23 de Março de 2014
A Consagração dos Sacerdotes
TEXTO ÁUREO
"E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb 9.22).
VERDADE PRÁTICA
O sacrifício expiador de Cristo no Calvário foi perfeito, único e capaz de nos purificar de todo pecado.
HINOS SUGERIDOS
363, 423, 432
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 28.1 A instituição do sacerdócio
Terça - Êx 29.1-9 A cerimônia de consagração
Quarta - Lv 16.11-14 A oferta do sacerdote pelo seu pecado
Quinta - Hb 6.20 Jesus, nosso Sumo Sacerdote eterno
Sexta - Hb 4.15,16 Jesus, Sumo Sacerdote compassivo
Sábado - Hb 9.11 Jesus, Sumo Sacerdote dos bens futuros
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 29.1-12
1
Isto é o que lhes hás de fazer, para os santificar, para que me
administrem o sacerdócio: Toma um novilho, e dois carneiros sem mácula,
2 e pão asmo, e bolos asmos amassados com azeite, e coscorões asmos untados com azeite; com flor de farinha de trigo os farás.
3 E os porás num cesto e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros.
4 Então, farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação e os lavarás com água;
5
depois, tomarás as vestes e vestirás a Arão da túnica, e do manto do
éfode, e do éfode mesmo, e do peitoral; e o cingirás com o cinto de obra
de artífice do éfode.
6 E a mitra porás sobre a sua cabeça; a coroa da santidade porás sobre a mitra;
7 e tomarás o azeite da unção e o derramarás sobre a sua cabeça; assim, o ungirás.
8 Depois, farás chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicas,
9
e os cingirás com o cinto, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as
tiaras, para que tenham o sacerdócio por estatuto perpétuo, e sagrarás a
Arão e a seus filhos.
10 E farás chegar o novilho diante da tenda da congregação, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do novilho;
11 e degolarás o novilho perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação.
12
Depois, tomarás do sangue do novilho, e o porás com o teu dedo sobre as
pontas do altar, e todo o sangue restante derramarás à base do altar.
INTERAÇÃO
Chegamos
ao capítulo que detalha o cerimonial de consagração sacerdotal para o
serviço no Tabernáculo: Êxodo 29. Este capítulo descreve o rito
consagratório dos sacerdotes. Ele consistia na apresentação de um
bezerro e dois carneiros sem mácula; pão asmo (sem fermento) e bolos
asmos amassados com azeite; bolinhos asmos untados com azeite e feito
com flor de farinha de trigo. Todos estes itens eram elementos que
compunham todo o ritual para consagrar, isto é, separar, para o
ministério sacerdotal, Arão e os seus filhos. Esta linhagem
representaria o sacerdócio oficial da Casa de Israel.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Explicar como se dava a cerimônia de consagração sacerdotal.
* Citar os elementos do sacrifício de posse.
* Compreender que Cristo é o perpétuo e o mais perfeito Sumo Sacerdote.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado
professor, para ampliar a conclusão do primeiro tópico da aula desta
semana, reproduza na lousa o seguinte texto: "O Novilho [Bezerro].
Quando os sacerdotes impunham as mãos na cabeça do novilho, isso
simbolizava a sua identificação com o animal, como seu substituto e,
talvez, a transferência dos pecados do povo para o animal. Assim, o
novilho tornava-se um sacrifício vicário, que morria por causa dos
pecados do povo (v.14). Essa cerimônia aponta para o sacrifício vicário
de Cristo, que tornou-se a nossa oferta pelo pecado (Is 53.5; Gl 3.13;
Hb 13.11-13)" (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.165). Em seguida,
explique que a suficiência do sacrifício de Jesus Cristo é a garantia de
que Ele é o Sumo Sacerdote perfeito.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Deus
ordenou que Moisés separasse Arão e seus filhos para o sacerdócio. O
vestiário, bem como o modo de proceder dos sacerdotes, foram dados por
orientações do próprio Deus. Antes de oferecer sacrifícios em favor do
povo, Arão deveria oferecer sacrifício para a remissão dos seus próprios
pecados. Na lição de hoje, estudaremos a respeito do ato de consagração
e purificação do sacerdócio, conforme as determinações de Deus
I. A CONSAGRAÇÃO DE ARÃO E SEUS FILHOS
1. A lavagem com água.
"Então, farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação
e os lavarás com água" (Êx 29.4). Muitos eram os rituais de preparação
que os sacerdotes deveriam realizar antes de se achegarem à presença de
Deus. Uma parte dos rituais era a lavagem com água, que simbolizava
pureza e perfeição. Deus é santo e requer santidade do seu povo: "Santos
sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo" (Lv 19.2).
Atualmente o crente é limpo pela Palavra (Jo 15.3) e pelo sangue de
Cristo (1 Jo 1.7). Sem pureza e santidade não podemos nos achegar à
presença de Deus.
Uma importante razão pela qual o crente deve
santificar-se é que a santidade de Deus, em parte, é revelada através do
procedimento justo e da vida santificada do crente.
2. A unção com azeite (Êx 30.23-33). O
azeite da unção deveria ser derramado sobre a cabeça de Arão e seus
filhos. O azeite é símbolo do Espírito Santo que viria habitar no crente
pelo ministério intercessor de Jesus (Jo 14.16,17,26), bem como o
batismo com o Espírito Santo (At 1.4,5,8). Assim também a igreja recebeu
o penhor do Espírito (2 Co 1.21,22), mas alguns de seus membros são
individualmente separados para ministérios específicos, segundo os
propósitos de Deus.
3. Animais são imolados como sacrifício (Êx
29.10-18). Era necessário que antes de ministrar em favor do povo, o
sacerdote oferecesse sacrifícios de holocausto por sua própria vida.
Arão e seus filhos deveriam levar um cordeiro, sem mancha ou defeito,
diante do altar. O cordeiro morto tipificava a morte vicária de Jesus
Cristo, que "morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras" (1 Co
15.3). A morte vicária de Cristo proporciona ao homem pecador a
reconciliação com Deus. Jesus morreu para expiar os nossos pecados (1 Pe
1.18,19).
SINOPSE DO TÓPICO (1) A consagração do sacerdócio
de Arão e de seus filhos decorria pela passagem da água, a unção com
azeite e a imolação de animais como sacrifício
II. O SACRIFÍCIO DA POSSE
1. O segundo carneiro da consagração (Êx 29.19-35).
Era necessário que outro animal inocente fosse morto. Segundo o
Comentário Bíblico Beacon, "parte do sangue era colocada primeiramente
na orelha direita, no dedo polegar da mão direita e no dedo polegar do
pé direito". O restante do sangue deveria ser derramado sobre o altar.
Sem derramamento de sangue não há remissão de pecado (Hb 9.22). Tudo
apontava para o Calvário, onde Cristo derramou seu sangue por nós.
2. Sacrifícios diários.
Diariamente eram oferecidos sacrifícios pelo pecado. Pela manhã e a
tarde havia sacrifícios e um animal inocente era morto em resgate da
vida de alguém. O sacrifício de Cristo foi perfeito e único. Por isso,
hoje podemos nos achegar a Deus para adorá-lo livremente.
No
Tabernáculo, tudo deveria estar sempre pronto a fim de que o culto
diário a Deus nunca fosse interrompido. Os sacerdotes cuidavam para que o
fogo do altar nunca se apagasse. A cada manhã, este era alimentado com
nova lenha e novos holocaustos (Lv 6.12,13). Da mesma forma Deus quer
que nos apresentemos a Ele, prontos e renovados espiritualmente (2 Co
4.16).
SINOPSE DO TÓPICO (2) O sacrifício da posse consistia na consagração do segundo carneiro e nos sacrifícios diários.
III. CRISTO, PERPÉTUO SUMO SACERDOTE
1. Sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque.
A primeira referência a Melquisedeque como sacerdote encontra-se no
livro de Gênesis 14.18. Poucos sabemos a respeito de Melquisedeque: "sem
pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de
vida" (Hb 7.3). Melquisedeque é um tipo de Cristo.
2. O sacrifício perfeito de Cristo.
Arão e seus descendentes deveriam oferecer diariamente sacrifícios por
seus pecados e também do seu povo. Hoje não precisamos fazer esses tipos
de sacrifícios, pois o sacrifício de Cristo foi único, perfeito e
perpétuo (Hb 7.25-28).
3. O sacrifício eterno de Cristo. "Mas
este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo (Hb
7.24). O vocábulo "perpétuo" significa "inalterável". Jesus não
pertencia à tribo de Levi, mas seu sacerdócio era segundo a ordem de
Melquisedeque (Hb 5.6,10; 7.11,12), logo, seu sacerdócio era superior ao
de Arão. O sacerdócio de Cristo é superior, eterno e imutável.
SINOPSE DO TÓPICO (3) O sacrifício de Cristo é perfeito, eterno e perpétuo segundo a ordem de Melquisedeque.
CONCLUSÃO
Deus
estabeleceu o sacerdócio e as cerimônias de purificação e consagração.
Estas cerimônias apontavam para o sacrifício perfeito e o sacerdócio
eterno de Cristo. Ele se ofereceu como holocausto em nosso lugar. Sem
Cristo, jamais poderíamos nos achegar à presença santa e eterna de Deus e
ter comunhão com Ele.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Geográfico
"O sistema sacrificial
Quando
os seres humanos entram em relação de aliança com Deus e mantêm o seu
lado do trato, evitando todos os pecados conhecidos, surge o desejo de
relacionar-se mais intimamente com Deus - entregar-se ao seu serviço,
expressar agradecimento, apoiar seus servos, ter comunhão, e
desculpar-se pelo mal cometido acidentalmente. O sistema sacrificial
demonstrou que uma relação mais profunda com Deus era possível, mas para
que isso acontecesse havia necessidade de uma purificação contínua do
pecado.
Ao mesmo tempo, o sistema demonstrou suas próprias
deficiências e resultou na necessidade de encontrar outro meio não só
para estabelecer uma relação mais profunda com Deus, como também para
tratar com todo o problema do pecado deliberado. Esse outro meio foi
tornado possível mediante Jesus (Hb 10.1-8)" (GOWER, Ralph. Novo Manual
dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2012, p.325).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Bibliológico
"A Origem dos Sacrifícios
Em
relação à origem dos sacrifícios, existem duas opiniões: (1) que eles
têm sua origem nos homens, e que Israel apenas reorganizou e adaptou os
costumes de outras religiões, quando inaugurou seu sistema sacrificial; e
(2) que os sacrifícios foram instituídos por Adão e seus descendentes
em resposta a uma revelação de Deus.
É possível que o primeiro ato
sacrificial em Gênesis tenha ocorrido quando Deus vestiu Adão e Eva com
peles para cobrir sua nudez (Gn 3.21). O segundo sacrifício mencionado
foi o de Caim, que veio com uma oferta do 'fruto da terra', isto é,
daquilo que havia produzido, expressando sua satisfação e orgulho.
Entretanto, seu irmão Abel 'trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e
da sua gordura' como forma de expressar a contrição de seu coração, o
arrependimento e a necessidade da expiação de seus pecados (Gn 4.3,4).
Em
Romanos 1.21, Paulo refere-se à revelação e ao conhecimento inicial que
os patriarcas tinham a respeito de Deus, e explica a apostasia e o
pecado dos homens do seguinte modo: 'Tendo conhecido a Deus, não o
glorificaram como Deus, nem lhe deram graças'. Depois do Dilúvio,
'edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de animal limpo e de toda a
ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar' (Gn 8.20). Muito tempo
antes de Moisés, os patriarcas Abrão (Gn 12.8;13.18; 15.9-17; 22.2ss.),
Isaque (Gn 26.25), e Jacó (Gn 33.20; 35.3) também ofereceram
verdadeiros sacrifícios (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2009, p.1723).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
MERRIL, Eugene H.
História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus
colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº57, p.42..
EXERCÍCIOS
1. Atualmente somos limpos mediante quê?
R. Atualmente o crente é limpo pela Palavra (Jo 15.3) e pelo sangue de Cristo (1 Jo 1.7).
2. O que o azeite simboliza?
R. O azeite é símbolo do Espírito Santo que viria habitar no crente pelo ministério intercessor de Jesus (Jo 14.16,17,26).
