testamento a poligamia é condenada por Jesus e pelo apóstolo Paulo. Certa feita, os fariseus aproximaram-se de Jesus e interrogaram-no se era lícito ao homem repudiar a "sua mulher" por qualquer motivo (Mt 19.3). Note que eles não perguntaram "deixar suas mulheres". A resposta do Senhor remonta às origens do casamento e da própria criação (Mt 19.5,6 cf. Gn 2.24). Jesus refere-se apenas a "uma" esposa, e as epístolas fundamentam-se nos evangelhos ao tratar desse tema.
a) Uma esposa e um marido. Não há nada tão claro quanto à monogamia nos ensinos do apóstolo Paulo. Aos coríntios, por exemplo, ele ensinou que cada um deve ter a sua própria mulher e esta o seu próprio marido (1 Co 7.1,2), numa prevenção clara contra a prostituição.
b) A harmonia conjugal. Na epístola aos Efésios, Paulo ensina a submissão da esposa ao marido. Ao marido, ele exorta a amar a sua esposa, como Cristo amou a Igreja, sacrificando-se por ela (Ef 5.25; Cl 3.19). Aqui, a harmonia conjugal é um dos fatores que reforçam a monogamia, e ambas são valorizadas conforme o plano original de Deus para o casamento entre um homem e uma mulher.
c) A monogamia na liderança cristã. Para os líderes da igreja, Paulo exorta: "Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher" (1 tm 3.2 - sem grifos no original). O diácono também deve ser "marido de uma mulher" (1 tm 3.12). A liderança deve ser o exemplo dos fiéis em tudo, e esse exemplo inclui o casamento (1 tm 4.12).
SINÓPSE DO TÓPICO (1) A monogamia é o modelo de união arquitetado por Deus para a humanidade.
II. O PRINCÍPIO DA HETEROSSEXUALIDADE
1. "Macho e fêmea os criou". Deus criou "o homem", um ser masculino (Gn 1.26), e também fez a mulher, um ser feminino (Gn 1.27). Em outras palavras, Deus não uniu dois machos ou duas fêmeas. Não! Ele uniu um homem com uma mulher, demonstrando a natureza e o padrão divino da heterossexualidade. As Santas Escrituras são claras ao condenarem - assim como o adultério, a prostituição, a perversidade, a idolatria, a mentira, o falso testemunho etc. - a prática do homossexualismo, quer masculino, quer feminino (lv 18.22; Rm 1.26).
2. "E se unirá à sua mulher". Após realizar o primeiro casamento, o Criador disse: "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24). veja que o Senhor é taxativo ao falar ao homem a respeito da sua vocação heterossexual: "apegar-se-á à sua mulher". Por isso, olhemos para as Escrituras e olhemos para o ciclo da vida humana e, inequivocamente, concordaremos: se não fosse a união heterossexual, promovida por Deus, desde o princípio, a raça humana não teria subsistido.
SINÓPSE DO TÓPICO (2) Deus uniu o homem e a mulher para demonstrar o padrão divino da heterossexualidade.
III. A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO
1. Uma só carne. A fim de proporcionar uma vida conjugal abundante, o Criador planejou uma união histórica, indissolúvel e permanente (Gn 2.24). O matrimônio entre homem e mulher seria para sempre! tristemente, o pecado ruiu o princípio divino da continuidade do casamento, trazendo o divórcio e separando famílias. O plano de Deus, entretanto, ainda pode ser encontrado nas palavras de Jesus: "o que Deus ajuntou não separe o homem" (Mt 19.6).
2. A porta de entrada para o divórcio. Há situações em que a falta de união e de amor no casamento, talvez motivados pela desobediência a Deus, pelo orgulho e pela falta de perdão, fazem a convivência do casal tornar-se uma grande fachada. Por conveniência, o casal apresenta-se à sociedade ou à igreja local numa aparente alegria matrimonial, mas na intimidade, a união tornou-se insuportável. É necessário que a Igreja esteja pronta para auxiliar os casais que passam por crises conjugais, e motivá-los sempre a permanecerem unidos em um amor não fingido, mas solidificado e resistente às contrariedades que possam existir no dia a dia
SINÓPSE DO TÓPICO (3) Foi o Criador quem planejou o matrimônio, uma união indissolúvel e permanente (Gn 2.24).
