terça-feira, 24 de setembro de 2013

Lição 13 - O Sacrifício que Agrada a Deus


29 de Setembro de 2013

O Sacrifício que Agrada a Deus

TEXTO ÁUREO
"Eu te oferecerei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó Senhor, 
porque é bom"  (Sl 54.6).

VERDADE PRÁTICA
Ajudando os nossos irmãos, contribuímos para a obra de Deus, e, ao Senhor, oferecemos a mais pura ação de graças.

HINOS SUGERIDOS 400, 432, 545

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 4.1-7 Os primeiros sacrifícios
Terça - Sl 50.7-23 Os sacrifícios que Deus quer
Quarta - Sl 51.17 Sacrifícios para Deus
Quinta - Hb 13.15 Sacrifício de louvor
Sexta - Is 58.1-12 O sacrifício do jejum
Sábado - Fp 4.14-18 O auxílio como oferta a Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 4.14-23
14 Todavia, fizestes bem em tomar parte na minha aflição.
15 E bem sabeis também vós, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente.
16 Porque também, uma e outra vez, me mandastes o necessário a Tessalônica.
17 Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que aumente a vossa conta.
18 Mas bastante tenho recebido e tenho abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.
19 O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.
20 Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre. Amém!
21 Saudai a todos os santos em Cristo Jesus. Os irmãos que estão comigo vos saúdam.
22 Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César.
23 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos. Amém!

INTERAÇÃO
Professor, com a graça de Deus chegamos ao final de mais um trimestre. Durante os encontros dominicais você e seus alunos, com certeza foram edificados, exortados e consolados por intermédio da Epístola aos Filipenses.  Paulo foi um homem que colocou sua vida a disposição do Mestre. Seu ministério esteve sempre em primeiro lugar. Muitos foram os sacrifícios que este abnegado servo de Deus teve que fazer para que o Evangelho chegasse até aos confins da terra. Nem mesmo a prisão foi capaz de impedi-lo de levar as boas novas aos perdidos. Ele pregou, ensinou e fez muitos discípulos, mesmo estando no cárcere. Paulo padeceu muito, todavia ele ensinou os crentes de Filipos e a nós também a termos uma vida cristã feliz. Sigamos o seu exemplo!

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Compreender como foi a participação da igreja de Filipos nas tribulações de Paulo.
* Explicar o ato de reminiscência entre Paulo e os filipenses. 
* Analisar a oblação e a generosidade dos filipenses.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para o encerramento do trimestre reproduza o quadro abaixoconforme as suas possibilidades. Utilize-o ao concluir a lição.  Apresente aos seus alunos alguns temas importantes que encontramos na Epístola aos Filipenses. Conclua perguntando à classe o que eles aprenderam de mais significativo durante o trimestre e o que gostariam de relatar para toda a classe.

Temas importantes encontrados na Epístola aos Filipenses


TEMA: Autossacrifício
EXPLICAÇÃO: Cristo sofreu e morreu para que pudéssemos ganhar a vida eterna. Com coragem e vigor, Paulo se sacrificou por seu ministério.
IMPORTÂNCIA: Cristo nos dá poder para deixar de lado as nossas necessidades e preocupações pessoais. Não devemos nos atrever a ser egoístas

TEMA: Unidade
EXPLICAÇÃO: Em cada igreja, em cada geração, aparecem influências decisivas (questões de lealdade e conflitos). Paulo encorajou os filipenses a se entenderem, a deixarem de se queixar e a trabalharem em conjunto.
IMPORTÂNCIA: Sendo crentes, não devemos discutir com nossos companheiros, mas nos unir contra nosso inimigo comum. Quando estamos unidos pelo amor, a força de Cristo se torna mais abundante.

TEMA: Vida Cristã
EXPLICAÇÃO: Paulo nos mostra como viver uma vida cristã feliz. Cristo é, ao mesmo tempo, nossa fonte de poder e o nosso guia.
IMPORTÂNCIA: O desenvolvimento do nosso caráter começa com a obra que Deus realiza em nós. Mas o crescimento também exige autodisciplina, obediência à Palavra de Deus e concentração de nossa parte.

TEMA: Alegria
EXPLICAÇÃO: Não importa o que venha a acontecer, os crentes podem ter profunda alegria, serenidade e paz. Essa alegria vem do conhecimento pessoal de Cristo e da dependência de sua força, em vez da nossa.
IMPORTÂNCIA: Podemos sentir alegria mesmo nos infortúnios. A alegria não se origina de circunstâncias exteriores, mas da força interior. Sendo cristãos, não devemos confiar no que temos ou experimentamos, mas no Cristo que está dentro de nós.

COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO
Além de apresentar assuntos de ordem doutrinária, a Epístola aos Filipenses destaca a gratidão e a alegria do apóstolo Paulo. Nela, temos uma das mais belas expressões de amor, confiança e contentamento de toda a Bíblia. Na última lição deste trimestre, veremos Paulo apresentando a assistência que recebera dos filipenses como oferta de amor e sacrifício agradável a Deus.
O apóstolo descreve o quanto o seu coração se aqueceu com a demonstração de amor e carinho dos filipenses. No final da epístola, ele revela a sua total confiança na suficiência de Cristo, pois esta lhe concedeu força para desenvolver o seu ardoroso ministério.

I. A PARTICIPAÇÃO DA IGREJA NAS TRIBULAÇÕES DE PAULO (4.14) 
1. Os filipenses tomam parte nas aflições do apóstolo. Paulo via a participação dos filipenses em suas tribulações como o agir de Deus para fortalecer o seu coração. A expressão "tomar parte" (v.14) sugere a ideia de "partilhar com, ou coparticipar de". A igreja de Filipos estava participando das aflições e tribulações com o apóstolo. Ela sentia as agruras de sua prisão. Por outro lado, o apóstolo sentia-se abençoado por Deus pelo fato de ser lembrado com tamanho amor e ternura pela comunidade cristã filipense. 
2. O exemplo da igreja após o Pentecostes. A igreja de Filipos vivia a mesma dimensão de serviço da comunidade de Jerusalém nos dias de Pentecostes (At 2.45-47). Com o seu exemplo, os filipenses nos ensinam que "tomar parte", ou "associar-se", nas tribulações de nossos irmãos é mostrar-se amorosamente recíproco. Ou seja: devemos nos amar uns aos outros, pois assim também Cristo nos amou.
3. O padrão de amor para a Igreja. O amor dos filipenses para com o apóstolo Paulo mostra-nos que esse deve ser o padrão de nosso cotidiano: a generosidade no repartir constitui-se em "sacrifícios que agradam a Deus" (Hb 13.16).
SINÓPSE DO TÓPICO (1) A igreja de Filipos vivia a mesma dimensão de serviço da comunidade de Jerusalém nos dias de Pentecostes. 

II. REMINISCÊNCIA: O ATO DE DAR E RECEBER (4.15-17)
1. Paulo relembra o apoio dos filipenses. O versículo 15 destaca a generosidade dos crentes filipenses em relação a Paulo. Mesmo sendo uma igreja iniciante e pobre, assim que tomou conhecimento das necessidades do apóstolo, a comunidade de fé de Filipos o apoiou integralmente (v.16). Com isso, os filipenses tornaram-se cooperadores do apóstolo na expansão do Reino de Deus até aos confins da terra. É por isso que Paulo não podia esquecer do amor que lhe demonstraram os crentes daquela igreja.
2. O necessário para viver. O versículo 16 revela-nos outro grande fato. Enquanto o apóstolo estava em Tessalônica, a igreja em Filipos continuava a enviar-lhe "o necessário" à sua subsistência. No ato de "dar e receber", os filipenses participavam do ministério de Paulo, pois não tinham em mente os seus interesses, mas as urgências do Reino de Deus. 
Por outro lado, Paulo não se deixava cair na tentação do dinheiro. As ofertas que ele recebia eram aplicadas integralmente na Obra Missionária. O apóstolo bem sabia da relação perigosa que há entre o dinheiro e a religião (1 Tm 6.10,11). Tal atitude leva-nos a desenvolver uma consciência mais nítida quanto às demandas do Reino. Fujamos, pois, das armadilhas das riquezas deste mundo, pois, como disse o sábio Salomão, "quem ama o dinheiro, jamais dele se farta" (Ec 5.10).
3. "Não procuro dádivas". Para o apóstolo, a oferta que lhe enviara a igreja em Filipos tinha um caráter espiritual, pois ele não andava a procura de "dádivas" (v.17). Quem vive do ministério deve aprender este princípio áureo: o ministro de Deus não pode e não deve permitir que o dinheiro o escravize. No final de tudo, o autêntico despenseiro de Cristo deve falar com verdade: "Não procuro dádivas"! Sua real motivação tem de ser o benefício da igreja de Cristo. Assim agia Paulo. Ele dava oportunidade aos filipenses, a fim de que exercessem a generosidade, tornando-os seus cooperadores na expansão do Reino de Deus (v.17 cf. Hb 13.16).
SINÓPSE DO TÓPICO (2) Paulo não caiu na tentação do dinheiro. As ofertas que ele recebia eram aplicadas integralmente na Obra Missionária. 