3. O que deveria ser feito com o restante do sangue do segundo carneiro?
R. O restante do sangue deveria ser derramado sobre o altar.
4. Cristo era Sacerdote segundo qual ordem?
R. Ordem de Melquisedeque.
5. De acordo com a lição, qual o significado do vocábulo "perpétuo"?
R. O vocábulo "perpétuo" significa "inalterável".
domingo, 16 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
Os 10 pastores que não respeito e não admiro
Os 10 pastores que não respeito e não admiro
Postado por André Sanchez em: Reflexões
Maus líderes existem aos montes dentro das igrejas. O joio está espalhado dentro da igreja como ensinam as escrituras (Mt 13. 26). Isso não é novidade para ninguém. Apesar de designar aqui o termo “pastores” a essas pessoas que citarei abaixo, não tenho a intenção de diminuir aqueles que fazem jus a esse termo tão lindo mostrado nas escrituras, e que realmente pastoreiam de coração as ovelhas do Senhor. Usei esse termo somente para facilitar a identificação dessas pessoas.
Os dez pastores que não respeito e não admiro são:
1- O que faz do púlpito um palco de shows = A exposição da Palavra é esquecida e substituída pelo talento hollywoodiano desse pastor, que explora as mais diversas técnicas para cativar os seus expectadores, fazendo do show o protagonista do culto. Ele é a estrela e não Cristo e Sua palavra. Seu púlpito é lugar de entretenimento, de show, e não de pregação, de transmissão da voz de Deus.
2- O que explora financeiramente as ovelhas = Esse pastor é muito ambicioso e tem planos de crescimento. Porém, para a realização dos seus planos, precisa de muito dinheiro. E esse dinheiro é retirado das ovelhas, através das mais diversas técnicas de extorsão (legais). Ele não liga para o que a Bíblia ensina e inventa formas de arrecadação para realizar seus sonhos megalomaníacos. As ovelhas são iludidas, exploradas e sugadas até a última gota que podem dar.
3- O que insiste em querer fazer a agenda de Deus = Um pastor que quer determinar lugar, dia e hora para Deus agir não merece meu respeito. Segunda: Deus age na família; terça: nas finanças; quarta: Deus dá o Espírito Santo; quinta: Deus faz conversões e sexta: Deus liberta as pessoas de demônios. Deus agora está preso em uma agenda criada pelo homem?
4- O que ilude as pessoas com amuletos, objetos ungidos e unções que não vem de Deus = Esse pastor escraviza pessoas em crendices e superstições que não são encontradas e ordenadas na Bíblia. Desvia a fé que deveria ser unicamente no Deus soberano para objetos e unções (falsas) e extravagantes. Trabalha com a ilusão, com a ambição, com a falta de conhecimento de muitas das ovelhas que lhe ouvem.
5- O que “profetiza” o que Deus não mandou profetizar = Usa sua influência sobre as pessoas para “profetizar” e “revelar”. Porém, não usa a Bíblia, que é a revelação e é onde se encontram as profecias de Deus para a vida de seus servos.
6- O que faz com que seus fieis o adorem = Ele é visto como um semideus pelos seus fieis. O pior de tudo é que não faz nada para mudar essa situação, pois adora ser paparicado, adora status, adora demonstrar seu grande “poder” e ser ovacionado pela multidão. Seu prazer é ver multidões afluindo em sua direção com desejo de glorificá-lo.
7- O que usa o dinheiro dos dízimos e ofertas para seu próprio enriquecimento = Esse pastor-empresário é formado e pós-graduado em enriquecimento usando a igreja. Tem fortuna e bens luxuosos, tudo adquirido com a ajuda das ofertas da igreja que, segundo diz ele, é usado para a obra de Deus. Ele engana multidões que bancam sua vida de ostentação.
8- O que prega a teologia da prosperidade = Um pastor que diz que pobreza é maldição, que o crente verdadeiro será reconhecido pela sua prosperidade material, e outras abobrinhas sem embasamento bíblico, não merece admiração. Se a Teologia da prosperidade é um câncer, esse pastor é um espalhador de doenças no meio do povo.
9- O que usa versículos isolados da Bíblia para fundamentar doutrinas destruidoras =Esse pastor adora inventar doutrinas usando versos bíblicos isolados, cuja interpretação isolada, sem considerar contextos e outras boas regras de interpretação, favoreça seus pensamentos e desejos.
10- O que [acha] que determina a ação de Deus = É uma piada dizer que um homem determina algo ao Todo-Poderoso, mas essa ousadia acontece. Palavras ousadas saem da boca desse pastor determinando, ordenando, exigindo que Deus faça determinadas coisas que, segundo ele, Deus tem de fazer. Coitado, não tem nem noção da besteira que faz! E o pior: ensina as pessoas a agirem também assim!
Esses são os pastores que não respeito e não admiro.
Maus líderes existem aos montes dentro das igrejas. O joio está espalhado dentro da igreja como ensinam as escrituras (Mt 13. 26). Isso não é novidade para ninguém. Apesar de designar aqui o termo “pastores” a essas pessoas que citarei abaixo, não tenho a intenção de diminuir aqueles que fazem jus a esse termo tão lindo mostrado nas escrituras, e que realmente pastoreiam de coração as ovelhas do Senhor. Usei esse termo somente para facilitar a identificação dessas pessoas.
Os dez pastores que não respeito e não admiro são:
1- O que faz do púlpito um palco de shows = A exposição da Palavra é esquecida e substituída pelo talento hollywoodiano desse pastor, que explora as mais diversas técnicas para cativar os seus expectadores, fazendo do show o protagonista do culto. Ele é a estrela e não Cristo e Sua palavra. Seu púlpito é lugar de entretenimento, de show, e não de pregação, de transmissão da voz de Deus.
2- O que explora financeiramente as ovelhas = Esse pastor é muito ambicioso e tem planos de crescimento. Porém, para a realização dos seus planos, precisa de muito dinheiro. E esse dinheiro é retirado das ovelhas, através das mais diversas técnicas de extorsão (legais). Ele não liga para o que a Bíblia ensina e inventa formas de arrecadação para realizar seus sonhos megalomaníacos. As ovelhas são iludidas, exploradas e sugadas até a última gota que podem dar.
3- O que insiste em querer fazer a agenda de Deus = Um pastor que quer determinar lugar, dia e hora para Deus agir não merece meu respeito. Segunda: Deus age na família; terça: nas finanças; quarta: Deus dá o Espírito Santo; quinta: Deus faz conversões e sexta: Deus liberta as pessoas de demônios. Deus agora está preso em uma agenda criada pelo homem?
4- O que ilude as pessoas com amuletos, objetos ungidos e unções que não vem de Deus = Esse pastor escraviza pessoas em crendices e superstições que não são encontradas e ordenadas na Bíblia. Desvia a fé que deveria ser unicamente no Deus soberano para objetos e unções (falsas) e extravagantes. Trabalha com a ilusão, com a ambição, com a falta de conhecimento de muitas das ovelhas que lhe ouvem.
5- O que “profetiza” o que Deus não mandou profetizar = Usa sua influência sobre as pessoas para “profetizar” e “revelar”. Porém, não usa a Bíblia, que é a revelação e é onde se encontram as profecias de Deus para a vida de seus servos.
6- O que faz com que seus fieis o adorem = Ele é visto como um semideus pelos seus fieis. O pior de tudo é que não faz nada para mudar essa situação, pois adora ser paparicado, adora status, adora demonstrar seu grande “poder” e ser ovacionado pela multidão. Seu prazer é ver multidões afluindo em sua direção com desejo de glorificá-lo.
7- O que usa o dinheiro dos dízimos e ofertas para seu próprio enriquecimento = Esse pastor-empresário é formado e pós-graduado em enriquecimento usando a igreja. Tem fortuna e bens luxuosos, tudo adquirido com a ajuda das ofertas da igreja que, segundo diz ele, é usado para a obra de Deus. Ele engana multidões que bancam sua vida de ostentação.
8- O que prega a teologia da prosperidade = Um pastor que diz que pobreza é maldição, que o crente verdadeiro será reconhecido pela sua prosperidade material, e outras abobrinhas sem embasamento bíblico, não merece admiração. Se a Teologia da prosperidade é um câncer, esse pastor é um espalhador de doenças no meio do povo.
9- O que usa versículos isolados da Bíblia para fundamentar doutrinas destruidoras =Esse pastor adora inventar doutrinas usando versos bíblicos isolados, cuja interpretação isolada, sem considerar contextos e outras boas regras de interpretação, favoreça seus pensamentos e desejos.
10- O que [acha] que determina a ação de Deus = É uma piada dizer que um homem determina algo ao Todo-Poderoso, mas essa ousadia acontece. Palavras ousadas saem da boca desse pastor determinando, ordenando, exigindo que Deus faça determinadas coisas que, segundo ele, Deus tem de fazer. Coitado, não tem nem noção da besteira que faz! E o pior: ensina as pessoas a agirem também assim!
Esses são os pastores que não respeito e não admiro.
E VOCÊ, TEM ALGUM PASTOR COMO OS CITADOS QUE NÃO RESPEITA E NÃO ADMIRA?
Os 10 pastores que respeito e admiro
Os 10 pastores que respeito e admiro
Postado por André Sanchez em: Reflexões
Há alguns dias escrevi um artigo que provocou muitos debates por aqui, mostrando em meu ponto de vista, os 10 pastores que não respeito e não admiro. Na sequência dessa série, destacarei agora aqueles que merecem toda a admiração e respeito devido à forma como tratam o ministério pastoral. Abaixo segue a minha lista.
1- O que não é perfeito, mas que busca ser exemplo do rebanho = Esse pastor sabe de suas limitações, sabe que não é melhor do que ninguém, sabe que é um pecador resgatado pelo sangue de Cristo. Ele, porém, sabe também da missão que Deus lhe deu e busca conduzir suas ovelhas no caminho dado pelo Supremo Pastor, sendo, antes de todos, o primeiro a vivenciar a Palavra de Deus em sua vida para testemunhar a outros. Ele tem todo cuidado nessa questão e pode-se ver em sua vida um homem que busca viver o evangelho e não somente falar dele. É humano, tem seus erros, e não faz questão de passar uma imagem de todo poderoso.
2- O que faz cultos Cristocêntricos = Esse pastor busca glorificar a Cristo nas ministrações que preside. Busca conduzir todas as coisas para que Cristo cresça e todo o resto diminua. Do primeiro ao último minuto de seus cultos busca apresentar a Cristo e conduzir as pessoas a Ele. É sensível ao observar e corrigir coisas que tentam competir com a centralidade de Cristo nos cultos.
3- O que não tem medo de pregar a Palavra de Deus = Esse pastor não faz média, antes, entrega a palavra de Deus conforme a Bíblia a revela. Ele não usa de técnicas melodramáticas para tocar o coração dos seus ouvintes. Ele busca antes de tudo, que o Espírito Santo revele a Palavra aos seus ouvintes, conduzindo-os à presença viva de Deus. Sabe que muitas vezes irá desagradar pessoas na sua pregação, mas é fiel às verdades que Deus lhe manda pregar.
4- O que não crê que os fins justificam os meios = Esse pastor é totalmente dependente de Deus em seu ministério. Ele conduz a igreja a andar nos caminhos corretos de obediência ao Senhor e não nos caminhos tortuosos que o coração humano propõe e que visam, antes de tudo, resultados que premiam o trabalho realizado. Para ele o mais importante é fazer a vontade de Deus usando os meios dados por Deus.
5- O que é obediente a Deus mesmo não vendo resultados palpáveis = Esse pastor gosta de ver os resultados de seu trabalho, porém, não é guiado por esses resultados. É guiado pela obediência e direção de Deus. Mesmo, às vezes, não vendo resultados pontuados pelas pessoas como o ‘sucesso’, continua sendo fiel e o pastor responsável por certo número de ovelhas dadas por Deus. Para ele, cumprir a missão de Deus não é encher a igreja de gente a qualquer custo, mas sim obedecer a Deus e confiar a Ele os resultados do trabalho, seja quais forem.
6- O que não faz a si mesmo o “bam-bam-bam” da igreja = Esse pastor sabe fazer suas ovelhas entenderem a diferença entre admiração e bajulação. Ele não aceita ser bajulado e até adorado como se fora mais do que os outros ou até mesmo um quase deus. Coloca-se na posição de servo, tem prazer de trabalhar em equipe e de ver suas ovelhas se desenvolvendo em seus ministérios, e sempre reitera que ele também é ovelha do rebanho de Deus. Não deixa o ego assumir o controle. Ele não é um ídolo dentro de sua igreja.