CONCLUSÃO
O casamento heterossexual nunca foi tão atacado como no presente tempo. Em nossa sociedade, leis e normas que atentam contra a lei de Deus são elaboradas sob o argumento de que o Estado é laico. E deve ser mesmo! Mas entre ser laico e desrespeitar princípios ordenados por Deus desde a criação há uma grande distância. Neste aspecto, a Igreja do Senhor Jesus deve ser a "coluna e firmeza da verdade" e guardiã dos princípios morais e cristãos, denunciando o pecado e acalentando os corações feridos. Assim, defendemos que o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel deva ser incentivado, apoiado e honrado nas esferas públicas de relacionamento.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI
Subsídio Teológico
"Da indissolubilidade
A natureza indissolúvel do casamento vem desde a sua origem:
'Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne' (Gn 2.24). O Senhor Jesus Cristo disse que essa passagem bíblica significa a indissolubilidade do casamento: 'Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem' (Mt 19.5,6). É uma união íntima entre duas pessoas de sexos opostos que assumem publicamente o compromisso de viverem juntas; é uma aliança solene, um pacto sagrado, legal e social. Não existe no universo, entre os seres vivos inteligentes, uma intimidade maior do que entre marido e mulher, exceto apenas entre as três pessoas da trindade.
O voto solene de fidelidade um ao outro 'até que a morte os separe', que se ouve dos nubentes numa cerimônia de casamento, não é mera formalidade. Isso tem implicações profundas diante de Deus: 'Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade' (Ml 2.14). O compromisso que os noivos assumem é diante de Deus, independentemente de o casal ser ou não crente em Jesus. Isso diz respeito ao casamento per si, vinculado de maneira intrínseca à sua natureza, pois assim Deus estabeleceu essa aliança 'até que a morte os separe'" (SOARES, Esequias. Casamento, Divórcio & Sexo à Luz da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.16-7).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
GIlHAM, Anabel; Bill. Conversas Francas sobre o Casamento. 7. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
SOUZA, Estevam Ângelo. ...e fez Deus a família: O padrão divino para um lar feliz. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 54, p.37.
EXERCÍCIOS
1.Qual a origem da palavra monogamia?
R. A palavra monogamia vem de dois vocábulos gregos: monos (único) e gamos (casamento), significando um único homem para uma única mulher.
2. Quem deu início à bigamia?
R. lameque, filho de Metusalém.
3. O que Paulo ensinou aos casados da igreja de Corinto?
R. Aos coríntios, o apóstolo Paulo ensinou que cada um deve ter a sua própria mulher e esta o seu próprio marido (1 Co7.1,2), numa prevenção clara contra a prostituição.
4. De acordo com a lição, quem Deus uniu para embasar a heterossexualidade?
R. Homem e mulher.
5. O que pode fazer a convivência no casamento tornar-se uma grande fachada?
R. A falta de união e de amor.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Lição 1 - Família, Criação de Deus
7 de Abril de 2013
Família, Criação de Deus
TEXTO ÁUREO
E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele" (Gn 2.18).
VERDADE PRÁTICA
A família é uma instituição divina. Ela é a base da vida social.
HINOS SUGERIDOS 4, 33, 77
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 2.18 Não é bom que o homem viva só
Terça - Sl 68.6 Deus faz que o solitário viva em família
Quarta - Sl 119.105 A Palavra de Deus guia a família
Quinta - Sl 128.1 O temor de Deus traz bênçãos para a família
Sexta - Gn 12.3 A bênção de Deus sobre as famílias
Sábado - Sl 127.1-5 O Senhor edificando a família
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 2.18-24
18 E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que
esteja como diante dele.
