segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Lição 12 - Lança o Teu Pão Sobre as Águas

22 de Dezembro de 2013

Lança o Teu Pão Sobre as Águas

TEXTO ÁUREO
"Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás"  (Ec 11.1).

VERDADE PRÁTICA
Lançar o pão sobre as águas é fazer o bem e ter esperança quanto a um futuro desconhecido.

HINOS SUGERIDOS 201, 214, 467

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Ec 11.1 Vivendo com atitude
Terça - Ec 11.4 Evitando a passividade
Quarta - Ec 11.3 Vivendo com dinamismo
Quinta - Ec 11.6 Tendo a fé e a esperança
Sexta - Ec 11.9 Fazendo escolhas
Sábado - Ec 11.9,10 Assumindo as consequências

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Eclesiastes 11.1-10
1 Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás.
2 Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.
3 Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e, caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará.
4 Quem observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.
5 Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da 
que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas.
6 Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual 
prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas.
7 Verdadeiramente suave é a luz, e agradável é aos olhos ver o sol.
8 Mas, se o homem viver muitos anos e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.
9 Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e alegre-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda 
pelos caminhos do teu coração e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas essas 
coisas te trará Deus a juízo.
10 Afasta, pois, a ira do teu coração e remove da tua carne o mal, porque a adolescência e a 
juventude são vaidade.

INTERAÇÃO
A lei da semeadura é revelada pelo apóstolo Paulo em Gálatas 6.7. O que esta lei diz? "Tudo o que o homem semear, isso também ceifará". Paulo está mostrando que um nascido de novo e seguidor de Cristo Jesus, por obra iluminadora do Espírito Santo, não pode deliberadamente semear na carne ao mesmo tempo em que anda no Espírito: "Quem semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito ceifará a vida eterna" (v.8). O contexto de Gálatas seis remete-nos a ideia de os crentes levarem a carga um dos outros para fazer o bem. Isto é semear para a vida eterna. O contrário é semear corrupção.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Saber como viver uma vida com propósito.
* Decidir viver uma vida dinâmica com fé e esperança.
* Viver a vida com responsabilidade diante de Deus e dos homens.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, para lhe auxiliar na conclusão do terceiro tópico da lição, reproduza o esquema abaixo  conforme as suas possibilidades. O professor deverá, ao longo da semana, estudar sistematicamente os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios. O Comentário Pentecostal Novo Testamento, editado pela CPAD, muito lhe ajudará. Com o auxílio do esquema explique aos alunos que os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios contém instruções sobre ofertas dirigidas aos crentes pobres de Jerusalém. As palavras do apóstolo Paulo nesses capítulos estabelecem o ensino mais completo do Novo Testamento sobre a contribuição financeira cristã para ajudar os necessitados
2 CORÍNTIOS 8
2 CORÍNTIOS 9
1. Riquezas da sua generosidade.
Os princípios contidos neste capítulo são os seguintes:
a) Aquilo que possuímos pertence a Deus (v.5).
b) Temos de tomar a decisão firme em servir a Deus e não ao dinheiro (v.5; cf. Mt 6.24).
c) A contribuição é feita para ajudar aos necessitados (v.14; 9.12; Gl 2.10).
d) A contribuição para os necessitados  é considerada uma prova do amor cristão (v.24) e deve ser realizada de modo sacrifical (v.3) e voluntária (9.7).

2. Jesus Cristo... Se fez pobre...
Deus, em Jesus Cristo, se fez pobre e, por isso, agora nós participamos das riquezas da eternidade. O Altíssimo quer uma atitude idêntica operando em nosso ser como evidência da sua graça infinita (Lc 12.15; Ef 1.3; Fp 4.11-13; Hb 11.26).

1. Pouco... Ceifará. O cristão pode contribuir generosamente ou com avareza. [...] Paulo não fala primeiramente da quantidade ofertada, mas da qualidade dos desejos e dos motivos do nosso coração ao ofertarmos.

2. Abundar em vós toda a graça. O crente deve contribuir com o que pode para ajudar os necessitados. Ele verá que a graça de Deus é suficiente para suprir as suas próprias necessidades a fim de que seja fecundo em toda boa obra (Mt 10.41,42; Lc 6.38).

3. Em tudo enriqueçais. Para que a generosidade seja manifesta exteriormente, o coração deve antes estar enriquecido de amor e compaixão sinceros para com o próximo. Dar de nós mesmos e daquilo que temos, resulta em: (1) suprir as necessidades dos nossos irmãos mais pobres; (2) louvor e ação de graças a Deus (v.12) e (3) amor recíproco da parte daqueles que recebem a ajuda (v.14).

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Nos capítulos anteriores de Eclesiastes, Salomão destacou os problemas da vida. Esta é apresentada totalmente imprevisível, cheias de altos e baixos, e muitas vezes sem explicação lógica ou racional. É com tal perplexidade que o sábio enxerga as injustiças contra o justo e a prosperidade do perverso.
Quanta ambiguidade! O que fazer diante de tudo isso? Ficar inerte? Ou enfrentar a arena da vida? A lição dessa semana abordará a postura que o pregador tomou, diante de Deus, em relação às questões da vida. Veremos que o capítulo 11 de Eclesiastes mostra o Senhor nosso Deus como o centro da nossa vida, pois sem Ele ela torna-se vazia e sem sentido.

I. VIVENDO COM PROPÓSITO 
1. Tomando uma atitude. Em nosso texto áureo, o rei Salomão exorta-nos a tomar uma firme e sábia atitude. Ele conclama-nos a lançar o nosso pão sobre as águas. A palavra hebraica traduzida como "lançar" é shalah, que significa enviar, mandar embora, deixar ir. Noutros termos, o que o sábio está ensinando é: "Não fique aí parado! Glorifique a Deus com a sua atitude".
Podemos aplicar essa palavra também à obra missionária. Deus é quem envia homens e mulheres como embaixadores de seu Reino (Jz 6.8; Is 6.8; Jr 1.7), pois com igual determinação e amor, enviou o seu Filho a realizar a mais sublime das missões: Salvar o mundo (Is 61.1; Jo 3.16).
2. Evitando a passividade. Não devemos agir com passividade (Ec 11.4). A vida meramente contemplativa nada resolve. É necessário e urgente fazer o bem. Por isso, o pregador exorta-nos a demonstrar amor e generosidade ao necessitado.
"Lançar o pão", portanto, significa ser condescendente com os pobres (Ec 11.1,2). Significa fazer alguma coisa e não se limitar a contemplar a miséria alheia. É trazer o pão de longe para alimentar os famintos (Pv 31.14). A igreja apostólica demonstrou a mesma preocupação (Gl 2.10).
SINOPSE DO TÓPICO (1) Viver com propósito implica em tomar atitude evitando a passividade.

II. VIVENDO COM DINAMISMO
1. A imobilidade da árvore caída (vivendo do passado). Em relação ao texto de Eclesiastes 11.3, o escritor Derek Kidner destaca a metáfora da nuvem como um fenômeno meteorológico portador de leis próprias em desacordo com as leis e o tempo dos homens. Ele igualmente destaca o relato da árvore caída: ela não pediu licença para tombar e não houve homem que a impedisse de cair. Aqui, a vida mostra-se de forma imprevisível. Ela não é composta apenas de bons momentos, mas também de períodos desagradáveis. Então, o que fazer? Ficar aprisionado pela experiência passada sobre a qual nada mais se pode fazer, ou enfrentar o futuro com fé e coragem?
2. O movimento do vento e das nuvens (vivendo o presente). Em Provérbios, Salomão usa frequentemente a linguagem metafórica para compartilhar as suas ideias. Uma metáfora que revela bem esse recurso é a da formiga e do preguiçoso (Pv 6.6). Em Eclesiastes, encontramos o mesmo princípio na metáfora do vento (Ec 11.4). Não são poucos os intérpretes da Bíblia que observam, nesse texto, a ideia de movimento e imprevisibilidade da vida.
O vento movimenta-se o tempo todo e as nuvens mostram-se imprevisíveis. Eis a metáfora da vida! Olhá-la e queixar-se dela sem tomar uma firme e sábia decisão diante dos seus obstáculos equivalem a esperar que o vento e as nuvens passem. Dessa forma, o ser humano assiste a existência passar sem nada realizar de concreto. Quem tem fé não age assim.
SINOPSE DO TÓPICO (2) O texto de Eclesiastes 1.3-5 remonta a ideia de movimento e imprevisibilidade da vida.

III.  VIVENDO COM FÉ E ESPERANÇA
1. Plantando a semente. Outra metáfora usada por Salomão é a do plantio (11.6). Essa figura descreve a atividade do agricultor. Ela ensina a arte de semear a vida. E isso requer ação! É preciso plantar a semente, pois é na existência que geralmente colhemos o que plantamos (Gl 6.7).
Muitas vezes, a vida é dura, seca e arenosa para semear. Assim, a metáfora pode significar uma trajetória de trabalho árduo e difícil diante dos grandes obstáculos e desafios da existência humana. Nessa estrada, muitos até desistem de semear e terminam vencidos pelas dificuldades intransponíveis que ela lhes impõe.
2. Germinando a semente. A metáfora também nos ensina que, embora semeemos a terra, não podemos fazer a semente germinar (Ec 11.6). Salomão observa a vida como um grande campo de solos variáveis. Ao agricultor, pois, resta saber em qual valerá a pena semear, pois a semente não germinará em qualquer terreno.
Muitos fatores devem ser levados em conta na germinação da semente: a qualidade do solo, o clima, etc. É urgente que o agricultor persevere nesse empreendimento, mas que igualmente tenha fé e esperança de que a semente germinará. De nada adianta observar o caos em que se encontra a sociedade e não tomar nenhuma atitude. Façamos a nossa parte como agricultores do Reino de Deus: semear a genuína Palavra de Deus no coração de toda a criatura humana (Lc 8.5-15) e auxiliar o próximo necessitado (2 Co 8-9).
SINOPSE DO TÓPICO (3) Devemos plantar sementes para vida, germinando a Palavra de Deus e cuidando do próximo necessitado.