7- O que não explora financeiramente suas ovelhas = Esse pastor não é ignorante, não acredita que as dívidas da igreja são pagas como que por milagre. Ele sabe das possibilidades da sua igreja e não usa ameaças e nem promessas que a Bíblia não faz para que suas ovelhas contribuam com o trabalho. Ele sabe instruir corretamente sua igreja sobre o que a Bíblia diz a respeito das contribuições para o reino de Deus. Não faz dos momentos de ofertório o momento mais importante do culto e nem do dinheiro o deus e a confiança maior da igreja. Trabalha a parte financeira da igreja com dignidade, ética e transparência.
8- O que não tem medo de ensinar profundamente a Bíblia às suas ovelhas = Esse pastor não faz doutrinas em cima de textos isolados da Bíblia, por isso, não tem medo de ensinar suas ovelhas a serem questionadoras, estudantes profundas da Bíblia. Ele tem porta aberta ao diálogo e aos questionamentos. Por isso, os cultos que preside são banquetes de aprendizado e quebrantamento, onde a Palavra de Deus reina soberana como fonte de ensino e a regra de fé e prática. Por ser assim ele sabe que precisa sempre beber dessa fonte para também poder dar de beber cada vez mais aos seus discípulos.
9- O que ora sempre buscando em seus pedidos que seja feita a vontade de Deus em primeiro lugar = Esse pastor não ousa sequer pronunciar palavras de ordem a Deus. Ele sabe quem é Deus, sabe de Seus atributos grandiosos. E mais, sabe exatamente que ele é apenas um homem imperfeito, que está de pé pela graça de Deus. Por isso, em suas orações ele é dependente de Deus e não o chefe de Deus.
10- O que tem cheiro de ovelha = Esse pastor é pastor que pastoreia de verdade. A sua missão de vida é pastorear e não fazer fortuna com o rebanho vendendo suas peles e carnes! Chegue perto dele e sentirá o cheiro das ovelhas. Isso porque ele fica muito perto, ele acompanha, ele se preocupa com elas. Ele as ama de verdade, mesmo que elas não tenham nada para dar-lhe em troca. Ele as acolhe, ele cumpre seu trabalho cabalmente como bom trabalhador que não tem de que se envergonhar.
E VOCÊ, TEM ALGUM PASTOR QUE RESPEITA E ADMIRA?
Há alguns dias escrevi um artigo que provocou muitos debates por aqui, mostrando em meu ponto de vista, os 10 pastores que não respeito e não admiro. Na sequência dessa série, destacarei agora aqueles que merecem toda a admiração e respeito devido à forma como tratam o ministério pastoral. Abaixo segue a minha lista.
1- O que não é perfeito, mas que busca ser exemplo do rebanho = Esse pastor sabe de suas limitações, sabe que não é melhor do que ninguém, sabe que é um pecador resgatado pelo sangue de Cristo. Ele, porém, sabe também da missão que Deus lhe deu e busca conduzir suas ovelhas no caminho dado pelo Supremo Pastor, sendo, antes de todos, o primeiro a vivenciar a Palavra de Deus em sua vida para testemunhar a outros. Ele tem todo cuidado nessa questão e pode-se ver em sua vida um homem que busca viver o evangelho e não somente falar dele. É humano, tem seus erros, e não faz questão de passar uma imagem de todo poderoso.
2- O que faz cultos Cristocêntricos = Esse pastor busca glorificar a Cristo nas ministrações que preside. Busca conduzir todas as coisas para que Cristo cresça e todo o resto diminua. Do primeiro ao último minuto de seus cultos busca apresentar a Cristo e conduzir as pessoas a Ele. É sensível ao observar e corrigir coisas que tentam competir com a centralidade de Cristo nos cultos.
3- O que não tem medo de pregar a Palavra de Deus = Esse pastor não faz média, antes, entrega a palavra de Deus conforme a Bíblia a revela. Ele não usa de técnicas melodramáticas para tocar o coração dos seus ouvintes. Ele busca antes de tudo, que o Espírito Santo revele a Palavra aos seus ouvintes, conduzindo-os à presença viva de Deus. Sabe que muitas vezes irá desagradar pessoas na sua pregação, mas é fiel às verdades que Deus lhe manda pregar.
4- O que não crê que os fins justificam os meios = Esse pastor é totalmente dependente de Deus em seu ministério. Ele conduz a igreja a andar nos caminhos corretos de obediência ao Senhor e não nos caminhos tortuosos que o coração humano propõe e que visam, antes de tudo, resultados que premiam o trabalho realizado. Para ele o mais importante é fazer a vontade de Deus usando os meios dados por Deus.
5- O que é obediente a Deus mesmo não vendo resultados palpáveis = Esse pastor gosta de ver os resultados de seu trabalho, porém, não é guiado por esses resultados. É guiado pela obediência e direção de Deus. Mesmo, às vezes, não vendo resultados pontuados pelas pessoas como o ‘sucesso’, continua sendo fiel e o pastor responsável por certo número de ovelhas dadas por Deus. Para ele, cumprir a missão de Deus não é encher a igreja de gente a qualquer custo, mas sim obedecer a Deus e confiar a Ele os resultados do trabalho, seja quais forem.
6- O que não faz a si mesmo o “bam-bam-bam” da igreja = Esse pastor sabe fazer suas ovelhas entenderem a diferença entre admiração e bajulação. Ele não aceita ser bajulado e até adorado como se fora mais do que os outros ou até mesmo um quase deus. Coloca-se na posição de servo, tem prazer de trabalhar em equipe e de ver suas ovelhas se desenvolvendo em seus ministérios, e sempre reitera que ele também é ovelha do rebanho de Deus. Não deixa o ego assumir o controle. Ele não é um ídolo dentro de sua igreja.
7- O que não explora financeiramente suas ovelhas = Esse pastor não é ignorante, não acredita que as dívidas da igreja são pagas como que por milagre. Ele sabe das possibilidades da sua igreja e não usa ameaças e nem promessas que a Bíblia não faz para que suas ovelhas contribuam com o trabalho. Ele sabe instruir corretamente sua igreja sobre o que a Bíblia diz a respeito das contribuições para o reino de Deus. Não faz dos momentos de ofertório o momento mais importante do culto e nem do dinheiro o deus e a confiança maior da igreja. Trabalha a parte financeira da igreja com dignidade, ética e transparência.
8- O que não tem medo de ensinar profundamente a Bíblia às suas ovelhas = Esse pastor não faz doutrinas em cima de textos isolados da Bíblia, por isso, não tem medo de ensinar suas ovelhas a serem questionadoras, estudantes profundas da Bíblia. Ele tem porta aberta ao diálogo e aos questionamentos. Por isso, os cultos que preside são banquetes de aprendizado e quebrantamento, onde a Palavra de Deus reina soberana como fonte de ensino e a regra de fé e prática. Por ser assim ele sabe que precisa sempre beber dessa fonte para também poder dar de beber cada vez mais aos seus discípulos.
9- O que ora sempre buscando em seus pedidos que seja feita a vontade de Deus em primeiro lugar = Esse pastor não ousa sequer pronunciar palavras de ordem a Deus. Ele sabe quem é Deus, sabe de Seus atributos grandiosos. E mais, sabe exatamente que ele é apenas um homem imperfeito, que está de pé pela graça de Deus. Por isso, em suas orações ele é dependente de Deus e não o chefe de Deus.
10- O que tem cheiro de ovelha = Esse pastor é pastor que pastoreia de verdade. A sua missão de vida é pastorear e não fazer fortuna com o rebanho vendendo suas peles e carnes! Chegue perto dele e sentirá o cheiro das ovelhas. Isso porque ele fica muito perto, ele acompanha, ele se preocupa com elas. Ele as ama de verdade, mesmo que elas não tenham nada para dar-lhe em troca. Ele as acolhe, ele cumpre seu trabalho cabalmente como bom trabalhador que não tem de que se envergonhar.
E VOCÊ, TEM ALGUM PASTOR QUE RESPEITA E ADMIRA?
segunda-feira, 10 de março de 2014
Lição 11 - Deus Escolhe Arão e Seus Filhos Para o Sacerdócio
16 de Março de 2014
Deus Escolhe Arão e Seus
Filhos Para o Sacerdócio
TEXTO ÁUREO
"E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra" (Ap 5.10).
VERDADE PRÁTICA
Cristo nos fez reis e sacerdotes, para anunciarmos as virtudes do seu Reino.
HINOS SUGERIDOS
86, 176, 432
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Hb 6.20 Jesus, Sacerdote Eterno
Terça - Hb 5.1-9 A superioridade do sacerdócio de Jesus
Quarta - Hb 5.10 Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque
Quinta - Hb 7.1-4 Figura do sacerdócio eterno de Cristo
Sexta - Hb 7.26 Jesus, Sacerdote Santo
Sábado - Ap 1.6 Cristo nos fez reis e sacerdotes do Altíssimo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 28.1-11
1 Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
2 E farás vestes santas a Arão, teu irmão, para glória e ornamento.
3 Falarás também a todos os que são sábios de coração, a quem eu tenha enchido do espírito de sabedoria, que façam vestes a Arão para santificá-lo, para que me administre o ofício sacerdotal.
4 Estas, pois, são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, e uma mitra, e um cinto; farão, pois, vestes santas a Arão, teu irmão, e a seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal.
5 E tomarão o ouro, e o pano azul, e a púrpura, e o carmesim, e o linho fino
6 e farão o éfode de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, de obra esmerada.
7 Terá duas ombreiras que se unam às suas duas pontas, e assim se unirá.
8 E o cinto de obra esmerada do éfode, que estará sobre ele, será da sua mesma obra, da mesma obra de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido.
9 E tomarás duas pedras sardônicas e lavrarás nelas os nomes dos filhos de Israel,
10 seis dos seus nomes numa pedra e os outros seis nomes na outra pedra, segundo as suas gerações.
11 Conforme a obra do lapidário, como o lavor de selos, lavrarás estas duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel; engastadas ao redor em ouro as farás.
INTERAÇÃO
Por que os justos sofrem? Por que os ímpios prosperam? Por que o mal existe? Estas perguntas são feitas há muito por filósofos, cientistas e, por que não, cristãos sinceros. O problema é que a teologia da prosperidade - que afirma: o crente não sofre - propagada nas últimas décadas no universo evangélico, tem prestado um grande desserviço para a Igreja de Cristo. Precisamos entender que enquanto estamos presentes neste mundo, e embora justificados por Cristo, fazemos parte de uma criação não regenerada, anelando por sua transformação no devido tempo (Rm 8.18-23). Mas por intermédio do Espírito Santo temos a graciosa promessa de que Jesus Cristo estará conosco até a consumação dos séculos (Mt 28.20).
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Explicar o sacerdócio em Israel.
* Elencar os elementos da indumentária sacerdotal.
* Compreender o papel atual dos ministros da Igreja de Cristo.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para concluir o terceiro tópico da lição, leia com a sua classe, a primeira epístola do apóstolo Paulo a I Timóteo 3.1-7. Use a lousa para elencar as qualidades necessárias para quem deseja exercer o Santo Ministério: (1) Ser irrepreensível; (2) marido de uma só mulher; (3) vigilante; (4) sóbrio; (5) hospitaleiro; (6) apto para ensinar; (7) não dado ao vinho; (8) não espancador; (9) não cobiçoso de torpe ganância; (10) moderado, não contencioso, não avarento; (11) governe bem a própria casa tendo os filhos em sujeição, com toda modéstia; (12) que não seja novo na fé; (13) não soberbo; (14) tenha bom testemunho dos que estão fora da igreja. Conclua dizendo que tais características resultam do caráter regenerado pela mensagem do Evangelho.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O capítulo 28 de Êxodo trata da chamada divina para o sacerdócio em Israel. O povo precisava aprender a adorar a Deus. Era necessário que homens chamados por Deus cuidassem da prática do culto ao Senhor no Tabernáculo e também através da congregação de Israel. Logo, o Senhor separou a tribo de Levi para o serviço no Tabernáculo e para o santo ministério sacerdotal. Os levitas serviam a Deus e auxiliavam os sacerdotes. Assim, todo sacerdote em Israel era levita, mas nem todo levita era sacerdote como veremos na lição
I. O SACERDÓCIO (ÊX 28.1-5)
1. O sacerdote. Deus ordena que Moisés separe Arão e seus filhos para o ministério sacerdotal. O sacerdote deveria não somente pertencer à tribo de Levi, mas era preciso que fosse um descendente de Arão, que teve o privilégio de ser o primeiro sacerdote de Israel. Pertenciam à classe sacerdotal em Israel o sumo sacerdote, os sacerdotes e também os levitas.