19 Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus,
os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma
vivente, isso foi o seu nome.
20 E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para
o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma
das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada
varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos
uma carne.
INTERAÇÃO
Prezado professor, inicie a primeira aula deste trimestre apresentando o tema geral das lições Bíblicas e explique que as treze lições analisam a mais importante instituição criada por Deus na face da Terra; a célula mater da sociedade - a família. Fale também a respeito do comentarista, pastor Elinaldo Renovato de Lima,líder da Assembleia de Deus em Parnamirim, RN, professor universitário, bacharel em Ciências Econômicas e autor de diversas obras editadas pela CPAD. O enriquecimento espiritual que lhe advirá do estudo de cada lição será sentido em seu próprio lar e nas famílias de seus alunos. Que Deus abençoe nossas famílias.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Compreender a família no plano divino.
* Conscientizar-se das consequências da Queda para as famílias.
* Analisar a constituição familiar ao longo dos anos.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, para introduzir a lição sugerimos que reproduza conforme as suas possibilidades a tabela da página ao lado. Inicie a aula com a seguinte indagação: "Quais são os principais desafios da família atual?" Ouça os alunos com atenção.
À medida que forem falando, preencha a primeira coluna do quadro. Em seguida afirme que muitos são os desafios da família e, por isso, precisamos da sabedoria divina para vencê-los. logo após faça a segunda pergunta: "Como podemos vencer estes desafios?" Ouça as respostas e preencha a segunda coluna do quadro. Esta atividade incentivará a participação ativa dos alunos e a sua aprendizagem
A FAMÍLIA NA ATUALIDADE
PRINCIPAIS DESAFIOS
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COMO PODEMOS VENCÊ-LOS
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COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A família é a mais importante instituição criada por Deus para a sociedade. Neste trimestre teremos a oportunidade ímpar de tratar de alguns temas
que são extremamente relevantes para que tenhamos uma vida familiar bem-sucedida. Nesta primeira lição estudaremos a instituição da família no plano plano divino, bem como a sua constituição ao longo dos anos. veremos também as consequências da Queda na vida familiar.
I. A FAMÍLIA NO PLANO DIVINO
1. O propósito de Deus. Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão. Quando acabou de formar o homem, o Senhor disse: "Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele" (Gn 2.18). Este texto bíblico nos mostra o primeiro objetivo de Deus ao criar a família. Fica evidente que a célula mater da sociedade foi criada a partir da necessidade humana de ter companhia. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento. Atualmente temos visto e vivido um tempo de escassez na área dos relacionamentos. Estamos ficando cada vez mais superficiais, frios e distantes uns dos outros. Por se multiplicar a iniquidade o amor está esfriando (Mt 24.12). Por isso precisamos investir em nosso relacionamento familiar. Podemos dizer que o segundo propósito divino para a criação da família foi fazer dela um núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor seriam espalhadas sobre toda a Terra (Gn 1.28).
2. Um lugar de proteção e sustento. Um Deus perfeito preparou um lugar excelente para receber a primeira família. O Jardim do Éden era um local especial de acolhimento, proteção e provisão. Adão e Eva tinham tudo de que precisavam para usufruir de uma vida saudável e feliz (Gn 1.29). Eles desfrutavam da companhia de Deus e nada lhes faltava. O propósito do Senhor era que cada família tivesse os recursos suficientes para sua subsistência, pois a escassez e as privações trazem conflitos para as famílias. Porém, com a ajuda do Pai Celeste estes conflitos podem ser sanados, pois o Senhor é o nosso bom Pastor (Sl 23). Deus deseja que cada família tenha a sua provisão diária (Mt 6.11). E da mesma forma que Adão tinha a responsabilidade de cuidar do jardim (Gn 2.8), Deus deu a você a responsabilidade de zelar por sua família.