IV.  VIVENDO COM RESPONSABILIDADE
1. Fazendo escolhas responsáveis. Eclesiastes 11.9 é uma séria admoestação aos jovens. Eles são  convidados a viver a vida, mas devem se portar, em todas as ocasiões, como pessoas responsáveis e tementes a Deus. Assim, reconhecerão o Pai Celeste como a sua satisfação maior.
2. Assumindo as consequências. Há uma razão para vivermos de maneira alegre, mas ao mesmo tempo de forma responsável e santa. Nossas ações trazem consequências. Tal como o sábio disse no versículo 10. Viver a vida com intensidade não é agir de forma desregrada e pecaminosa, mas experimentar o seu verdadeiro sentido: glorificar a Deus.
Portanto, jovem, viva a vida com intensidade, mas não se esqueça: glorifique a Deus com o seu testemunho, pois de tudo o Senhor nos pedirá conta. Vivendo assim, quando a velhice chegar, não teremos o que lamentar.
SINOPSE DO TÓPICO (4) Viver com responsabilidade é fazer escolhas responsáveis na vida assumindo as suas consequências.

CONCLUSÃO
O capítulo 11 de Eclesiastes é um convite à ação. É uma resposta à mesmice. É um convite a mergulharmos na fé e agir de acordo com a vontade de Deus, não temendo as dificuldades que virão pela frente. É lançar-se para semear. É alegrar-se com as maravilhas que o Senhor nos presenteou. Mas significa igualmente afastar-se do pecado e da iniquidade, pois, no final, teremos de dar conta de todos os nossos atos perante Deus. Então, glorifiquemos ao Senhor com a nossa existência.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
"Obrigações para Ser Liberal. Respostas às Objeções contra a Generosidade [Eclesiastes 11] vv.1-6
Como nosso próprio dever nos é recomendado, v.1.
1. Lança o teu pão sobre as águas, teu pão de milho sobre os lugares baixos (assim alguns o entendem), aludindo ao pai de família, que, andando, leva a preciosa semente, reservando o pão de milho de sua família para a semeadura, sabendo que sem isso ele não pode fazer a colheita no próximo ano; desta maneira, o homem caridoso tira do seu pão de milho para a semente de milho, priva a si mesmo para suprir aos pobres, para que ele possa semear sobre todas as águas (Is 3.22), porque assim como ele semeia ele também deve ceifar, Gálatas 6.7. Nós lemos sobre a ceifa do rio, Isaías 23.3. Águas, nas Escrituras, são usadas em referência às multidões (Ap 16.5), e há multidões de pobres (nós não temos falta de objetos de caridade); águas também são usadas em referência aos enlutados: os pobres são homens de tristezas. Tu deves dar o pão, o sustento necessário para a vida, não somente dar palavras, mas também coisas boas, Isaías 58.7. Deve ser o teu pão, aquilo que é honestamente adquirido; não é caridade, mas injúria, dar aquilo que não é nosso; primeiro, aja com justiça, e então, ame com piedade" (HENRY, Matthew, Comentário Bíblico Antigo Testamento - Jó a Cantares de Salomão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.947).

VOCABULÁRIO
Ambiguidade: Característica ou condição do que é ambíguo; dois sentidos diferentes.
Inerte: Sem atividade ou movimentos próprios.
Condescendente: Indulgente, complacente, transigente.
Fenômeno meteorológico: Série de variáveis que existe na atmosfera como temperaturas, pressão atmosférica, etc.
Contingente: O que é incerto, duvidoso, acidental.
Aprazimento: Sensação ou emoção agradável

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 56, p.42.

EXERCÍCIOS
1. O que o sábio quer ensinar ao usar a palavra hebraica shalah, isto é, lançar?
R. Enviar, mandar embora, deixar ir.

2. Como o escritor Derek Kidner destaca a metáfora da nuvem?
R. Como um fenômeno meteorológico portador de leis e o tempo dos homens

3. Como agricultores do Reino de Deus, o que nos cabe fazer? Cite as respectivas referências bíblicas.
R.  Semear a genuína Palavra de Deus no coração de toda a criatura humana e auxiliar o próximo necessitado (Lc 8.5-15; 2 Co 8-9).

4. Qual a razão para vivermos a vida de maneira alegre, mas ao mesmo tempo responsável e santa?
R.  Nossas ações trazem consequências.

5. Como você tem vivido a sua vida?
R. Resposta pessoal


domingo, 8 de dezembro de 2013

Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios


15 de Dezembro de 2013

A Ilusória Prosperidade dos Ímpios

TEXTO ÁUREO
"Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento"  (Ec 9.2).

VERDADE PRÁTICA
Embora debaixo do sol o fim para justos e injustos pareça o mesmo, as Escrituras deixam claro que, na eternidade, os seus destinos serão bem diferentes.

HINOS SUGERIDOS 178, 382, 474

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Ec 8.10 A injustiça contra os justos
Terça - Ec 7.15 A longevidade dos perversos
Quarta - Ec 9.3 A morte é o fim comum a todos
Quinta - Ap 6.9 O destino dos justos
Sexta - Ec 9.11,12 A imprevisibilidade da vida
Sábado - 2 Tm 4.7 Vivendo por um ideal

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Eclesiastes 9.1-6
1 Deveras revolvi todas essas coisas no meu coração, para claramente entender tudo isto: que os 
justos, e os sábios, e as suas obras estão nas mãos de Deus, e também que o homem não 
conhece nem o amor nem o ódio; tudo passa perante a sua face.
2 Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, 
como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao 
pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.
3 Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo; que 
também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade; que há desvarios no seu 
coração, na sua vida, e que depois se vão aos mortos.
4 Ora, para o que acompanha com todos os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do 
que o leão morto).
5 Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem 
tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento.
6 Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram e já não têm parte alguma neste século, 
em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.

INTERAÇÃO
Por que os justos sofrem? Por que os ímpios prosperam? Por que o mal existe? Estas perguntas são feitas há muito por filósofos, cientistas e, por que não, cristãos sinceros. O problema é que a teologia da prosperidade - que afirma: o crente não sofre - propagada nas últimas décadas no universo evangélico, tem prestado um grande desserviço para a Igreja de Cristo. Precisamos entender que enquanto estamos presentes neste mundo, e embora justificados por Cristo, fazemos parte de uma criação não regenerada, anelando por sua transformação no devido tempo (Rm 8.18-23). Mas por intermédio do Espírito Santo temos a graciosa promessa de que Jesus Cristo estará conosco até a consumação dos séculos (Mt 28.20).

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Avaliar os paradoxos da vida.
* Conscientizar-se da imprevisibilidade da vida.
* Viver por um ideal legítimo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, introduza a presente lição lendo com a classe o Salmo 73. Este é revelador para o assunto em questão. Logo após, apresente aos alunos os seguintes destaques: (1) O autor do salmo é Asafe, levita respeitado, ministro de música da Casa de Deus; (2) Asafe revela um problema inquietante: Deus é soberano e justo, mas os ímpios prosperam (vv.3-12) e quem serve a Deus parece sofrer mais (vv.13,14); (3) O salmista, um servo fiel, ficou desanimado com as próprias aflições (vv.1,13), com a felicidade e a prosperidade de muitos ímpios (vv.2,3); (4) Porém, Deus restaura a confiança do salmista ao revelar o fim trágico dos ímpios e a verdadeira bênção dos justos (vv.16-28). Conclua a introdução afirmando que a prosperidade dos injustos é ilusória e enganadora.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
A aparente prosperidade dos maus é um tema recorrente em Eclesiastes. Nos Salmos, Davi aborda essa questão fazendo a seguinte pergunta: Por que os justos sofrem e os ímpios prosperam? (Sl 73). Nesse mesmo tom, Salomão observa que, debaixo do sol, os injustos parecem levar vantagem sobre os justos. Mas quando ambos são nivelados por Deus, na arena da vida, constata-se que os justos e os injustos terão o mesmo fim. Mas como o sábio de Eclesiastes, concluímos que a justiça é melhor que a injustiça. É preferível ser sábio do que agir como um tolo, pois seremos medidos pelos padrões de Deus, não pelas circunstâncias da vida.

I. OS PARADOXOS DA VIDA
1. Os justos sofrem injustiça. Diferentemente dos perversos que parecem estar sempre seguros e cada vez mais prósperos (Sl 73.12), o sofrimento foi uma das mais duras realidades experimentadas por Asafe (Sl 73.14). De igual modo, Salomão lutou contra esse pessimismo ao contemplar o paradoxo da vida na hora da morte. Os perversos tinham uma cerimônia fúnebre digna de honra, mas "os que fizeram bem e saíam do lugar santo foram esquecidos na cidade" (Ec 8.10).
O pastor norte-americano, A. W. Tozer, costumava dizer que o mundo está mais para o campo de batalha que para o palco de diversão. Em outras palavras, os justos sofrem na arena da vida (Sl 73; Fp 1.29). Logo, o crente fiel deve estar consciente de que os revezes não significam que ele esteja sob julgamento divino ou que a sua fé seja fraca, mas que se encontra em constante aperfeiçoamento espiritual (2 Co 2.4; Cl 1.24; 2 Tm 1.8).
2. Os maus prosperam. Enquanto os justos padeciam, Davi e Salomão constataram a prosperidade dos ímpios (Sl 73.1-3; Ec 7.15). Aqui, aprendemos que a espiritualidade de uma pessoa não pode ser medida pelo que ela possui, e sim pelo o que ela é. Ser próspero não significa "ter", mas "ser".
A régua da eternidade nos medirá tomando como critério a fidelidade a Deus, e não a prosperidade dos homens. A prosperidade bíblica vem como resultado de um relacionamento sadio com Deus (Sl 73.17,27,28) e independe de alguém ter posses ou não. Os ímpios têm posses, mas a verdadeira prosperidade só é possível encontrar em Cristo.
SINOPSE DO TÓPICO (1) Os paradoxos da vida se manifestam, por exemplo, na injustiça imposta aos justos e na prosperidade usufruída pelos ímpios.

