segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Lição 9 - Não Adulterarás


Lição 9
1º de Março  de 2015
Não Adulterarás


TEXTO ÁUREO
"Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela." (Mt 5.28)

VERDADE PRÁTICA
O sétimo mandamento diz respeito à pureza sexual e à proteção da sagrada instituição da família, assim como o mandamento anterior fala sobre a proteção à vida.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 2.21-24 O casamento foi instituído por Deus antes da queda no Éden
Terça - Pv 6.32,33 O adultério destrói a reputação e deixa cicatrizes indeléveis
Quarta - Jr 29.20-23 O adultério é uma prática insana com consequências funestas
Quinta - Ml 2.14 Deus exige fidelidade entre marido e mulher
Sexta - Mt 19.4-6 O plano divino desde o princípio era monogâmico
Sábado - Mc 10.11,12 No NT, adultério é qualquer relação sexual extraconjugal

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 20.14; Deuteronômio 22.22-30

Êxodo 20.14
14 Não adulterarás.

Deuteronômio 22.22-30
22 Quando um homem for achado deitado com mulher casada com marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, tirarás o mal de Israel.
23 Quando houver moça virgem, desposada com algum homem, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela,
24 então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis com pedras, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim, tirarás o mal do meio de ti.
25 E, se algum homem, no campo, achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então, morrerá só o homem que se deitou com ela;
26 porém à moça não farás nada; a moça não tem culpa de morte; porque, como o homem que se levanta contra o seu próximo e lhe tira a vida, assim é este negócio.
27 Pois a achou no campo; a moça desposada gritou, e não houve quem a livrasse.
28 Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados,
29 então, o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e, porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias.
 30 Nenhum homem tomará a mulher de seu pai, nem descobrirá a ourela de seu pai.

OBJETIVO GERAL
Apresentar o sétimo mandamento, ressaltando o intento de Deus em favor da família.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico.
Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

1- Tratar a abrangência e o objetivo do sétimo mandamento.
2- Mostrar o real significado da infidelidade.
3- Relacionar alguns pecados sexuais segundo a lei divina.
4- Analisar o ensino de Jesus acerca do sétimo mandamento.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Infelizmente, vivemos em uma sociedade em que muitos já começam a ver a infidelidade conjugal como uma prática normal.  Contudo, segundo a Palavra de Deus, o adultério é e continuará sendo pecado. Encontramos tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, sérias advertências contra a infidelidade conjugal (Êx 20.14; Dt 5.18; Rm 13.9; Gl 5.19). A princípio, a quebra do sétimo mandamento pode parecer doce e até prazerosa, mas o seu fim é amargoso como o absinto (Pv 5.4).  Com a infidelidade vem a disfunção familiar. A disfunção é perigosa, é destrutiva para toda a família, para a igreja do Senhor e para a sociedade de um modo geral.


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
O sétimo mandamento condena o adultério e a impureza sexual com o objetivo de proteger a família. A Bíblia não condena o sexo; a santidade dele é inquestionável dentro do padrão divino, mas sua prática ilícita tem sido um dos maiores problemas do ser humano ao longo dos séculos. O sétimo mandamento é tratado de uma maneira na lei, e de outra na graça. Um olhar no episódio da mulher adúltera (Jo 8.1-11) mostra que tal preceito foi resgatado pela graça e adaptado a ela, e não à lei.

I. O SÉTIMO MANDAMENTO

1. Abrangência. Trata de um tema muito abrangente, que envolve sexo e casamento num contexto social contaminado pelo pecado. O mandamento consiste em uma proibição absoluta, sem concessão, expressa de maneira simples em duas palavras: "não adulterarás" (Êx 20.14; Dt 5.18). Sua regulamentação para os israelitas pode ser encontrada nos livros de Levítico e Deuteronômio, que dispõem contra os pecados sexuais, a prostituição e toda forma de violência sexual com suas respectivas sanções.
2. Objetivo. O Decálogo segue uma lógica. Primeiro aparece a proteção da vida, em seguida vem a família e depois os bens e a honra. O mandamento "não adulterarás" veio para proteger o lar e dessa forma estabelecer uma sociedade moral e espiritualmente sadia. A proibição aqui é contra toda e qualquer imoralidade sexual, expressa de maneira genérica, mas especificada em diversos dispositivos na lei de Moisés.
3. Contexto. A lei foi promulgada numa sociedade patriarcal que permitia a poligamia*. Nesse contexto social, o adultério na lei de Moisés consistia no fato de um homem se deitar com uma mulher casada com outro homem, independentemente de ser ele casado ou solteiro. Os infratores da lei deviam ser mortos, tanto o homem quanto a mulher (Dt 22.22; Lv 20.10).
PONTO CENTRAL
O adultério e a impureza sexual maculam a família.

SÍNTESE DO TÓPICO I
O sétimo mandamento tem como objetivo proteger a família, estabelecendo uma sociedade moral e espiritualmente sadia.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Não matarás (20.13). 'Assassinar' é mais precioso aqui do que 'matar'. A palavra hebraica rasah  é a única sem paralelo em outras sociedades do segundo milênio a.C.Ela identifica 'morte de pessoas'; e inclui assassinatos premeditados executados com hostil intenção e mortes acidentais ou homicídios culposos. Dentro da comunidade da aliança, precisava-se tomar um grande cuidado para que ninguém perdesse a vida, mesmo por acidente. O termo rasah não é aplicado em mortes na guerra ou em execuções judiciais" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse Capítulo por Capítulo. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 64).

II. INFIDELIDADE

1. Adultério. É traição e falsidade. É a quebra de uma aliança assumida pelo casal diante de Deus e da sociedade, uma infidelidade que destrói a harmonia no lar e desestabiliza a família. A tradição judaico-cristã leva o assunto a sério e considera o adultério um pecado grave. Trata-se de uma loucura que compromete a honra e a reputação de qualquer pessoa, independentemente de sua confissão religiosa ou status social (Jr 29.23; Pv 6.32,33).
2. Sexo antes do casamento. Esta prática está muito em voga na sociedade moderna, mas nunca teve a aprovação divina, e por isso os jovens devem evitar essas coisas (Sl 119.9). Em Israel, os envolvidos em tal prática, desde que a mulher não fosse casada ou comprometida, não eram condenados à morte. A pena era menos rigorosa, mas o homem tinha de se casar com a moça, pagar uma indenização por danos morais ao pai da jovem e nunca mais se divorciar dela (Dt 22.28,29). Hoje, esse tipo de pecado requer aplicação de disciplina da Igreja, mas nem sempre o casamento deles é a solução.
3. Fornicação. A "moça virgem, desposada com algum homem" (Dt 22.23) diz respeito, no contexto atual, à noiva que ainda não se casou, mas está comprometida em casamento. Trata-se do pecado sexual de fornicação praticado com consentimento mútuo. A pena da lei é a morte por apedrejamento, como no caso de envolvimento com uma mulher casada (Dt 22.24). A razão desta pena vai além do simples ato, pois se trata da quebra de fidelidade, "porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim, tirarás o mal do meio de ti" (Dt 22.24b).
SÍNTESE DO TÓPICO II
A infidelidade conjugal quebra a aliança assumida pelo casal diante de Deus e dos homens.

CONHEÇA MAIS

*Poligamia
"A poligamia  não era comum nos tempos bíblicos, embora fosse permitido o casamento com mais de uma mulher ao mesmo tempo, como quando Jacó casou-se com Lia e Raquel. [...] O marido tinha de ser muito rico para ter mais de uma esposa. Portanto, a realeza é que tendia a ter várias esposas [...] " Leia mais em Novo Manual dos Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, CPAD, pp.63-64

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Geralmente o adultério era perdoado nas culturas pagãs, particularmente quanto à parte do homem que, embora fosse casado, não era acusado de adultério a não ser que coabitasse com a esposa de outro homem ou com uma virgem que estivesse noiva. O adultério é estritamente proibido tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento (Rm 13.9; Gl 5.19).
Na Bíblia, o termo adultério é muitas vezes utilizado como uma metáfora para representar a idolatria ou apostasia da nação e do povo comprometido com Deus. Exemplos disso podem ser encontrados em Jeremias 3.8,9; Ezequiel 23.26,43; Oseias 2.2-13)" (PFEIFFER, Charles F. (Ed). Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 35).

III. OUTROS PECADOS SEXUAIS

1. Estupro. A lei contrasta a cidade com o campo para deixar clara a diferença entre estupro e ato sexual consentido. Os versículos 25-27 tratam do caso de violência sexual, pois no campo a probabilidade de socorro era praticamente nula, e a moça era forçada a praticar o ato (22.25). Neste caso, somente o estuprador era morto, acusado de crime sexual, mas a moça era inocentada (Dt 22.26,27).
2. Incesto. A lei estabelece a lista de parentesco em que deve e não deve haver casamento, para evitar a endogamia e o incesto (Lv 18.6-18). Mais adiante, a lei prescreve as penas de cada grupo desses pecados (Lv 20.10-23). "Nenhum homem tomará a mulher de seu pai" (Dt 22.30). A lei dispõe contra a prática sexual execrável de abusar da madrasta. É o pecado que desonra o pai, invade e macula o seu leito. Quem pratica tal abominação está sob a maldição divina (Dt 27.20). Na lei, o assunto pertence ao campo jurídico e a condenação prevista é a morte (Lv 20.11). Entretanto, estamos debaixo da  graça, e por essa razão o tema é levado à esfera espiritual, cuja sanção se restringe à perda da comunhão da Igreja (1 Co 5.1-5). A sábia decisão apostólica é a base para o princípio disciplinar que as igrejas aplicam hoje.
3. Bestialidade. É uma aberração sexual, tanto masculina como feminina, contra a qual a lei dispõe tendo como sanção a pena de morte, seja para o homem, seja para a mulher e também para o animal, que devia ser morto (Lv 20.15,16). Bestialidade e homossexualismo desonram a Deus e eram práticas cananeias, razão pela qual os cananeus foram vomitados da terra (Lv 18.23-28).
SÍNTESE DO TÓPICO III
Deus abomina o estupro, o incesto e a bestialidade.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Incesto - O crime de coabitação ou  relacionamento sexual com familiares ou parentes, que é proibido na lei de Moisés (Lv 18. 1-18). A lista apresentada por Moisés é precedida por uma advertência de que Israel não deveria entregar-se aos pecados dos egípcios a quem eles haviam acabado de deixar , ou dos cananeus para cuja terra Deus os estava trazendo. A lista dos relacionamentos proibidos inclui: mãe, madrasta, irmã ou meia-irmã, neta, filha de uma madrasta, uma tia de ambos os lados, a esposa de um tio por parte de pai, nora, cunhada, uma mulher e sua filha, ou neta, a irmã de uma esposa viva. Uma filha e uma irmã por parte de pai e mãe não são mencionados especificamente , uma vez que já são classificadas como 'parenta da sua carne' (v.6)" (PFEIFFER, Charles F. (Ed). Dicionário Bíblico Wycliffe. 7 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 966).