III.  A OBLAÇÃO DE AMOR E SAUDAÇÕES FINAIS (4.18-23)
1. A oblação no Antigo Testamento. A palavra "oblação" está relacionada à linguagem proveniente do sistema sacrifical levítico. O termo remete-nos a estas expressões: "cheiro de suavidade" e "sacrifício agradável e aprazível" (v.18). E estas, por sua vez, estão relacionadas às "ofertas de consagração" a Deus identificadas como "holocaustos" (Lv 1.3-17), "oferta de manjares" (Lv 2; 6.14-23), oferta de libação e oferta pacífica (Nm 15.1-10). Portanto, quando falamos de oblação, referimo-nos a uma oferta sacrifical comestível - azeite, flor de farinha etc. Uma parte era queimada para memorial e a outra direcionada ao consumo dos sacerdotes (Lv 2.1-3). 
2. A oblação e a generosidade dos filipenses. Paulo encara como verdadeira oblação a assistência que lhe ofereciam os filipenses. Tais ofertas eram-lhe como um "cheiro suave, como sacrifício agradável a Deus" (v.18). Assim, tendo em vista a generosidade praticada pelos filipenses, Paulo declara com plena convicção: "O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus" (v.19). 
A expressão "o meu Deus" aponta para aquEle que haveria de suprir não somente as suas necessidades, como também as dos filipenses e também as nossas. Aleluia! 
3. Doxologia. Os versículos 20 a 23 trazem a saudação final do apóstolo à igreja em Filipos. E, como podemos observar, Paulo não poderia concluir a sua carta de forma mais adequada: "A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos. Amém!" (v.23). 
Ele denota, assim, que todo o enfoque da carta é Cristo, e que nós, seus seguidores, temos de nos lembrar e viver por sua graça, pois "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados" (2 Co 5.19). 
SINÓPSE DO TÓPICO (3) O ministro de Deus não pode e não deve permitir que o dinheiro o escravize, pois sua real motivação tem de ser o benefício da igreja de Cristo. 

CONCLUSÃO
Após estudarmos esta tão rica epístola, o nosso desejo é que você ame cada vez mais o Senhor Jesus, e dedique-se a ser uma "oblação de amor" a Ele. O Senhor é o meio providenciado pelo Pai, a fim de reconciliar o mundo com Deus. Exalte o Eterno, pois você foi reconciliado com Ele em Cristo Jesus. A exemplo da igreja em Filipos, não esqueça: "a alegria do Senhor é a vossa força" (Ne 8.10). 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
"Saudações Finais de Paulo (4.21-23)
Considerando que as cartas seculares eram frequentemente concluídas com um desejo de boa sorte ou boa saúde, do autor, para o destinatário, Paulo concluiu tipicamente suas cartas oferecendo palavras de saudação (por exemplo, Rm 6.3; 1 Co 16.19; 1 Ts 5.26). A epístola aos filipenses reflete este estilo, pelo fato de o apóstolo concluir esta carta com algumas saudações finais. Esta parte final da carta pode ter sido uma observação realmente escrita pelo próprio Paulo, após seu escriba ter concluído a parte mais formal da carta. Esta parte é destinada a várias pessoas dentro da igreja - possivelmente os líderes mencionados no capítulo 1.1 (daí o uso do plural imperativo: 'Saudai a todos os santos em Cristo Jesus').
No verso 21, Paulo não está somente trazendo uma saudação coletiva à Igreja em Filipos, no mesmo sentido em que uma pessoa hoje pede a alguém que 'cumprimente a todos' em seu nome. Mantendo seu relacionamento afetuoso e sincero com os filipenses, está pedindo que cada um, e todos os cristãos da congregação, recebam a sua saudação
As palavras finais de bênçãos proferidas por Paulo repercutem suas palavras de saudação. Seus seguidores são lembrados da 'graça' que lhes foi estendida, pela obra vicária realizada em seu favor pelo Senhor exaltado (2.6-11)" (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4.ed.  Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. p.511).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
"A Origem dos Sacrifícios
Em relação à origem dos sacrifícios, existem duas opiniões: (1) que eles têm sua origem nos homens, e que Israel apenas reorganizou e adaptou os costumes de outras religiões, quando inaugurou, seu sistema sacrificial; e (2) que os sacrifícios foram instituídos por Adão e seus descendentes em resposta a uma revelação de Deus.
É possível que o primeiro ato sacrificial em Gênesis tenha ocorrido quando Deus vestiu Adão e Eva com peles para cobrir sua nudez (Gn 3.21). O segundo sacrifício mencionado foi o de Caim, que veio com uma oferta do 'fruto da terra', isto é, daquilo que havia produzido, expressando sua satisfação e orgulho. Entretanto, seu irmão Abel 'trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura' como forma de expressar a contrição de seu coração, o arrependimento e a necessidade da expiação de seus pecados (Gn 4.3,4). [Também é possível que a razão do sacrifício de Abel ter sido agradável a Deus, em contraste com sua rejeição ao sacrifício de Caim, tenha sido o fato de Abel ter trazido o que tinha de melhor ('primogênitos' e 'sua gordura') enquanto Caim simplesmente obedeceu aos procedimentos estabelecidos - Ed.]
Em Romanos 1.21, Paulo refere-se  à revelação e ao conhecimento inicial que os patriarcas tinham a respeito de Deus, e explica a apostasia e o pecado dos homens do seguinte modo: 'Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças'. 
Depois do Dilúvio, 'edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar' (Gn 8.20). Muito tempo antes de Moisés, os patriarcas Abrão (Gn 12.8; 13.18; 15.9-17; 22.2ss), Isaque (Gn 26.25), e Jacó  (Gn 33.20; 35.3) também ofereceram verdadeiros sacrifícios.
Um grande avanço na organização e na diferenciação dos sacrifícios ocorreu com a entrega da lei no Monte Sinai. Um estudo dos diferentes sacrifícios indicados revela seu desenvolvimento final, visando atender às necessidades do indivíduo e da comunidade" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.1723).. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

VOCABULÁRIO
Doxologia: Manifestação de louvor e  enaltecimento à divindade através de expressões de exaltamentos (Deus seja louvado!) e hinos.
Graça_vicária: O sacrifício de Cristo que nos substituiu.
Reminiscência: Lembrança.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RICHARDS, Lawrence O.  Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed.  Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
PEARLMAN, Myer. Epístolas Paulinas: Semeando as Doutrinas Cristãs. 1.ed

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 55, p.42.

EXERCÍCIOS
1. Como o apóstolo Paulo via a participação dos filipenses em suas tribulações?
R. Paulo via a participação dos filipenses em suas tribulações como o agir de Deus para fortalecer o seu coração.

2. O que sugere a expressão "tomar parte"?
R.  A expressão "tomar parte" (v.14) sugere a ideia de "partilhar com, ou coparticipar de"..

3. Qual o conselho do sábio Salomão em relação ao dinheiro?
R.   "Quem ama o dinheiro, jamais dele se farta" (Ec 5.10).

4. O que são ofertas de oblação?
R. Oferta sacrifical comestível - azeite, flor de farinha etc. Uma parte era queimada para memorial e a outra direcionada ao consumo dos sacerdotes (Lv 2.1-3). 

5. Como Paulo conclui a Carta aos Filipenses?
R. "A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos. Amém!" (v.23).



Ja se encontram a disposição 



terça-feira, 17 de setembro de 2013

Lição 12 - A Reciprocidade do Amor Cristão


22 de Setembro de 2013

A Reciprocidade do Amor Cristão

TEXTO ÁUREO
"Posso todas as coisas naquele que me fortalece"  (Fp 4.13).

VERDADE PRÁTICA
A igreja de Cristo deve zelar pelo bem-estar dos que a servem, a fim de que não haja necessitados entre os filhos de Deus.

HINOS SUGERIDOS 4, 244, 304

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 10.10 Vida cristã transbordante
Terça - Fp 4.19 Deus supre as necessidades
Quarta - Mt 6.19-21,31-34 A confiança nos bens gera ansiedade
Quinta - 1 Tm 5.17,18  A igreja cuidando de seus líderes
Sexta - Rm 15.25-27 Socorro material como prova de amor
Sábado - Fp 4.10-13 A fonte da nossa suficiência

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 4.10-13
10 Ora, muito me regozijei no Senhor por, finalmente, reviver a vossa lembrança de mim; pois já 
vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade.
11 Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
12 Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou 
instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer 
necessidade.
13 Posso todas as coisas naquele que me fortalece.