II.  A REALIDADE DO PRESENTE E A INCERTEZA DO FUTURO
1. A realidade da morte. Uma chave importantíssima para entendermos a mensagem de Eclesiastes encontra-se na expressão: "Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol" (2.10; 3.22; 5.17-19; 9.9). É debaixo do sol que expressamos a nossa existência e constatamos a nossa finitude! É no dia a dia da vida que percebemos a verdade implacável da morte, tanto para quem serve a Cristo quanto para quem não o serve!
A sentença já foi decretada e é a mesma para todos (Hb 9.27; Ec 9.3). Com a realidade da morte o futuro parece incerto (Ec 1.1-11). O apóstolo Paulo, porém, diz que se a nossa esperança se limitar apenas a esta vida somos os mais infelizes dos homens (1 Co 15.19). Em Cristo, temos a vida eterna.
2. A certeza da vida eterna. Salomão escreveu Eclesiastes sob uma análise puramente existencial. Quem está do lado de lá da eternidade não participa do lado de cá da existência. Neste aspecto, "os mortos não sabem coisa nenhuma" (Ec 9.5). Isto não se dá porque eles estão inconscientes, mas porque pertencem a outra dimensão (Ap 6.9; 2 Co 5.8), onde nem mesmo o sol é necessário (Ap 22.5).
Em vez de negar a imortalidade da alma humana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nesta vida. É o Novo Testamento que lançará mais luz sobre a imortalidade de nossa alma na eternidade (Lc 16.19-31; 2 Co 5.8; Fl 1.23; Ap 6.9).
SINOPSE DO TÓPICO (2) Em vez de negar a imortalidade da alma humana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nessa vida.

III. A IMPREVISIBILIDADE DA VIDA
1. As circunstâncias da vida. Nenhum outro texto descreve tão bem a imprevisibilidade da vida como o de Eclesiastes 9.11,12. Catástrofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em países habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos, pois ambos habitam em um mundo decaído. Mas em todas as circunstâncias, o Senhor se faz presente (Sl 46.1; 91.15).
2. Aproveitando a vida. Cientes de que teremos dissabores na vida, o que podemos fazer a respeito? Mergulhar em um sombrio pessimismo, ou tornar-se indiferente aos problemas? É bem verdade que muitos se deprimem quando a calamidade chega. Ela assusta, amargura-nos. Faz com que nos isolemos. Mas o rei Salomão sabia que a vida "debaixo do sol" não era fácil nem justa. Ele não negou esse fato e muito menos fugiu da sua realidade.
Contrariamente, o Pregador incentivou-nos a viver, em meio à imprevisibilidade da vida, aquilo que nos foi dado como porção (Ec 9.7,9). Em Cristo, somos chamados a viver a verdadeira vida, conscientes de sua finitude terrena, mas esperançosos quanto a sua eternidade celeste (1 Co 15.19).
SINOPSE DO TÓPICO (3) As circunstâncias da vida revelam a sua imprevisibilidade e, por isso, devemos aproveitá-la da melhor maneira possível.

IV. VIVENDO POR UM IDEAL
1. A morte dos ideais. Eclesiastes 9.14,15 narra a história de um povo que se esqueceu de um sábio idealista por ele ser pobre. Tal fato denota uma cultura onde os ideais não mais existem. Como é atual a leitura do Eclesiastes! A cultura contemporânea também perdeu os seus ideais.
Lembremo-nos de que uma das marcas de nossos dias é a relativização do absoluto, e cada pessoa vai buscar uma verdade para si mesma. Isso tende a tornar as pessoas mais individualistas e narcisistas, preocupadas apenas consigo mesmas e tremendamente desinteressadas pelo próximo.
2. Vivendo por um ideal. Mesmo sabendo que as boas ações nem sempre serão reconhecidas, Salomão acredita que devemos ter um ideal elevado e firmado em Deus (Ec 9.16-18).
Vivendo em uma sociedade relativista e vazia de idealismo, não há garantia de qualquer reconhecimento pelo fato de crermos e vivermos os valores morais e espirituais prescritos pela Bíblia. Contudo, vale a pena viver por um ideal. O cristão maduro sabe das causas pelas quais devemos lutar (At 20.24; Ef 3.14; 2 Tm 4.7).
SINOPSE DO TÓPICO (4) O cristão maduro, através do Evangelho, sabe bem das causas pelas quais devemos lutar nesta vida

CONCLUSÃO
A vida "debaixo do sol" mostra-se como ela realmente é. Às vezes parece sem sentido e, em muitas outras, cheia de paradoxos. Mas a vida precisa ser vivida. Salomão não apenas observou essa dura realidade, mas também a experimentou.
Para não cairmos num pessimismo impiedoso e, tampouco, num indiferentismo frio, devemos viver a vida a partir da perspectiva da eternidade. Então tomaremos a consciência de que, na vida terrena, há ideais dignos pelos quais devemos lutar. Assim, evitaremos as armadilhas do pessimismo. Vivamos, pois, a nossa vida de maneira a glorificar o Pai Celeste.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Apologético
"[Salmo 88: o Salmo que termina sem resposta]
[...] O salmista (de acordo com o título, Hemã, o ezraíta) se comprometeu em dar a Deus a glória pela resposta à oração.
O salmista que sofre atribuiu a sua vida de aflições a Deus ('Teus terrores', 'Tua indignação'). Este é o realismo da fé - Deus é soberano mesmo sobre as circunstâncias difíceis que o seu povo deve suportar. Tudo tem um propósito na realização do plano de Deus, embora no momento da dor seja difícil compreendê-lo. Se o salmo parece terminar com um tom negativo, há duas considerações que se aplicam. Em primeiro lugar, por mais que o orador sentisse que Deus o tinha abandonado, ainda falava com Ele.
Em segundo lugar, o salmo, da maneira como está escrito, pode não reproduzir a cena integral. Quando usado em adoração, outro orador, não citado aqui (por exemplo, um sacerdote ou um profeta), pode ter dado uma resposta confirmando a ajuda do Senhor. Há muitas passagens nos Salmos que sugerem que houve uma resposta não registrada de outro orador, em nome do Senhor" (Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões Reais, Respostas Precisas, Fé Solidificada. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.945).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
"2. A Prosperidade dos Ímpios ([Salmos]73.4-12)
A riqueza, o orgulho e a prosperidade dos ímpios são descritos em termos vívidos. O fato de isso não ocorrer com todos os injustos não obscurece a realidade de ser verdade para muitos. Não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força (4) pode ser traduzido como: 'Eles não passam por sofrimento e tem um corpo saudável e forte' (NVI). Eles parecem estar livres de 'canseiras' (5; ARA), seguros na sua soberba e incontrolados na sua violência ou conduta em escrúpulos (6). No meio de um povo primitivo que sempre está à beira da fome, os ímpios têm mais do que o seu coração deseja (7). Sua conversa é cínica e perversa, presunçosa e blasfema (8-9). Os versículos 10-11 são traduzidos de maneira mais clara por Moffatt: 'Por isso o povo se volta para eles e não vê nada de errado neles, pensando: Quanto Deus se importa? Acaso, há conhecimento no Altíssimo?' Apesar da sua impiedade, esse povo prospera e os seus habitantes estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas (12).
3. Progresso rumo à Solução (73.13-20)
À luz do que havia observado, o salmista foi levado a questionar se ele havia em vão purificado o seu coração e lavado as suas mãos na inocência (13). Se os ímpios 'progridem', por que se preocupar em ser bom? Na verdade, castigo e aflição têm sido sua sorte (14). O versículo 15 mostra que, mesmo que tenha pensado essas coisas, ele não expressou suas dúvidas em voz alta - porque fazê-lo 'teria traído os teus filhos' (NVI). Ele Havia guardado as suas dúvidas para si mesmo. Mesmo assim, a sua ponderação era dolorosa: Fiquei sobremodo perturbado (16).
Finalmente a luz invade a escuridão quando ele entra no santuário de Deus (17). Então ele vê que o Senhor não acerta imediatamente as contas com todos. De modo súbito, ele entende que o ímpio que prospera, a quem ele havia insensatamente invejado, foi colocado em lugares escorregadios (18) e destinado à destruição (18). Desolação e terrores são o seu destino (19). Como tudo muda em um sonho (20) no momento em que se acorda, assim ocorrerá quando Deus 'acordar' para julgar; tudo será invertido, como ocorreu com o rico e Lázaro (cf. Lc 16.19-31). Desprezarás a aparência ('imagens', Berkeley) deles" (CHAPMAN, Milo L.; PURKISER, W. T. (at all). Comentário Bíblico Beacon: Jó a Cantares de Salomão. Vol.3. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.222-23).



BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RHODES, Ron. Por que Coisas Ruins Acontecem Se Deus é Bom. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 56, p.41.

EXERCÍCIOS

1. De acordo com a lição, como o crente fiel deve estar consciente a respeito dos revezes da vida?
R. Os revezes da vida não significam que ele esteja sob julgamento divino ou que a sua fé seja fraca, mas que se encontra em constante aperfeiçoamento.

2. O que, na lição, aprendemos acerca da espiritualidade das pessoas?
R.  A espiritualidade de uma pessoa não pode ser medida pelo que ela possui, e sim pelo o que ela é.

3. Por que a expressão "Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol" é uma chave importante para entendermos a mensagem do Eclesiastes?
R. Porque é debaixo do sol que expressamos a nossa existência e constatamos a nossa finitude.