IV. O ENSINO DE JESUS

1. O sétimo mandamento nos Evangelhos. O Senhor Jesus reiterou o que Deus disse no princípio da criação sobre o casamento, que se trata de uma instituição divina, uma união estabelecida pelo próprio Deus (Mt 19.4-6). Ele também se referiu ao tema do sétimo mandamento de maneira direta e indireta. Direta ao fazer uso das palavras "não adulterarás" ou "não cometerás adultério" no Sermão do Monte (Mt 5.27), na questão do moço rico (Mt 19.18) e nas passagens paralelas (Mc 10.19; Lc 18.20). Indireta quando fala acerca do divórcio, tema pertinente ao sétimo mandamento (Mt 19.9; Mc 10.11,12).
2. O problema dos escribas e fariseus. Mais uma vez Ele corrige o pensamento equivocado das autoridades religiosas de Israel. Os escribas e fariseus haviam reduzido o sétimo mandamento ao próprio ato físico, pois desconheciam o espírito da lei, apegavam-se à letra dela (2 Co 3.6). Assim, como é possível cometer assassinato com a cólera ou palavras insultuosas, sem o ato físico (Mt 5.21, 22), da mesma forma é possível também cometer adultério só no pensamento (Mt 5.27,28).
3. A concupiscência. Há diferença entre olhar e cobiçar. O pecado é o olhar concupiscente. O sexo é santo aos olhos de Deus, desde que dentro do casamento, nunca fora dele. O livro de Cantares de Salomão mostra que o sexo não é apenas para procriação, mas para o prazer e a felicidade dos seres humanos. Jesus não está questionando o sexo, mas combatendo a impureza sexual e o sexo ilícito, a prostituição. O Senhor Jesus disse que os adultérios procedem do coração humano (Mt 15.19).
SÍNTESE DO TÓPICO IV
O Senhor Jesus reiterou o princípio do sétimo mandamento.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"O Senhor Jesus estendeu a culpa pelo adultério da mesma forma como fez para outros mandamentos, incluindo o propósito ou o desejo de cometê-lo ao próprio ato em si (Mt 5.28). Tecnicamente, o adultério se distingue da fornicação, que é a relação sexual entre pessoas que não são casadas. Entretanto, a palavra grega porneia, uniformemente traduzida como 'fornicação', inclui toda lascívia e irregularidade sexual) " (PFEIFFER, Charles F (Ed). Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 35).

CONCLUSÃO
Cremos que Deus sabe o que é certo e o que é errado para a vida humana. A Bíblia é o manual divino do fabricante e é loucura querer ir contra Ele. A sanção contra os que violarem o sétimo mandamento, na fé cristã, não vai além da disciplina da Igreja e, em alguns casos, do caos na família. Mas o julgamento divino é tão certo quanto a sucessão dos dias e das noites, e a única salvação é Jesus (At 16.31; 17.31).

PARA REFLETIR

Sobre o sétimo mandamento:

O adultério destrói a família. Por quê?
Sim. Ele destrói a família porque quebra a aliança assumida pelo casal diante de Deus e da sociedade. A infidelidade destrói a harmonia no lar e desestabiliza a família.

O adultério refere-se apenas ao envolvimento sexual de pessoas casadas?
Não.  Refere-se também ao relacionamento sexual entre uma pessoa solteira e uma casada.

Por que o adultério é destrutivo para a família?
Porque é uma loucura que compromete a honra e a reputação do casal.

Por que o casamento é uma instituição divina? 
Porque foi planejado e criado pelo Senhor.

Qual o limite entre o "simples olhar" e o "olhar malicioso"?
O olhar malicioso é o que cobiça com o desejo de possuir o outro.

VOCABULÁRIO
Endogamia - Estado de endógamo, isto é, aquele que só se casa com membros da sua classe ou tribo.

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 61, p.40.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA


A Família Cristã e os Ataques do Inimigo
Manter a família com princípios e valores cristãos é um desafio na pós-modernidade. Para obter sucesso, não só é preciso conhecer o que a Bíblia diz, mas também colocar seus ensinamentos em prática. Desse modo, as contaminações do mundo sobre a família podem ser identificadas e refutadas.

Sábios Conselhos para  um Viver Vitorioso
Um estudo sistematizado
sobre os livros de Provérbios de Salomão e Eclesiastes. Esta obra tem um capítulo que trata a respeito da infidelidade conjugal. Deus tem um plano para o matrimônio cristão e sua Palavra é poderosa para orientar os casais.

Integridade Moral e Espiritual 
Sem dúvida, o livro de Daniel revela fatos e acontecimentos os quais se evidenciam na atualidade. Na verdade, nenhum outro livro profético se ajusta tão perfeitamente às evidências atuais como o livro de Daniel. Nele, vemos a integridade espiritual e moral de um servo de Deus.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Lição 8 - Não Matarás


Lição 8
22 de Fevereiro de 2015
Não Matarás


TEXTO ÁUREO
"De palavras de falsidade te afastarás e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio." (Êx 23.7)

VERDADE PRÁTICA
O direito à vida é um bem pessoal e inalienável; sua preservação e proteção devem ser parte da responsabilidade do homem cristão

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 9.5,6 A vida deve ser protegida porque o homem é a imagem de Deus
Terça - Dt 19.4 Pena para o homicídio culposo, quando não há intenção de matar
Quarta - Dt 27.24,25 Pena para o homicídio doloso, quando há intenção de matar
Quinta - 1 Sm 2.6 Somente Deus, o Doador da vida, tem o direito de tirá-la
Sexta - Mt 5.21,22 O Senhor Jesus condenou o assassinato e o ódio
Sábado - Jo 10.10 O Senhor Jesus veio para que todos tenham vida

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 20.13; Números 35.16-25

Êxodo 20.13;
13 Não matarás.

 Números 35.16-25
 16 Estes foram os chamados da congregação, os príncipes das tribos de seus pais, os cabeças dos milhares de Israel.
17 Então, tomaram Moisés e Arão a estes homens, que foram declarados pelos seus nomes,
18 e ajuntaram toda a congregação no primeiro dia do segundo mês, e declararam a sua descendência segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, cabeça por cabeça;
19 como o SENHOR ordenara a Moisés, assim os contou no deserto do Sinai.
20 Foram, pois, os filhos de Rúben, o primogênito de Israel, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes, cabeça por cabeça, todo varão de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,
21 foram contados deles, da tribo de Rúben, quarenta e seis mil e quinhentos.
22 Dos filhos de Simeão, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, os seus contados, pelo número dos nomes, cabeça por cabeça, todo varão de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,
23 foram contados deles, da tribo de Simeão, cinqüenta e nove mil e trezentos.
24 Dos filhos de Gade, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, pelo número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,
25 foram contados deles, da tribo de Gade, quarenta e cinco mil e seiscentos e cinqüenta.

OBJETIVO GERAL
Apresentar o sexto mandamento, ressaltando o propósito de Deus pela proteção da vida.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Ao lado, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico.
Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

1- Tratar a abrangência e o objetivo do sexto mandamento.
2- Ressaltar a importância da vida para Deus.
3- Apresentar o significado jurídico do homicídio.
4- Descrever a punição do homicida.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Vivemos em uma sociedade marcada pela violência; por isso, esta é uma oportunidade ímpar para tratar a respeito do sexto mandamento - não matarás. Para muitos que não conhecem a Deus e a sua Palavra, a vida humana parece ter perdido o seu valor. Todos os dias milhares de pessoas matam e morrem por coisas triviais. A vida é um dom de Deus e, ao cometer um homicídio, além de estar infringindo a lei dos homens, a pessoa está indo contra o próprio autor e galardoador da vida, Deus.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
O sexto mandamento manifesta o propósito de Deus pela proteção da vida. Sua vontade é que os seres humanos façam o mesmo. O tema é abrangente e complexo, razão pela qual deve ser estudado com diligência. A lei diz "não matarás". Isso não contraria a guerra, a pena capital e o próprio pensamento cristão? Mas o assunto não se encerra por aí. Esse é o tema do presente estudo.

I. O SEXTO MANDAMENTO

1. Abrangência. Este é o primeiro mandamento que consiste em uma proibição absoluta, sem concessão, expressa de maneira simples com duas palavras: "Não matarás" (Êx 20.13; Dt 5.17). A legislação mosaica dispõe sobre o tema ao longo do Pentateuco, cuja abrangência fala contra a violência, o assassinato premeditado e o não premeditado. Temas como guerra, pena capital, suicídio, aborto e eutanásia são pertinentes ao sexto mandamento.
2. Objetivo. O sexto mandamento reflete o ensino geral do Antigo Testamento sobre o respeito à santidade da vida. O Senhor Jesus incluiu aqui o ensino sobre o amor (Mt 5.21,22). No novo concerto Ele inclui "pensamentos e palavras, ira e insultos". O Novo Testamento considera homicida quem aborrece a seu irmão (1 Jo 3.15). O objetivo deste mandamento é religioso e social, com o propósito de proteger a vida e trazer a paz entre os seres humanos (Mt 5.44; Rm 12.18).
3. Contexto. "Não matarás" já era um mandamento antigo, mas agora é introduzido de uma forma nova. O respeito à vida era conhecido na Antiguidade pelos mesopotâmios, egípcios e gregos, entre outros. O Código de Hamurabi (1750 a.C.), rei da Babilônia, é um exemplo clássico, contudo não se revestia de autoridade divina. Essa é a primeira distinção entre os códigos antigos e a revelação do Sinai. A outra é que Deus pôs sua lei no coração e na consciência dos demais povos (Rm 1.19; 2.14,15).
PONTO CENTRAL
A vida é um dom de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la.