3. A primeira família. Deus formou Adão do pó da terra (Gn 2.7). vendo que o homem não poderia viver sozinho, retirou uma costela de Adão e criou Eva, sua companheira (Gn 2.22). Isto mostra que diante do todo-Poderoso homem e mulher são iguais na sua essência. Ambos vieram do pó da terra e um dia ao pó tornarão. Após criar a mulher o Senhor ordenou o casamento, estabelecendo então a mais importante instituição de uma sociedade: a família (Gn 2.24).
SINÓPSE DO TÓPICO (1) Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão
II. A QUEDA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A FAMÍLIA
1. O ataque do Inimigo. Satanás levou a mulher a desobedecer à voz de Deus. talvez, de modo suave e envolvente, ele tenha falado: "É assim que disse Deus: Não comereis de toda a árvore do jardim?" (Gn 3.1). Eva confirmou a ordem do Senhor (Gn 3.2,3), mas cedeu à tentação do Maligno. Este a iludiu, seduziu e a fez cair no pecado da desobediência (Gn 3.4,5), e Adão seguiu pelo mesmo caminho. O casal poderia ter recusado a sugestão do Diabo, mas não o fizeram, e depois de pecarem, caíram na condenação divina.
Isso nos mostra que a família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído. Porém, Deus é soberano e Senhor, e seus propósitos jamais serão frustrados (Jó 42.2). Da semente da mulher nasceria o Messias, aquEle que esmagaria Satanás (Gn 3.15). O propósito do Inimigo é matar, roubar e destruir, mas Jesus veio ao mundo para destruir os intentos do Maligno (Jo 10.10).
2. Os resultados da Queda no relacionamento familiar. Qual é a origem dos males que atacam a família? O pecado. A vida familiar de Adão e Eva era perfeita, porém o pecado trouxe a disfunção para o seio da família. Depois da Queda podemos ver sentimentos como o medo, a culpa e a vergonha, perturbando a convivência do casal (Gn 3.8-12). O pecado sempre faz o relacionamento familiar adoecer. Há muitos lares doentes, onde a família deixou há muito tempo de ser um local de acolhimento, proteção e cuidado devido aos pecados não confessados e não abandonados. Essas transgressões causam culpa e separam as famílias da comunhão com Deus.
3. A vida familiar depois da Queda. O pecado de um único homem trouxe consequências terríveis para toda a humanidade. Depois da Queda a vida familiar já não seria mais a mesma. A mulher teria filhos com muita dor (Gn 3.16) e o seu desejo, ou seja, sua vontade estaria submetida à vontade de seu marido. Adão deveria comer agora seu pão diário com dores, pois o trabalho de arar a terra para ter sua subsistência garantida seria bem difícil (Gn 3.17). A terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos e cardos (Gn 3.18). A morte física também é uma consequência da transgressão do homem (Gn 3.19). Deus ama o pecador, mas não tolera o pecado. Como punição pela desobediência, Adão e Eva, foram expulsos do Jardim do Éden (Gn 3.20-24). A vida no Jardim, antes da Queda pode ser comparada à vida eterna que um dia desfrutaremos no céu. tudo era bom, pois foi tudo pensado, planejado e criado por um Deus que preza pela excelência. Se tivessem permanecido na obediência, Adão e Eva teriam sido felizes para todo o sempre. todavia, Jesus Cristo veio ao mundo para resgatar as famílias da maldição do pecado. Cristo se fez pecado por nós, e na cruz levou as nossas iniquidades sobre si (Is 53.4). Isso nos mostra o quanto Deus deseja abençoar nossas famílias.
SINÓPSE DO TÓPICO (2) A família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído.
III. A CONSTITUIÇãO FAMILIAR AO LONGO DOS SÉCULOS
1. Família patriarcal. O modelo familiar com o passar dos tempos está sujeito a mudanças. Já tivemos a família patriarcal, monogâmica, consanguínea, etc, todavia isso não altera o valor, a importância da família. A família patriarcal é um exemplo familiar onde é permitido ao homem ter diversas esposas. Este modelo é visto em todo Antigo testamento, mas não era o molde determinado pelo Senhor. Deus o tolerou, porém esta nunca foi a sua vontade. No modelo de família patriarcal o pai (pater) era visto como o senhor da casa e da família. As esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca.