4. As catástrofes naturais e os problemas sociais apenas acontecem em países habitados por "pecadores"? Justifique a sua resposta.
R.   Não. Catástrofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em países habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos

5. Para você, por qual causa vale a pena lutar na vida?
R. Resposta pessoal.

Dia da Bíblia



Os Livros da Bíblia Sagrada




Inspirada por Deus e para mostrar ao homem os propósitos de Deus para a nossa vida, a Bíblia, contém respostas para as nossas perguntas e direção para nossas indecisões. Mas, nem todos conhecem a palavra de Deus e as maravilhas que ela nos revela.

Creio que muitas pessoas veem a Bíblia como um livro de proibições e por este motivo deve ser evitada. Os que assim pensam desconhecem a grandeza do amor de Deus expressa nas Sagradas Escrituras, pois ela a própria diz que Deus é amor.

Se você não tem o hábito de ler a Bíblia, convido-o a conhecer um pouco mais sobre os livros das Sagradas Escrituras. Não importa se você é evangélico, católico, espírita, ateu ou ainda de qualquer outra religião. A Palavra de Deus é para todas as pessoas e todos são convidados a conhecer a maravilhosa graça de Deus.

Livros da Bíblia no Antigo Testamento

Pentateuco
Os cinco primeiros livros da Bíblia são chamados de Pentateuco. Para os judeus, esses livros são chamados de Torá. Neles encontramos desde a criação do mundo até a Lei de Deus dada por Moisés ao povo de Israel.

Todos os livros foram escritos por Moisés com datas que variam de 1445 a 1405 a.C.

Gênesis
Êxodo
Levítico
Números
Deuteronômio
Livros históricos
Os livros históricos narram a história do povo de Israel na conquista da palestina, a terra prometida.

Histórias de grandes Reis como Davi e Salomão, as guerras entre o povo israelita e os povos inimigos de Deus, entre outros.

O estudo desses livros é importante para termos uma melhor compreensão não só sobre os conflitos atuais entre Israel e Palestinos, bem como quem é Israel e o que ele representa para as demais nações do mundo.

Josué
Juízes
Rute
I Samuel
II Samuel
I Reis
II Reis
I Crônicas
II Crônicas
Esdras
Neemias
Ester
Livros Poéticos
O termo poético é devido ao gênero desses livros. São compostos por Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão.

O livro de Jó traz um grande exemplo de paciência e esperança em Deus. Salmos é repleto de louvores que expressam a grandeza e a misericórdia de Deus. Provérbios e Eclesiastes são livros que contém ensinamentos e conselhos para nossa vida.


Salmos
Provérbios
Eclesiastes
Cantares de Salomão
Livros proféticos
Há uma divisão dos livros proféticos em profetas maiores e profetas menores. Esta divisão é feita com base no tamanho da obra e não na relevância ou importância deles. Também não é levando em conta a importância da mensagem, já que todos foram inspirados pelo Espírito Santo, ocorre que os profetas maiores, profetizaram mais ou deixaram mais escritos sobre as suas profecias.

Profetas maiores
Isaías
Jeremias
Lamentações
Ezequiel
Daniel
Profetas menores
Oséias
Joel
Amós
Obadias
Jonas
Miquéias
Naum
Habacuque
Sofonias
Ageu
Zacarias
Malaquias
Livros da Bíblia Novo Testamento

Os Evangelhos
Os quatros evangelhos foram escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Cada um deles foi destinado a um povo, levando em conta o conhecimento que cada povo tinha de Deus ou de Jesus Cristo.

O evangelho de Mateus foi escrito para os judeus e tinha como propósito mostrar que Jesus era o messias enviado por Deus.
O Evangelho de Marcos foi escrito para os romanos e apresenta Jesus como servo.
O Evangelho de Lucas foi escrito para os gentios e teve como propósito mostrar Jesus como o Salvador.
O Evangelho de João foi escrito para a igreja. Este Evangelho é o mais recente, foi escrito no final do primeiro século e teve como propósito mostrar que Jesus é o filho de Deus.
O Livro Histórico
Atos dos Apóstolos
O livro de Atos é um relato do inicio da igreja de Jesus Cristo na terra.

Cartas de Paulo
As cartas de Paulo são ensinamentos valiosíssimos para a igreja atual. Nela encontramos um vasto ensino sobre a salvação, o papel da igreja e não poucas vezes exortações sobre como ter uma vida santa perante Deus.

Romanos
I Coríntios
II Coríntios
Gálatas
Efésios
Filipenses
Colossenses
I Tessalonicenses
II Tessalonicenses
I Timóteo
II Timóteo
Tito
Filemom
Cartas de outros Apóstolos
Com exceção de Hebreus, que alguns acreditam ter sido escrita também por Paulo, essas cartas tem como autores os demais Apóstolos de Jesus Cristo, a saber: Pedro, João, Tiago e Judas.

Hebreus (alguns teólogos atribuem a Paulo a Carta aos Hebreus)
Tiago
I Pedro
II Pedro
I João
II João
III João
Judas
O Livro profético
Apocalipse é o último livro da Bíblia e foi escrito por João, o mesmo que escreveu o Evangelho segundo João e as três cartas I, II e III João. João foi um dos três apóstolos mais ligados a Jesus (Pedro, Tiago e João) e escreveu este livro já no final de sua vida, no final do primeiro século.

É um livro de difícil compreensão, mas de uma importância enorme, já que mostra como será o final dos tempos, o julgamento de todas as nações, a salvação dos justos e a condenação dos pecadores.

Apocalipse
Leia a Bíblia, ela é a palavra de Deus e contém todo o ensinamento que o homem precisa para alcançar a vida eterna.


Por: Pb. Eliezer Moura

domingo, 1 de dezembro de 2013

Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus


8 de Dezembro de 2013
Dia da Bíblia

Cumprindo as Obrigações Diante de Deus

TEXTO ÁUREO
"Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o"  (Ec 5.4).

VERDADE PRÁTICA
A nossa vida de adoração somente será verdadeira quando nos conscientizarmos dos nossos direitos e deveres diante de Deus.

HINOS SUGERIDOS
15, 300, 547

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Ec 5.8 Obrigações de natureza política
Terça - Ec 5.1 Obrigações de natureza espiritual
Quarta - Ec 5.2a Reverência a Deus
Quinta - 1 Sm 15.22 Obediência a Deus
Sexta - Ec 5.2b A transcendência de Deus
Sábado - Ec 5.4; 2 Co 6.16  A imanência de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Eclesiastes 5.1-5
Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer 
sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.
Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma 
diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as 
tuas palavras.
Porque da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo, da multidão das palavras.
Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o 
que votares, paga-o.
Melhor é que não votes do que votes e não pagues.

INTERAÇÃO
Em todas as esferas da vida temos responsabilidades. É na família, no trabalho, na faculdade, nas amizades, enfim; em todos os lugares onde nos relacionamos está o nosso senso de responsabilidade. Com as coisas de Deus não é diferente. Ora, o Senhor nosso Deus é Santo, Amoroso e Misericordioso. Por isso, devemos nos empenhar no compromisso de imitá-Lo, servindo-O de toda mente e coração. A vida com Deus é para ser levada a sério e devemos vivê-la até as últimas consequências. Quando o amor do Pai inunda-nos à alma, não temos dúvida do quanto podemos fazer para Ele e ao próximo que está em torno de nós

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Conceituar as obrigações de natureza político-social e religiosa.
* Explicar as obrigações ante a santidade de Deus (reverência e obediência).
* Compreender as obrigações frente a transcendência e a imanência de Deus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, para introduzir o terceiro e o quarto tópicos que tratam sobre a Transcendência e a Imanência, sugerimos que você reproduza o quadro abaixo. Analise com a classe as definições de "transcendência" e "imanência". Em seguida, explique a relação entre esses atributos. Afirme que o nosso Deus, apesar de ser distinto da sua criação, está presente no mundo. Essa atividade objetiva reforçar a assimilação dos conceitos teológicos pelos alunos. Boa aula!

BREVE EXPLICAÇÃO PARA TRANSCENDÊNCIA E A IMANÊNCIA

TRANSCENDÊNCIA
[Do lat. transcendentia] O que ultrapassa o conhecimento comum, e vai além da experiência meramente humana. A transcendência é um dos atributos naturais de Deus.

IMANÊNCIA
[Do lat. immanentia] Qualidade do que está em si mesmo, não transita a outrem. É o oposto de transcendência. Embora seja Deus transcendente, não se encontra à parte de sua criação; acha-se presente nesta através dos atributos de sua imanência: onipresença, onisciência e onipotência; e por intermédio de seus atributos morais.
A imanência corrobora com a intervenção divina na criação. Seres humanos, a natureza e tudo o que há no mundo pertencem ao nosso Deus. Entretanto, a Sua transcendência não permite que Ele mesmo se confunda com sua criação. O nosso Pai não é a natureza; não é o homem; nem, muito menos, o animal. O nosso Deus é o Criador de tudo! E Ele se relaciona com a sua criação.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Na lição anterior, vimos que o pregador tratou sobre as coisas que acontecem "debaixo do sol" (Ec 1-4). Ele demonstrou que o conhecimento sem o temor de Deus não é sabedoria, mas loucura. Demonstrou ainda que a busca desenfreada pelo prazer é correr "atrás do vento" e que a aquisição de bens materiais não pode fazer de nós pessoas felizes. E, por último, ensinou que o trabalho, sem a visão objetiva de Deus transforma-se em mero ativismo.
A partir do capítulo cinco, porém, Salomão versa sobre o estilo de vida do adorador consciente dos seus direitos e obrigações diante de Deus. Esse assunto é o que, à luz dos atributos divinos revelados nas Escrituras Sagradas - santidade, transcendência e imanência -, buscaremos compreender. Nesta lição, veremos que as nossas obrigações não se limitam ao "mundo eclesiástico-religioso", mas também ao universo que Deus criou.