INTERAÇÃO
Professor, você tem sido generoso para com aqueles que servem a Deus e a igreja? Então não terá dificuldade alguma em ensinar a respeito do tema proposto para a aula de hoje: a generosidade da igreja para com aqueles que a servem. Os irmãos de Filipos eram bem generosos. Eles enviaram os recursos que Paulo necessitava para sobreviver na prisão (4.10-20). Vivemos em uma sociedade marcada pelo egoísmo, todavia o crente tem em seu coração o amor de Cristo e este amor o leva a ajudar aqueles que necessitam de socorro. Nossa oferta de amor para aqueles que realizam a obra de Deus revelam a graça do Todo-Poderoso em nossas vidas. Ofertamos não para recebermos algo em troca, mas o fazemos de coração porque já temos experimentado das dádivas divinas. Que não venhamos nos esquecer que "mais bem-aventurada coisa é dar do que receber" (At 20.35).

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
# Saber que as dádivas dos filipenses era resultado da providência divina.
# Compreender que o cristão tem o contentamento de Cristo em qualquer situação.
# Explicar a respeito da principal fonte de contentamento do cristão.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza no quadro de giz os dois tópicos abaixo. Utilize-os para introduzir a lição. Discuta com os alunos estes princípios. Explique que estas duas regras devem nortear a nossa doação em favor daqueles que trabalham na obra do Senhor:
"Ao entregar uma oferta o valor não é o mais importante, mas sim a disposição de contribuir para o Reino".
"A doação deve ser como resposta a Cristo, e não pelas vantagens que podemos ter por fazê-lo. O modo como doamos reflete a nossa devoção ao Senhor" (Bíblia de Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1620).

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, aprenderemos a importância da generosidade da igreja para com aqueles que a servem. Dependente das ofertas dos irmãos para sobreviver no cárcere romano, Paulo expressava uma profunda gratidão à igreja de Filipos pelos recursos enviados por intermédio de Epafrodito (4.10-20).
O apóstolo estava agradecido aos filipenses pelo amor que lhe haviam demonstrado. Ele, porém, destaca que sempre confiou à providência divina o seu sustento, e que sua alegria maior estava não nas ofertas recebidas, e sim no fato de os filipenses terem se lembrado dele.

I. AS OFERTAS DOS FILIPENSES COMO PROVIDÊNCIA DIVINA
1. Paulo agradece aos filipenses. A igreja em Filipos já vinha contribuindo com o ministério de Paulo desde o seu início (v.15). Agora, o apóstolo fora surpreendido pela segunda oferta enviada a ele, exatamente quando estava preso em Roma. Por isso, agradece e regozija-se pela lembrança dos irmãos (v.10).
Ele declara ainda que a oferta dos filipenses era o fruto da providência divina em seu ministério, pois confiava plenamente em Deus, em qualquer situação.
2. Reciprocidade entre o apóstolo e a igreja. Paulo amava a igreja em Filipos. Esta cidade foi a primeira da Europa a receber a mensagem do Evangelho. Ali, Paulo enfrentou perseguições, prisão e muito sofrimento. Porém, agora a igreja, firmada em Cristo, demonstra sua gratidão ao apóstolo cuidando dele e ajudando-o em suas necessidades (vv.10,11,15-18).
3. A igreja deve cuidar dos seus obreiros. Nenhum obreiro deve fazer de sua missão um meio de ganhar dinheiro. Todavia, a igreja precisa prover sustento digno àqueles que a servem. Paulo muito sofreu com a falta de sensibilidade da igreja em Corinto (v.15). Por outro lado, a igreja em Filipos procurou ajudar o apóstolo.
A Palavra de Deus nos exorta quanto ao sustento daqueles que labutam na seara do Senhor: "Não amordaces o boi, quando pisa o trigo" (1 Tm 5.18 - ARA). No mesmo versículo, o apóstolo completa que "digno é o obreiro do seu salário". Por isso, a igreja deve apoiar devidamente àqueles que são verdadeiramente obreiros, ajudando-os em suas necessidades (1 Tm 5.17).
SINÓPSE DO TÓPICO (1) Nenhum obreiro deve fazer de sua missão um meio de ganhar dinheiro, todavia a igreja precisa oferecer sustento digno àqueles que a servem.

II. O CONTENTAMENTO EM CRISTO EM QUALQUER SITUAÇÃO
1. O contentamento de Paulo. O apóstolo aprendeu a contentar-se em toda e qualquer situação. Seu contentamento estava alicerçado no fato de que Deus cuida dos seus servos e ensina-os a viver de forma confiante. Aos coríntios, Paulo escreveu: "não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus" (2 Co 3.5).
Paulo deu o crédito de sua força e contentamento a Deus. Muitos se gabam de sua robustez, coragem e até espiritualidade, esquecendo-se de que a nossa capacidade vem do Senhor. Para agirmos de forma adequada em meio às provações e privações é preciso reconhecer que dependemos integralmente do Senhor.
2. "Sei estar abatido" (v.12). Paulo inicia o versículo doze dizendo: "Sei estar abatido e também ter abundância". Ele estava convicto do cuidado de Deus. Por isso, aceitava as privações sem se envergonhar ou mesmo entristecer-se. Precisamos acreditar na provisão divina e aprender a contentar-nos em toda e qualquer situação.
Talvez você esteja passando por dificuldades. Não permita, porém, que elas o abatam. Confie no cuidado e na bondade do Pai Celeste. Ele é o nosso provedor. Para que o Evangelho chegasse aos confins da terra, muitos homens e mulheres, às vezes sem qualquer sustento oficial, deixaram suas famílias e saíram pregando a Palavra de Deus e fundando igrejas. Esses pioneiros não desistiram, e os resultados ainda podem ser vistos. Hoje, as igrejas, em sua maioria, possuem recursos para enviar obreiros e missionários a outras nações e ali sustentá-los, e devem fazê-lo. Cumpramos, pois, o nosso dever conforme a Bíblia nos recomenda.
3. O contentamento desfaz os extremismos. Apesar de o exemplo paulino e de a Bíblia ensinar-nos acerca do contentamento, é necessário abordar o perigo da adoção dos extremismos nessa questão. Muitos servos de Deus são obrigados, pela falta de compromisso de suas igrejas, a abandonar a obra de Deus. Para que isso não aconteceça, sejamos fiéis no sustento daqueles que estão servindo a causa do Mestre (1 Tm 5.18).
Os obreiros, por sua parte, não podem deixar-se dominar pela avareza e pela ganância. Paulo nos dá uma importante lição quando afirma: "Aprendi a contentar-me com o que tenho" (v.11). O culto ao Senhor não pode ser transformado em uma  fonte de renda. É o próprio apóstolo Paulo quem ensina a nos apartar daqueles que não se conformam "com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade". Isto porque, os tais apreciam "contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho" (1 Tm 6.5). O ensino paulino demonstra que a piedade, com contentamento, já é, por si mesma, um "grande ganho" (1 Tm 6.6).
SINÓPSE DO TÓPICO (2) O crente pode contentar-se em toda e qualquer situação, pois seu contentamento está no fato de que Deus cuida dos seus servos e ensina-os a viver de forma confiante

III.  A PRINCIPAL FONTE DO CONTENTAMENTO (4.13)
1. Cristo é quem fortalece. Paulo nos ensina, com a declaração do versículo 13, que sua suficiência sempre esteve em Cristo. O que fez com que Paulo suportasse tantas adversidades?  Havia algum segredo? Não! O que fez do apóstolo um vencedor foi a sua fé em Jesus Cristo, aquele que tudo pode. A força do seu ministério era o Senhor. Você quer forças para vencer os obstáculos em seu ministério? Confie plenamente no Senhor!
2. Cristo é a razão do contentamento. Nossa alegria e força vêm do Senhor Jesus. Segundo Matthew Henry, "temos necessidade de obter forças de Cristo, para sermos capacitados a realizar não somente as obrigações puramente cristãs. Precisamos da força dEle para nos ensinar a como ficar contente em cada condição". Busque ao Senhor e permita que a alegria divina preencha a sua alma (Ne 8.10).
3. O cumprimento da missão como fonte de contentamento. Uma vez que o objetivo de Paulo era pregar o Evangelho em toda parte, nada lhe era mais importante que ganhar almas para o Reino de Deus. Nenhuma dificuldade financeira roubaria a visão missionária do apóstolo.
Ele não se angustiava pela privação material e social. Pelo contrário, a alegria do Senhor era a sua força. Paulo regozijava-se com a suficiência que tinha de Cristo. O descontentamento é como uma planta má que faz brotar a avareza (Hb 13.5,6), o roubo (Lc 3.14) e a preocupação com as coisas materiais (Mt 6.25-34). Por isso, contente-se em Cristo! Ele tomará conta de nós.
SINÓPSE DO TÓPICO (3) Cristo é a razão do contentamento, nossa alegria e força vêm dEle.