SÍNTESE DO TÓPICO I
Deus criou e deseja preservar a vida humana.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Não matarás (20.13). 'Assassinar' é mais precioso aqui do que 'matar'. A palavra hebraica rasah  é a única sem paralelo em outras sociedades do segundo milênio a.C.Ela identifica 'morte de pessoas'; e inclui assassinatos premeditados executados com hostil intenção e mortes acidentais ou homicídios culposos. Dentro da comunidade da aliança, precisava-se tomar um grande cuidado para que ninguém perdesse a vida, mesmo por acidente. O termo rasah não é aplicado em mortes na guerra ou em execuções judiciais" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse Capítulo por Capítulo. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 64).

II. IMPORTÂNCIA
1. Da vida. A vida é um dom de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la (Gn 9.6). Somente Deus, que criou o homem à sua imagem, tem o direito de pôr fim à vida humana (Gn 1.26,27; Dt 32.39). Três grandes personagens da Bíblia pediram a morte e não foram atendidas: Moisés, Elias e Jonas (Nm 11.15; 1 Rs 19.4; Jn 4.3). Tudo isso nos mostra que a vida pertence a Deus, e não a nós mesmos. Deus sabe a hora em que a vida humana deve cessar,  Ele é o soberano de toda a existência.
2. Não matar. A proibição do sexto mandamento é não assassinar. O verbo hebraico ratsach, "matar, assassinar, destruir", aparece 47 vezes no Antigo Testamento, em sua maior parte nos textos legais. A primeira ocorrência é nos Dez Mandamentos (Êx 20.13). A tradução mais precisa das palavras lo e tirtsach seria: "não assassinarás", ou "não cometerás assassinato", pois "não matarás" é uma expressão genérica. O dispositivo mosaico proíbe o homicídio premeditado, o assassinato violento de um inimigo pessoal (Êx 21.12; Lv 24.17). O termo refere-se também a homicídio culposo, aquele em que não há intenção de matar (Dt 4.42; Js 20.3).
3. Etimologia. São raros os termos correspondentes ao verbo ratsach nas línguas cognatas; só no norte da Arábia foi encontrado o verbo radaha, "quebrar em pedaços, estilhaçar". O termo ratsach não é usado na guerra nem na administração da justiça e não aparece no contexto judicial e militar. Parece haver uma única ocorrência em que ele é aplicado à pena de morte (Nm 35.30), mas estudos mostram que originalmente a ideia do verbo era de vingança de sangue.

SÍNTESE DO TÓPICO II
É Deus quem dá ao homem o fôlego de vida e somente Ele tem o direito legal de pôr fim à vida.

III. PROCEDIMENTO JURÍDICO

1. Significado do homicídio. O homicídio é o maior crime que um ser humano pode cometer. A proibição do assassinato, apesar de constar dos códigos de leis anteriores ao sistema mosaico, já havia sido estabelecido pelo próprio Criador desde o limiar da raça humana: "Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem" (Gn 9.6). É contra Deus que o homicida está desferindo seu golpe ao tirar a vida de alguém, pois a imagem é a representação de uma pessoa ou coisa.
2. Homicídio doloso (Nm 35.16-21). Aqui são dadas instruções específicas acerca do procedimento jurídico sobre o homicídio doloso. Se alguém ferir de morte seu próximo, "com instrumento de ferro" (v. 16), "com pedra à mão" (v. 17) ou ainda "com instrumento de madeira" (v.17), ou por qualquer outra forma (vv.20,21), e a pessoa golpeada morrer, o autor da ação é considerado homicida. O substantivo "homicida", rotseach, vem do verbo ratsach e aparece repetidas vezes aqui. Trata-se de homicídio doloso.
3. Homicídio culposo (Nm 35.22-25). Era o crime involuntário e acidental, razão pela qual o autor não devia morrer, e a lei estabeleceu o procedimento a ser seguido para livrar o réu da pena de morte. Ele precisava se refugiar numa das cidades de refúgio até provar que o homicídio fora acidental (Dt 19.4-6). A outra maneira de escapar das mãos do vingador do sangue era agarrar-se nas pontas do altar (Êx 21.12-14; 1 Rs 1.50, 51). Esses dois recursos equivalem ao habeas corpus concedido atualmente.

SÍNTESE DO TÓPICO III
Ao tirar a vida de alguém, o homicida está infringindo a lei dos homens e agindo diretamente contra o próprio autor da vida, Deus


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Cidades de Refúgio - Entre as 48 cidades dadas aos levitas em Israel, seis, por ordem de Deus, foram indicadas como cidades de refúgio, ou asilo, para o 'homicida' (Nm 35.6,7). O próprio Moisés escolheu três delas no lado leste do rio Jordão: Bezer para os rubenitas, Ramote, em Gileade, para os gaditas; Golã, em Basã, para os manassitas (Dt 4.41-43). Mais tarde, na época de Josué, as outras três foram indicadas na parte oeste do Jordão. Elas estavam convenientemente situadas nas regiões  norte, central e sul da terra que habitavam. Seriam construídas e mantidas abertas estradas para essas importantes cidades (Dt 19.3).
Em Hebreus 6.18 está indicado que as cidades de refúgio eram um tipo de Cristo. O apóstolo faz alusão a isso quando fala daqueles que fugiram procurando um refúgio, e também da esperança oferecida a eles. Nós procuramos o refúgio em Cristo, e nEle estamos a salvo do Vingador do sangue divino (Rm 5.9)" (PFEIFFER, Charles F. (Ed). Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp. 417-18).

IV. PUNIÇÃO

1. O sangue de Abel. O termo "sangue" de Abel em "A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra" (Gn 4.10), está no plural, no hebraico, que segundo o Talmude, antiga literatura religiosa dos judeus, significa "sangue de sua descendência" ou seja: "todo aquele que destruir uma vida em Israel a Escritura reputa como se tivesse destruído o mundo inteiro" (Sanedrin 4.5). Tal crime interrompe para sempre a posteridade da vítima. Em Hebreus é dito que o sangue da aspersão, de Cristo, fala melhor do que o sangue de Abel (Hb 12.24). Isso porque o sangue de Jesus clama por misericórdia, mas o de Abel por vingança (Gn 4.10,11).
2. O vingador. A lei dava o direito ao "vingador do sangue" (Nm 35.19,21b), goel, em hebraico, "redentor, remidor, vingador", de matar o assassino onde quer que o encontrasse. Vingar o sangue era, no Oriente Médio, uma questão de honra da família (Êx 21.24; Lv 24.20; Dt 19.21). Era uma grande desonra para a família não vingar o assassinato de um ente querido. Isso é mantido ainda hoje nessa parte do mundo. Porém, o Senhor Jesus mandou substituir a vingança pelo perdão (Mt 5.38,39).  3. Expiação pela vida. O crime de assassinato podia ser expiado por uma das duas maneiras estabelecidas na legislação mosaica. A primeira, no caso de homicídio doloso, em que uma vida é expiada por outra (Nm 35.31), o assassino deve ser morto, ou seja, era "vida por vida" (Êx 21.23). A segunda diz respeito ao homicídio culposo, a busca de proteção em uma das cidades de refúgio. A expiação, nesse caso, é a morte do sacerdote da cidade (Nm 35.25)

SÍNTESE DO TÓPICO IV
Não havia expiação para homicídio doloso; já para o homicídio culposo, havia as cidades de refúgio

CONCLUSÃO
O Senhor Jesus vinculou o sexto mandamento à doutrina do amor ao próximo. Devemos manter nossa posição em favor da paz e da fraternização dizendo "não" à violência em suas diversas modalidades, para a glória de Deus

PARA REFLETIR
Sobre o sexto mandamento:

O homem tem o direito de tirar a vida do outro?
Não. Explique que a vida é um dom de Deus e homem algum tem o direito de tirá-la.

O que você entende por "a santidade da vida"?
Resposta livre, mas deixe claro que a vida é um dom divino e, por isso, santa.

Por que ninguém tem o direito de tirar a vida do outro?
Porque ela é um dom de Deus. Logo, somente Ele tem o direito de dar fim aos dias de uma pessoa.

Deus perdoa quem comente o assassinato?
Se houver arrependimento sincero, Ele perdoa.

Quanto ao "aborto", a posição do crente deve ser contrária. Comente.
Sim. O aborto é o assassinato de uma vida.

VOCABULÁRIO
Homicídio culposo - Quando uma pessoa mata outra, mas sem que tivesse esta intenção.
Homicídio doloso - Quando há intenção de matar

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 61, p.40.
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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Lição 07 - Honrarás Pai e Mãe


15 de  Fevereiro  de 2015

Honrarás Pai e Mãe


TEXTO ÁUREO
"Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor." (Cl 3.20)

VERDADE PRÁTICA
Honrar pai e mãe vai além da simples obediência; implica amar e respeitar de forma elevada, demonstrando espírito de consideração.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 2.24 Deixar pai e mãe não significa abandoná-los
Terça - Êx 21.15-17 A sanção da lei é implacável para quem ferir ou amaldiçoar os pais
Quarta - Pv 1.8 Honrar pai e mãe significa também acatar os seus ensinos e instruções
Quinta - Pv 23.22 É honroso para o filho cuidar dos pais na velhice deles
Sexta - Zc 12.1 Os pais são instrumentos de Deus para nos trazer à existência
Sábado - Mt 15.4 O Senhor Jesus reafirma a origem divina do quinto mandamento


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 20.12; Ef 6.1-3; Marcos 7.10-13

Êxodo 20.12; 
12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.