I. OBRIGAÇÕES E DEVOÇÃO
1. Obrigações de natureza político-social. Há um ditado popular que diz: "Primeiro a obrigação, depois a devoção". Aqui, há um dualismo que separa a obrigação (vida social) da devoção (vida espiritual), como se ambas fossem duas dimensões distintas. Tal máxima não é bíblica, pois o livro de Eclesiastes denota uma perspectiva completamente oposta (Ec 8.2). As Escrituras orientam-nos a priorizar o Reino de Deus sem perder de vista a dimensão material em que estamos inseridos (Mt 6.33; 22.21).
Vivemos em um mundo em que há autoridades constituídas e onde, consequentemente, direitos e deveres são estabelecidos. Somos cidadãos e possuímos direitos e deveres para com o Estado. Pagamos os impostos, podemos votar e receber votos. Enfim, não podemos eximir-nos das nossas obrigações para com a nação. A nossa consciência cívica deve ter como base a Bíblia Sagrada.
2. Obrigações de natureza religiosa. Além da nossa obrigação político-social, de natureza cível, há também a de natureza religiosa ou espiritual. Elas acontecem na dimensão do culto, da adoração.
A palavra hebraica shachar mantém o sentido de "prostrar-se com deferência diante de um superior" (Gn 22.5; Êx 20.5). É com esse entendimento que Salomão fala da casa de Deus como o local de adoração (Ec 5.1). Construtor do grande templo, ele sabia que essa casa tinha como objetivos centralizar o culto, a fim de assegurar os elementos mais sublimes de sua liturgia: a adoração verdadeira a Deus e a unidade dos adoradores num único povo.
SINOPSE DO TÓPICO (1) As obrigações do crente são de natureza político-social e de ordem religiosa.

II. OBRIGAÇÕES ANTE A SANTIDADE DE DEUS
1. Reverência. Todo culto tem uma liturgia, e não há nada de errado nisso. A palavra liturgia está associada ao culto da Igreja Primitiva. Quando em Antioquia houve uma escolha e separação de obreiros para a obra missionária (At 13.2), Lucas registra o fato utilizando a palavra grega leitourgeo para designar serviço, e dessa palavra vem o vocábulo português liturgia. Esta também faz parte da adoração a Deus.
Salomão sabia disso e advertiu-nos quanto ao cuidado que devemos ter quando entrarmos na casa de Deus (Ec 5.1). Desligue o celular, não masque chiclete, seja reverente! Seja um verdadeiro adorador!
2. Obediência. Obedecer a um conjunto de normas e regras sem atentar para os princípios que o fundamentam é puro legalismo. Não vale a pena observar o preceito sem atentar para o princípio existente por trás dele. O livro de Eclesiastes demonstra isso com clareza (Ec 5.1), pois Deus não se interessa na observância do sacrifício em si, e sim na obediência aos princípios que regulamentam a sua prática. Foi exatamente isso que o profeta Samuel ensinou a Saul (1 Sm 15.22).
SINOPSE DO TÓPICO (2) A santidade de Deus impulsiona o crente a viver reverente e obedientemente.

III. OBRIGAÇÕES FRENTE À TRANSCENDÊNCIA DE DEUS
1. Deus, o criador. Todas as religiões possuem a noção do sagrado e demonstram respeito por ele. No cristianismo, como no judaísmo, a consciência do sagrado revela-se na manifestação do Deus verdadeiro, que ao longo da história deu-se a conhecer ao homem. O Deus Criador se distingue da própria criação (Dt 4.15-20). A teologia bíblica denomina essa doutrina de "a transcendência de Deus". Deus está além de suas criaturas, como afirma o Eclesiastes: "Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra" (Ec 5.2b). Ele pode humanizar-se, como já o fez (Jo 1.14), mas o homem não pode tornar-se divino. Quem procurou ser igual a Deus foi expulso do céu (Ez 28.1,2; Is 14.12-15).
2. Homem, a criatura. O homem foi criado por Deus como a coroa da criação. Ele não surgiu do acaso nem de uma mistura acidental de elementos naturais. E a nós Deus se revelou, manifestou seus atributos, vontades e apesar de estarmos condenados à morte eterna, Deus proporcionou em Jesus Cristo a salvação que nos era necessária para que passássemos a eternidade futura com o nosso Criador e Redentor.
SINOPSE DO TÓPICO (3) A transcendência divina revela-nos que o nosso Deus é o Criador; o homem, criatura

IV. OBRIGAÇÕES DIANTE DA IMANÊNCIA DE DEUS
1. Deus está próximo. O atributo da imanência divina revela-nos um Deus que se relaciona com a sua criação. Isto significa que o Pai Celeste não é um Deus distante que, após criar o mundo, ausentou-se dele! Pelo contrário, Ele é um Deus presente, participa da sua criação e nela intervém.
O capítulo cinco de Eclesiastes narra Salomão falando do culto a Deus e como o Senhor identifica-se com o homem que lhe oferece adoração, seja aprovando-o ou reprovando-o (Ec 5.4b). Essa mesma verdade é confirmada em o Novo Testamento (2 Co 6.16). A proximidade de Deus com o homem deve fazer-nos melhores crentes e pessoas.
2. O valor das orações e votos. Deus não apenas se faz presente, mas também prometeu abençoar os seus filhos, atendendo nossas orações e súplicas. Isso acontecerá quando orarmos de acordo com sua vontade (Jr 29.12,13; Jo 14.13,14).
Cientes dessa verdade, os judeus não somente oravam a Deus, como também se empenhavam com votos (Nm 30.3-16; Dt 23.21-23). Não há dúvidas de que o livro de Eclesiastes tem em mente essas passagens bíblicas, quando adverte sobre a seriedade do voto (Ec 5.4). Em o Novo Testamento, não encontramos um preceito específico concernente a essa prática, mas o seu princípio permanece válido, pois o cumprimento de um voto, ou de um propósito diante de Deus, é algo que ultrapassa gerações.
SINOPSE DO TÓPICO (4) A imanência divina revela-nos que Deus está próximo e ouve as nossas orações.

CONCLUSÃO
Nesta lição, abordamos as palavras de Salomão no contexto da adoração bíblica. Conscientizamo-nos de que não há adoração verdadeira que não leve em conta as obrigações diante de Deus e dos homens. Se quisermos viver uma vida espiritual plena devemos ter em mente as implicações que a acompanham. De nada adianta termos templos suntuosos, pregadores eloquentes e cantores famosos se não estamos cumprindo as obrigações que uma verdadeira adoração requer.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Vida Cristã
"Adoração centrada em Deus
A adoração centrada em Deus começa com o foco na tremenda revelação de Deus. Este Deus das Santas Escrituras é o Onipotente (Todo-Poderoso) Criador, que falou e tudo veio a existir! Este é Deus, que é Onipresente (presente em todos os lugares), acima de tudo, abaixo de tudo, mas não contido em nada. Deus é Onisciente (sabe tudo), chegando até a enumerar os cabelos de nossa cabeça. Ele conhece nossos pensamentos antes que venham a existir ou tornar-se conhecidos. Deus é santo e habita na luz inacessível de sua própria glória.
Quando nos reunimos para cultuá-lo em adoração, devemos conscientemente começar com esta grande imagem de Deus diante de nós e nos perguntar: Como devemos conduzir nossa vida a cada dia e moldar nossa reunião para glorificar a este Deus? Isto é muito importante para esta presente geração, porque manter em mente esta visão bíblica de Deus enquanto adoramos nos ajuda a evitar a idolatria. Não cometa o erro de pensar que você não é culpado de idolatria, simplesmente porque não se curva diante de ídolos. Somos culpados de idolatria toda vez que pensamos em Deus de forma diferente do que a Bíblia o retrata" (HUGUES, Barbara. Disciplinas da Mulher Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.56-57).

VOCABULÁRIO
Ativismo: Trabalho desenvolvido em meios revolucionários, políticos, estudantis, sindicais; militância.
Dualismo: Princípio comum a diversas religiões e seitas que professam a coexistência irredutível do corpo e do espírito, do bem e do mal.
Legalismo: Tendência a se reduzir a fé cristã aos aspectos puramente materiais e formais das observâncias práticas e obrigações eclesiásticas.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
Bíblia de Estudo em Defesa da Fé: Questões reais, respostas precisas, fé solidificada. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 56, p.41.

EXERCÍCIOS
1. O que as Escrituras orientam-nos em relação ao Reino de Deus e acerca da dimensão material?
R. As Escrituras orientam-nos a priorizar o Reino de Deus sem perder de vista a dimensão material em que estamos inseridos.

2. O que significa a palavra "liturgia"?
R.Serviço.

3. Como a consciência do sagrado revelou-se ao homem?
R.  Revelou-se na manifestação do Deus verdadeiro, que ao longo da história deu-se a conhecer ao homem.

4. O que o atributo da imanência divina revela-nos?            
R. Um Deus que se relaciona com a sua criação.

5. Você tem verdadeiramente cultuado a Deus?
R. Resposta pessoal.


domingo, 24 de novembro de 2013

Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas


1 de Dezembro de 2013

O Tempo para Todas as Coisas

TEXTO ÁUREO
"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu"  (Ec 3.1).

VERDADE PRÁTICA
O tempo e o espaço em que vivemos são limitados, por isso, devemos ser bons despenseiros de Deus nesta vida.

HINOS SUGERIDOS 224, 227, 396

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Ec 1.4 A transitoriedade da vida
Terça - Ec 3.11 A eternidade de Deus
Quarta - Ec 9.11,12 O homem desconhece o tempo
Quinta - Ec 5.18,19 A satisfação do trabalho
Sexta - Ec 1.17,18 O tempo e o conhecimento
Sábado - Ec 2.4-11 O trabalho e a prosperidade como vaidades

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Eclesiastes 3.1-8
1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu:
2 há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;
3 tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;
4 tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar;
5 tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;
6 tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;
7 tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;
8 tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.