CONCLUSÃO
Aprendemos na lição de hoje, que a igreja de Cristo deve zelar pelo bem-estar dos seus obreiros, a fim de que não venham a passar privações. Todavia, a real motivação para servirmos à igreja de Deus jamais devem ser as recompensas materiais. Confiemos na provisão divina, pois assim seremos felizes em toda e qualquer situação.
Nosso contentamento em meio às adversidades é resultado da nossa fé e comunhão com o Senhor Jesus. Que estejamos na dependência do Senhor, para que Ele nos conceda alegria e força a fim de vencermos as vicissitudes e tribulações da vida.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
"Graças pelo dom e comunhão deles. A principal razão para Paulo escrever a essa igreja e de estar agradecido por esses irmãos é a expressão concreta deles de apoio a ele (4.1-18). Essa igreja enviou um presente em dinheiro para auxiliar Paulo enquanto estava na prisão (4.10-18). Paulo chama esse presente de 'comunic [ar] com ele, usando a forma verbal (ekoinõsen, v. 15) da palavra grega para comunhão (koinonia). Eles comungam com ele ao participar de seu ministério por meio dessa expressão concreta de amor e de preocupação. Paulo não esperava nem pretendia esse auxílio. Paulo aprendeu a se contentar seja qual fosse sua situação, quer na pobreza quer na abundância. Na verdade, quando Paulo escreve que pode todas as coisas por intermédio de Cristo que o fortalece (4.13), ele quer dizer que pode enfrentar todo tipo de circunstância ou situação financeira sem perder de vista o propósito de Deus para ele. Por isso, recebe o presente deles com gratidão, no qual ele diz ser 'oferta de aroma suave' a Deus (4.18 - NVI). A preocupação deles faz com que lhes assegure que Deus também cuida deles (4.19)'" (ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.365).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
"Nos versos 15 e 16, Paulo alegremente relembra o apoio que os filipenses lhe ofereceram. Relembra os dias anteriores, quando o evangelho foi proclamado pela primeira vez em Filipos (At 16.4). Quando o apóstolo passou pela Macedônia até a Acaia, em sua segunda viagem missionária, a igreja em Filipos foi a única a sustentar seus esforços. Na linguagem emprestada do mundo comercial, o apóstolo considerou sua parceria como uma questão de 'dar e receber' (termos aproximadamente equivalente aos conceitos de débito e crédito).  Paulo 'deu' o evangelho aos filipenses e 'recebeu' seu apoio. De fato, o verso 16 indica que por mais de uma vez enviaram sua assistência a Paulo antes que deixasse a Macedônia, enquanto ainda estava na cidade vizinha de Tessalônica (At 17.1-9). Os filipenses, por sua vez, 'deram' seu apoio material e moral a Paulo, tendo recebido a mensagem das boas novas e agido de acordo com esta.
No versículo 17, Paulo reitera a pureza de seus motivos em sua expressão de gratidão aos cristãos de Filipos. Não está procurando 'dádivas' ou agradecendo de alguma maneira que venha a ser a base para favores futuros. Sua motivação visa o benefício deles. Sua descrição da recompensa que terão por associarem-se a ele na obra de Deus é expressa em termos financeiros. Sua participação no Evangelho produzirá juros ou dividendos  (literalmente 'fruto'), o que resultará no 'aumento da conta' deles" (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. p.510).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RICHARDS, Lawrence O.  Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed.  Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
PEARLMAN, Myer. Epístolas Paulinas: Semeando as Doutrinas Cristãs. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 55, p.42.

EXERCÍCIOS
1. O que o apóstolo Paulo declara acerca da oferta dos filipenses?
R. Ele declara ainda que a oferta dos filipenses era o fruto da providência divina em seu ministério, pois confiava plenamente em Deus, em qualquer situação.

2. Por que a igreja deve apoiar devidamente àqueles que são verdadeiramente obreiros, ajudando-os em suas necessidades?
R. Porque é bíblico. A Palavra de Deus nos exorta quanto ao sustento daqueles que labutam na seara do Senhor: "Não amordaces o boi, quando pisa o trigo" (1 Tm 5.18 - ARA). No mesmo versículo, o apóstolo completa que "digno é o obreiro do seu salário".

3. Em que o contentamento de Paulo estava alicerçado?
R.  Seu contentamento estava alicerçado no fato de que Deus cuida dos seus servos e ensina-os a viver de forma confiante.

4. O que Paulo nos ensina na sua declaração do versículo 13?
R.  Paulo nos ensina, com a declaração do versículo 13, que sua suficiência sempre esteve em Cristo.

5. Qual tem sido a fonte do seu contentamento?
R. Resposta pessoal

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ordem no Culto


Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. (1 Coríntios 14.26)
Infelizmente temos visto muita desorganização em algumas igrejas, vemos um movimento que chega às raias da loucura, onde dançam, pulam, caem pelo chão, rolam e dizem que é ação do Espírito Santo. Várias pessoas falando línguas estranhas ao mesmo tempo, sem intérpretes, profecias e revelações sendo entregues sem nenhuma ordem, e a maioria delas contrária à Palavra de Deus. São revelações que confrontam com o Evangelho. É necessário ordem e organização nos cultos, e em todo tempo sermos guiados pelo Espírito Santo, que é Espírito e não emoção, tampouco carnalidade, pois, é por aí que entra o diabo. Muitas igrejas que se dizem pentecostais, na verdade há muito deixaram de pregar e viver o Evangelho legítimo, basta ver como algumas pessoas são tomadas e fazem movimentos que nada tem à ver com o Espírito de Deus.
"E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. (1 Coríntios 14.27) 
 Pessoas se levantam e começam a orar e falar em uma língua estranha e entregar profecias, e isto sem ter quem as interprete,  falam em línguas no púlpito, nos corredores e em toda parte, e estes mesmos querem interpretar, sendo que não é isto que a Palavra diz. Devemos observar se, o que está sendo feito é emocional, ou espiritual, e se for espiritual devemos discernir qual é o espírito, pois, há espíritos que  agem livremente dentro das igrejas, ele é o enganador.
"E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.” (2 Coríntios 11.14). 
Portanto não é por falar o nome de Deus e ter nome de igreja evangélica que realmente seja;  são do Senhor àqueles que praticam os seus mandamentos.
"Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.”(1 Coríntios 14.28). 
Se não tem uma segunda pessoa ali na igreja para interpretar a língua, então não fale, ore baixinho para si mesmo apenas. Mesmos lideres, pastores que no púlpito estão falando em línguas, cantando, se não tem intérprete, estão indo contra a Palavra, pois, não podemos, com a desculpa de fazer pessoas virem e permanecer na igreja demonstrar uma espiritualidade, santidade que se manifesta de forma carnal, sendo assim ela inexiste; muitas vezes, vão orar por alguém e começam a orar em línguas, como se a pessoa entendesse, devemos saber que os demônios também falam línguas estranhas, línguas próprias deles, e muitas das vezes confundem quem realmente não vive a Palavra de Deus.

"E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.” (1 Coríntios 14.29,30). 
Profecias, revelações, precisam ser julgadas, e todas as profecias têm que se cumprir, e estarem de acordo com a Palavra de Deus, porque não existe revelação nova contrária à Palavra, e, se não se cumprir não foi Deus quem falou.
"Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados.”(1 Coríntios 14.31). 
Toda profecia e revelação é do Espírito Santo, quando legitima. Se realmente estiver acontecendo, ela deverá ser dita, mas, em ordem e não ao mesmo tempo, e deve ser falada em língua comum para que todos entendam; e também não não há necessidade de pular, gritar, espernear, como se para entregar uma profecia esteja recebendo um espírito, pois isto é carnal, emocional.
"E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.” (1 Coríntios 14.32).
 Os profetas estão sujeitos a si mesmo,  se eles estiverem falando verdade ou mentira, somente eles sabem e, quem também for profeta poderá discernir com clareza, uma vez que a semente é lançada, ela cresce para o bem ou mal.
"Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.”(1 Coríntios 14.33). 
Se está existindo confusão e desordem,  cuidado, pois, não é o Senhor que está neste lugar, porque quando somos dirigidos pelo Espírito, produzimos o seu fruto.
"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” (Gálatas 5.22)

Lição 11 - Uma Vida Cristã Equilibrada


15 de Setembro de 2013


Uma Vida Cristã Equilibrada

TEXTO ÁUREO
"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai"  (Fp 4.8).

VERDADE PRÁTICA
A fim de termos uma vida cristã equilibrada e frutífera, precisamos ocupar a nossa mente com tudo àquilo que é agradável a Deus.

HINOS SUGERIDOS 210, 244, 299

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lc 8.10-15 Cultivando a Palavra
Terça - Tt 1.13-16 A verdade produz fé saudável
Quarta - Sl 86.11-13 Verdade e misericórdia
Quinta - 1 Jo 3.15-18 Quem odeia anda em trevas
Sexta - Ec 7.10-14 O melhor tesouro do homem
Sábado - Sl 50.14-23 Quem anda em retidão será salvo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 4.5-9
Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas 
diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos 
sentimentos em Cristo Jesus.
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, 
tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e 
se há algum louvor, nisso pensai.
O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de 
paz será convosco.