O sacerdócio de Arão apontava para Cristo, nosso Sumo Sacerdote eterno (Hb 6.20). Arão era um ser humano e, portanto, um pecador que carecia de se apresentar diante de Deus com sacrifícios pelos seus próprios pecados. Mas Cristo é perfeito e seu sacrificio por nós foi único, completo e aceito pelo Pai.
2. O ministério dos sacerdotes. Quais eram as funções de um sacerdote? Sua principal missão era apresentar o homem pecador diante do Deus santo. Eram, especificamente, três as obrigações básicas do sacerdote: "santificar o povo, oferecer dons e sacrifícios pelo povo e interceder pelos transgressores". Eles também atuavam como mestres da lei (Lv 10.10,11). O sacerdócio de Arão apontava para Cristo, nosso único mediador diante de Deus. Como Sumo Sacerdote, Cristo intercede diante do Pai por nós (1 Tm 2.5).
3. O sumo sacerdote. As nações que estavam ao redor dos hebreus já conheciam o serviço sacerdotal. Os sacerdotes não receberam nenhuma herança de terras quando as tribos entraram na Terra Prometida, pois a sua recompensa era servir ao Todo-Poderoso. Eles eram sustentados pelas ofertas e os sacrifícios levados ao Tabernáculo. Viviam de modo simples e dependiam única e exclusivamente da obediência e fidelidade do povo ao trazer seus dízimos (Nm 18.3-32).
SINOPSE DO TÓPICO (1) Deus ordena o ministério sacerdotal por intermédio de Moisés, separando Arão e seus filhos para o santo ofício.
II. A INDUMENTÁRIA DO SACERDOTE
1. A túnica de linho e o éfode (Êx 28.4-28). As vestes do sacerdote deveriam ser santas (Êx 28.3). Eles não poderiam se apresentar diante do Senhor de qualquer maneira. O linho fino apontava para a pureza, perfeição e justiça de Cristo, nosso sacerdote. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, "o éfode era um tipo esmerado de avental bordado, unido nos ombros e ligados por uma faixa na cintura". No éfode havia duas pedras de ônix com os nomes das doze tribos. Arão deveria levar e apresentar diante de Deus as doze tribos de Israel. Cristo carregou sobre si os nossos pecados e os apresentou diante do Pai (1 Co 15.3).
Sobre o éfode estava o peitoral contendo doze pedras preciosas com os nomes dos doze filhos de Israel. Esta peça ficava sobre o coração de Arão - o sumo sacerdote (Êx 28.15,17,21,29).
2. O Urim e Tumim (Êx 28.30). Eram pedras que os sacerdotes utilizavam na hora de tomar decisões. Eles deveriam carregar estas peças junto ao coração, mostrando a importância delas. Isso nos mostra que nossas decisões devem ser tomadas de acordo com a Palavra de Deus.
SINOPSE DO TÓPICO (2) A túnica de linho, o éfode, o Urim e o Tumim eram elementos sagrados que compunham a indumentária sacerdotal.
III. MINISTROS DE CRISTO PARA A IGREJA
1. Chamados por Deus. Os verdadeiros ministros da igreja são chamados e vocacionados pelo Senhor. O ministério pastoral não é simplesmente um cargo ou uma forma de se alcançar status seja ele qual for. Muitos querem viver da obra e não para ela. Quem exerce o santo ministério sem a direta chamada do Senhor - o Dono da obra - é um intruso e está profanando a obra de Deus.
2. Qualificações. O sacerdote não podia se apresentar diante de Deus e da congregação de qualquer maneira. Um pastor deve sempre agir de modo a dar um bom testemunho (1 Tm 3.7). O bom testemunho deve vir não somente dos que estão fora da igreja, mas especialmente pelos irmãos em Cristo. É preciso viver uma vida digna diante dos homens e também diante de Deus (1 Tm 6.11,12). O pastor deve em tudo ser o exemplo (Tt 2.7).
3. Comprometidos com a Palavra. Os sacerdotes também tinham a função de ensinar a Palavra de Deus. Da mesma forma, Paulo recomenda que o ministro seja apto para ensinar (1 Tm 3.2). É preciso que seja alguém capacitado na Palavra. A missão dos ministros de Cristo consiste no serviço, na mordomia, isto é, na administração dos negócios de Deus e, sobretudo, em sua fidelidade e santidade.
SINOPSE DO TÓPICO (3 Os ministros de Cristo são dados por Deus à Igreja. Eles devem manifestar um caráter que honre ao Pai e que, igualmente, demonstre o compromisso com o ministério da Palavra.
CONCLUSÃO
Os sacerdotes levavam os israelitas até a presença de Deus. O sacerdócio de Arão apontava para o sacerdócio perfeito de Cristo. Atualmente, todos os que creem em Jesus e no seu sacrifício na cruz foram feitos, pela fé, reis e sacerdotes do Deus Altíssimo (1 Pe 2.5,9). Você é um representante de Deus aqui na terra, e nessa posição, você tem levado outros até Cristo?.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Geográfico
"O Dia da Expiação
O dia 10 do mês de Tisri marcava o Dia da Expiação (Lv 16). Esse dia era de muitas formas um clímax do ano religioso judeu. Os sacerdotes ofereciam durante o ano inteiro sacrifícios a Deus, a fim de tornar o povo aceitável a Ele; mas os sacerdotes e seu equipamento foram cerimonialmente afetados pelo pecado e o Dia da Expiação foi instituído para promover uma 'limpeza espiritual de primavera', de modo que o caminho para chegar a Deus, mediante sacrifício, ficasse aberto por mais um ano. O sumo sacerdote era a única pessoa que podia fazer isso e nos dias do Novo Testamento, a fim de não haver erro, ele era cuidadosamente vestido pelos anciãos e praticava o ritual diariamente durante a semana anterior.
No Dia da Expiação, o sumo sacerdote era mantido acordado durante a madrugada, e quando chegava a manhã, era vestido com roupas brancas simples para dar início às cerimônias. Ele primeiro confessava os pecados das pessoas com a mão sobre o pescoço de um touro sacrificial, que havia sido morto e colhido o seu sangue. Dois bodes eram colocados à sua frente e sortes lançadas para ver qual deles devia ser de Deus e qual do povo. O bode de Deus era morto e seu sangue misturado com o do touro. Depois, sozinho, o sumo sacerdote entrava com incenso e brasas no Santo dos Santos. O incenso era queimado e quando ele enchia o lugar, acreditava-se que o sumo sacerdote era aceitável a Deus" (GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp.321-22).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teologia Pastoral
"O Caráter do Servo do Senhor
Uma geração inteira levantou-se em oposição a todas as formas de organização instituídas, quer os credos e práticas estabelecidas fossem certos, quer não. A precipitação maléfica disso ainda é vista na oposição pública a qualquer autoridade: civil, religiosa ou organizacional. Pode ser que haja ocasiões em que se deva fazer oposição às instituições, mas o verdadeiro caráter não condena a autoridade só porque é autoridade. Deve haver padrões de caráter: para indivíduos e para organizações. Oposição arbitrária à autoridade, sem qualquer base ética ou moral, só conduz à anarquia e ao caos. A sociedade moderna não parece estar muito distante desse estado. De todas as pessoas, o ministro do Evangelho tem de ter uma definição clara do que seja o caráter para que seja modelado com nitidez.
O Caráter e Ação
O caráter nunca é comprovado por uma declaração escrita ou oral de convicções. É demonstrado pelo modo como vivemos, pelo comportamento, pelas escolhas e decisões. Caráter é a virtude vivida.
O caráter ruim ou o comportamento pouco ético tem sido comparado ao odor do corpo: ficamos ofendidos quando o detectamos nos outros, mas raramente o detectamos em nós mesmos. Os líderes espirituais sempre devem ser sensíveis ao fato de que suas ações falam muito mais alto do que as palavras ditas do púlpito. Visto que as ações que praticamos raramente são percebidas como provas de caráter defeituoso, fazem-se essenciais à introspecção e à auto-avaliação, não porque desejamos agradar ou evitar ofender os outros, mas porque a reputação e o caráter do ministro devem estar acima de toda repreensão (1Tm 3.2,7). Nossas palavras e pensamentos devem ser agradáveis perante a face de Deus (Sl 19.14), mas nossas ações revelam nosso caráter aos outros. As características do caráter exigido por Deus daqueles que querem habitar em sua presença são ações, e não um estado passivo de ser [...] (Sl 15)" (CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas E. et al. Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.114-15).
VOCABULÁRIO
Indumentária: Arte relacionada com vestuário; conjunto de vestimentas usadas em determinada época ou por determinado povo, classe social, profissão, etc.
Esmerado: Caprichoso, empenhado.
Clímax: Parte do enredo (de livro, filme, peça, etc.) em que os acontecimentos centrais ganham o máximo de tensão, prenunciando o desfecho; ápice.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas E. et al. Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 57. p.41.
EXERCÍCIOS
1. De acordo com a lição, como o crente fiel deve estar consciente a respeito dos revezes da vida?
R. Arão e os seus filhos.
2. O que, na lição, aprendemos acerca da espiritualidade das pessoas?
R. O sacerdócio de Arão apontava para Cristo.
3. Por que a expressão "Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol" é uma chave importante para entendermos a mensagem do Eclesiastes?
R. Sua principal missão era apresentar o homem pecador diante do Deus santo.
4. As catástrofes naturais e os problemas sociais apenas acontecem em países habitados por "pecadores"? Justifique a sua resposta.
R. O éfode era um tipo esmerado de avental bordado, unido nos ombros e ligados por uma faixa na cintura.
5. Para você, por qual causa vale a pena lutar na vida?
R. Resposta pessoal.
Deus Escolhe Arão e Seus
Filhos Para o Sacerdócio
TEXTO ÁUREO
"E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra" (Ap 5.10).
VERDADE PRÁTICA
Cristo nos fez reis e sacerdotes, para anunciarmos as virtudes do seu Reino.
HINOS SUGERIDOS
86, 176, 432
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Hb 6.20 Jesus, Sacerdote Eterno
Terça - Hb 5.1-9 A superioridade do sacerdócio de Jesus
Quarta - Hb 5.10 Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque
Quinta - Hb 7.1-4 Figura do sacerdócio eterno de Cristo
Sexta - Hb 7.26 Jesus, Sacerdote Santo
Sábado - Ap 1.6 Cristo nos fez reis e sacerdotes do Altíssimo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 28.1-11
1 Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
2 E farás vestes santas a Arão, teu irmão, para glória e ornamento.
3 Falarás também a todos os que são sábios de coração, a quem eu tenha enchido do espírito de sabedoria, que façam vestes a Arão para santificá-lo, para que me administre o ofício sacerdotal.
4 Estas, pois, são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, e uma mitra, e um cinto; farão, pois, vestes santas a Arão, teu irmão, e a seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal.
5 E tomarão o ouro, e o pano azul, e a púrpura, e o carmesim, e o linho fino
6 e farão o éfode de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, de obra esmerada.
7 Terá duas ombreiras que se unam às suas duas pontas, e assim se unirá.
8 E o cinto de obra esmerada do éfode, que estará sobre ele, será da sua mesma obra, da mesma obra de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido.
9 E tomarás duas pedras sardônicas e lavrarás nelas os nomes dos filhos de Israel,
10 seis dos seus nomes numa pedra e os outros seis nomes na outra pedra, segundo as suas gerações.
11 Conforme a obra do lapidário, como o lavor de selos, lavrarás estas duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel; engastadas ao redor em ouro as farás.
INTERAÇÃO
Por que os justos sofrem? Por que os ímpios prosperam? Por que o mal existe? Estas perguntas são feitas há muito por filósofos, cientistas e, por que não, cristãos sinceros. O problema é que a teologia da prosperidade - que afirma: o crente não sofre - propagada nas últimas décadas no universo evangélico, tem prestado um grande desserviço para a Igreja de Cristo. Precisamos entender que enquanto estamos presentes neste mundo, e embora justificados por Cristo, fazemos parte de uma criação não regenerada, anelando por sua transformação no devido tempo (Rm 8.18-23). Mas por intermédio do Espírito Santo temos a graciosa promessa de que Jesus Cristo estará conosco até a consumação dos séculos (Mt 28.20).
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Explicar o sacerdócio em Israel.
* Elencar os elementos da indumentária sacerdotal.