Ef 6.1-3;
Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa,
para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.

Marcos 7.10-13
10 Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe e: Quem maldisser ou o pai ou a mãe deve ser punido com a morte.
11 Porém vós dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor,
12 nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe,
13 invalidando, assim, a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas.

OBJETIVO GERAL
Estimular um profundo respeito aos pais e às mães, não somente de palavras, mas de obras de amor e carinho.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Ao lado, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico.
Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Mostrar que "honrar pai e mãe" é o primeiro mandamento do Decálogo que se refere ao relacionamento com o próximo.
Destacar que, na família, os pais representam a Deus.
Apontar que, segundo as Escrituras, os filhos devem aos pais o respeito, a atenção e a devida obediência.
Conscientizar os alunos de que os filhos têm responsabilidades econômicas com os pais.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
O quinto mandamento era originalmente uma ponte entre as obrigações do israelita com Deus e as do israelita com seu próximo, e liga os quatro primeiros mandamentos aos cinco seguintes. Oito dos dez mandamentos do Decálogo são proibições e dois são positivos, o quarto e o quinto. Temos aqui o segundo mandamento apresentado em fórmula positiva.


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
O quinto mandamento era originalmente uma ponte entre as obrigações do israelita com Deus e as do israelita com seu próximo, e liga os quatro primeiros mandamentos aos cinco seguintes. Oito dos dez mandamentos do Decálogo são proibições e dois são positivos, o quarto e o quinto. Temos aqui o segundo mandamento apresentado em fórmula positiva.

I. O QUINTO MANDAMENTO
1. Os pais biológicos. O propósito divino aqui é a sustentabilidade da estrutura familiar e a santificação da ordem social. Os pais são representantes de Deus na família; honrá-los e temê-los significa fazer o mesmo em relação a Deus. São eles que geram os filhos e são responsáveis pelo bem-estar deles, pelo seu sustento, alimentação, vestes, saúde e educação. Não existe na vida alguém mais importante para o filho do que o pai e a mãe, pois eles são seus heróis. Esse relacionamento é semelhante ao de Javé com o seu povo Israel (Dt 1.31; Ml 1.6).
2.  Os pais espirituais. A expressão "o teu pai e a tua mãe" se aplica também aos pais espirituais, que devem ser honrados e respeitados pelos filhos na fé. Isso é visto na lei (2 Rs 2.12; 13.14) e na graça (1 Tm 1.2; 2 Tm 1.2; 2.1; Tt 1.4). A figura do governante também se assemelha à dos pais; veja como Débora se considera mãe de Israel (Jz 5.7). Assim, o mandamento abrange as autoridades espirituais e civis, que devemos respeitar.
3. Os pais intelectuais. O respeito e a honra se devem também a quem se destaca pelo conhecimento em qualquer área. Isso é visto no Faraó que constituiu José como primeiro ministro do Egito (Gn 45.8). Isso deve servir como exemplo nas igrejas atuais. Muitos cristãos hoje precisam aprender a lição desse Faraó. Em qualquer lugar em que chegarmos, iremos sempre encontrar alguém melhor do que nós em alguma área, e devemos ter humildade suficiente para reconhecer essa autoridade.
PONTO CENTRAL
Todos os seres humanos devem respeito, obediência e atenção aos seus pais. Esta é a vontade de Deus.

CONHEÇA MAIS
A Constituição do Núcleo Familiar no AT
"A constituição do núcleo familiar a priori foi composta por um homem e uma mulher. Mais tarde, acrescentou-se ao casal os filhos gerados dessa união. A partir do nascimento dos primeiros, a família se tornou o primeiro sistema social no qual o ser humano é inserido." Leia mais em A Família no Antigo Testamento, CPAD, pp.23-36.

SÍNTESE DO TÓPICO I
O quinto mandamento revela a sustentabilidade divina da estrutura familiar e da ordem social.

SUBSÍDIO DE VIDA CRISTÃ
"Os filhos são bênçãos de Deus para os casais a fim de preenchê-los e complementá-los. Os filhos alegram uma casa, trazem plenitude ao casamento e estendem o nome e a memória dos pais. São, na verdade, o grande empreendimento de um casal, mais do que casa ou bens, pois além de serem fruto do dom divino de gerar vida outorgado ao casal, ainda são indivíduos a quem podemos chamar de 'nossos'.
Contudo, por mais gratificante que seja ser pai ou mãe, gerar um filho é só o primeiro ato da paternidade ou maternidade. A partir da fecundação, da vida criada ainda no útero materno, há um ser a formar, uma pessoa a construir, uma responsabilidade a considerar. Filho é uma pedra preciosa bruta e rara que Deus entrega aos pais, e o dever deles é esculpir, limpar e moldar o novo ser de forma a torná-lo único, para posteriormente devolvê-lo a Deus na forma de um adulto feliz, íntegro e temente a Deus.
Educar um filho, portanto, é muito mais do que ensinar regras básicas de educação, pagar os estudos, e dar comida e moradia. Educar um filho é formar uma pessoa, moldar seu temperamento, construir seu caráter e direcionar sua vida espiritual para Deus" (CRUZ, Elaine. Formando Filhos para Deus. cpadnews.com.br. Rio de Janeiro, Out. 2014. ).


II. OBEDIÊNCIA
1. O verbo honrar. Honrar pai e mãe é mandamento divino, e não sugestão humana (Êx 20.12; Dt 5.16; Mt 15.4). O verbo honrar, kaved, é um imperativo intensivo hebraico, do qual vem o substantivo kavod, "honra, glória". A raiz desse verbo aparece em todas as línguas semíticas, com exceção do aramaico, e o significado é de "ser pesado", sentido figurado, cuja ideia é de ser importante (Nm 22.15). É usado no Antigo Testamento com vários significados. Um deles diz respeito ao temor, ao reconhecimento, responsabilidade e autoridade; em nosso contexto, refere-se a alguém merecedor de respeito, atenção e obediência (Lv 19.3).
2. Filho adulto. A ordem divina é para os adultos; não se restringe à infância e adolescência. Não importa o estado civil ou o status social, todos devem respeitar e reverenciar de coração os pais. Em nenhum lugar da Bíblia ensina que essa ordem seja somente para crianças e adolescentes. Quando o moço e a moça chegam à maioridade, ou mesmo se casam, seus pais continuarão sendo os seus genitores e os filhos devem honrá-los e respeitá-los.
3. À luz da exegese. O termo grego usado em Efésios para "filhos" é tekna, plural de teknon; que indica descendente imediato sem especificar sexo ou idade. Aparece cinco vezes nesta epístola: "filhos da ira" (2.3); "filhos amados" (5.1); "filhos da luz" (5.8). Somente 6.4 sugere criança ou adolescente. Em 6.1 parece ambíguo; seria precipitação aplicar esse ensino apenas às crianças e adolescentes. O verbo "obedecer" está na voz ativa, mostrando que se trata de pessoas moralmente livres para assumir uma responsabilidade diante de Deus (Ef 6.1).

SÍNTESE DO TÓPICO II
A Bíblia declara que "honrar pai e mãe" é mandamento divino, não sugestão humana.

III. SUSTENTO
1. Cuidado. O sentido de deixar pai e mãe quando se casa (Gn 2.24) é a construção de um novo lar, e não o abandono dos pais. Deus é justo e retribuirá tudo o que o filho fizer com o pai e com a mãe. Quem age dessa forma está semeando para o seu próprio futuro, pois colherá isso na velhice. Há inúmeros exemplos no Antigo Testamento da responsabilidade do filho em cuidar do sustento dos pais (Gn 47.12; Js 2.13,18; 6.23; 1Sm 22.3). O Senhor Jesus citou e viveu este mandamento (Mt 15.4, 5; 19.19; Mc 7.10-12; Lc 2.51).
2. Oferta Corbã. O termo "corbã", korban, é aramaico e significa literalmente "sacrifício", mas o contexto aqui é algo muito triste. Trata-se de um artifício para fugir "legalmente" do compromisso de sustentar pai e mãe na velhice. O filho podia ser absolvido dessa responsabilidade se fizesse uma promessa de doação em dinheiro destinada ao Templo (Mc 7.11,12). Era uma desculpa para não ajudar os pais, pois se consagrava a Deus tudo o que possuía. Assim, ele dizia aos pais que não podia oferecer ajuda nem fazer nada por eles porque tudo já estava comprometido diante de Deus.
3. Ensino de Jesus. Deus não exige esse tipo de oferta de ninguém em sua Palavra, por isso o Senhor Jesus foi contundente com as autoridades religiosas de Israel. Essa doutrina dos fariseus era uma afronta a Deus e à sua Palavra (Mc 7.13). Eles violavam a lei sob um manto de santidade, exibindo uma religiosidade externa e falsa. Ninguém precisa sacrificar a família pela causa do evangelho. Quem cuida do pai e da mãe já está fazendo a obra de Deus; o cuidado da família deve ser prioritário, só depois é que vem a Igreja (1 Tm 5.8). Esse é o pensamento cristão, que muitas vezes, infelizmente, é invertido entre nós.