INTERAÇÃO
Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito das virtudes que acompanham aqueles que já experimentaram o novo nascimento. A vida do cidadão do Reino dos Céus é regida por alguns princípios e valores que transcendem a vida terrena. A salvação em Jesus não somente nos garante a vida eterna, ela também nos proporciona um novo caráter, uma nova forma de pensar e agir. O crente deve ter os seus  pensamentos e ações pautados segundo os valores do Reino.  Na epístola aos Filipenses, Paulo exorta os crentes de Filipos a respeito do cuidado que eles deveriam ter com aquilo que iria ocupar suas mentes. O apóstolo apresenta no capítulo quatro, versículo oito, uma relação do que deve preencher o pensamento do cristão: “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável,
tudo o que é de boa fama”. Tais coisas devem orientar os nossos pensamentos.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Conscientizar-se a respeito da excelência da mente cristã.
* Compreender o que deve ocupar a mente do cristão.
* Analisar a conduta de Paulo como modelo. uma relação do que deve preencher o pensamento do cristão: "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama".  Tais coisas devem orientar os nossos pensamentos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor para introduzir o tópico I da lição escreva no quadro de giz a seguinte afirmação de Myer Pearlman: "O pensamento é o pai da ação". Discuta com seus alunos o significado desta afirmação. Explique que o cérebro é o quartel general do nosso corpo, por isso temos que ter muito cuidado com a nossa mente, com os nossos pensamentos, pois eles antecedem as nossas ações. Em seguida, peça que os alunos leiam Romanos 12.2 e discuta com eles os efeitos que os pensamentos têm sobre o nosso caráter e as nossas ações. Conclua lendo com toda a classe o texto áureo da lição.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, veremos algumas virtudes que acompanham aqueles cujas vidas foram transformadas pelo Evangelho de Jesus. O Evangelho não apenas proporciona salvação à humanidade, mas também um conjunto de princípios de vida para cada crente, seja na igreja, na família, na sociedade ou com Deus. Não são meras prescrições ou exigências frias de um código de leis, mas valores que transcendem a vida terrena.
Veremos que o Evangelho é poderoso para mudar o caráter de uma pessoa e torná-la apta a tomar para si o "jugo suave" e o "fardo leve" de Cristo Jesus (Mt 11.30).

I. A EXCELÊNCIA DA MENTE CRISTÃ
1. Nossos pensamentos. O versículo oito da leitura bíblica em classe na versão ARA diz: "seja isso o que ocupe o vosso pensamento". O apóstolo quer mostrar que a experiência de salvação, em Cristo, produz uma mudança contínua em nossa forma de pensar, a fim de evitarmos as futilidades mundanas que ocupam a mente das pessoas sem Deus. Paulo exorta-nos a preenchermos a nossa mente com aquilo que gera vida e maturidade espiritual, pois "nós temos a mente de Cristo" (1 Co 2.16).
Aqui surge uma pergunta inevitável: "O que tem ocupado as nossas mentes no mundo de hoje?" Infelizmente, deparamo-nos com uma geração atraída pela ideologia do consumismo e do materialismo, onde o ter é mais importante do que o ser. Tal postura anula o ser humano, e faz com que os relacionamentos sejam pensados em termos de vantagens, ou seja, se não houver algum benefício imediato, logo são descartados. Esse comportamento nos aproxima do modo de vida mundano, e nos distancia das coisas do Alto.
2. Pensando nas coisas eternas. Além da epístola aos Filipenses, o tema do processo de pensar é tratado por Paulo em muitas outras ocasiões (Rm 12.2; Cl 3.2). Pensar nas coisas que são de cima, por exemplo, não sugere que devamos viver uma espiritualidade irreal, e sim equilibrada, conjugando mente e coração a partir dos valores espirituais na vida terrena (cf. Jo 17.15,18; 1 Co 5.9,10).
Os maus pensamentos são frutos da inclinação humana para o mal. Daí a recomendação de que a nossa mente deve ocupar-se com a Palavra de Deus, com os princípios eternos do reino divino, "levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo" (2 Co 10.5).
3. Agindo sabiamente. Sabemos que a sociedade atual é dominada por ideologias contrárias ao Evangelho. E é exatamente a esse mundo que o Senhor Jesus nos enviou a fazer a sua obra (Jo 17.18; cf. Mt 28.19). Temos de atender o seu chamado! Não com medo, mas com coragem; não com ignorância, mas sabiamente; não como quem impõe uma verdade particular, mas como quem expõe e testemunha verdades eternas. À luz do exemplo de Jesus Cristo, sejamos sal da terra e luz do mundo tendo "luz na mente, mas fogo no coração".
SINÓPSE DO TÓPICO (1) A Palavra de Deus exorta-nos a preenchermos a nossa mente com aquilo que gera vida e maturidade espiritual, pois "nós temos a mente de Cristo" (1 Co 2.16).

II.  O QUE DEVE OCUPAR A MENTE DO CRISTÃO (4.8)
1. "Tudo o que é verdadeiro e honesto". O apóstolo Paulo inicia a sua reflexão com a verdade. Percebemos que, com essa virtude, o apóstolo entende tudo o que é reto e se opõe ao falso. É tudo aquilo que é autêntico, não baseado em meras suposições, ou em algo que não possa ser comprovado. Lamentavelmente, o espírito da mentira entrou até mesmo entre os crentes e vem produzindo grandes males. Difamações e rumores negativos acabam sendo comuns entre nós. E isso desagrada profundamente a Deus.
Quando o apóstolo dos gentios afirma que devemos pensar "em tudo o que é honesto", de fato, está nos exortando a desenvolvermos uma conduta transparente e decorosa, digna de alguém que age bem à luz do dia (Rm 13.13). O mundo não pode ver em nós um comportamento que contradiga os conceitos éticos e bíblicos da verdade e da honestidade, pois isso é incoerente aos princípios cristãos. O verdadeiro crente tem um firme compromisso com a verdade. Ele não mente nem calunia seu irmão.
2. "Tudo o que é justo". Aqui, de acordo com o Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD), as "coisas que são 'justas' obedecem aos padrões de justiça de Deus" para desenvolvermos uma relação positiva com os que nos rodeiam.
O padrão de justiça divina deve nortear o nosso comportamento moral em relação a Deus e às pessoas. O verdadeiro cristão deve pautar a sua conduta pela defesa de tudo o que é justo (Mt 5.6), agindo contra tudo aquilo que promove injustiça e gera opressão.
3. "Tudo o que é puro e amável". Pureza sugere inocência, singeleza ou sinceridade em relação a algo não contaminado ou poluído. Uma mente pura significa uma mente casta. A ideia de "ser puro" é defendia por Paulo na perspectiva de que as palavras, as ações e os pensamentos dos crentes de Filipos fossem francos e sinceros.
A fim de que toda impureza seja eliminada de sua vida, o crente tem de dar lugar para que o Espírito Santo limpe continuamente o seu coração e consciência (Ef 5.3). Assim, estaremos prontos a desejar tudo o que promove o amor fraternal. Desse modo, "tudo o que é amável" é aquilo que edifica os relacionamentos entre irmãos.
4. "Tudo o que é de boa fama". O sentido de "boa fama" é simples e objetivo, pois a expressão se refere ao cuidado que devemos ter com as palavras e ações em nosso dia a dia. Então, podemos afirmar que boa fama é tudo o que é digno de louvor, de elogio e graça. Algumas versões bíblicas traduzem a mesma expressão por bom nome. Tal se refere ao que uma pessoa é, pois possuir um bom nome é o mesmo que ter um bom caráter.
SINÓPSE DO TÓPICO (2) O crente não deve ter um comportamento que contradiga os conceitos éticos e bíblicos da verdade e da honestidade, pois isso é incoerente  com os princípios cristãos. O verdadeiro crente tem um firme compromisso com a verdade.

III. A CONDUTA DE PAULO COMO MODELO (4.9)
1. Paulo, uma vida a ser imitada. No versículo nove, o apóstolo dos gentios utiliza cinco verbos que denotam ação: aprender, receber, ouvir, ver e fazer. Paulo utilizou tais recursos para que os irmãos filipenses percebessem que poderiam viver as virtudes da Palavra de Deus.
Ele, inclusive, assume um papel referencial a ser imitado. Paulo não tem a presunção de uma pessoa que se acha infalível, mas exorta aos filipenses a serem uma carta transparente e exposta a quem quisesse vê-la. Eles deveriam, pois, ser um modelo tanto aos crentes como aos descrentes.
2. Paulo, exemplo de ministro. Os obreiros do Senhor devem aprender com Paulo uma verdade pastoral: Todo ministro de Deus deve ser transparente. Assim como o Deus da graça chamou os fiéis da terra para serem irrepreensíveis, Ele igualmente nos chamou para administrarmos o seu rebanho com lisura, amor e muita boa vontade (1 Pe 5.2,3). Essas qualidades pastorais são indispensáveis na experiência ministerial dos líderes cristãos nos dias de hoje.
3. O Deus de paz. Se buscarmos tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa fama, teremos uma preciosa promessa: "E o Deus de paz será convosco". A presença do "Deus de paz" descreve uma segurança inabalável para aqueles que confiam no seu nome.
Ele nos orienta, guarda e protege. Por isso, devemos experimentar da constante e doce presença do "Deus de paz", e manter uma vida irrepreensível diante dEle, pois nas circunstâncias mais adversas lembraremos estas palavras: "E o Deus de paz será conosco".
SINÓPSE DO TÓPICO (3) buscarmos tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa fama "o Deus de paz será convosco".