* Compreender o papel atual dos ministros da Igreja de Cristo.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para concluir o terceiro tópico da lição, leia com a sua classe, a primeira epístola do apóstolo Paulo a I Timóteo 3.1-7. Use a lousa para elencar as qualidades necessárias para quem deseja exercer o Santo Ministério: (1) Ser irrepreensível; (2) marido de uma só mulher; (3) vigilante; (4) sóbrio; (5) hospitaleiro; (6) apto para ensinar; (7) não dado ao vinho; (8) não espancador; (9) não cobiçoso de torpe ganância; (10) moderado, não contencioso, não avarento; (11) governe bem a própria casa tendo os filhos em sujeição, com toda modéstia; (12) que não seja novo na fé; (13) não soberbo; (14) tenha bom testemunho dos que estão fora da igreja. Conclua dizendo que tais características resultam do caráter regenerado pela mensagem do Evangelho.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O capítulo 28 de Êxodo trata da chamada divina para o sacerdócio em Israel. O povo precisava aprender a adorar a Deus. Era necessário que homens chamados por Deus cuidassem da prática do culto ao Senhor no Tabernáculo e também através da congregação de Israel. Logo, o Senhor separou a tribo de Levi para o serviço no Tabernáculo e para o santo ministério sacerdotal. Os levitas serviam a Deus e auxiliavam os sacerdotes. Assim, todo sacerdote em Israel era levita, mas nem todo levita era sacerdote como veremos na lição
I. O SACERDÓCIO (ÊX 28.1-5)
1. O sacerdote. Deus ordena que Moisés separe Arão e seus filhos para o ministério sacerdotal. O sacerdote deveria não somente pertencer à tribo de Levi, mas era preciso que fosse um descendente de Arão, que teve o privilégio de ser o primeiro sacerdote de Israel. Pertenciam à classe sacerdotal em Israel o sumo sacerdote, os sacerdotes e também os levitas.
O sacerdócio de Arão apontava para Cristo, nosso Sumo Sacerdote eterno (Hb 6.20). Arão era um ser humano e, portanto, um pecador que carecia de se apresentar diante de Deus com sacrifícios pelos seus próprios pecados. Mas Cristo é perfeito e seu sacrificio por nós foi único, completo e aceito pelo Pai.
2. O ministério dos sacerdotes. Quais eram as funções de um sacerdote? Sua principal missão era apresentar o homem pecador diante do Deus santo. Eram, especificamente, três as obrigações básicas do sacerdote: "santificar o povo, oferecer dons e sacrifícios pelo povo e interceder pelos transgressores". Eles também atuavam como mestres da lei (Lv 10.10,11). O sacerdócio de Arão apontava para Cristo, nosso único mediador diante de Deus. Como Sumo Sacerdote, Cristo intercede diante do Pai por nós (1 Tm 2.5).
3. O sumo sacerdote. As nações que estavam ao redor dos hebreus já conheciam o serviço sacerdotal. Os sacerdotes não receberam nenhuma herança de terras quando as tribos entraram na Terra Prometida, pois a sua recompensa era servir ao Todo-Poderoso. Eles eram sustentados pelas ofertas e os sacrifícios levados ao Tabernáculo. Viviam de modo simples e dependiam única e exclusivamente da obediência e fidelidade do povo ao trazer seus dízimos (Nm 18.3-32).
SINOPSE DO TÓPICO (1) Deus ordena o ministério sacerdotal por intermédio de Moisés, separando Arão e seus filhos para o santo ofício.
II. A INDUMENTÁRIA DO SACERDOTE
1. A túnica de linho e o éfode (Êx 28.4-28). As vestes do sacerdote deveriam ser santas (Êx 28.3). Eles não poderiam se apresentar diante do Senhor de qualquer maneira. O linho fino apontava para a pureza, perfeição e justiça de Cristo, nosso sacerdote. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, "o éfode era um tipo esmerado de avental bordado, unido nos ombros e ligados por uma faixa na cintura". No éfode havia duas pedras de ônix com os nomes das doze tribos. Arão deveria levar e apresentar diante de Deus as doze tribos de Israel. Cristo carregou sobre si os nossos pecados e os apresentou diante do Pai (1 Co 15.3).
Sobre o éfode estava o peitoral contendo doze pedras preciosas com os nomes dos doze filhos de Israel. Esta peça ficava sobre o coração de Arão - o sumo sacerdote (Êx 28.15,17,21,29).
2. O Urim e Tumim (Êx 28.30). Eram pedras que os sacerdotes utilizavam na hora de tomar decisões. Eles deveriam carregar estas peças junto ao coração, mostrando a importância delas. Isso nos mostra que nossas decisões devem ser tomadas de acordo com a Palavra de Deus.
SINOPSE DO TÓPICO (2) A túnica de linho, o éfode, o Urim e o Tumim eram elementos sagrados que compunham a indumentária sacerdotal.
III. MINISTROS DE CRISTO PARA A IGREJA
1. Chamados por Deus. Os verdadeiros ministros da igreja são chamados e vocacionados pelo Senhor. O ministério pastoral não é simplesmente um cargo ou uma forma de se alcançar status seja ele qual for. Muitos querem viver da obra e não para ela. Quem exerce o santo ministério sem a direta chamada do Senhor - o Dono da obra - é um intruso e está profanando a obra de Deus.
2. Qualificações. O sacerdote não podia se apresentar diante de Deus e da congregação de qualquer maneira. Um pastor deve sempre agir de modo a dar um bom testemunho (1 Tm 3.7). O bom testemunho deve vir não somente dos que estão fora da igreja, mas especialmente pelos irmãos em Cristo. É preciso viver uma vida digna diante dos homens e também diante de Deus (1 Tm 6.11,12). O pastor deve em tudo ser o exemplo (Tt 2.7).
3. Comprometidos com a Palavra. Os sacerdotes também tinham a função de ensinar a Palavra de Deus. Da mesma forma, Paulo recomenda que o ministro seja apto para ensinar (1 Tm 3.2). É preciso que seja alguém capacitado na Palavra. A missão dos ministros de Cristo consiste no serviço, na mordomia, isto é, na administração dos negócios de Deus e, sobretudo, em sua fidelidade e santidade.
SINOPSE DO TÓPICO (3 Os ministros de Cristo são dados por Deus à Igreja. Eles devem manifestar um caráter que honre ao Pai e que, igualmente, demonstre o compromisso com o ministério da Palavra.
CONCLUSÃO
Os sacerdotes levavam os israelitas até a presença de Deus. O sacerdócio de Arão apontava para o sacerdócio perfeito de Cristo. Atualmente, todos os que creem em Jesus e no seu sacrifício na cruz foram feitos, pela fé, reis e sacerdotes do Deus Altíssimo (1 Pe 2.5,9). Você é um representante de Deus aqui na terra, e nessa posição, você tem levado outros até Cristo?.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Geográfico
"O Dia da Expiação
O dia 10 do mês de Tisri marcava o Dia da Expiação (Lv 16). Esse dia era de muitas formas um clímax do ano religioso judeu. Os sacerdotes ofereciam durante o ano inteiro sacrifícios a Deus, a fim de tornar o povo aceitável a Ele; mas os sacerdotes e seu equipamento foram cerimonialmente afetados pelo pecado e o Dia da Expiação foi instituído para promover uma 'limpeza espiritual de primavera', de modo que o caminho para chegar a Deus, mediante sacrifício, ficasse aberto por mais um ano. O sumo sacerdote era a única pessoa que podia fazer isso e nos dias do Novo Testamento, a fim de não haver erro, ele era cuidadosamente vestido pelos anciãos e praticava o ritual diariamente durante a semana anterior.
No Dia da Expiação, o sumo sacerdote era mantido acordado durante a madrugada, e quando chegava a manhã, era vestido com roupas brancas simples para dar início às cerimônias. Ele primeiro confessava os pecados das pessoas com a mão sobre o pescoço de um touro sacrificial, que havia sido morto e colhido o seu sangue. Dois bodes eram colocados à sua frente e sortes lançadas para ver qual deles devia ser de Deus e qual do povo. O bode de Deus era morto e seu sangue misturado com o do touro. Depois, sozinho, o sumo sacerdote entrava com incenso e brasas no Santo dos Santos. O incenso era queimado e quando ele enchia o lugar, acreditava-se que o sumo sacerdote era aceitável a Deus" (GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp.321-22).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teologia Pastoral
"O Caráter do Servo do Senhor
Uma geração inteira levantou-se em oposição a todas as formas de organização instituídas, quer os credos e práticas estabelecidas fossem certos, quer não. A precipitação maléfica disso ainda é vista na oposição pública a qualquer autoridade: civil, religiosa ou organizacional. Pode ser que haja ocasiões em que se deva fazer oposição às instituições, mas o verdadeiro caráter não condena a autoridade só porque é autoridade. Deve haver padrões de caráter: para indivíduos e para organizações. Oposição arbitrária à autoridade, sem qualquer base ética ou moral, só conduz à anarquia e ao caos. A sociedade moderna não parece estar muito distante desse estado. De todas as pessoas, o ministro do Evangelho tem de ter uma definição clara do que seja o caráter para que seja modelado com nitidez.
O Caráter e Ação
O caráter nunca é comprovado por uma declaração escrita ou oral de convicções. É demonstrado pelo modo como vivemos, pelo comportamento, pelas escolhas e decisões. Caráter é a virtude vivida.
O caráter ruim ou o comportamento pouco ético tem sido comparado ao odor do corpo: ficamos ofendidos quando o detectamos nos outros, mas raramente o detectamos em nós mesmos. Os líderes espirituais sempre devem ser sensíveis ao fato de que suas ações falam muito mais alto do que as palavras ditas do púlpito. Visto que as ações que praticamos raramente são percebidas como provas de caráter defeituoso, fazem-se essenciais à introspecção e à auto-avaliação, não porque desejamos agradar ou evitar ofender os outros, mas porque a reputação e o caráter do ministro devem estar acima de toda repreensão (1Tm 3.2,7). Nossas palavras e pensamentos devem ser agradáveis perante a face de Deus (Sl 19.14), mas nossas ações revelam nosso caráter aos outros. As características do caráter exigido por Deus daqueles que querem habitar em sua presença são ações, e não um estado passivo de ser [...] (Sl 15)" (CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas E. et al. Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.114-15).
VOCABULÁRIO
Indumentária: Arte relacionada com vestuário; conjunto de vestimentas usadas em determinada época ou por determinado povo, classe social, profissão, etc.
Esmerado: Caprichoso, empenhado.
Clímax: Parte do enredo (de livro, filme, peça, etc.) em que os acontecimentos centrais ganham o máximo de tensão, prenunciando o desfecho; ápice.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas E. et al. Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 57. p.41.
EXERCÍCIOS
1. De acordo com a lição, como o crente fiel deve estar consciente a respeito dos revezes da vida?
R. Arão e os seus filhos.
2. O que, na lição, aprendemos acerca da espiritualidade das pessoas?
R. O sacerdócio de Arão apontava para Cristo.
3. Por que a expressão "Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol" é uma chave importante para entendermos a mensagem do Eclesiastes?
R. Sua principal missão era apresentar o homem pecador diante do Deus santo.
4. As catástrofes naturais e os problemas sociais apenas acontecem em países habitados por "pecadores"? Justifique a sua resposta.
R. O éfode era um tipo esmerado de avental bordado, unido nos ombros e ligados por uma faixa na cintura.
5. Para você, por qual causa vale a pena lutar na vida?
R. Resposta pessoal.
quarta-feira, 5 de março de 2014
MULHERES DA BÍBLIA
"Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de
Deus o criou; homem e mulher os criou."
Gênesis 1:27
As mulheres não foram mencionadas na Bíblia com tanta
freqüência quanto os homens. Mas as mulheres na Bíblia tiveram parte importante
na história da salvação. De Eva, em Gênesis, até Maria, em Belém, as mulheres
fizeram suas contribuições.
Veja algumas destas mulheres:
Débora – Juízes 4- 5
Débora era esposa, conselheira, juíza e heroína de guerra. A
Bíblia não nos revela muito sobre Débora, mas sabemos que o povo a tinha em
alta conta.