2. A família nuclear (monogâmica). Este foi o modelo idealizado pelo Senhor: Um homem e uma mulher, unidos pelo matrimônio. A poligamia vai contra o princípio divino do marido e da esposa ser uma só carne (Gn 2.24; Mt 19.5).
3. A família na atualidade. A família está inserida dentro de um contexto social, e portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as famílias são eternos e imutáveis (Mt 24.35). Os inimigos e desafios enfrentados pelas famílias na atualidade são muitos, todavia queremos destacar apenas os espirituais. vejamos os principais inimigos da família na atualidade:
a) A carne. Aqui, referimo-nos à "carne" como a natureza carnal que se opõe ao Espírito Santo e volta-se para tudo o que é contrário à vontade de Deus. Sabemos que há uma luta constante entre essas duas naturezas: a carnal e a espiritual. O apóstolo Paulo experimentou tal luta (Rm 7.15-24). Ela é tão intensa, que pode nos fazer pensar que não há como sair vencedor (Rm 7.24). Mas Deus, em Cristo Jesus, nos dá a solução. Ele nos livra "do pecado e da morte" (Rm 8.1,2). O apóstolo Paulo nos adverte: "Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne" (Gl 5.16). A família cristã precisa, na direção do Espírito, combater a natureza carnal. Assim, evitará o adultério, os vícios e todas as mazelas que visam destruí-la.
b) O mundo. Diz-nos o apóstolo do amor: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele" (1 Jo 2.15). Quanto a este ponto não há meio-termo: ou amamos a Deus ou amamos o mundo. Não há a mínima possibilidade de servimos a dois senhores (Mt 6.24). Saiba, pois, que existe vitória para quem escolher amar a Deus. E Ele dará vitória à nossa família a partir da fé que depositarmos nEle (1 Jo 5.4).
c) O Diabo. A Palavra de Deus nos ensina uma única forma de vencermos o Maligno: "Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (tg 4.7). Se a família sujeitar-se a Deus e resistir o Diabo, este fugirá, pois o segredo da nossa vitória contra Satanás começa com a nossa submissão a Deus, para que depois, sim, possamos resistir ao Diabo. E quando resistirmos ao adversário, não nos esqueçamos de usar a "armadura de Deus" (Ef 6.10-17), em especial, "o escudo da fé", com o qual poderemos "apagar todos os dardos inflamados do maligno" (Ef 6.16). A família cristã precisa verdadeiramente crer naquEle que a criou e usar a sua Palavra para direcionar suas tomadas de decisões e sua vida espiritual.
SINÓPSE DO TÓPICO (3) Os três maiores desafios espirituais da família são: o mundo, a carne e o Diabo.
CONCLUSÃO
Nunca a família foi tão desafiada pelas forças do mal como hoje. Porém, é na presença do Senhor que a familia garantirá a vitória sobre os desafios da sociedade atual. Busquemos ao Senhor juntamente com toda a nossa casa.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI
Subsídio Bibliológico
"Criado para relacionamentos
[...] A Bíblia começa nos dizendo que Deus em afinidade - Pai, Filho e Espírito Santo - criou o homem e a mulher para uma vida de relacionamentos mútuos e com Ele (Gn 1.16,17). Ambos refletem a glória de Deus. O homem foi criado primeiro (Gn 2.7), seguido pela mulher, que foi tirada do homem (Gn 2.21-23). A mulher foi criada, porque Deus declarou: 'Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele [ou seja, uma auxiliadora para satisfazer-lhe as necessidades]' (Gn 2.18).
Mas que necessidade tinha Adão e com a qual não podia lidar no utópico Éden com seu ecossistema perfeitamente equilibrado e a atmosfera livre de substâncias tóxicas? Solidão! Solidão foi a primeira emoção que Adão teve com a qual não podia lidar [...].