CONCLUSÃO
Disse alguém, certa vez, que "o homem é aquilo que pensa". Devemos, portanto, guardar a nossa mente de tudo quanto é vil, pernicioso, egocêntrico e imoral. Só desfrutaremos de uma vida cristã saudável e equilibrada se alimentarmos a nossa mente com tudo o que é do Alto. Por isso, leia continuamente a Palavra de Deus.
Apesar de a verdade, a honestidade, a pureza, a justiça, o amor e a boa fama parecerem estar fora de moda, e até ignorados por grande parte da sociedade, para o Altíssimo continuam a ser virtudes que autenticam os valores do seu Reino. E nós, os que cremos, somos chamados a vivê-las aqui e agora (Mt 5.13-16).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
"Os assuntos do pensar correto
Meus pensamentos produzem maus modos de viver; por outro lado, o pensar correto levará a uma vida correta. Paulo faz uma lista de assuntos que devem alimentar os pensamentos do cristão. 'Nisso pensai'. (1) 'Tudo o que é verdadeiro'. As coisas verdadeiras se opõem à falsidade em palavras e conduta. (2) 'Tudo o que é honesto'. 'Honesto aqui significa literalmente o que é honroso ou reverente. Refere-se às coisas consistentes com santa dignidade e respeito e corresponde àquele amor que 'não se conduz inconvenientemente'. (3) 'Tudo o que é justo'. O trato justo em todos os nossos relacionamentos. O cristão auferirá todos os seus pensamentos com a Regra Áurea. (4) 'Tudo que é puro' refere-se à pureza no seu sentido mais lato - pensamentos, motivos, palavras e ações livres de elementos que rebaixam e maculam. 'Bem-aventurados os limpos de coração'. (5) 'Tudo que é amável se refere à delicadeza, humildade e caridade que atraem o amor e tornam amáveis as pessoas. (6) 'Tudo que é de boa fama' se refere às coisas que todos concordemente recomendam: a cortesia, agradabilidade, justiça, temperança, verdade e respeito pelos pais. É impossível realizar coisas boas com modos tais que lancem opróbrio sobre a causa de Deus. 'Não seja, pois blasfemado o vosso bem' (Rm 14.16). [...] 'Se há alguma virtude, [...] nisso pensai'" (PEARLMAN, Myer. Epístolas Paulinas: Semeando as Doutrinas Cristãs. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998, pp. 151-52).


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
As epístolas escritas na prisão refletem o casamento da profunda teologia de Paulo com as preocupações pastorais. Deus triunfa na cruz e na ressurreição de Jesus. Assim, o Pai estendeu sua libertação àqueles que vão a Ele pela fé. Isso quer dizer que os crentes fazem parte do que Deus usa para refletir a redenção de toda a criação. Essa esperança suprema quer dizer que a vida neste mundo também é transformada. Vida, quer dizer servir a Deus (não a si mesmo), refletindo a cidadania celestial (não a terrena), valendo-se da capacitação concedida por Deus para conquistar o pecado e para resplandecer como luz em um mundo necessitado. É estar disposto a sofrer e a permanecer unidos diante de um mundo de trevas em necessidade, ao mesmo tempo em que revelamos o evangelho, a bondade e o caráter de Deus na forma como nos relacionamentos uns com os outros e com os que precisam da obra redentora de Deus.
Paulo foi um teólogo profundo que escreveu sobre temas de dimensões cósmicas, mas ele não estava tão voltado para o céu a ponto de não ser um bem terreno. Ele era um pastor que guiava os santos em seu chamado. O desejo de Paulo para os crentes é simples: seja um bom cidadão do céu e tenha a mente tão voltada para o céu de forma a ser bom para a terra. Ele também lembra aos crentes que Deus os capacita para realizar a tarefa e que, à medida que eles mantêm o foco em Jesus, podem ir, unidos em seu serviço a Ele, no encalço desse objetivo. Eles nunca devem esquecer que, nEle, são uma nova comunidade. No contexto da obra soberana de Deus e à luz da vitória e capacitação dEle, os crentes devem refletir a presença, o amor e o caráter dEle até que Ele traga esperança da realização e todas as coisas que sejam sintetizadas na restauração que, por fim, Cristo trará " (ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. p.367).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RICHARDS, Lawrence O.  Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed.  Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
PEARLMAN, Myer. Epístolas Paulinas: Semeando as Doutrinas Cristãs. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998. SAIBA MAIS

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 55, p.41.

EXERCÍCIOS
1.Segundo a lição, o que a experiência de salvação em Cristo produz?
R. A experiência de salvação, em Cristo, produz uma mudança contínua em nossa forma de pensar, a fim de evitarmos as futilidades mundanas que ocupam a mente das pessoas sem Deus.

2. O que deve ocupar a mente do cristão?
R.  A nossa mente deve ser preenchida com aquilo que gera vida e maturidade espiritual.

3. De acordo com a lição, o que significa uma mente pura?
R. Uma mente pura significa uma mente casta.

4. Qual é a verdade pastoral que os obreiros do Senhor devem aprender de Paulo?
R.  Todo o ministro de Deus deve ser transparente. Assim como o Deus da graça chamou os fiéis da terra para serem irrepreensíveis, Ele igualmente nos chamou para administrarmos o seu rebanho com lisura, amor e muita boa vontade (1 Pe 5.2,3).

5. O que você tem feito para manter a sua mente pura?
R. Resposta pessoal.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

1968, O Assassinato de Martin Luther King - Testemunha da História

Do Vale para a Benção

Lançamento do 3º CD de Rosangela Martins "Do vale para a benção"

Comprovada a autenticidade das maiores descobertas arqueológicas bíblicas


Após 10 anos, Autoridade de Antiguidades mudou de ideia e exige posse das peças



Comprovada a autenticidade das maiores descobertas arqueológicas bíblicas
Uma batalha legal de 10 anos está chegando ao fim na Terra Santa. Varias relíquias bíblicas surpreendentes, incluindo uma caixa de pedra calcária onde estariam os ossos do irmão de Jesus e a primeira “prova” do Templo construído pelo rei Salomão.

A Autoridade de Antiguidades de Israel não conseguiu provar em tribunal que os itens foram forjados por Oded Golan, que revelou ao mundo as antiguidades. Este mês, o governo de Israel pediu a posse dos itens que ele passou uma década chamando de “falsos”.

O jornal israelense Haaretz noticiou a declaração do representante da Autoridade de Antiguidades: “Nós entendemos a situação de forma diferente agora. Isso nos pertence… e temos o direito de fazer o que quisermos com nossa propriedade”.

O Supremo Tribunal de Israel ainda não deu o veredito final sobre quem terá a posse definitiva, se Golan ou o estado. Mas isso pode mudar muita coisa, explica Hershel Shanks, editor-chefe da revista especializada Biblical Archaeology Review.

“Eles ficaram acusando-o de falsificador por mais de dez anos, tornaram sua vida um inferno, mandaram-no para a cadeia, depois para prisão domiciliar e geraram uma enorme despesa legal… e agora eles estão reconhecendo que são autênticas? É difícil de entender”, disse ele em entrevista à FoxNews.
A principal disputa é pela chamada Yoash tablete, ou “estela de Joás”, uma pedra com o tamanho de um caderno escolar. Suas quinze linhas descrevem os planos do rei Joás para a reforma do Templo de Salomão. A narrativa confirma o que está no capítulo 12 do Segundo Livro dos Reis, no Antigo Testamento.

As inscrições em fenício relatam como o rei Joás instruiu os sacerdotes a recolherem dinheiro para pagar as reformas do Primeiro Templo de Jerusalém. O pequeno artefato pode ser considerada a mais antiga prova de um relato bíblico já encontrada. “Se a inscrição passar por todos os testes de autenticidade, será o artefato mais importante da arqueologia israelense”, disse na época o arqueólogo Gabriel Barkai, da Universidade Bar-Ilan.

A disputa sobre a existência do Primeiro Templo de Salomão no monte Sião envolve um conflito secular com os muçulmanos, pois no local atualmente está o Domo da Rocha, reverenciado pelo Islã. O Muro das Lamentações, logo ao lado é tudo que restou do Segundo Templo, construído por Herodes durante a ocupação romana da região.

O outro item envolvido no processo é um ossuário, uma caixa de pedra calcária que guardaria os restos mortais de um judeu chamado Tiago. O grande diferencial é a inscrição que diz: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. O uso de nomes coincide com a narrativa do Novo Testamento e seria considerado o primeiro “elo físico” da narrativa sobre Jesus fora da Bíblia.

Golan já colocou o ossuário em exposição em museus. Mas a Autoridade de Antiguidades de Israel sempre questionou sua autenticidade. São 10 anos de disputa nos tribunais, um processo que inclui 12 mil páginas de documentos e foram mais de 100 audiências. O veredito final pode causar um grande impacto na comunidade arqueológica mundial.