Qual era o segredo do sucesso de Débora? Juízes 4:4-7, 9, 14
Uma das conversas mais interessantes em todo Antigo
Testamento aparece nesta história (Juízes 4:8). A história começa sob o
controle de um país estrangeiro, por causa dos pecados de Israel. Israel clama
ao Senhor por libertação. Falando pelo Senhor, Débora ordena a Baraque, um
general do exército israelita: leve dez mil homens e lute contra o inimigo. Ela
promete que o Senhor lhe dará a vitória sobre o exército de Sísera (Juízes 4:6,
7). Mas Baraque concorda em avançar sob uma condição: a própria Débora deve ir
com ele à batalha. Débora diz a Baraque que o Senhor prometeu a vitória. Mas
Baraque ainda recusa lutar se Débora não for com ele. Por quê? Sua fé em Deus e
seu relacionamento com Ele eram bem conhecidos. Nem mesmo um exército, com
todas as armas mortíferas de guerra, estava disposto a avançar sem ela.
Era a própria Débora a pessoa que Baraque queria ter
consigo? Ou era a Pessoa [Deus] que Débora simbolizava?
A história não termina com a derrota do exército inimigo e
de Sísera. Mesmo antes da batalha começar, Débora disse a Baraque que Sísera
seria morto "às mãos de uma mulher" (Juízes 4:9). Leia o que
aconteceu em Juízes 4:17-22. O Senhor queria usar as mulheres de um modo
especial para dar vitória a Israel. Ele também queria que os homens soubessem
que Ele estaria usando as mulheres para cumprir Seus propósitos.
Ester – Heroína
Involuntária
Ester é o exemplo de uma pessoa fiel e corajosa que se
esforçou para salvar seu povo. Esta é também uma história sobre uma mulher que
não teve nenhum controle sobre sua situação. Ela foi forçada a escolher entre
dois males. Não nos acontece às vezes de termos também de escolher o menor dos
males?
As ações de Ester foram completamente desinteressadas? O que
Mardoqueu disse para levar Ester a arriscar sua vida? Ester 4:9-15
Ester não queria pedir ao rei para ajudar porque, se fosse
vê-lo sem ser chamada, ela podia ser morta (Ester 4:9-11). Mas Mardoqueu lhe
disse que se não fosse pedir a ajuda do rei, ela morreria de qualquer maneira
(Ester 4:14)! Assim, as ações corajosas de Ester não foram totalmente
desinteressadas.
Não conhecemos os pensamentos secretos de Ester. Mas as
fortes palavras de Mardoqueu devem tê-la convencido a ir em frente. Ester
respondeu: "Irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer,
pereci" (Ester 4:16). A decisão de Ester mostra uma pessoa disposta a agir
pela fé, não importa quanto lhe custasse. Este é o único tipo de fé que obtém
resultados! Podemos aprender de Ester que se esperarmos para fazer as coisas
até sermos completamente desinteressados, podemos não fazer nada!
Como pecadores, tudo o que fazemos é manchado pelo pecado.
Nossas boas obras, mesmo quando praticadas por amor e por fé, ainda são
egoístas. O incenso que ardia no santuário simbolizava a justiça de Jesus. A
justiça de Jesus cobre nossas orações, que não são puras, porque vêm de seres
humanos e pecadores.
Rute – a Antepassada
de Jesus – Rute 1–4
Leia o pequeno livro de Rute para lembrar-se do seu enredo:
"O livro de Rute é uma pequena história preocupada especialmente em fazer
a narrativa da linhagem do Rei Davi [e daí, a Cristo]. ... Era uma época
terrível. Durante o tempo dos juízes, a fome atingiu duramente a terra. Um
nativo de Judá, chamado Elimeleque, foi para o estrangeiro, para Moabe, a fim
de tentar melhorar sua sorte. Mas ele morreu jovem, deixando sua viúva, Noemi,
com dois filhos. Os filhos tomaram esposas moabitas, Rute e Orfa, mas os filhos
também morreram. Então, as três mulheres viram-se sozinhas sem os homens de que
precisavam para estar seguras em uma sociedade patriarcal." – Denise
Carmody, Biblical Woman: Contemporary Reflections on Scriptural Texts, págs. 32
e 33.
Muitos crêem que Rute escolheu ir com Noemi porque eram boas
amigas. Mas Orfa também disse que queria ir com Noemi por causa do Deus de
Noemi. Uma filha volta ao seu próprio povo e aos seus "próprios
deuses" em Moabe. A outra filha fica com o Senhor e com Seu povo.
O relacionamento entre sogra e nora nem sempre é bom. Mas
alguma coisa aconteceu entre essas mulheres que fez Rute e Orfa amarem Noemi.
Qual foi a atitude das noras quando Noemi anunciou que voltaria à sua terra?
Rute 1:10, 14-17
Deus nos deu muitas verdades bonitas e poderosas. Mas
podemos levar muitas pessoas a afastar-se dEle pela maneira como as tratamos.
Maria – Mãe de Jesus
– Luc. 1:30, 31
Como a mãe de Jesus, Maria é a maior de todas as mulheres.
Em seu ventre, o Criador do Universo tornou-se homem! Nenhuma mulher de toda a
História do mundo foi tão honrada e respeitada. Algumas pessoas até a adoram
como um ídolo! Sem dúvida, tanto sua prima [Izabel] como o anjo Gabriel estavam
certos quando lhe disseram: "Bendita é você entre as mulheres" (Luc.
1:42 NVI).
Quando o anjo apareceu pela primeira vez a Maria, disse-lhe
que ela era "favorecida" por Deus. A palavra grega traduzida como
"favorecida" é kairin, a palavra exata que a Septuaginta (uma
primeira tradução grega da Bíblia hebraica) usava para traduzir Gênesis 6:8:
"Porém Noé achou graça (kairin) diante do Senhor". No entanto, é
evidente que tanto Noé como Maria tinham características especiais que
habilitavam o Senhor a usá-los.
A palavra kairin (graça ou favor) permite entender que as
pessoas mereciam os papéis que receberam? Como Maria reconheceu que era
pecadora? Luc. 1:46, 47
Ponha-se no lugar de Maria. Um anjo lhe diz que algo impossível
vai lhe acontecer. As próprias palavras de Maria, em Lucas 1:34, mostram como
foi difícil para ela entender o que o anjo havia prometido. Mas o anjo lhe deu
evidências suficientes para confiar em Deus, mesmo assim. Foi por isso que o
Senhor pôde usá-la. A fé que Maria tinha nas promessas de Deus a torna um
exemplo maravilhoso a todos os que afirmam ter fé.
Maria – uma Pecadora
Perdoada – Luc. 7:36-50
Lucas 7 não nos diz o nome da mulher. Mas ela é Maria
Madalena. Ela é a mesma mulher que esteve entre as primeiras a verem a
sepultura de Jesus na manhã da ressurreição (Mat. 28:1; Mar. 16:1, 2). Ela
também foi uma das primeiras a informar os discípulos sobre a ressurreição de
Jesus (Mat. 28:7, 8; Luc. 24:1-10; João 20:18). Maria Madalena foi a primeira
mulher (ou uma das primeiras mulheres) a quem Jesus apareceu depois da
ressurreição (Mat. 28:1, 5, 6, 9).
Qual era a grande diferença entre Simão e Maria? Luc. 7:41,
42
Não nos é dado nenhum detalhe. De acordo com a história,
Maria Madalena foi muito pecadora. Mas Jesus reprova Simão, e não Maria. Por
quê? Simão é a pessoa que não mostrou arrependimento e gratidão verdadeiros,
como os de Maria. Simão representa as pessoas que buscam a justiça própria. As
pessoas com justiça própria não sentem a necessidade de cair contritos e
arrependidos aos pés de Jesus. Simão – como todos – é um pecador condenado que
não tem com que pagar a sua dívida (Luc. 7:44). Mas não enxerga qualquer
necessidade de se arrepender de seus pecados.
"Aquela que caíra [Maria] e cuja mente fora habitação
de demônios, chegara bem perto do Salvador em associação e serviço. Foi Maria
que se assentou aos pés de Jesus e dEle aprendeu. Foi ela que Lhe derramou na
cabeça o precioso ungüento, e banhou os pés com as próprias lágrimas. Achou-se
ao pé da cruz e O seguiu ao sepulcro. Foi a primeira junto ao sepulcro, depois
da ressurreição. A primeira a proclamar o Salvador
Como rainhas, juízas, pecadoras ou mães, as mulheres tiveram
parte importante na história do povo de Deus. Podemos todos, mulheres e homens,
aprender de seus exemplos.
Por. Eliezer Moura
8 de Março Dia Internacional da Mulher
História do 8 de março
No Dia 8 de
março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte
americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e
começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na
carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de
trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a
receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de
trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As
mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente
130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na
Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia
Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica
em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi
oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Os fatos históricos
que marcaram as conquistas das mulheres
No Dia Internacional da Mulher, relembraremos as principais
conquistas do movimento feminista.
Símbolo do feminismo:
- A operária Geraldine Hoff serviu como modelo
para J.Howard Miller, que utilizou a imagem como propaganda durante a Segunda
Guerra Mundial. O cartaz converteu-se em um símbolo para as mulheres que
assumiram postos de trabalho em substituição aos homens que serviam às forças
armadas americanas
desenvolvida por dois médicos
americanos, Gregory Pincus e Carl Djarassi, com incentivo da feminista e
ativista social Margaret Sanger e financiamento de Katharine McCormick, uma
rica herdeira industrial.
buscarem desconstruir o papel
então convencionado para a mulher na sociedade. Na foto, Beauvoir se
encontra
com o filosofo francês Jean Paul Sartre (com quem mantinha um relacionamento
aberto) e com o
líder argentino Che Guevara, em Cuba.
- A farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes
exigiu na justiça que seu agressor fosse
condenado. Sua luta virou modelo para
a Lei 11.340 que aumentou o rigor nas punições para violência
doméstica ou
familiar no Brasil.
- A Constituição de 1932 garantiu os primeiros votos de
mulheres no Brasil e 78 anos depois Dilma
Rousseff é eleita a primeira
presidente do país.
O dia 8 de março é um marco na luta pelos direitos das
mulheres ao redor do mundo. Se fosse possível retroceder no tempo e contar para
um cidadão do começo do século 20 que as mulheres, hoje, votam, tem média de
escolaridade maior que a dos homens, governam países e estão inseridas
amplamente no mercado de trabalho, talvez o sujeito não acreditasse no relato.
No entanto, ainda há muito que avançar para se alcançar a
igualdade de direitos entre homens e mulheres. Os dados sobre a opressão
sofrida pelas mulheres é assustador. Segundo pesquisa realizada no ano 2000
pela Comission on the Status of Women da
ONU, uma em cada três mulheres no mundo já foi espancada ou violentada
sexualmente.
Os números no Brasil também são alarmantes. A cada cinco
minutos, uma mulher é agredida no país. Em cerca de 70% dos casos, quem agride
é o marido ou namorado, de acordo com relatório do Ministério da Justiça de 2012.
Os direitos constitucionais ainda não garantem igualdade de
condições para os gêneros. Para entender as diferenças entre homens e mulheres
no mercado de trabalho, por exemplo, a PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios, de 2007, diz que a equiparação de salários só deve acontecer daqui
a 87 anos, para mulheres e homens que executam as mesmas funções. As mulheres,
no caso, ganham menos.
"A data de comemoração do dia das mulheres é simbólica.
No entanto, é uma boa maneira de inserir o debate sobre os direitos das
mulheres e colocar o tema na agenda. Por exemplo, é importante que as políticas
públicas permitam a discussão nas escolas sobre igualdade de condições para os
gêneros", afirma Karina Janz Woitowicz, doutora em Ciências Humanas na
área de Estudo de Gênero da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
A professora Maria Vilani Cavalcanti Gomes, especialista em
Filosofia Clínica, organiza um grupo de professores na E.E Professora Adelaide
Rosa Machado de Souza, Grajaú, São Paulo, para discutir as conquistas da mulher
com os alunos. O projeto interdisciplinar chamado "O feminino e seus
contextos" pretende trabalhar com a turma o atual papel da mulher na
sociedade, preconceitos de gênero, história da mulher indígena, entre outros
assuntos.
Historicamente, as mulheres foram autorizadas a frequentar a
escola no Brasil apenas em 1827, quando uma lei no período imperial
permitiu-lhes o acesso à Educação. No entanto, a lei garantiu acesso apenas às
escolas elementares.
Escritoras como Simone de Beauvoir e Betty Friedan ganharam
espaço por buscarem desconstruir o papel então convencionado para a mulher na
sociedade.
Um caso emblemático desse período aconteceu no dia 7 de
setembro de 1968, quando centenas de mulheres de vários partes dos Estados
Unidos saíram às ruas de Atlantic City e protestaram contra os estereótipos
femininos e a "ditadura da beleza". A ideia era fazer uma queima
coletiva de sutiãs. No entanto, o plano não foi concretizado.