INTERAÇÃO
Alguém poderia dizer que o livro de Eclesiastes mais parece uma obra secular que a Palavra de Deus. Mas na verdade ele se apresenta realista. Ali, Salomão apresenta uma perspectiva de desencanto com a vida, se incomoda com a transitoriedade da existência e conclui: tudo na vida é "vaidade", isto é, passageiro. Se partirmos do ponto de vista de que o que Salomão está dizendo encontra-se interligado com o seu histórico de vida encharcado em pecado - ninguém mais do que ele sabia o que era viver uma vida outrora na presença de Deus, mas agora longe dos seus caminhos -, veremos que há apenas uma conclusão que ele poderia chegar: a vida sem Deus é vaidade!

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Conhecer o livro e a mensagem de Eclesiastes.
* Explicar a transitoriedade da vida e a eternidade de Deus.
* Administrar bem o tempo e as relações interpessoais.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor para introduzir a lição desta semana sugerimos que você reproduza o esquema abaixo conforme suas possibilidades. Nesta lição, vamos iniciar o estudo do livro de Eclesiastes e, para isto, é imprescindível começarmos o estudo a partir de uma visão panorâmica de todo o livro. O esboço de Eclesiastes permite conhecer, de maneira panorâmica, seu conteúdo de uma só vez. Portanto, antes de iniciar a aula leia e analise o esboço juntamente com a classe

ESBOÇO DO LIVRO DE ECLESIASTES
Autor: Salomão
Tema: A nulidade da vida à parte de Deus
Data: Cerca 935 a.C.

I. Introdução: A inutilidade Geral da vida Natural (1.2-11)

II. A inutilidade de uma vida egocêntrica (1.12—2.26)
A insuficiência da sabedoria humana - 1.12-18
A banalidade da vida (riquezas e prazeres) - 2.1-11
A transitoriedade das grandes conquistas - 2.12-17
Injustiça associada ao trabalho forçado - 2.18-23
O real prazer da vida está em Deus - 2.24-26

III. Reflexões diversas sobre as Experiências da Vida (3.1—11.6)
Concernentes às coisas de Deus - 3.1-22
Experiências vãs da vida natural - 4.1-16
Advertências a todos - 5.1—6.12
Provérbios diversos a respeito da sabedoria - 7.1—8.1
Sobre a justiça - 8.2—9.12
Mais Provérbios variados sobre a sabedoria - 9.13—11.6

IV. Admoestações finais (11.7—12.14)
Regozijar-se na juventude - 11.7-10
Lembrar-se de Deus na juventude - 12.1-8
Apegar-se a um só livro e temer a Deus - 12.9-14
Temer a Deus e guardar os seus mandamentos

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Muitos filósofos denominam os nossos dias de "a era do vazio e das incertezas". Há uma explicação para isso: a rejeição à tradição bíblica propagada pelo Cristianismo. Podemos perceber o desencadeamento desse processo na relativização da ética e na total rejeição à verdade absoluta. Neste ambiente de contradições filosóficas não existe verdade, e sim "verdades" desprovidas de qualquer sentido.
O livro de Eclesiastes mostra a crise de um homem que vive a falta de harmonia existencial que hoje presenciamos. Procurando viver intensamente a vida, ele mergulhou num mundo duvidoso e sensual, para descobrir que a vida sem Deus é um mergulho no vazio e uma corrida atrás do vento.

I. ECLESIASTES, O LIVRO E A MENSAGEM
1. Datação do livro. Estudos indicam que o relato dos fatos ocorridos em Eclesiastes podem ser datados por volta do ano 1000 a.C., período no qual o rei Salomão governava Israel. De fato, o próprio Eclesiastes diz ser o rei Salomão o autor da obra sagrada (Ec 1.1, cf. v.12).
2. Conhecendo o Pregador. Salomão identifica-se como o pregador, traduzido do hebraico qoheleth (Ec 1.1,12). A palavra "pregador" deriva de qahal, expressão que possui o sentido de "reunião" ou "assembleia". A Septuaginta (que é a tradução da Bíblia Hebraica para o grego) traduziu qoheleth pelo seu equivalente grego ekklesia, daí o nome Eclesiastes: uma referência a alguém que fala, ou discursa, em uma reunião ou assembleia.
O pregador foi Salomão, que já estava velho, mas tinha uma visão bem realista da vida. Conforme registradas em Eclesiastes, e embora retratem um período de declínio político, moral e econômico de Israel, suas palavras apontam para Deus como a única fonte de satisfação, realização e felicidade humana.
SINOPSE DO TÓPICO (1) O nome Eclesiastes é uma referência a alguém que fala, ou discursa, em uma reunião ou assembleia

II. DISCERNINDO OS TEMPOS
1. A transitoriedade da vida. Um tema bem claro em Eclesiastes é o da transitoriedade da vida. Ela é efêmera, passageira. E Salomão estava consciente disso (Ec 1.4). Sendo a vida tão curta, que "vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?" (Ec 1.3). Esse é o dilema que Salomão procura responder.
A vida é passageira, dura pouco. Por isso, muitos buscam satisfazer-se de várias formas. Há os que acham que a sabedoria resolverá o seu problema (Ec 1.16-18; 2.12-16). Outros buscam preencher a sua alma com os prazeres dessa existência (Ec 2.1-3). Ainda outros recorrem às riquezas (Ec 2.4-11). E, por último, há aqueles que se autorrealizam no trabalho (Ec 2.17-23). Tudo é vaidade! O centro da realização humana não está nessas coisas.
2. A eternidade de Deus. Cerca de 40 vezes o Pregador refere-se a Deus no Eclesiastes. Ele o identifica pelo nome hebraico Elohim, o Deus criador. Isto é proposital, pois Salomão alude com frequência àquilo que acontece "debaixo do sol" (Ec 1.3,9,14; 2.18). É debaixo do sol que está a criação; é debaixo do sol que o homem se encontra.
Mas o Pregador tem algo mais a dizer. Ele quer destacar o enorme contraste entre a criação e o Criador, mais especificamente entre Deus e o Homem. Deus é eterno, onipotente, autoexistente, enquanto o homem é finito, frágil e transitório. Por ser mortal, o homem não deve fixar-se apenas nas coisas dessa vida, pois o Deus Eterno pôs a eternidade em seu coração (Ec 3.11 - ARA).
SINOPSE DO TÓPICO (2) Nas Escrituras, o tempo se mostra na transitoriedade da vida e na eternidade de Deus.

III. O TEMPO E AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

1. Na família. O Eclesiastes ensina que uma das características de nossa vida é a brevidade. Por isso, devemos usufruir com intensa alegria, juntamente com o nosso cônjuge e filhos, dos bens que o Senhor nos proporciona (Ec 9.7-9), pois a vida pode rapidamente se acabar.
Nesse capítulo, Salomão refere-se a vários itens que eram usados pelos israelitas em ocasiões festivas (Am 6.6; Ct 1.3; 2 Sm 14.2; Sl 104.15). O que isso significa? Antes de mais nada, que o nosso lar deve ser uma permanente ação de graças a Deus por tudo o que Ele nos concede.
Nossa casa deve ser um lugar de celebração. Desfrutemos, pois, as alegrias domésticas em companhia da esposa amada (Ec 9.9). A metáfora tem uma mensagem bastante atual: a família cristã, sem recorrer às bebidas alcoólicas e outras coisas inconvenientes e pecaminosas (Ef 5.18), pode e deve alegrar-se intensamente. A vida do crente não precisa ser triste.
2. No trabalho. O trabalho não deve ser um fim em si mesmo. Quando ele é o centro de nossa vida transforma-se em fadiga (Ec 5.16,17). Mas quando deixa de ser um fim em si mesmo, passa a ter real significado, tornando-se algo prazeroso, não pesado (Ec 5.18).
A palavra traduzida do hebraico samach é "gozar", evocando regozijo e alegria. Isto significa que o nosso local de trabalho deve ser um lugar agradável e alegre, fruto das relações interpessoais sadias.
SINOPSE DO TÓPICO (3) O relacionamento familiar do crente deve ser intenso, assim como o trabalho deve ser uma atividade prazerosa e agradável.

IV. - ADMINISTRANDO BEM O TEMPO
1. Evitando a falsa sabedoria e o hedonismo. A busca pelo conhecimento tem sido o alvo do homem através dos séculos. Salomão também empreendeu essa busca (Ec 1.17,18). Mas quem procura o conhecimento desperta a consciência em relação ao mundo ao seu redor, e é tomado por um sentimento de impotência por saber da própria incapacidade de melhorar a natureza das coisas. Nesse aspecto, a busca do conhecimento, como o objeto de realização pessoal, pode conduzir à frustração.
Semelhantemente, a busca por prazer, por si só, configura uma prática hedonista e contrária a Deus (Ec 2.1-3). Muitos são os que buscam a satisfação no álcool, drogas, sexo etc. Tudo terminará num sentimento de vazio e frustração. Quem beber dessa água tornará a ter sede (Jo 4.13). Somente o Evangelho de Cristo pode satisfazer plenamente o ser humano.
2. Evitando a falsa prosperidade e o ativismo. Em Eclesiastes 2.4-11, Salomão desconstrói a ilusão daqueles que buscam, nos bens terrenos, a razão fundamental para a vida. A falsa prosperidade leva o homem a correr desenfreadamente para acumular riquezas, alcançar elevadas posições na sociedade e obter notoriedade e fama. Tudo isso, conclui o sábio, é correr atrás do vento.
Por outro lado, e não menos danoso, é a prática de um ativismo impiedoso, que pode estar nas esferas da profissão ou de qualquer outra prática (Ec 2.17-23). Isso também é correr atrás do vento. O trabalho, quando empreendido racionalmente, não nos desumaniza, mas nos faz crescer como pessoas.
SINOPSE DO TÓPICO (4) Para administrarmos bem o nosso tempo devemos começar por evitar a falsa sabedoria, o hedonismo, a falsa prosperidade e o ativismo. Estes roubam-nos o tempo.