SÍNTESE DO TÓPICO III
Os filhos não podem se esconder das suas responsabilidades para com os seus pais.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"O que um leitor da Bíblia poderia esperar é 'Obedeçe a teu pai e a tua mãe'. Obedecer, contudo, é mais fácil que honrar. Pode-se odiar e obedecer, mas é impossível odiar e honrar.
A gravidade da ordem é reforçada pela escolha do verbo 'honrar'. Por diversas vezes, ele é usado com Deus como objeto (1 Sm 2.30; Sl 50.23; Pv 3.9; Is 29.13; 43.20,23). Tanto Deus como os pais são dignos de honra. Esse termo hebraico é ocasionalmente traduzido por 'glorificar', e descreve como Deus deve ser adorado (Sl 22.23; 50.15; 86.9,12; Is 24.15).
Isso não quer dizer que os pais são dignos de adoração. Jesus citou e corroborou o quinto mandamento (Mt 15.4; Mc 7.10; também Paulo o fez em Efésios 6.2), mas também disse: 'Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim' (Mt 10.37). Os pais, como parte dos 'outros deuses' proibidos no primeiro mandamento, seriam deuses por demais impotentes.
Como Levítico 19.3, ainda que em ordem oposta, os mandamentos sobre guardar o sábado e honrar pai e mãe estão juntos. Possivelmente, a relação entre os dois está na ideia de que observar o sábado é uma forma de honrar a Deus e, portanto, corresponde a honrar os pais" (HAMILTON, Victor. Manual do Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.223).

IV. ENTRE A LEI E A GRAÇA
1. Autoridade dos pais. Honrar e respeitar pai e mãe é um ensinamento que ocupa um lugar de elevada consideração na Bíblia. Desobedecer aos pais é desobedecer a Deus, pois estão investidos de autoridade divina sobre a vida dos filhos e receberam de Deus a responsabilidade pelo bem-estar deles. A observação "porque isto é justo" (Ef 6.1) ou "porque isto é correto",  como diz outra tradução (NTLH), significa tratar-se de uma lei natural que existe desde o princípio do mundo. Deus já havia colocado a sua lei no coração de todos os homens, mesmo antes de se revelar a Moisés no Sinai (Rm 1.19; 2.14,15). Essa norma existe em todas as civilizações antes e depois de Moisés, e foi dada a Israel como revelação e mandamento divinos (Mt 15.4).
2. O sistema mosaico. A promessa aos filhos que honram e obedecem aos pais, descrita no Decálogo, é a longevidade: "para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá" (Êx 20.12). A passagem paralela de Deuteronômio acrescenta o sucesso econômico: "para que te vá bem" (Dt 5.16). Temos aqui uma prova incontestável de que originalmente este mandamento era exclusividade de Israel, pois fala sobre herdar a terra de Canaã.
3. Adaptado sob a graça. O apóstolo Paulo deliberadamente combina as palavras do quinto mandamento em ambos os textos do Decálogo, Êxodo e Deuteronômio: "Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra" (Ef 6.2,3). Aqui, a Terra Prometida não é citada nem especificada como no Decálogo: "que te dá o SENHOR, teu Deus". A Igreja, o povo de Deus do novo concerto, não tem terra para herdar, pois a nossa herança é o céu (Fp 3.20). Somos uma congregação de estrangeiros e peregrinos no mundo (1 Pe 2.11).

SÍNTESE DO TÓPICO IV
Dentro da perspectiva da graça, o quinto mandamento tem o mesmo valor que os outros. Uma lei que existe desde que o mundo existe.

CONCLUSÃO
O quinto mandamento é de fundamental importância para conservar uma sociedade estável. Todavia, o cristão o observa como resultado da sua nova vida em Cristo, e não por coerção da lei, que condena à morte os filhos rebeldes (Êx 21.15,17; Lv 20.9; Dt 21.18-21), pois na graça somos guiados pelo Espírito Santo para as boas obras que Deus preparou para andarmos nelas. Não desperdice, portanto, o privilégio e a oportunidade de honrar seu pai e sua mãe, para não perder as bênçãos de Deus.

PARA REFLETIR
Sobre honrar o pai e a mãe:

Como os filhos devem honrá-los?
Devotando-lhes todo o respeito, a atenção e a obediência devida.

Qual é o dever dos filhos para com os seus pais na velhice?
Cuidar dos pais em tudo o que for necessário.

O Evangelho exige que os filhos deixem de cuidar dos pais para dar dinheiro à obra de Deus? 
Não! Essa era a desculpa das autoridades religiosas de Israel para não assistirem os pais na velhice.

Os filhos não podem desacatar os pais (cf. Ef 6.1-3). Por quê? 
Porque as Escrituras colocam os pais em posição de honra.

Os pais podem despertar a ira nos filhos (cf. Ef 6.4)?
Não. As Escrituras orientam aos pais a não despertarem a ira nos filhos.


VOCABULÁRIO
Sustentabilidade: Característica ou condição do que é sustentável, que pode ser sustentado, preservado.

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 61, p.40.
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SUGESTÃO DE LEITURA
Teologia da Educação Cristã
Um livro que tem por objetivo, além de refletir acerca dos fundamentos da educação cristã teológica e historicamente, mostrar que os assuntos tratados podem ser postos em prática visando ao aperfeiçoamento da Igreja.

Disciplinas da Família Cristã
O livro é a celebração de uma visão bíblica sobre a criação de filhos e da família. Os autores oferecem a sabedoria selecionada de quarenta anos de casamento e de criação dos filhos através de conselhos práticos sob a Palavra de Deus.

Amor e Disciplina para Criar Filhos Felizes
Pais e filhos ensinam uns aos outros sobre si mesmos, partilhando semelhanças e diferenças, amadurecendo para a vida. Para amar e disciplinar corretamente, os pais precisam se modificar primeiro! Ótima obra para pais e filhos.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Teve um dia... com Juliano Son




Teve um dia....
Um homem chamado Jesus contrariando os pensamentos e a opinião da maioria se apresentou e disse algo que fez com que muitos se sentissem ofendidos e escandalizados: Ele disse: Eu sou o caminho, Eu sou a verdade, Eu sou a vida!". Ele disse: "Ninguém vai ao pai a não ser por mim, a não ser através de mim", Ele disse: "...Eu sou o pão da vida, o pão que dá a vida, o pão que desceu do céu". Ele disse ser o Filho de Deus e depois ele disse o mais chocante, ele disse Ser Deus! e portanto todos deveriam se submeter a ele, e portanto todos deveriam se arrepender de vida rebelde e se dedicar por inteiro a ele e somente a ele!

Lição 6 - Santificarás o Sábado


8 de Fevereiro de 2015


Santificarás o Sábado


TEXTO ÁUREO
"E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do sábado." 
(Mc 2.27)

VERDADE PRÁTICA
O quarto mandamento envolve os aspectos espiritual e social, diz respeito ao relacionamento do homem com Deus e ao mesmo tempo com o próximo.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 2.2 Deus descansou no sétimo dia da criação
Terça - Êx 16.29,30 O sábado é um presente de Deus para o povo de Israel
Quarta - Êx 23.12 O sábado foi dado a Israel para descanso
Quinta - Rm 14.5,6 A fé cristã é isenta de toda forma de legalismo.
Sexta - Cl 2.16,17 A lei, juntamente com o sábado legal, foi encravada na cruz
Sábado - Hb 4.8 O sábado institucional se cumpre na vida da Igreja

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 20.8-11; 31.12-17

Êxodo 20.8-11;
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra,
10 mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas.
11 Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou.

Êxodo 31.12-17;
12 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:
13 Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica.
14 Portanto, guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será extirpada do meio do seu povo.
15 Seis dias se fará obra, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer obra, certamente morrerá.
16 Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando o sábado nas suas gerações por concerto perpétuo.
17 Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-se.


OBJETIVO GERAL
Compreender o significado do sábado para os cristãos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Ao lado, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico.
Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

1- Analisar o conceito do sábado.
2- Considerar a forma da instituição do sábado.
3- Explicar os aspectos legais e cerimoniais do sábado.
4- Destacar o preceito cerimonial.
5- Apresentar Jesus como o Senhor do Sábado.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Vivemos em um "mundo capitalista". Uma das características da sociedade moderna é a ansiedade e a sensação da falta de tempo. Parece que as pessoas não têm mais tempo para a sua família, o lazer ou, até mesmo, compromissos pessoais considerados banais. Quando o trabalho toma o tempo de Deus, da família e da alma, está na hora de agirmos.
A lição desta semana falará do sábado do Senhor. Não deixe que a aula se transforme num campo de confronto entre doutrinas adventistas e cristãs históricas. O conteúdo da aula é o mais importante. Devemos resgatar a ideia de guardarmos um tempo para o descanso da mente e do corpo, da consagração a Deus e do lazer. Deus o abençoe!


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
As controvérsias deste mandamento giram em torno da sua interpretação. Temos aqui a relação trabalho-repouso e ao mesmo tempo o relacionamento de Deus com Israel. A necessidade de um dia de repouso após seis jornadas de trabalho é universal, mas o sábado é um presente de Deus para Israel. O mandamento de santificar o sábado é mais bem compreendido quando se conhece o propósito pelo qual ele foi dado.

I. O SÁBADO DA CRIAÇÃO
1. O shabat. Deus celebrou o sétimo dia após a criação e abençoou este dia e o santificou (Gn 2.2,3). Aqui está a base do sábado institucional e do sábado legal. O sábado legal não foi instituído aqui; isso só aconteceu com a promulgação da lei. O substantivo shabbat, "sábado", não aparece aqui, na criação. Surge pela primeira vez no evento do maná (Êx 16.22, 23). A Septuaginta emprega a palavra sabbaton, "sábado, semana",  a mesma usada no Novo Testamento grego.
2. Deus concluiu a criação no dia sétimo. Deus completou a sua obra da criação no sétimo dia. Deus "descansou" ou seja, cessou, é o significado do verbo hebraico usado aqui, shabat, "cessar, desistir, descansar" (Gn 8.22; Jó 32.1; Ez 16.41). Esse descanso é sinônimo de cessar de criar, e indica a obra concluída. Não se trata de ociosidade, pois Deus não para e nem se cansa (Is 40.28; Jo 5.17).
3. A bênção de Deus sobre o sétimo dia. Ele abençoou e santificou o sétimo dia como um repouso contínuo, na dispensação da inocência, mas isso foi interrompido por causa do pecado. Agostinho de Hipona lembra que não houve tarde no dia sétimo, e afirma que Deus o santificou para que esse dia permanecesse para sempre (Confissões, Livro XIII, 36). O sábado da criação aponta para o descanso de Deus ao mundo inteiro no fim dos tempos: "Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus" (Hb 4.9).
PONTO CENTRAL
Encarar o sábado não como a letra da Lei, mas um princípio dado por Deus ao ser humano para desfrutar do descanso semanal.