No Brasil, a autora Céli Regina Pinto, no livro "Breve
história do feminismo no Brasil", descreve duas fases do movimento no
país: "feminismo bem-comportado" e "feminismo
mal-comportado".
Na primeira fase, entre o final de século 19 até o início do
século 20, em 1932, as mulheres conquistam o direito de votar. A bióloga Bertha
Lutz é a principal articuladora feminista do período.
A segunda fase, entendida como "mal-comportada",
foi marcada por mobilizações contra a ditadura, quando muitas mulheres
brasileiras foram exiladas. Nesse período, as mulheres tiveram uma participação
efetiva nas lutas pela democracia, mobilizadas para as causas gerais (fim da
ditadura) e para causas específicas (pelo combate à violência doméstica, pela
construção de creches para os filhos das trabalhadoras e pelo direito ao
aborto).
Ao longo das décadas, o Brasil conquistou muitas vitórias na
luta contra a violência domiciliar. Em 1985, foi criada a primeira delegacia da
mulher. Quase dez anos depois, a Lei 11.340, mais conhecida como Lei Maria da
Penha, aumentou o rigor nas punições para violência doméstica ou familiar.
Hoje, agressores de mulheres podem ser presos em flagrante ou ter prisão
preventiva decretada. Além disso, a lei prevê medidas como a saída do agressor
do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e dos filhos.
A violência contra as mulheres ainda encontra apoiadores de
forma velada na sociedade ou explícita em redes sociais. Luzinete Simões Minella,
professora do programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC), explica que uma grande questão atual na luta
por direitos é a conscientização sobre os preconceitos. "A misoginia, por
exemplo, é muito maior que simples preconceito, é o ódio ao sexo feminino. Essa
forma de pensar alimenta a ideia de alguns estereótipos e impede mais
conquistas das mulheres"
25
conquistas das mulheres no Brasil
Veja como as mulheres foram ganhando seu espaço mundo afora,
conquistando seus direitos enquanto atrizes de uma história que costuma
privilegiar o gênero masculino. Neste artigo, vamos abordar as conquistas
históricas das mulheres no Brasil. Estas conquistas são importantes, mas não
podemos esquecer dos abusos e injustiças sofridos pela mulher, muitos em nosso
país, e que precisam ser erradicados.
- 1822: Maria Leopoldina Josefa Carolina, arquiduquesa da
Áustria e imperatriz do Brasil, exerce a regência, em 1822, na ausência de D.
Pedro I, que se encontrava em São Paulo. A imperatriz envia-lhe uma carta,
juntamente com outra de José Bonifácio, além de comentários a Portugal
criticando a atuação do marido e de dom João VI. Ela exige que D. Pedro
proclame a independência do Brasil e, na carta, adverte: “O pomo está maduro, colhe-o
já, senão apodrece”.
- 1827: surge a primeira lei sobre educação das mulheres,
permitindo que freqüentassem as escolas elementares; as instituições de ensino
mais adiantado eram proibidas a elas.
- 1879: As mulheres têm autorização do governo para estudar
em instituições de ensino superior; mas as que seguiam este caminho eram
criticadas pela sociedade.
- 1885: A compositora e pianista Chiquinha Gonzaga estreia
como maestrina, ao reger a opereta “A Corte na Roça”. É a primeira mulher no
Brasil a estar à frente de uma orquestra. Precursora do chorinho, Chiquinha
compôs mais de duas mil canções populares, entre elas, a primeira marcha
carnavalesca do país: “Ô Abre Alas”. Escreveu ainda 77 peças teatrais.
- 1887: Formou-se a primeira médica no Brasil: Rita Lobato
Velho. As pioneiras tiveram muitas dificuldades em se afirmar profissionalmente
e algumas foram ridicularizadas.
- 1917: A professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido
Republicano Feminino em 1910, em plena República Oligárquica, lidera uma passeata
exigindo a extensão do voto às mulheres.
- 1927: O Governador do Rio Grande do Norte, Juvenal
Lamartine, consegue uma alteração da lei eleitoral dando o direito de voto às
mulheres. O primeiro voto feminino no Brasil – e na América Latina! – foi em 25
de novembro, no Rio Grande do Norte. Quinze mulheres votaram, mas seus votos
foram anulados no ano seguinte. No entanto, foi eleita a primeira prefeita da
História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages – RN.
- 1932: 24 de Fevereiro Getúlio Vargas, no início da Era
Vargas, promulga o novo Código Eleitoral, garantindo finalmente o direito de
voto às mulheres brasileiras. A primeira atleta brasileira a participar de uma
Olimpíada, a nadadora Maria Lenk, de 17 anos, embarca para Los Angeles. É a
única mulher da delegação olímpica.
- 1933: Nas eleições para a Assembléia Constituinte, são
eleitos 214 deputados e uma única mulher: a paulista Carlota Pereira de
Queiroz.
- 1937/1945: O Estado Novo criou o Decreto 3199 que proibia
às mulheres a prática dos esportes que considerava incompatíveis com as
condições femininas tais como: “luta de qualquer natureza, futebol de salão,
futebol de praia, pólo, pólo aquático, halterofilismo e beisebol”. O Decreto só
foi regulamentado em 1965.
- 1948: Depois de 12 anos sem a presença feminina, a
delegação brasileira olímpica segue para Londres com 11 mulheres e 68 homens.
- 1960: Durante o Período Democrático, a grande tenista
brasileira, a paulista Maria Esther Andion Bueno torna-se a primeira mulher a
vencer os quatros torneios do Grand Slam (Australian Open, Wimbledon, Roland
Garros e US Open). Conquistou, no total, 589 títulos em sua carreira.
- 1979: Eunice Michilles, então representante do PSD/AM,
torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Senadora, por falecimento do
titular da vaga. A equipe feminina de judô inscreve-se com nomes de homens no
campeonato sul-americano da Argentina. Esse fato motivaria a revogação do
Decreto 3.199.
- 1980: Recomendada a criação de centros de autodefesa, para
coibir a violência contra a mulher. Surge o lema: “Quem ama não mata”.
- 1983: Surgem os primeiros conselhos estaduais da condição
feminina (MG e SP), para traçar políticas públicas para as mulheres. O
Ministério da Saúde cria o PAISM – Programa de Atenção Integral à Saúde da
Mulher, em resposta à forte mobilização dos movimentos feministas, baseando sua
assistência nos princípios da integralidade do corpo, da mente e da sexualidade
de cada mulher.
- 1985: Surge a primeira Delegacia de Atendimento
Especializado à Mulher – DEAM (SP) e muitas são implantadas em outros estados
brasileiros. Ainda neste ano, com a Nova República, a Câmara dos Deputados
aprova o Projeto de Lei que criou o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. É
criado o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), em
lugar do antigo Fundo de Contribuições Voluntárias das Nações Unidas para a
Década da Mulher.
- 1988: Através do lobby do batom, liderado por feministas e
pelas 26 deputadas federais constituintes, as mulheres obtêm importantes
avanços na Constituição Federal, garantindo igualdade a direitos e obrigações
entre homens e mulheres perante a lei.
- 1990: Eleita a primeira mulher para o cargo de senadora:
Júnia Marise, do PDT/MG. Zélia Cardoso de Mello é a primeira ministra do
Brasil. Ela assume a pasta da Economia no governo de Fernando Collor (1990-92).
- 1993: Assassinada Edméia da Silva Euzébia, líder das Mães
de Acari, o grupo de nove mães que ainda hoje procuram seus filhos, 11 jovens
da Favela de Acari (RJ), seqüestrados e desaparecidos em 1990. Ocorre, em
Viena, a Conferência Mundial de Direitos Humanos. Os direitos das mulheres e a
questão da violência contra o gênero recebem destaque, gerando assim a
Declaração sobre a eliminação da violência contra a mulher.
- 1994: Roseana Sarney é a primeira mulher eleita
governadora de um estado brasileiro: o Maranhão. Foi reeleita em 1998.
- 1996: O Congresso Nacional inclui o sistema de cotas, na
Legislação Eleitoral, obrigando os partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de
mulheres nas chapas proporcionais.
- 1996: A escritora Nélida Piñon é a primeira mulher a
ocupar a presidência da Academia Brasileira de Letras. Exerce o cargo até 1997
e é membro da ABL desde 1990.
- 1997: As mulheres já ocupam 7% das cadeiras da Câmara dos
Deputados; 7,4% do Senado Federal; 6% das prefeituras brasileiras (302). O
índice de vereadoras eleitas aumentou de 5,5%, em 92, para 12%, em 96. a
presidir a sessão do Congresso Nacional.
- 2003: No Brasil do século XXI, Marina Silva, do Partid
- 1998: A senadora Benedita da Silva é a primeira mulhero
dos Trabalhadores (PT) do Acre, reeleita senadora com o triplo dos votos do
mandato anterior, assume o Ministério do Meio Ambiente do governo Lula.
- 2010: Dilma Rousseff, é eleita a primeira presidente
mulher do Brasil.
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| Pb. Eliezer Moura Google.com |
segunda-feira, 3 de março de 2014
Lição 10 - As Leis Civis Entregues por Moisés aos Israelitas
9 de Março de 2014
As Leis Civis Entregues por
Moisés aos Israelitas
TEXTO ÁUREO
"Mas o juízo voltará a ser justiça, e hão de segui-lo todos os retos de coração" (Sl 94.15).
VERDADE PRÁTICA
Deus é justo e deseja que o seu povo aja com justiça.
HINOS SUGERIDOS
15, 151, 384
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 21.1-16 Leis acerca dos servos e dos homicidas
Terça - Êx 21.17 Lei acerca de quem amaldiçoar os pais
Quarta - Êx 21.18,19 Lei acerca de quem fere uma pessoa
Quinta - Êx 22.1-15 Leis acerca da propriedade
Sexta - Êx 23.1,2 Leis acerca do falso testemunho
Sábado - Êx 23.3-9 Leis acerca da injustiça social
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 21.1-12
1 Estes são os estatutos que lhes proporás:
2 Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas, ao sétimo, sairá forro, de graça.
3 Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sairá sua mulher com ele.
4 Se seu senhor lhe houver dado uma mulher, e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e ele sairá só com seu corpo.
5 Mas, se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos, não quero sair forro,
6 então, seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao postigo, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e o servirá para sempre.
7 E, se algum vender sua filha por serva, não sairá como saem os servos.
8 Se desagradar aos olhos de seu senhor, e não se desposar com ela, fará que se resgate; não poderá vendê-la a um povo estranho, usando deslealmente com ela.
9 Mas, se a desposar com seu filho, fará com ela conforme o direito das filhas.
10 Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento desta, nem a sua veste, nem a sua obrigação marital.
11 E, se lhe não fizer estas três coisas, sairá de graça, sem dar dinheiro.
12 Quem ferir alguém, que morra, ele também certamente morrerá;
INTERAÇÃO
Os capítulos 20.22 - 23.33 do livro do Êxodo versam sobre leis que regeram as esferas civis e litúrgicas na história judaica, isto é, elas legislavam tanto a vida da sociedade israelita quanto o sistema de culto ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, "essas leis, que eram principalmente civis em sua natureza, tinha a ver somente com Israel, sua religião e as condições e circunstâncias prevalecentes naquele período". Entretanto, "os princípios existentes nessas leis - tais como o respeito à vida, apego à justiça e à equidade - são eternamente válidos" (p.150). Precisamos interpretar a Palavra de Deus de maneira equilibrada, não confundido e aplicando a literalidade da Lei de uma nação à Igreja.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
* Estudar o processo de promulgação das leis de caráter civil e religioso.
* Analisar as leis acerca dos crimes das propriedades em Israel.
* Compreender o caráter social das leis promulgada por Moisés.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Caro professor, reproduza o esquema elaborado abaixo tirando cópias ou usando a lousa. Use este recurso para concluir a lição desta semana, de modo que os seus alunos recapitulem as leis apresentadas no texto bíblico. Não se esqueça de explicar-lhes sobre o cuidado de compreenderem a particularidade dessas leis civis e religiosas para a nação de Israel e os princípios eternos que podem e devem influenciar a Igreja de Cristo.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Deus entregou a Israel o Decálogo e algumas leis civis que regeriam aquela nação. O Decálogo pode ser considerado, em nossos dias, à nossa legislação constitucional, civil e penal. Tanto no seu caminhar no deserto, como depois já em Canaã, o povo de Israel viveu rodeado de povos ímpios, incrédulos, idólatras, perversos, enfim, grandes pecadores contra o Senhor e contra o próximo. Como nação, o povo precisava de leis que os orientasse e os levasse a uma convivência ideal.