CONCLUSÃO
Vimos que há um tempo para todas as coisas! Esse tempo é extremamente precioso para ser desperdiçado! Por conta da transitoriedade da nossa existência, devemos saber usar bem o nosso tempo, seja buscando conhecimento, seja desfrutando da companhia de nossos familiares e, principalmente, servindo ao Senhor. Somente Deus é eterno e somente Ele deve ser o centro de nossa busca.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Exegético
"O tema do livro de Eclesiastes é que 'debaixo do sol [isto é, 'sem Deus no cenário'], tudo é vaidade'. A palavra-chave do livro é 'vaidade', que aparece trinta e oito vezes, sendo usada para descrever coisas externas e tangíveis (Ec 2.15,19; 8.10,14), bem como pensamentos (Ec 1.14; 2.11). O vocábulo 'vaidade' origina-se do hebraico hebhel [...], que enfatiza aquilo que é efêmero e vazio. A expressão 'vaidade de vaidades' indica a maneira hebraica de expressar um superlativo (poderia ser traduzida como 'muito fútil'). Este método também é visto na expressão 'lugar santíssimo' (Êx 26.34), cujo significado literal no idioma hebraico é 'santo dos santos'.
[...] A perspectiva de Salomão na época em que ele escreveu é a chave para entender o livro de Eclesiastes de modo apropriado, e para explicar o seu pessimismo geral. Salomão escreve do mesmo ponto de vista em que tinha vivido a maior parte da sua vida, e a de 'debaixo do sol' (Ec 1.3, e 30 outras ocorrências). É com a perspectiva terrena e secular que a vida se torna fútil. Ainda assim, há momentos que a fé de Salomão em Deus se dá a conhecer (Ec 12.13,14 é normalmente mencionado, mas este é somente o clímax de pensamentos como 2.25; 3.11,17...)" (Bíblia de Estudo Palavras-Chave: Hebraico e Grego. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.701-02).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Bibliológico
"Peculiaridades do Livro de Eclesiastes
A palavra 'Eclesiastes' vem do grego. É o título do livro na Septuaginta e significa: 'Aquele que fala a uma assembleia'.
No hebraico é Qohéleth. Pode ser traduzida de muitos modos como: 'o Pregador, o Sábio, o Velho, O que sabe, o Sapiente Venerado, o Colecionador de Máximas, O que sabe que não sabe'.
Como a palavra Qohéleth tem forma feminina, alguém pensa que deve significar uma assembleia ou reunião. A mesma palavra de 1.1 aparece em 7.27, significando a sabedoria dada por Deus para inspirar Salomão. Pode ser entendida como a própria sabedoria pregando a sabedoria.
Qohéleth, 'Pregador', é empregado aqui como um nome de Salomão.
O Eclesiastes revela um esforço buscando a felicidade. O autor procurou o bem supremo na sabedoria, nos prazeres, na política, nos bens materiais, e concluiu que tudo é vaidade e aflição de espírito.
Tem sido considerado o livro mais misterioso do Cânon Sagrado. Para uns, é a esfinge da literatura hebraica.
Alguém acha que o texto apresenta uma alma em desespero, afirmando um materialismo puro ou um niilismo ativo.
Há uma opinião considerando o Eclesiastes um monólogo em que o Pregador expõe sozinho suas ideias, ao contrário dos outros livros da Bíblia que, em geral, têm uma forma de diálogo com Deus" (MELO, Joel Leitão de. Eclesiastes versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp.17-18).

VOCABULÁRIO
Hedonismo: Doutrina que ensina o prazer como o bem supremo da vida.
Tangíveis: Tocável, sensível, palpável.
Esfinge: Na Grécia antiga, monstro fabuloso que propunha enigmas aos viandantes e devorava quem não conseguisse decifrá-los. Pessoa enigmática, que pouco se manifesta e de quem não se sabe o que pensa ou sente.
Niilismo: Ponto de vista que considera que as crenças e os valores tradicionais são infundados e que não há qualquer sentido ou utilidade na existência.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
MELO, Joel Leitão de. Eclesiastes versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 56, p.40.

EXERCÍCIOS
1. Quem é o autor do livro de Eclesiastes?
R.  Salomão.

2. A que se refere o termo "Eclesiastes"?
R. A alguém que fala, ou discursa, em uma reunião ou assembleia.

3. Qual dilema Salomão procura responder no Eclesiastes?
R. Sendo a vida tão curta que "vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, no que ele faz debaixo do sol?" (Ec 1.3).

4. Qual a mensagem atual da metáfora de Eclesiastes 9?
R. A família cristã, sem recorrer às bebidas alcoólicas e outras coisas inconvenientes e pecaminosas (Ef 5.18), pode e deve alegrar-se intensamente.

5. Como a falsa prosperidade se revela na vida do homem?
R. Ela leva o homem a correr desenfreadamente para acumular riquezas, alcançar elevadas posições na sociedade e obter notoriedade e fama.

domingo, 17 de novembro de 2013

Lição 8 - A Mulher Virtuosa


24 de Novembro de 2013

A Mulher Virtuosa

TEXTO ÁUREO
"Mulher virtuosa, quem a achará?  O seu valor muito excede o de rubins"  (Pv 31.10).

VERDADE PRÁTICA
O comportamento e a sabedoria de uma mulher são os únicos critérios capazes de a definirem como virtuosa

HINOS SUGERIDOS 262, 302, 432

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Pv 31.11 A mulher virtuosa é esposa fiel
Terça - Pv 31.25,28 A mulher virtuosa é respeitada
Quarta - Pv 31.27 A mulher virtuosa trabalha
Quinta - Pv 31.16 A mulher virtuosa empreende
Sexta - Pv 31.23 A mulher virtuosa recebe testemunhos
Sábado - Pv 31.30 A mulher virtuosa teme ao Senhor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Provérbios 31.10-21,23-29
10 Álefe. Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubins.
11 Bete. O coração do seu marido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltará.
12 Guímel. Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida.
13 Dálete. Busca lã e linho e trabalha de boa vontade com as suas mãos.
14 Hê. É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.
15 Vau. Ainda de noite, se levanta e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.
16 Zain. Examina uma herdade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos.
17 Hete. Cinge os lombos de força e fortalece os braços.
18 Tete. Prova e vê que é boa sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite.
19 Jode. Estende as mãos ao fuso, e as palmas das suas mãos pegam na roca.
20 Cafe. Abre a mão ao aflito; e ao necessitado estende as mãos.
21 Lâmede. Não temerá, por causa da neve, porque toda a sua casa anda forrada de roupa dobrada.
22 Mem. Faz para si tapeçaria; de linho fino e de púrpura é a sua veste.
23 Nun. Conhece-se o seu marido nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra.
24 Sâmeque. Faz panos de linho fino, e vende-os, e dá cintas aos mercadores.
25 Ain. A força e a glória são as suas vestes, e ri-se do dia futuro.
26 Pê. Abre a boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua.
27 Tsadê. Olha pelo governo de sua casa e não come o pão da preguiça.
28 Cofe. Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo:
29 Rexe. Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas és superior.
30 Chim. Enganosa é a graça, e vaidade, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa 
será louvada.
31 Tau. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e louvem-na nas portas as suas obras.

INTERAÇÃO
Vivemos numa sociedade onde a figura da mulher tem se reduzido a mero objeto sexual. Nas danças, nas músicas sensuais, nos comerciais televisivos e nos outdoors, a sensualidade das mulheres brasileiras está na linha de frente.  Entretanto, a Bíblia estabelece para a mulher cristã um papel protagonista e exuberante. Ser mulher, de acordo com a Palavra de Deus, é ser feminina, não feminista; madura, não imatura; santa, não depravada.
A mulher cristã, em todas as esferas da sua vida, deve viver para a glória de Deus.

OBJETIVOS
Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
* Conhecer a mulher virtuosa como esposa e mãe.
* Compreender a mulher virtuosa como trabalhadora e empreendedora.
* Aprender com o testemunho da mulher virtuosa como serva de Deus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, para concluir o terceiro tópico, sugerimos a seguinte atividade: Peça aos alunos que, em revista, jornais ou internet , pesquisem sobre mulheres que são destaques no mercado de trabalho, mas simultaneamente, desempenham o papel de mãe e esposa no lar. Em seguida, selecione no máximo cinco pesquisas e solicite que os escolhidos apresentem os seus resultados destacando como tais mulheres desenvolveram estratégias para conciliar a carreira profissional com a vida doméstica. Permita aos alunos emitirem opiniões sobre o assunto. Conclua o tópico afirmando que o princípio bíblico para a mulher cristã não mudou: Em Deus, ela é uma brilhante profissional, mas, igualmente, mãe presente e afetuosa bem como uma esposa companheira.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
A poesia de Provérbios 31 é uma das mais belas de toda a literatura universal. Este inspirado poema, além de mostrar o verdadeiro valor da mulher, evidencia as virtudes morais e espirituais que a fazem virtuosa. Tal mulher contrasta-se fortemente com a vil apresentada em Provérbios 11.22.
Ao contrário da virtuosa, a vil é desprovida das virtudes . A formosura da mulher virtuosa é de natureza ética; a da vil é de caráter meramente estético. A mulher virtuosa prioriza os valores interiores e faz de Deus a fonte de tudo o quanto ela é e representa. Por isso, a mulher virtuosa é tida por honrada!