David Barhum, o advogado de defesa de Golan, acredita que a mudança de atitude do governo de Israel seria a confirmação definitiva que as peças apresentadas por seu cliente são verdadeiras.

Por sua parte, os representantes da Autoridade de Antiguidades de Israel não querem se manifestar antes da divulgação do veredito. Eles continuam dizendo que as peças são forjadas, mas como foram encontradas no território de Israel, pertencem ao Estado.

Especialistas em arqueologia olham para três aspectos antes de determinar a autenticidade de uma descoberta: o estilo da escrita, a linguagem da inscrição e a composição geológica do material. Até agora não existe um consenso nas análises feitas nas peças.

Se nos tribunais o processo se encerrou, na comunidade científica, a controvérsia continua longe de uma solução definitiva. Os primeiros testes mostraram que a inscrição datava do século IX a.C., o que coincidiria com o reinado de Joás. Também indicaram a presença de salpicos de ouro fundido na superfície da pedra, que poderiam ter sido causados por um incêndio, como o que destruiu o Templo de Salomão, em 586 a.C.

As provas históricas da existência de Salomão são escassas e evidências concretas do templo construído por ele nunca foram encontradas.

O principal problema na questão do ossuário, que tem 50 centímetros de comprimento por 25 centímetros de altura e pesa 25 quilos, é a implicação religiosa. Para os judeus seria embaraçoso admitir que realmente existiu o Jesus descrito na Bíblia.

As discussões sobre o reconhecimento público envolveram cerca de 200 especialistas no julgamento que se desenrola desde 2005. A participação de peritos em testes de carbono-14, arqueologia, história bíblica, paleografia (análise do estilo da escrita da época), geologia, biologia e microscopia transformou o tribunal israelense em um palco de seminário de doutorado.

Fonte: Gospel Prime
CPAD News
Brasil, 03 de setembro de 2013

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Lição 10 - A Alegria do Salvo em Cristo


8 de Setembro de 2013

A Alegria do Salvo em Cristo 

TEXTO ÁUREO
"Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos"  (Fp 4.4).

VERDADE PRÁTICA
Em tempos trabalhosos e difíceis, somente a alegria do Senhor pode apaziguar a nossa alma.

HINOS SUGERIDOS 139, 141, 186

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Sl 92.1-5 A alegria do Senhor traz gratidão
Terça - Ne 8.8-12  A Palavra de Deus traz alegria
Quarta - Fp 4.4 Alegrai-vos no Senhor
Quinta - Fp 4.4-7 Alegria apesar das circunstâncias
Sexta - Sl 43.4,5 O Deus que nos alegra
Sábado - At 4.24-31 Alegria em meio à tribulação

LEITURA BÍBLICA EM CLASS
Deuteronômio 11.18-21; 2 Timóteo 3.14-17
18 Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na 
vossa mão, para que estejam por testeiras entre os vossos olhos,
19 e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e 
deitando-te, e levantando-te;
20 e escreve-as nos umbrais de tua casa e nas tuas portas,
21 para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o SENHOR jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra.
2 Timóteo 3.14-17
14 Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o 
tens aprendido.
15 E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a 
salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça,
17 para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.

INTERAÇÃO
Paulo enfrentou muitas dificuldades e humilhações no serviço do Mestre. Em 2 Coríntios 11.23-29 ele faz uma pequena relação de algumas das dores e perigos que teve que encarar por amor a Cristo. Todavia, o apóstolo não se deixou abater pelas dificuldades. Ele não permitiu que as aflições roubassem sua alegria. O contentamento de Paulo não dependia das circunstâncias, pois advinha da sua comunhão com Cristo. Quem tem a Jesus tem a alegria da salvação e pode se regozijar em toda e qualquer situação. Na obra do Senhor enfrentamos momentos ruins, mas a alegria concedida pelo Eterno nos dá forças para seguirmos em frente. Talvez professor, você esteja enfrentando momentos difíceis em seu ministério de ensino ou em sua família, porém não perca a força nem o ânimo. Confie no Senhor e permita que a alegria dEle inunde sua alma trazendo paz e esperança.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
*Exortar a respeito da alegria e firmeza da fé.
*Compreender que a alegria divina sustenta a vida cristã.
*Conscientizar-se a respeito da singularidade da paz de Deus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor para introduzir a lição reproduza o quadro abaixo de maneira que cada aluno tenha uma cópia.  Em classe, leia juntamente com os alunos, o texto bíblico de 2 Coríntios 11.23-29. Enfatize as muitas provações enfrentadas por Paulo. Depois faça a seguinte indagação: "Como ter alegria em meio à tribulação?" Ouça os alunos com atenção e explique que a nossa alegria independe das circunstâncias externas.  Ela é fruto de Cristo em nós, faz parte da nossa salvação.  Em seguida leia o quadro com os alunos explicando os ensinos bíblicos a respeito da alegria.

OS ENSINOS BÍBLICOS A RESPEITO DA ALEGRIA INCLUEM
(1) A alegria está associada à salvação que Deus concede em Cristo (1 Pe 1.3-6; cf. Sl 5.11; Is 35.10).
(2) A alegria flui de Deus como um dos aspectos do fruto do Espírito (Sl 16.11; Rm 15.13; Gl 5.22). Logo, ela não nos vem automaticamente. Nós a experimentamos somente à medida que permanecemos em Cristo (Jo 15.1-11). Nossa alegria se torna maior quando o Espírito Santo nos transmite um profundo senso da presença e do contato de Deus em nossa vida (cf. Jo 14.15-21).
(3) A alegria, como deleite na presença de Deus e nas bênçãos da redenção, não pode ser destruída pela dor, pelo sofrimento, pela fraqueza nem por circunstâncias difíceis (Mt 5.12; 2 Co 12.9).

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Alegria, regozijo e contentamento são expressões comuns ao longo da Epístola de Paulo aos Filipenses. Paradoxalmente, elas revelam o coração do apóstolo na prisão de Roma. Paulo não se desesperou com o seu cativeiro, mas alegrou-se no Senhor. Ele sabia que estava nas mãos de Deus e contentava-se com as notícias de que a igreja de Filipos, fruto do seu árduo ministério, caminhava muito bem. O apóstolo não deixou se abater com as tribulações do seu ministério, pois nelas, ele via a providência amorosa do Altíssimo.

I. EXORTAÇÃO À ALEGRIA E FIRMEZA DA FÉ (4.1-3)
1. A alegria de Paulo. O primeiro versículo do capítulo 4 de Filipenses inicia-se com um "portanto", justamente por ser continuação do capítulo 3, quando o apóstolo tratara do perigo dos "inimigos da cruz". Aqui, Paulo diz que os crentes de Filipos são a sua "alegria e coroa" e aconselha-os a continuarem firmes no Senhor (v.1). A permanência dos filipenses em Cristo bastava para encher o coração do apóstolo de alegria. Por isso, ele manifestou o seu orgulho e os mais íntimos sentimentos de amor e carinho para com os irmãos de Filipos.
2. A alegria nas relações fraternas. Nem tudo, porém, era maravilhoso e perfeito na igreja de Filipos. Ali, estava ocorrendo um grande problema de relacionamento entre duas importantes mulheres que cooperaram na implantação da igreja filipense: Evódia e Síntique (v.2). Esse problema estava perturbando a comunhão da igreja e expondo a saúde espiritual do rebanho.
A fim de resolver a questão, Paulo se dirige a um obreiro local (Timóteo ou Tito, não sabemos) que, com Clemente e os demais cooperadores, procuraria despertar e restabelecer o relacionamento harmônico e fraterno entre Evódia e Síntique. Como verdadeiro pastor, o apóstolo tratou as duas mulheres com o devido cuidado e respeito, pois as tinha em grande estima pelo fato de ambas terem contribuído muito para o seu apostolado.
3. A alegria de ter os nomes escritos no Livro da Vida. O versículo 3 demonstra algo muito precioso para o cristão: a alegria de ter o nome escrito no livro da vida. Paulo menciona tal certeza, objetivando reafirmar a felicidade e a glória de se pertencer exclusivamente ao Reino de Deus.
Os filipenses tinham cidadania romana porque eram originários de uma colônia do império. Mas quando o apóstolo escreve sobre cidadania refere-se a uma muito mais importante que a de Roma. Nossa verdadeira cidadania vem do céu, e o "mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rm 8.16). Você tem convicção de que o seu nome está arrolado no Livro da Vida?  Você compreende o valor disso?
SINÓPSE DO TÓPICO (1) O apóstolo não deixou se abater com as tribulações do seu ministério, antes procurou servir ao Senhor com alegria.