Na lição de hoje, estudaremos algumas destas leis e a sua aplicação, tendo como referencial no Novo Testamento passagens como Mateus 5 a 7 e Romanos 12 e 13.
I. MOISÉS, O MEDIADOR DAS LEIS DIVINAS
1. O mediador (Êx 20.19-22). Deus falou diretamente com o seu povo. Todavia, eles temeram e não quiseram ouvir a voz do Todo-Poderoso diretamente. Então, os israelitas disseram a Moisés: "Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos." Diante do Senhor o povo reconhecia as suas iniquidades e fragilidades.
Moisés foi o mediador entre o povo e Deus. Hoje, Jesus é o nosso mediador. Sem Cristo não podemos nos aproximar de Deus nem ouvir a sua voz (1 Tm 2.5).
2. Leis concernentes à escravidão (Êx 21.1-7). As leis civis foram dadas a Israel tendo em vista o meio e a condição social em que viviam. O Senhor nunca acolheu a escravidão, mas, já que ela fazia parte do contexto social em que Israel vivia, era preciso regulamentar esta triste condição social. Deus ordenou que o tempo em que a pessoa estaria na condição de escravo seria de seis anos (Êx 21.2). Segundo o Comentário Bíblico Beacon, "a lei não exigia que houvesse escravidão, mas visto que existia, estas leis regulamentares regiam a manutenção das relações certas". O Senhor sabia da existência da escravidão, porém, Ele nunca aprovou esta condição.
3. Ricos e pobres (Dt 15.4-11; Jo 12.8). Deus sustentou o seu povo durante sua caminhada no deserto. Agora, quando entrassem na terra, deveriam trabalhar, e haveria entre os israelitas ricos e pobres. O contexto era outro. Em geral, a pobreza era resultado de catástrofes naturais, problemas com as colheitas, guerras e rebeldia do povo em obedecer aos mandamentos divinos. Deus sempre quer o melhor para o ser humano, que Ele criou e abençoou (Gn 1.27,28). Isso abrange os pobres: "Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas" (Is 1.17).
Uma parte do ministério de vários profetas que Deus levantou no Antigo Testamento era denunciar e advertir os israelitas contra a injustiça social e trabalho mal renumerado e opressão dos ricos e poderosos.
SINOPSE DO TÓPICO (1) Assim como Moisés fez a mediação entre Deus e Israel, Cristo é o único mediador entre Deus e os homens.
II. LEIS ACERCA DE CRIMES
1. Brigas, conflitos, lutas pessoais (Êx 21.18,19). Deus criou o homem, logo, Ele conhece bem a sua natureza. Para orientar o povo em casos de agressões e brigas, o Senhor determinou leis específicas. Na Nova Aliança, aqueles que já experimentaram o novo nascimento, pelo Espírito Santo (Jo 3.3), não devem se envolver em brigas, disputas e contendas, pois a Palavra de Deus nos adverte: "E ao servo do Senhor não convém contender" (2 Tm 2.24). Na igreja de Corinto faltava comunhão fraterna e em seu lugar havia disputas e contendas. Paulo denunciou e criticou duramente os coríntios por esta falta (1 Co 6.1-11).
2. Crimes capitais. Deus já havia ordenado no Decálogo: "Não matarás" (Êx 20.13). Na expressão "não matarás", o verbo hebraico exprime a ideia de matar dolosamente, perfidamente, por traição.
Na Antiga Aliança, o sistema jurídico era bem intolerante com os transgressores: "olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé". Todavia, havia casos onde a morte era, na verdade, uma fatalidade. Pouco depois, Deus, em sua misericórdia e bondade, estabeleceu as "cidades de refúgio", para socorrer aqueles que cometessem homicídio involuntário, ou seja, morte acidental (Nm 35.9-11). As cidades de refúgio apontavam para Jesus Cristo, nosso abrigo e socorro. Elas também serviam para evitar que as pessoas fizessem vingança com as próprias mãos.
3. Uma terra pura. Deus libertou seu povo da escravidão e os estava conduzindo para uma nova terra. As leis serviriam para ensinar, advertir e impedir que o povo Israel profanasse Canaã (Nm 35.33,34).
SINOPSE DO TÓPICO (2) As leis acerca de crimes versavam sobre as brigas, conflitos, lutas pessoais e crimes capitais.
III. - LEIS CONCERNENTES À PROPRIEDADE
1. O roubo (Êx 22.1-15). A ovelha e o boi são citados porque os israelitas eram um povo pastoril, rural. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, "tais leis visavam proteger a nação e organizá-la e voltar sua atenção para Deus". O Senhor havia retirado os israelitas do Egito, porém, o "Egito" não saiu da vida de muitos deles. Por isso eram necessárias leis rígidas quanto ao direito do próximo e a propriedade privada, sabendo-se que toda a terra é do Senhor; nós somos apenas inquilinos nela (Dt 10.14).
2. Profanação do solo e o fogo (Êx 21.33,34; 22.6). Naquelas terras e naqueles tempos era comum os habitantes perfurarem ou escavarem o solo em busca de água para o povo e os animais e as lavouras. Quem fizesse tal abertura no solo era também responsável pela sua proteção para a prevenção de acidentes. Segundo o Comentário Bíblico Beacon, "estas normas ensinavam o cuidado e promoviam o respeito pelos direitos de propriedade dos outros". Atualmente muitas reservas ecológicas são queimadas e espécies em extinção eliminadas pela ação inconsequente, criminosa e irresponsável daqueles que se utilizam dos recursos naturais de forma indevida.
SINOPSE DO TÓPICO (3) As leis concernentes ao direito de propriedade garantiam o direito do próximo à terra. Todavia, a terra é do Senhor e os seres humanos são apenas os seus mordomos.
CONCLUSÃO
As leis abordadas nesta lição foram entregues a Israel, porém, aprendemos com os conceitos destas leis a respeitar a vida e os direitos do próximo. Quando os direitos do próximo não são respeitados, a convivência em sociedade se torna um verdadeiro caos.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Exegético
"Uma das formas mais frequentes de servidão na Mesopotâmia daqueles dias era a escravidão por dívidas. O art. 117 do Código de Hamurabi, na primeira fase da prótese, afirma que se um awilum [o homem livre o seu proprietário] foi acometido de dívidas e tornou-se inadimplente e vendeu ou entregou em serviço pela dívida a sua esposa, seu filho ou a sua filha, o prazo máximo de trabalho seria de três anos [...].
Entre os judeus o escravo era considerado uma mercadoria de altíssimo valor. Caso um deles fosse ferido por um boi, receberia como indenização o valor de trinta ciclos de prata (Êx 21.32). O legislador hebreu procura, se não impedir, atenuar a violência contra os escravos, determinando que se um proprietário de escravo maltratasse o seu servo e este viesse a sofrer algum dano físico, o amo do agredido deveria alforriá-lo. Eventualmente, se o escravo morresse em decorrência da agressão sofrida, o senhor intolerante deveria ser castigado (Êx 21.20,26,27) (BENTHO, Esdras Costa. A Família no Antigo Testamento: História e Sociologia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.174-75).
VOCABULÁRIO
Dolosamente: Que atua com dolo e engano, intencionalmente.
Prótese: Acréscimo de um elemento fonético (sílaba ou som) no início de um vocábulo, sem alteração do significado (p.ex. abagunçar, de bagunçar).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2009.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 57, p.41.
EXERCÍCIOS
1. Quem foi o mediador entre os israelitas e Deus?
R. Moisés.
2. De acordo com a lição, a pobreza em Israel era decorrente de quê?
R. Em geral, a pobreza era resultado de catástrofes naturais, problemas com as colheitas, guerras e rebeldia do povo em obedecer aos mandamentos divinos.
3. Qual a advertência da Palavra de Deus em o Novo Testamento quanto às contendas e disputas?
R. "E ao servo do Senhor não convém contender" (2 Tm 2.24).
4. Como era o sistema jurídico na Antiga Aliança com respeito aos transgressores?
R. O sistema jurídico era bem intolerante com os transgressores: "olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé".
5. Qual era o objetivo das leis concernentes à propriedade?
R. Proteger a nação e organizá-la e voltar a sua atenção para Deus.
Carnaval: A festa da promiscuidade!
*Por: Angela Dutra
Considerada uma das maiores e mais populares festas do mundo, o carnaval também é sem hesitação, uma festa onde tudo pode acontecer. Tem até ditado popular que “o Brasil só começa depois do carnaval”. Porém, quantas tragédias ocorrem nesses dias, pelo simples motivo de que tudo o que é proibido cotidianamente torna-se permissivo. A liberação de todos os instintos resulta nas grandes oportunidades para o pecado e a depravação moral nas avenidas, na televisão e na internet.
A festa que tem o poder de arrebatar multidões com a desculpa de alegrar as pessoas traz consigo as mais dolorosas consequências, se levados em conta a quantidade de bebidas alcoólicas consumidas, o uso de drogas lícitas e ilícitas, a exacerbação da sensualidade e muita violência.
Vidas são ceifadas, famílias são destruídas, a dignidade e os valores morais são deixados para trás, tudo em nome do extravasar. Ambientes verdadeiramente propícios à fornicação e ao adultério, suicídios, desastres, confusão e orgias. A frase do poeta Chileno Pablo Neruda sugere: ”Somos livres para fazer nossas escolhas, porém seremos reféns das consequências”.
O texto de Gálatas 6.7 explica com claras palavras: ”Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Neste caso, não precisamos ir longe, basta analisarmos. Deus estabeleceu a “lei da semeadura e da colheita”, a chamada teoria da ação e reação.
Estudos revelam que em países onde o carnaval é celebrado, a proliferação de doenças venéreas é uma triste realidade e sejamos francos, nove meses depois a população de fato está maior, por conta da gravidez indesejada na libertinagem do sexo. Fatalmente muitas dessas crianças serão deixadas nas lixeiras e nas calçadas da vida, à mercê da sorte, violentamente abandonadas pelos pais, que num ato irresponsável deram lugar ao prazer e à satisfação momentânea na festa que tem sua origem no paganismo.
Outro fator que não podemos nos esquecer, diz respeito às verbas governamentais gastas sem o mínimo pudor por aqueles que nos representam. Dinheiro este que se aplicado na saúde pública, no financiamento de ações solidárias, na construção de escolas, creches, casas populares e no combate da miséria e da criminalidade, com certeza evitaria muitas desgraças que estamos vendo por aí.
Enquanto o governo apoia e financia suntuosas campanhas publicitárias que afirmam que os jovens podem fazer sexo à vontade, mas não devem se esquecer do uso da camisinha, uma outra verdade é oculta sobre a quantidade de dinheiro que é dedicado aos abortos realizados no pós-carnaval.
Na Bíblia, não encontramos nenhum texto que ampara a libertinagem carnavalesca; pelo contrário. Veja:”Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus". (Leia Gálatas 5.19 a 21).
Precisamos pensar: Se uma festa pára o país durante quatro dias, comprometendo a produtividade, causando um enorme prejuízo ao Estado e a nação,ainda tem o poder de incentivar a imoralidade e o turismo sexual expondo crianças, adolescentes e jovens de todas as idades ao mundo da prostituição numa onda escancarada de promiscuidade, onde a figura da mulher vira instrumento de prazer descartável durante a folia, e ainda muitas escolas de samba são utilizadas como disfarce para lavagem de dinheiro do mundo do tráfico de drogas e outras vias da corrupção, será que o carnaval deixa algum saldo positivo para a nossa sociedade?
Não se deixem enganar:Prazer é a satisfação do corpo; alegria é a satisfação da alma.Sendo assim, não dá para ser verdadeiramente feliz nesta festa desfavorável para quem, de fato, quer se divertir.
Fica aqui um alerta: Deus destruiu Sodoma e Gomorra, por causa de tanto pecado e imoralidade, lembra-se? Chegará o dia em que o carnaval não mais existirá.As máscaras carnavalescas cairão.O rei momo será desmascarado e condenado, e o Rei Jesus reinará para sempre!Pense nisso.
Tenha uma semana de boas escolhas e grandes conquistas!
Angela Dutra - Jornalista, Cantora e Educadora Cristã
angeladutrajor@hotmail.com
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