I. A MULHER VIRTUOSA COMO ESPOSA 
1. Tem a confiança e o respeito do marido. As bases do relacionamento conjugal são a confiança e o respeito mútuo, pois a fidelidade é um dos pilares do casamento. Onde impera a desconfiança e o desrespeito, o casamento está fadado ao fracasso. Acerca da mulher virtuosa, a Palavra de Deus é clara: "O coração do seu marido está nela confiado" (Pv 31.11). Além de significar "confiar", a palavra hebraica batach também expressa  as ideias de "sentir-se seguro" ou "estar despreocupado".
2. Tem a admiração e o reconhecimento do marido. Uma das formas de se demonstrar amor no casamento é reconhecer a importância e o valor do cônjuge. Esse reconhecimento deve ser expresso por atitudes e palavras. Enquanto os homens são movidos pelo que veem, as mulheres respondem melhor pelo que ouvem! Por isso é importante que o esposo elogie sua esposa sempre.
Não adianta você dizer que as suas atitudes demonstram que você realmente a ama. É preciso declarar e falar que você a ama. Se a mulher de Provérbios 31 é virtuosa, o seu marido também o é. Ele expressa isso em palavras (v.29). Ele sabe que a sua esposa é virtuosa e não sente vergonha em dizer! O marido da mulher virtuosa deve tecer-lhe elogios tanto no lar quanto em público. Mas o homem que destrata sua esposa arruína o casamento e peca contra Deus (1 Pe 3.7).
SINOPSE DO TÓPICO (1) A mulher virtuosa, como esposa, tem a confiança, o respeito, a admiração e o reconhecimento do marido.

II. A MULHER VIRTUOSA COMO MÃE
1. É educadora. Em Provérbios 31.25, duas coisas são ditas a respeito da mulher virtuosa: "Força e dignidade são os seus vestidos [ARA]". A palavra hebraica 'oz, traduzida como força, é apresentada no texto bíblico com sentido literal e figurado. Figuradamente, descreve a segurança experimentada pelos justos (Sl 62.7; Pv 18.10). Por outro lado, o termo "dignidade", do hebraico hadar, significa ornamento e honra. A poesia expõe os valores morais que a mulher virtuosa veste. Ela é segura, confiante e digna. Estes são os valores nos quais, como mãe, ela educará seus filhos.
2. É afetuosa. Uma das grandes causas da delinquência juvenil pode ser encontrada na ausência de afetividade na infância. Se os filhos da mulher virtuosa "levantam-se [...] e chamam-na bem-aventurada" (Pv 31.28) é porque ela sempre lhes deu afeto e atenção. Afeto gera afeto! Infelizmente, muitos pais não demonstram carinho algum pelos filhos. A rispidez e os xingamentos estão presentes na "educação" deles! Como será o futuro dessas crianças que, diariamente, são tratadas dessa forma por seus pais?
SINOPSE DO TÓPICO (2) Na Bíblia, como mãe, a mulher virtuosa mostra-se educadora e afetuosa.

III.  A MULHER VIRTUOSA COMO TRABALHADORA
1. É dona de casa. Foi realizada nos Estados Unidos, há algum tempo, uma pesquisa envolvendo altas executivas. A pesquisa queria saber o que as faziam sentir-se realizadas como mulher. O resultado foi surpreendente: a maioria respondeu que a sua maior realização estava em ser esposa, mãe e dona de casa.
A mulher virtuosa ama os afazeres domésticos e tudo faz para cumprir com excelência a sua missão (v.27). Mas sempre que necessário, o marido pode ajudá-la nos afazeres domésticos. Dessa forma, estará  demonstrando, na prática, a sua gratidão à esposa. A mulher virtuosa tem o seu trabalho devidamente reconhecido na Bíblia, e o mesmo reconhecimento deve ser dado pelo seu esposo.
2. É empreendedora. A missão da mulher moderna é bem complexa: esposa, mãe, dona de casa, trabalhadora e empreendedora. Além das tarefas domésticas, muitas vezes precisa trabalhar fora para complementar a renda da família, tendo uma jornada de trabalho repleta de atividades.
Nesse aspecto, o esposo sábio pode contribuir auxiliando a esposa em suas atividades. Se a esposa trabalha fora para ajudar o marido, ele também pode auxiliar em algumas tarefas dentro de casa, inclusive honrando-a com alguns momentos em que ela poderá descansar
SINOPSE DO TÓPICO (3) A mulher virtuosa além de cuidar da tarefa doméstica, se mostra empreendedora.

IV.  A MULHER VIRTUOSA COMO SERVA DE DEUS
1. Dá um bom testemunho. Em Provérbios 14.1, há um forte contraste entre duas mulheres: a sábia e a tola. Esta, por sua conduta, destrói o seu lar. Mas aquela, através de seu bom testemunho, edifica a sua casa. Muitos são os casamentos fracassados e desfeitos devido à falta de sabedoria, prudência e sensatez de algumas mulheres. O marido da mulher tola pode ser considerado como um homem  sofredor e infeliz. Mas o esposo da mulher virtuosa é estimado entre as autoridades e honrado "quando se assenta com os anciãos da terra" (Pv 31.23).
2. É temente a Deus. Tudo o que é testemunhado acerca da mulher virtuosa só é possível porque ela teme ao Senhor (Pv 31.30). O temor a Deus faz dela uma mulher estimada dentro e fora do lar (Pv 1.7).
SINOPSE DO TÓPICO (4) Como serva de Deus, a mulher virtuosa é temente ao Altíssimo e dá bom testemunho

CONCLUSÃO
Em um mundo onde os valores estéticos são mais importantes do que os éticos, as virtudes acabam sendo ignoradas. Tal inversão de valores produz consequências danosas à sociedade e principalmente à família. Mas a mulher virtuosa preserva o seu lar através de suas singulares virtudes espirituais e morais. Por isso, ela é honrada por todos. Que as servas do Senhor passem a cultivar com mais zelo as virtudes que a Bíblia expõe de maneira tão bela e clara em Provérbios 31.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Bíblico
"A Mulher Virtuosa [Proverbios 31.10-31]
Esta descrição da mulher virtuosa pretende mostrar que tipos de esposas devem ser as mulheres, e que tipos de esposas os homens devem escolher; ela consiste de vinte e dois versículos, cada um deles iniciado por uma letra do alfabeto hebraico, em ordem, como alguns dos salmos, o que leva alguns a pensar que este fragmento não fazia parte da lição que a mãe de Lemuel lhe ensinava, mas era um poema, por si mesmo, escrito por algum outro autor; e talvez tivesse sido muito repetido entre os judeus piedosos, e para facilitar a memorização tivesse sido escrito alfabeticamente. Nós o temos condensado no Novo Testamento (1Tm 2.9,10; 1 Pe 3.1-6), onde o dever recomendado às esposas está de acordo com esta descrição de uma boa esposa; e com boas razões há tanta ênfase sobre ele, uma vez que o fato de que as mães sejam sábias e boas, contribui, tanto quanto qualquer outra coisa, para a promoção da religião nas famílias, e a sua transmissão para a posteridade [...]" (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento - Jó a Cantares de Salomão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp.885-86).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Vida Cristã
"A MATERNIDADE EM NOSSA NATUREZA
A palavra criar origina-se da palavra latina que significa 'ato de alimentar, amamentar ou nutrir'. Em nossa linguagem vigente, seu significado é mais para o bem-estar de todos. Conclui-se que se o suave toque maternal de uma mulher faltar, a sociedade com certeza se degenerará. Você não tem de ir muito longe para obter provas do que está acontecendo à nossa volta. As crianças do mundo estão chorando por um toque feminino e maternal. Mas submeter-se ao plano de Deus para a essência materna de nosso ser requer disciplina, sobretudo levando em conta nossa cultura.
A Palavra de Deus ensina que gerar vida é exclusivamente feminino. Todas somos filhas de Eva, cujo nome é revelado em Gênesis 3.20, que significa 'mãe de todos os viventes'. Assim como Eva, foi dado a cada uma de nós um corpo projetado para gerar vida. Somos lembradas disso todos os meses com o armazenamento e passagem de sangue necessário para a nutrição do recém-nascido. Nossos seios têm a faculdade de nutrir o recém-nascido. As mulheres que ficam grávidas e dão à luz experimentam a plena realização desses dons e fazem a descoberta magnificamente pessoal de que uma criança depende completamente do corpo da mãe para a própria vida.
Mas há muitas mulheres que nunca dão à luz, cuja maternidade se estenderá necessariamente aos que não são seus filhos. Não é o processo de gravidez e parto que torna uma filha de Eva mãe.
A Bíblia ensina que todas as mulheres são criadas para 'ser mãe', gerar vida. Ser mãe é mais que um mero mecanismo de útero e seio; é muito mais profundo. E as mulheres ficam mais femininas quando são mães" (HUGUES, Barbara. Disciplinas da Mulher Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.154).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento - Jó a Cantares de Salomão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
HUGUES, Barbara. Disciplinas da Mulher Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 56, p.40.

EXERCÍCIOS
1. Quais são as bases do relacionamento conjugal?
R.  São a confiança e o respeito mútuo.

2. De acordo com Provérbios 31.25 duas coisas são ditas a respeito da mulher virtuosa. O que são?
R. "Força e dignidade são os seus vestidos".

3. Como o esposo pode ajudar a esposa que trabalha fora?
 R.  Se a esposa trabalha fora para ajudar o marido, ele também pode auxiliar em algumas tarefas dentro de casa, honrando-a com alguns momentos em que ela poderá descansar.

4. Qual o forte contraste presente em Provérbios 14.1? Explique.
R.  A sábia e a tola. Esta, por sua conduta, destrói o seu lar. Mas aquela, através do seu testemunho, edifica a sua casa.

5. Você é uma mulher virtuosa? E você marido, é virtuoso?
R. Resposta pessoal.


sábado, 16 de novembro de 2013

Divulgue esta campanha: Pr. Daniel Nogueira - Africa


Irmãos e irmãs, amigos, ajudadores, pastores estou mais uma vez convocando a todos para uma causa missionaria, e desta vez não é a tenda, não é cadeiras, nem o piso da igreja, é a cirurgia e a saúde, a vida de nossa
Missionaria Suzelaine Quiterio Sitoe, precisamos da ajuda de todos, e muitos já estão orando e buscando a Deus, mas precisamos da ajuda e acompanhamento de todos. Faça seu deposito e envie sua mensagem identificando o mesmo, quem puder envie o comprovante no inbox do face ou no
e-mail seminaristadaniel@gmail.com 
divulgue a campanha e vamos vencer juntos com a nossa "valente de Deus"

Pr. Daniel Nogueira - Matola - Moçambique - Africa