Ainda que no frescor do dia Deus viesse conversar com Adão, este precisava de alguém como ele mesmo - outro ser humano -, com quem pudesse se comunicar durante o dia. A mulher não foi criada para ser objeto sexual. Antes, foi criada para ser ouvinte incentivadora e comunicadora dinâmica. Era tão fundamental esse relacionamento, que o casal recentemente formado foi instruído a ensinar seus filhos a deixar pai e mãe e apegar-se aos seus respectivos cônjuges (Gn 2.24)" (CARlSON, Raymond et al. Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.35-6).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII
Subsídio Bibliológico
"O propósito ou missão do casamento, como Deus Designou
Em um mundo onde tudo está se tornando relativo e a felicidade se faz um fim em si mesma, é importante reafirmar que o casamento foi ideia de Deus, desde o início, e Ele o criou para cumprir os seus propósitos, que podem ser resumidos da seguinte maneira:
Oferecer glória a Deus. Não há nada cristão que não se destine a glorificar a Deus. Na verdade, o casamento é uma instituição social da qual evoluíram todas outras estruturas sociais. É importante apreciar a missão do casamento como um meio para honrar a Deus e oferecer louvores ao seu nome [...].
Propiciar companhia para o outro. Um dos propósitos fundamentais do casamento é a companhia [...] (Gn 2.18; Sl 68.8).
Servir, um ao outro. Não somente não era bom que o homem estivesse só, mas ele precisava de uma auxiliar. A intenção do casamento é criar companheiros que satisfaçam as necessidades, um do outro. Cada cônjuge tem necessidades que Deus deseja que sejam satisfeitas no casamento [...].
Procriar uma descendência devota. A função de procriação estava no centro do propósito de Deus, quando criou o primeiro homem e a primeira mulher. Ele lhes ordenou que fossem frutíferos que se multiplicassem e povoassem a terra - algo que nós fizemos muito bem. Mas a missão bíblica de ter filhos vai além do ato físico de ter bebês. Ela pede que as crianças tenham uma criação devota, e o casamento cristão cria a atmosfera ideal, amorosa e carinhosa, para se fazer isso.
Criar a unidade básica de trabalho e serviço. Os casais cristãos devem servir a Deus juntos, criar filhos devotos, manter a casa e servir na igreja e na comunidade [...]" (ADEI, Dr. Stephen. Seja o Líder que sua Família Precisa. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.108-09).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
ADEI, Stephen. Seja o Líder que sua Família Precisa. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
SOUZA, Estevam Ângelo. ... e fez Deus a família: O padrão divino para um lar feliz. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão CPAD
nº 54, p.36.
EXERCÍCIOS
1. Qual o propósito de Deus ao criar a família?
R. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento
2. O que o Jardim do Éden era para a primeira família?
R. Um local especial de acolhimento, proteção e provisão.
3. Qual é a origem dos males que atacam as famílias?
R. O pecado.
4. Cite as consequências do pecado para a mulher e para a terra.
R. A mulher teria filhos com muita dor (Gn 3.16) e o seu desejo, ou seja, sua vontade estaria submetida à vontade de seu marido. A terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos e cardos (Gn 3.18).
5. De acordo com a lição, quais são os principais inimigos espirituais da família na atualidade?
R. A carne, o mundo e o Diabo.
ESTE É O MELHOR MOMENTO DA IGREJA
Estamos presenciando e experimentando o maior avivamento da História! Nunca na história eclesiástica os cristãos de um país foram tão unidos em prol da evangelização e da formação de discípulos. Todos jejuam, oram e pregam o Evangelho.
O cristianismo praticado no Brasil é um modelo para o mundo. Os crentes influenciam as pessoas positivamente, e todas as mazelas estão desaparecendo ou diminuindo. Há cada vez menos miséria, ignorância, prostituição, violência, tráfico de drogas, corrupção, etc.