CONHEÇA MAIS
*Patriarca
Título que descreve o chefe ou o fundador de uma família ou tribo do Israel Antigo. Três são os pricipais patriarcas de Israel: Abraão, Isaque e Jacó (Hb 7.4; At 7.8,9). Também se aplica aos 12 filhos de Jacó e ao rei Davi, devido à linhagem messiânica. Esses personagens remontam à era patriarcal da  história de Israel.
Leia mais em História de Israel no Antigo Testamento

SÍNTESE DO TÓPICO I
A base institucional e legal do sábado foi a celebração de Deus no sétimo dia, após a criação.  O Criador abençoou e santificou esse dia.

II. O SÁBADO INSTITUCIONAL
1. Desde a criação. É o sábado para descanso de todos os povos. É uma questão moral que Deus estabeleceu para a raça humana ao comemorar a criação. Tornou modelo e uma forma natural para toda a raça humana. É a ordem natural das coisas: os campos precisam de repouso, as máquinas necessitam parar para manutenção e assim por diante (Lv 25.4). O sábado institucional, portanto, não se refere ao sétimo dia da semana; pode ser qualquer dia ou um período de descanso (Hb 4.8).
2. Não era mandamento. O sétimo dia da criação não era mandamento, mas revela a necessidade natural do descanso de toda a natureza. O repouso noturno de cada dia não é suficiente para isso. Deus abençoou e santificou esse dia não somente para comemorar a obra da criação mas para que, nesse dia, todos cessem o trabalho e assim descansem física e mentalmente para oferecer o seu culto de adoração a Deus.
3. Os patriarcas não guardaram o sábado. O livro de Gênesis não menciona os patriarcas* Abraão, Isaque e Jacó observando o sábado. Segundo Justino, o Mártir, Abraão e seus descentes até o Sinai agradaram a Deus sem o sábado (Diálogo com Trifão 19.5). Irineu de Lião diz que Abraão, "sem circuncisão e sem observância do sábado, 'acreditou em Deus e lhe foi imputado a justiça e foi chamado amigo de Deus'" (Contra as Heresias, Livro IV, 16.2).
SÍNTESE DO TÓPICO II
O sábado institucional se refere à necessidade de um período de descanso para a Criação e para o homem.

III. O SÁBADO LEGAL
1. Significado. É o sétimo dia da semana no calendário judaico, marcado para repouso e adoração. Foi introduzido no mundo pela lei; é o sábado legal dado aos israelitas no Sinai. Nenhum outro povo na história recebeu a ordem para guardar esse dia; é exclusividade de Israel (Êx 31.13, 17). O sábado e a circuncisão são os dois sinais distintivos do povo judeu ao longo dos séculos (Gn 17.11).
2. O sábado do Decálogo. A expressão "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar" (Êx 20.8), remete a uma reminiscência histórica e, sem dúvida alguma, Israel já conhecia o sábado nessa ocasião. Mas parece não ser referência ao sábado da criação. Ele aparece na promulgação da lei (Êx 20.11), contudo, essa reminiscência não reaparece em Deuteronômio (Dt 5.12-15). Trata-se, com certeza, do sábado que o povo não levou a sério no deserto (Êx 16.22-29).
3. Propósito. A instituição do sábado legal no Decálogo tinha um propósito duplo: social e espiritual. Cessar os trabalhos a cada seis dias de labor era dar descanso aos seres humanos e aos animais e dedicar um dia para adoração a Deus. É um memorial da libertação do Egito (Dt 5.15). Duas vezes é dito que o sábado é um sinal distintivo entre Deus e a nação de Israel (Êx 31.13,17).
SÍNTESE DO TÓPICO III
O sábado legal é um dia de descanso, introduzido na cultura do povo judeu por meio da Lei.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A questão do Sábado
A questão não é o sábado em si, mas o fato de que não estamos debaixo do Antigo Concerto: 'Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas'(Hb 8.6). Leia os versículos seguintes até o 13. A Palavra profética previa a chegada do Novo Concerto: 'Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá [...]' (Jr 31.31-33). Esse 'novo concerto' é mencionado pelo escritor aos Hebreus, 8.8-12.
O judeu convertido à fé cristã que quiser guardar o sábado por convicção religiosa pessoal não está desviado por isso, pois o apóstolo Paulo diz que uns fazem separação de dia, outros acham que podem comer de tudo. Veja Romanos 14.1-6. Convém lembrar que o apóstolo está falando aos judeus cristãos de Roma, por causa da sua cultura religiosa, e não aos gentios.
Ainda hoje muitos deles usam kipar e talit (solidéo e manto), observam o kash'rut (leis dietéticas prescritas por Moisés) e guardam o sábado. Isso o fazem meramente para não perderem sua identidade nacional, é uma questão cultural e não condição para salvação. Isso é diferente dos gentios convertidos a Cristo, pois o apóstolo deixou claro que tais práticas são um retrocesso espiritual: 'Guardais dias, e meses e tempos, e anos. Receio de vós que haja trabalhado em vão para convosco'" (Gl 4.10,11)" (SOARES, Esequias. Manual de Apologética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp.293-94).
 Os quatro evangelhos registram os conflitos entre Jesus e os fariseus sobre a interpretação do sábado.

IV. UM PRECEITO CERIMONIAL
1. O sacerdote no Templo. O Senhor Jesus Cristo disse mais de uma vez que a guarda do sábado é um preceito cerimonial. Ele colocou o quarto mandamento na mesma categoria dos pães da proposição (Mt 12.2-4). Veja ainda a que Jesus se referia quando falou a respeito desse ritual mencionado em Êxodo 29.33, Levítico 22.10 e 1 Samuel 21.6. Disse igualmente que "os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa" (Mt 12.5), ao passo que não existe concessão para preceitos morais.
2. A circuncisão no sábado. Se o oitavo dia da circuncisão do menino coincidir com um sábado, ela tem que ser feita no sábado, nem antes e nem depois. Assim, Jesus mais uma vez declara o quarto mandamento como preceito cerimonial e coloca a circuncisão acima do sábado (Jo 7.22,23 cf. Lv 12.3). Um mandamento moral é obrigatório por sua própria natureza.
SÍNTESE DO TÓPICO IV
Segundo Jesus Cristo, a guarda do sábado é um preceito cerimonial.

V. O SENHOR DO SÁBADO
1. O sábado e a tradição dos anciãos. Os quatro evangelhos registram os conflitos entre Jesus e os fariseus sobre a interpretação do sábado. A tradição dos anciãos criou 39 proibições concernentes ao sábado, mas o Senhor Jesus disse que é "lícito fazer bem no sábado" (Mt 12.12). Isso Ele fez (Mc 3.1-5; Lc 13.10-13; 14.1-6; Jo 5.8-18; 9.6,7,16) e, por isso, nós devemos fazer o bem, não importa qual seja o dia da semana.
2. Jesus é o Senhor do sábado (Mc 2.28). O sábado veio de Deus e somente Ele tem autoridade sobre essa instituição. Então, não há outro no universo investido de tamanha autoridade, senão o Filho de Deus. A expressão "o Filho do Homem", no singular, é título messiânico, não é usual ou comum às outras pessoas. Está claro que Jesus se referia a Ele mesmo. Jesus disse que os seres humanos não foram criados para observar o sábado, mas que o sábado foi criado para o benefício deles (Mc 2.27).
3. Dia do culto cristão. O primeiro culto cristão aconteceu no domingo e da mesma forma o segundo (Jo 20.19,26). Nesse dia o Senhor Jesus ressuscitou dentre os mortos (Mc 16.16). O dia do Senhor foi instituído como o dia de culto, sem decreto e norma legal, pelos primeiros cristãos desde os tempos apostólicos  (At 20.7; 1 Co 16.2; Ap 1.10). É o "sábado" cristão! O sábado legal e todo o sistema mosaico foram encravados na cruz (Cl 2.16,17), foram revogados e anulados (2 Co 3.7-11; Hb 8.13). O Senhor Jesus cumpriu a lei (Mt 5.17,18), agora vivemos sob  a graça (Jo 1.17; Rm 6.14).
SÍNTESE DO TÓPICO V
Em o Novo Testamento, Jesus é o Senhor do sábado e somente Ele tem autoridade sobre esta instituição.

SUBSÍDIO APOLOGÉTICO
“A palavra ‘domingo’, por si só, significa ‘Dia do Senhor’, pois, foi nesse dia que o Senhor Jesus ressuscitou. O primeiro culto cristão aconteceu num domingo: ‘Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco!’ (Jo 20.19). O segundo culto também, pois a Bíblia diz que isso aconteceu ‘oito dias depois’ (Jo 20.26). Os cristãos se reuniam no primeiro dia da semana: ‘No primeiro dia da semana, ajuntando os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte [...]’ (At 20.7). O mesmo pode ser visto em Corinto, quando o apóstolo manda levantar coletas para os irmãos pobres de Jerusalém. O texto sagrado diz que essa reunião de adoração se fazia nos domingos: ‘No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar [...]’ (1 Co 16.2). Assim, essa prática foi se tornando comum, sem decreto e sem imposição. Foi algo espontâneo. Constantino apenas confirmou uma prática já antiga dos cristãos. [...] O Decálogo fala sábado e isso acontece também em muitos lugares do Velho Testamento, mas o domingo não. Mas na Nova Aliança não há mandamento algum de guardar dias. Dizem que o ‘domingo’ é um dia pagão, porque em inglês Sunday significa ‘dia do Sol’. Nesse caso, todos os demais dias também seriam pagãos, porque os dias da semana, em inglês, são de origem céltica e homenageiam antigas divindades, inclusive o sábado, que é Saturday, ‘dia de Saturno’” (SOARES, Esequias. Manual de Apologética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp.294-95).
 Os cristãos se reuniam no primeiro dia da semana. Constantino apenas confirmou uma prática já antiga dos cristãos.