II. A ALEGRIA DIVINA SUSTENTA A VIDA CRISTÃ (4.4,5)
1. Alegria permanente no Senhor. A versão bíblica ARC emprega a palavra "regozijar" no lugar de "alegria" (v.4). O que é regozijar-se? É alegrar-se plenamente. A declaração paulina afirma que a fonte da alegria cristã é o Senhor Jesus, que promoveu a nossa reconciliação com Deus (Rm 5.1,11). Através dEle somos estimulados a permanecer firmes na fé (Rm 5.2). Que alegria!
É a presença viva do Espírito Santo em nós que produz essa certeza (Jo 16.7; Rm 14.17; 15.13). Nada neste mundo é capaz de superar as vicissitudes da vida como a alegria produzida em nosso coração pelo Senhor (Tg 1.2-4; Rm 5.3). O apóstolo sabia da batalha que os filipenses enfrentavam contra os falsos mestres. Estes fomentavam heresias capazes de criar dúvidas quanto à fé. E, por isso, Paulo imperativamente reitera aos filipenses: "Regozijai-vos sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos".
2. Uma alegria cuja fonte é Cristo. A alegria cristã tem como fonte a pessoa bendita do Senhor Jesus. É por isso que, mesmo em meio às adversidades sofridas em Filipos, o apóstolo teve grandes experiências de alegrias espirituais (At 16; cf. 1 Ts 2.2). Isso só foi possível pelo fato de ele conhecer pessoalmente Jesus de Nazaré. Quando o apóstolo foi confrontado interiormente e pediu a Deus para que fosse tirado o "espinho de sua carne", o Senhor lhe respondeu: "A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Co 12.9a). Após esse episódio, Paulo então pôde afirmar: "De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo" (2 Co 12.9b).
3. Uma alegria que produz moderação. O texto bíblico recomenda que a nossa "equidade [deve ser] notória a todos os homens", pois "perto está o Senhor" (v.5). Na versão ARA, o termo "equidade" é traduzido como "moderação". Ambas as palavras são sinônimas porque dizem respeito à amabilidade, benignidade e brandura. Levando em conta o contexto de Filipenses, os termos referem-se à pessoa que nunca usa de retaliação quando é provada ou ameaçada por causa de sua fé.
O apóstolo Paulo espera dos filipenses autocontrole e não um comportamento explosivo, próprio de pessoas destemperadas ou sem domínio próprio. Ele assim o faz, por saber que, aquele que tem a alegria do Senhor no coração, possui uma disposição amável e honesta para com outras pessoas, particularmente em relação àquelas inamistosas e más. William Barcklay escreve que "o homem que tem moderação é aquele que sabe quando não deve aplicar a letra estrita da lei, quando deve deixar a justiça e introduzir a misericórdia"
SINÓPSE DO TÓPICO (2) Nada neste mundo é capaz de superar as vicissitudes da vida como a alegria produzida em nosso coração pelo Senhor.

III. A SINGULARIDADE DA PAZ DE DEUS (4.6,7)
1. A alegria desfaz a ansiedade e produz a paz. Além de gerar equidade, a alegria do Senhor desfaz a ansiedade, pois esta contraria a confiança que afirmamos ter em Deus. Nada pode tirar a nossa paz, perturbando-nos a mente e o coração. As nossas petições devem ser feitas humildemente, com ação de graças em reconhecimento à misericórdia do Senhor (v.6), ao mesmo tempo em que confiamos na providência do Pai Celeste.
2. Uma paz que excede todo o entendimento. No versículo 7, o apóstolo fala acerca da "paz de Deus, que excede todo o entendimento". Ficando claro que a alegria e a paz são recíprocas entre si. Não há alegria sem paz interior. Esta é decorrência daquela. Essa paz vem do próprio Jesus: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá" (Jo 14.27).
Em síntese, a paz de Deus transcende qualquer compreensão humana, pois não há como discuti- la filosófica ou psicologicamente. Há casos em que somente a paz de Deus acalma os corações perturbados. É a paz divina que excede - ultrapassa ou transcende - a todo o entendimento, pois não depende das circunstâncias.
3. Uma paz que guarda o coração e os sentimentos do crente. Ainda no versículo 7, lemos que essa paz, dada por Cristo, "guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus". O texto fala de "coração e sentimento", cidadelas dos pensamentos e das emoções que experimentamos no cotidiano.
A paz de Deus é uma espécie de muro em torno de uma casa, objetivando protegê-la dos perigos externos. Ela torna-se um guarda fiel para o crente. Que saibamos, em Cristo, ouvir o belo conselho do sábio: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida" (Pv 4.23).
SINÓPSE DO TÓPICO (3) A paz divina que o Senhor nos concede excede a todo o entendimento, pois não depende das circunstâncias.

CONCLUSÃO
A Carta aos Filipenses, em sua completude, destaca a alegria do Senhor como uma virtude de sustentação da vida cristã. Não se trata de alegria passageira ou meramente emocional. A alegria do Senhor alimenta a nossa alma e produz paz e segurança, porque essa "paz é como uma sentinela celestial" que nos guarda do mal. Ora, a alegria também é "fruto do Espírito" (Gl 5.22), pois a presença dela em nós produz uma vida interior que supera todas as nossas vicissitudes.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
"Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor. O  termo grego epieikes, equidade, descreve restrição de paixões, sobriedade ou aquilo que é apropriado. Pode significar boa disposição para com as pessoas (cf. Rm 14). Em 1 Timóteo 3.3 e Tito 3.2, a palavra é usada com um adjetivo que significa 'não propenso a brigar'. A ideia é de ser tolerante, não insistindo em direitos próprios, mas agindo com consideração uns com os outros. Em questões que sejam dispensáveis, os crentes filipenses não devem ir a extremos, mas evitar o fanatismo e a hostilidade, julgando uns aos outros com indulgência. Perto está o Senhor pode ser aviso que a igreja primitiva costumava usar. Neste caso, Paulo está dizendo: 'Qual é o propósito das rivalidades? Sede tolerantes uns com os outros para que Deus seja tolerante convosco quando o Senhor vier'. A frase também era entendida como promessa da proximidade do Senhor, e interpretada com relação ao versículo seguinte. Não estejais inquietos por coisa alguma [...] Embora possamos planejar o futuro (1 Tm 5.8), não devemos ficar ansiosos quanto a nada (Mt 6.25). O segredo desta qualidade de vida é a oração e as súplicas. 'Cuidado e oração [...] são mais opostos entre si que fogo e água'. Oração é geral e baseia-se nas promessas divinas, envolvendo devoção ou adoração. Súplicas são rogos especiais em tempos de necessidade pessoal e apelam para a misericórdia de Deus"  (Comentário Bíblico Beacon.1.ed. Vol. 9. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.277).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
"Pessoal (4.2,3)
A advertência de Paulo nestes dois versos marca uma ocorrência incomum em suas cartas. É comum o apóstolo enfrentar os problemas, as objeções ou as falsas doutrinas dentro de suas igrejas. Porém, esta é uma das poucas ocasiões onde ele realmente nomeia as pessoas envolvidas (1 Tm 1.20). Na maioria das vezes, Paulo prefere manter os envolvidos em controvérsias no anonimato. O fato de mencionar aqui estes indivíduos reflete a seriedade da situação, seu relacionamento íntimo com os filipenses e sua alta consideração para com as duas irmãs a quem fez este sincero apelo. Obviamente ele considera estas mulheres, bem como o restante da congregação, como suficientemente maduros para lidarem com este assunto publicamente.
Paulo propõe um sério apelo às duas mulheres na congregação em Filipos, Evódia e Síntique (possivelmente diaconisas naquela igreja). As mulheres desempenharam um papel muito importante na fundação daquela igreja na macedônia (veja At 16.14).
[...] Paulo fala com cada uma das mulheres separadamente, possivelmente para mostrar sua imparcialidade na situação.
[...] Estas mulheres, juntamente com Clemente e outros cooperadores, têm combatido com Paulo como se estivessem em um combate de gladiadores (1.27), por amor ao evangelho. Agora, nestas ocasiões em que existem relacionamentos hostis, Paulo pede a este 'verdadeiro companheiro' que seja um parceiro para estas duas senhoras, a fim de trazer uma solução. É significativo que os termos 'cooperadores', 'contender' e 'ajudar' contenham a preposição 'com' (syn), enfatizando o papel vital da comunidade cristã e do trabalho em equipe, no pensamento de Paulo" (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.505).

VOCABULÁRIO
Arrolado: Relacionado em listagem.
ARC: Almeida Revista e Corrigida.
Vicissitude: Instabilidade dos acontecimentos. Eventualidade, revés.
Inamistosas: Hostis, adversárias.
Cidadela: Local seguro.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
RICHARDS, Lawrence O.  Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed.  Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 55, p.41.

EXERCÍCIOS
1. A quem o apóstolo Paulo se refere como sua "alegria e coroa"?
R. Os crentes de Filipos.

2. Entre quais mulheres estava ocorrendo um problema de relacionamento na igreja de Filipos?
R. Evódia e Síntique.

3. Qual era a cidadania dos filipenses? Mas a qual devemos valorizar?
R.  Os filipenses tinham cidadania romana.  A cidadania que vem do céu.

4. Em sua completude, o que a Carta aos Filipenses destaca sobre a alegria?
R. A alegria divina sustenta a vida cristã. 

5. De acordo com a lição o que a alegria divina é capaz de desfazer e produzir?
R. A alegria desfaz a ansiedade e produz a paz.