“Unanimidade” é a palavra de ordem na igreja brasileira, que segue o exemplo da igreja primitiva. É um o coração do povo evangélico. Cada crente em Jesus Cristo frequenta a Escola Bíblica Dominical e/ou as reuniões de estudo bíblico, pois está consciente de que precisa aprender e apreender a Palavra do Senhor.
Nenhum crente em Jesus assiste ao Big Brother Brasil, pois todos estão cientes de que esse programa visa à destruição da família, dos valores morais e dos bons costumes. As servas do Senhor também não deixam de ir aos cultos por causa de novelas.
Os programas de TV evangélicos priorizam a evangelização. Eles dedicam cada vez menos espaço à divulgação de pessoas e de produtos, para que haja um bom tempo para a exposição do Evangelho de Cristo, que é poder de Deus para a salvação de todos os que creem.
Não existem divisões. A paz reina soberana entre nós. Calvinistas e arminianos discutem com amor e tolerância; pré-milenistas, pós-milenistas e amilenistas se entendem; batistas e presbiterianos não se alfinetam; pentecostais e cessacionistas não se digladiam na Internet; assembleianos de ministérios diferentes se intercambiam. Todos divergem apenas na exposição de seus pensamentos, mas se consideram irmãos em Cristo.
Líderes e expoentes cristãos têm cuidado de si mesmo e da doutrina, em vez de “cuidarem” da vida dos outros. Os inimigos dos evangélicos não são pessoas, e sim principados, potestades, hostes espirituais da maldade, príncipes das trevas deste século. Nenhum cristão alimenta ódio ou sentimento de vingança em seu coração. Não existem pessoas invejosas e ameaçadoras em nosso meio, principalmente entre pastores, pregadores e cantores.
A humildade e o amor fraternal são as virtudes mais cultivadas por todos os cristãos. Ninguém se considera superior aos outros nem deseja prejudicar a quem está sendo abençoado por Deus. Nenhum servo do Senhor quer ocupar o palco para zombar de quem está na plateia.
Sabia que até os políticos evangélicos estão fazendo um excelente trabalho? Além de serem cristãos exemplares em sua conduta, apresentam propostas para melhorar a vida de todos os brasileiros. Eles não perdem tempo com discussões inúteis nas redes sociais nem xingam as pessoas que os criticam.
Os compositores evangélicos priorizam a mensagem cristocêntrica e as expressões de louvor a Deus. Eles nunca injetam em suas composições bordões comerciais de autoajuda nem expressões triunfalistas que massageiam o ego das pessoas.
E os pregadores? Estes pregam somente o Evangelho da cruz. Expoentes e cantores evangélicos, na sua totalidade, têm como motivação principal o amor a Deus e ao próximo, e não o amor ao dinheiro e à fama. Quanto aos cultos evangélicos, em todas as denominações, são realizados com decência e ordem, seguindo à risca o que está escrito em 1 Coríntios 14. Não existem, em nosso meio, pregadores malabaristas, espalhafatosos, animadores de auditório.
Também não há shows para animar a galera, pois todos os líderes de louvor e cantores estão conscientes de que devem adorar a Deus em espírito e em verdade. E os grandes congressos da Assembleia de Deus, como estão? Nestes, a Palavra de Deus tem a primazia. Os preletores convidados começam a pregar sempre no melhor momento do culto, quando os ouvintes estão bem dispostos para receber a mensagem.
Ódio e inveja entre os pastores são coisas do passado. Ninguém despreza um companheiro por pertencer a outro ministério. As eleições convencionais são pacíficas, ordeiras e fraternais. Não há vaias e assobios. E os que protestam fazem isso com ética e respeito.
Finalmente, todos os evangélicos brasileiros leem a Bíblia diariamente, além de prezarem os bons livros. Aliás, em nosso país, os cristãos leem em média dois livros por mês. E mais de 50% deles já leram pelo menos um livro de Ciro Sanches Zibordi (risos).
Ah, se tudo isso fosse verdade! Mas foi apenas um sonho que tive neste dia primeiro de abril...
Ciro Sanches Zibordi
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