CONCLUSÃO
A palavra profética anunciava o fim do sábado legal (Jr 31.31-33; Os 2.11). Isso se cumpriu com a chegada do novo concerto (Hb 8.8-12). Exigir a guarda do sábado como condição para a salvação não é cristianismo e caracteriza-se como doutrina de uma seita.

PARA REFLETIR
Sobre o Sábado:
Quando Deus descansou no sétimo dia, Ele parou de trabalhar?
Não. A palavra usada na língua hebraica para "descansar" é o sinônimo de "terminar", "encerrar" e "concluir uma tarefa". A ideia, aqui, é a de que Deus concluiu a criação, parou de criar, e não a de ficar ocioso. O Senhor Jesus disse que o Pai "trabalha até agora" (Jo 5.17).

O sábado institucional resgata a ordem natural das coisas. Explique.
Significa que a instituição do sábado trouxe ao ser humano a ideia de que o campo precisa de descanso, as máquinas precisam parar para a manutenção, os animais também precisam descansar e assim por diante (Lv 25.4).

É pecado trabalhar no domingo, o dia do Senhor?
Não. Vivemos na perspectiva da graça. Isso, porém, não quer dizer que não se deve considerar a importância do domingo como o dia do Senhor. O nosso Senhor ressuscitou num domingo. A igreja do Novo Testamento reunia-se no domingo, o primeiro dia da semana, para comer o pão, beber o suco da vide e terem comunhão uns com os outros (Mc 16.16; At 20.7; 1 Co 16.2; Ap 1.10)

Quem não guardar o sábado pode perder a salvação?  
De maneira nenhuma! A salvação é pela graça de Deus (Ef 2.8-10).

Por que o domingo é "o dia do Senhor" para os cristãos?
Porque Jesus ressuscitou no domingo e a Igreja do Novo Testamento se reunia aos domingos.

VOCABULÁRIO
Céltico: Relativo a celta, isto é, povos indo-europeus da Antiguidade que, no segundo e primeiro milênios antes de Cristo, habitavam um território que ia desde a Turquia central até as ilhas Britânicas.

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 61, p.39.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA
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domingo, 25 de janeiro de 2015

É preciso perder na vida para ganhar o reino de Deus?

É preciso perder na vida para

ganhar o reino de Deus?


“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” 1 Coríntios 6:12
Na carta de Paulo aos Coríntios, essa afirmação nos demonstra que nem sempre o que é certo é bom para nós cristão, podemos tirar a base do nosso tema.
Aos olhos do mundo, tudo que a nossa sociedade vive hoje parece ser normal, algumas coisas até são chamadas como lícitas, é o caso das bebidas alcoólicas, as famosas drogas lícitas.
Pois bem, ao analisarmos esse tema, que nos questiona sobre perdas mundanas para conquistarmos o reino de Deus, esse versículo bíblico citado nos ensina muito a respeito. O apostolo Paulo nos mostra que, podemos fazer tudo que está ao nosso alcance, mas nem tudo nos convém, ou seja, tudo o que fizermos terá um resultado.
Querer estar na presença de Deus é um ato que nos leva a muitas renuncias. Renuncias estas que passam a ser espontâneas a partir do momento que o Espírito Santo de Deus passa a habitar em nós.
No livro de Matheus, Jesus nos mostra a recompensa para aqueles que “perde” o que o mundo tem pra dar:
“Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á.” Mateus 10:39
Quando Jesus disse: “Quem achar sua vida perdê-la-á” podemos tirar varias reflexos a cerca dessa afirmação. No meu ponto de reflexão como cristã, eu vejo que ao dizer que achando a vida, perdê-la-á, Ele quer nos mostrar que quando encontramos o verdadeiro sentido de nossa vida a perderemos de modo que tudo que era velho se faz novo. Em seguida ele afirma que quando perdemos essa vida por amor a Ele, a acharemos, e de forma única. Deixaremos para trás tudo aquilo que não nos convém, tudo que um dia foi importante para nós, mas que aos olhos de Deus não era bom.
Quando Deus se torna o centro de tudo em nossas vidas, começamos a conhecê-lo a buscá-lo incessantemente, querendo a cada dia mais senti-lo próximo de nós. Esse sentimento de busca, de alegria, de esperança que habita em nosso coração quando estamos na presença de Deus, é o Espírito Santo, que está nos conduzindo ao encontro do Pai.
Renunciar as coisas que não nos convém é um ato involuntário daquele que realmente conheceu Jesus Cristo. O temor a Deus nos faz refletir mais de uma vez quando estamos prestes a cometer algo errado. Esse temor nos leva a mediatamente entender que aquilo não agrada a Deus.
Na palavra de Deus encontramos vários homens que foram chamados para o seu ministério com Deus, e logo em seguida Deus ordena aos mesmo que renuncie certas coisas.
“ Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.” Gênesis 12:1-2.
Abrão renunciou estas coisas para obedecer a Deus. Assim somos nós que cremos e que estamos nessa jornada com destino à terra prometida. Devemos sim renunciar aquilo que aos olhos de Deus não é bom. A própria palavra nos diz que quando buscamos a Deus em primeiro lugar, tudo nos é acrescentado:
“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês.” Mateus 6:33
Eu não digo que perdemos para ganhar o reino, eu digo que ganhamos muito mais do que perdemos, ao renunciar aquilo que não nos convém estamos aceitando e ouvindo a voz de Deus.
Quando o Espírito Santo de Deus toca em nós, imediatamente surge em nós o desejo de viver com plena dependência de Deus, renunciando aquilo que nos afasta Dele.

http://bibliacomentada.com.br/
by Eliezer Moura

Lição 5 - Não Tomarás o Nome do Senhor em Vão


Lição 5

1º de  Fevereiro de 2015

Não Tomarás o Nome do Senhor em Vão


TEXTO ÁUREO
"Nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR."  (Lv 19.12)

VERDADE PRÁTICA
O terceiro mandamento proíbe o juramento indiscriminado e leviano, pois o voto é um tipo de compromisso que deve ser reservado para uma solenidade excepcional e incomum.


LEITURA DIÁRIA
Segunda - Dt 6.13 O cuidado do juramento em nome de Deus
Terça - Gn 14.18-20 O Deus de Melquisedeque era o mesmo Deus de Abraão
Quarta - 1 Pe 1.15, 16 Deus é santo e exige santidade de seu povo
Quinta - Mt 6.9 É dever do cristão santificar o nome divino
Sexta - Ec 5.2-5 O cuidado antes de fazer um voto a Deus
Sábado - Tg 5.12 A linguagem do cristão deve ser sim, sim e não, não


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 20.7; Mateus 5.33-37; 23.16-19

Êxodo 20.7;
7 Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

Mateus 5.33-37; 
33 Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás teus juramentos ao Senhor.
34 Eu, porém, vos digo que, de maneira nenhuma, jureis nem pelo céu, porque é o trono de Deus,
35 nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei,
36 nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.
37 Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna.

Mateus 23.16-19;
16 Ai de vós, condutores cegos! Pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor.
17 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro ou o templo, que santifica o ouro?
18 E aquele que jurar pelo altar, isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor.
19 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta ou o altar, que santifica a oferta?


OBJETIVO GERAL
Interpretar corretamente o mandamento "Não tomarás o nome do Senhor em vão".


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Ao lado, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico.
Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

1- Mostrar como eram usados os nomes no Antigo Testamento.
2- Apontar o problema da pronúncia do nome de Deus.
3- Elencar as modalidades dos juramentos no Antigo Testamento.
4- Apresentar a perspectiva de Jesus sobre o juramento


INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Houve um tempo em que bastava a palavra de uma pessoa e o compromisso estava firmado. Hoje, as pessoas dizem que as palavras "o vento as leva". Vivemos numa sociedade em que seus membros banalizaram o compromisso verbal. É comum muitos mudarem de posição, não que isso seja errado, pois não há nada mais digno do que reconhecermos quando estávamos equivocados, mas recuar em sua palavra pelo bel-prazer não é correto. O Senhor Jesus ensinou aos discípulos que a nossa linguagem tem de ser sim, sim ou não, não. Não pode haver meio-termo quanto às nossas decisões. Não podemos usar "os céus" ou "a terra" para encobrir as nossas decisões.


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
A dificuldade humana para dizer a verdade e cumprir com os seus compromissos na antiguidade eram motivos de juramentos triviais em coisas efêmeras da vida. Deus é santo e exige santidade de seu povo. Assim, o relacionamento de todas as pessoas deve ser honesto e cada um deve falar a verdade. A lei estabelece limites, pois Deus está presente nos relacionamentos pessoais de seu povo.

I. O NOME DIVINO
1. O nome. Nos tempos do Antigo Testamento, o nome era empregado não simplesmente para distinguir uma pessoa das outras, mas também para mostrar o caráter e a índole do indivíduo. Houve caso de mudança de nomes em consequência de uma experiência com Deus como Abraão (Gn 17.5), Sara (Gn 17.15) e Jacó (Gn 32.28). O nome de Deus representa o próprio Deus, é inerente à sua natureza e revela suas obras e atributos. Não é um apelativo, nem simplesmente uma identificação pessoal ou uma distinção dos deuses das nações pagãs. A Bíblia revela vários nomes divinos que podemos classificar em dois grupos: genéricos e específicos.
2. Nomes genéricos. São três os nomes genéricos que o Antigo Testamento aplica além do "Deus de Israel". Na sua tradução do hebraico para a nossa língua só aparecem dois nomes, "Deus" e "Altíssimo". O nome "Deus" em nossas bíblias é tradução do hebraico El (Nm 23.8) ou Eloah (Dt 32.15), ou seu plural, Elohim (Gn 1.1). O outro nome genérico é Elyon, "Altíssimo" (Dt 32.8), às vezes acompanhado de "El", como em El-Elyon, "Deus Altíssimo" (Gn 14.19,20).
3. Nomes específicos. São três os nomes específicos que o Antigo Testamento aplica somente para o Deus verdadeiro: Shadday, Adonay e YHWH. El-Shadday, "Deus Todo-poderoso", é o nome que Deus usou ao revelar-se a Abraão (Gn 17.1; Êx 6.3). Adonay, "Senhor", é um nome próprio e não um pronome de tratamento (Is 6.1). O outro nome é o tetragrama (as quatro consoantes do nome divino, YHWH, Yahweh, Javé ou Jeová). A versão Almeida Corrigida, nas edições de 1995 e 2009, emprega "SENHOR", com todas as letras maiúsculas, onde consta o tetragrama no Antigo Testamento hebraico para distinguir de Adonay (Jz 6.22).

PONTO CENTRAL
O cristão não deve jurar nem pelo céu, nem pela terra. A sua linguagem deve ser sim,sim ou não, não; e o que passa disso vem do Maligno.


CONHEÇA MAIS
*Sinais Diacríticos
A palavra "diacrítico" vem do grego diakretikos, que significa "distinção ou o que distingue". Na língua portuguesa, os sinais diacríticos são os acentos gráficos usados para distinguir as pronúncias das vogais: o acento agudo, o circunflexo, o til, a cedilha, etc. Enquanto que na língua portuguesa esses sinais distinguem-se das letras ou das vogais, no hebraico eles são as próprias vogais unidas às consoantes

SÍNTESE DO TÓPICO I
No Antigo Testamento, o nome de uma pessoa tinha a função de mostrar o caráter ou a índole de um indivíduo.

II. O NOME QUE SE TORNOU INEFÁVEL
1. A pronúncia do nome divino. O tetragrama é inefável no judaísmo desde o período interbíblico e permanece impronunciável pelos judeus ainda hoje. Isso para evitar a vulgarização do nome e assim não violar o terceiro mandamento. A escrita hebraica é consonantal; as vogais são sinais diacríticos* que os judeus criaram somente a partir do ano 500 d.C. Assim, a pronúncia exata das consoantes YHWH se perdeu no tempo. Os judeus religiosos pronunciam por reverência Adonay cada vez que encontram o tetragrama no texto sagrado na leitura da sinagoga.
2. Jeová ou Javé? Na Idade Média, especificamente no século XIV, foram inseridas no tetragrama as vogais de Adonay (o "y" é semiconsoante no alfabeto hebraico). O resultado é a pronúncia "YeHoWaH". Isso para lembrar, na leitura, que esse nome é inefável e, dessa forma, pronunciar "Adonai". Esse enxerto no tetragrama resultou na forma "Jeová", que não aparece no Antigo Testamento hebraico. Estudos acadêmicos confirmam o que a maioria dos expositores do Antigo Testamento vinham ensinando, que a pronúncia antiga do nome é Yahweh, e na forma aportuguesada é Iavé ou Javé.
3. O significado. Esse nome vem do verbo hebraico hayah, "ser, estar". O significado desse verbo em Êxodo 3.14, "EU SOU O QUE SOU", indica que Deus é imutável e existe por si mesmo; é autoexistente, autossuficiente e que causa todas as coisas. Deus se revela pelo seu nome. O terceiro mandamento é um resumo e ao mesmo tempo uma recapitulação daquilo que Deus havia dito antes a Moisés (Êx 3.14; 6.3).

SÍNTESE DO TÓPICO II
A pronúncia do tetragrama, YHWH, o que seria o nome exato de Deus, perdeu-se no tempo.

III. TOMAR O NOME DE DEUS EM VÃO
1. O terceiro mandamento (Êx 20.7; Dt 5.11). O termo hebraico lashaw, "em vão, inutilmente, à toa", indica algo sem valor, irreal no aspecto material e moral. A Septuaginta emprega a expressão grega epimataio, "impensadamente". O substantivo shaw (pronuncia-se "chav") significa "vaidade, vacuidade". Corresponde a usar o nome de Deus de forma superficial, em conversas triviais, e faltar com a verdade em seu nome, como ao pronunciar um juramento falso (Lv 19.12) ou fazer um voto e não o cumprir (Ec 5.4).
2. Juramento e perjúrio. O juramento é o ato de fazer uma afirmação ou promessa solene tomando por testemunha algum objeto tido por sagrado; o perjúrio é o falso juramento. As palavras do Senhor Jesus, "ouvistes que foi dito aos antigos" (Mt 5.33), não se referem ao Antigo Testamento, mas aos antigos ensinos dos rabinos, às suas interpretações peculiares das passagens da lei que falam sobre o tema (Êx 20.7; Lv 19.12; Dt 6.13). Isso fica claro, pois as palavras seguintes, "Não perjurarás, mas cumprirás teus juramentos ao Senhor", não aparecem em nenhum lugar no Antigo Testamento.
3. Modalidades de juramentos. As autoridades israelitas escalonavam o juramento em diversas modalidades: pelo céu, pela terra, por Jerusalém (Mt 5.34-36), pelo Templo e pelo ouro do Templo; pelo altar e pela oferta que está sobre o altar e assim por diante (Mt 23.16-22). Segundo essa linha de pensamento, os juramentos se classificavam em obrigatórios e não obrigatórios. Jurar pelo Templo não seria válido; mas, se alguém jurasse pelo ouro do Templo, estava obrigado a cumpri-lo. Tais crenças e práticas eram condenadas nas Escrituras Sagradas. Tudo isso era uma forma de ocultar o pecado.

SÍNTESE DO TÓPICO III
O terceiro mandamento corresponde a usar o nome de Deus de forma superficial, em conversas triviais, fúteis e insignificantes

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Ao que tudo indica, a proibição aqui não se limita a blasfêmias e vulgaridades no sentido moderno. Ademais, o senso comum de que o mandamento proíbe jurar falsamente em um tribunal é válido, mas não encerra o caso.
A palavra hebraica para 'vão', aqui utilizada, deriva de uma raiz que significa 'estar vazio', no sentido de 'não ter substância, não ter valor'. Qualquer invocação do nome de Deus ou menção de seu nome, que seja simplesmente perfunctória, equivale a tomar o nome de Deus em vão. Em outras palavras, tomar o nome de Deus em vão é usar seu divino nome em relação a coisas desimportantes, fúteis e insignificantes. Por isso, Elton Trueblood afirma: 'A pior blasfêmia não é o sacrilégio, mas as palavras falsas'" (HAMILTON, Victor. Manual do Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.221).


IV. O SENHOR JESUS PROIBIU O JURAMENTO?
1. Objetivo do terceiro mandamento. A finalidade é pôr um freio na mentira, restringir os juramentos e assim evitar a profanação do nome divino (Lv 19.12). O Senhor Jesus nos ensinou na oração do Pai Nosso a santificar o nome divino (Mt 6.9). Ninguém deve usar o nome de Deus nas conversas triviais do dia a dia, pois isso é misturar o sagrado com o comum (Lv 10.10). O Senhor Jesus condenou duramente essas perversões farisaicas, práticas que precisavam ser corrigidas ou mesmo substituídas. Este mandamento foi restaurado sob a graça e adaptado a ela na nova dispensação, manifesto na linguagem do cristão: "sim, sim; não, não" ( Mt 5.37).
2. A proibição absoluta. Há os que entendem que a expressão "de maneira nenhuma" (Mt 5.34) é uma proibição de toda e qualquer forma de juramento. Entre os que defendem essa interpretação estão os amish e os quakers, que nos Estados Unidos se recusam a jurar nos tribunais de justiça. Eles acreditam que o Senhor Jesus não fez declaração sob juramento diante do Sinédrio (Mt 26.63,64). De igual modo, o apóstolo Paulo evitava fazer juramentos em afirmações solenes (Rm 9.1; 1 Co 1.23).
3. A proibição relativa. Outros afirmam que a proibição de Jesus se restringe aos juramentos triviais, e por essa razão o Senhor Jesus foi específico: "de maneira nenhuma, jureis nem pelo céu, [...] nem pela terra, [...] nem por Jerusalém, [...] nem jurarás pela tua cabeça (Mt 5.34-36). Outro argumento é que homens de Deus no Antigo Testamento faziam juramentos em situação solene e o próprio Deus jurou por si mesmo (Gn 24.3; 50.6,25; Hb 6.13,16). Consideram, ainda, como juramento a resposta de Jesus e as declarações solenes de Paulo (Mt 26.63,64; Rm 9.1; 1 Co 1.23). Essas últimas passagens bíblicas não parecem conclusivas em si mesmas; entretanto, a proibição relativa nos parece mais coerente. Mesmo assim, devemos evitar o juramento e substituir o termo por voto solene em cerimônias de casamento.

SÍNTESE DO TÓPICO IV
A linguagem do cristão deve ser usada na perspectiva de Jesus: sim, sim ou não, não.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Os Juramentos (5.33-37). Mateus apresenta pela quarta vez a fórmula 'Foi dito... Eu, porém, vos digo'. No comentário sobre a antiga lei, Jesus faz um ajuste importante. Os juramentos eram permitidos e, em alguns casos, exigidos (e.g., Nm 5.19), mas Jesus proibiu o uso de juramentos. O emprego do advérbio holos ('de maneira nenhuma', Mt 5.34) indica que Jesus esperava que esta atividade cessasse completamente. Os juramentos que aludem indiretamente a Deus, pela referência a céu, terra e até a própria pessoa, eram proibidos, postura que respeita a transcendência e imanência de Deus ainda mais. A moratória de Jesus sobre juramentos e votos também elimina o cumprimento de votos tolos feitos imprudentemente. Ele atinge o cerne da questão: A pessoa honesta não tem necessidade de fazer juramento; um simples sim ou não é suficiente (veja também Tg 5.12)" (STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.47).

CONCLUSÃO
A linguagem do cristão deve ser sim, sim ou não, não. Não há necessidade de jurar, pois o testemunho, como crente em Jesus, fala por si mesmo. Se alguém precisa jurar para que se acredite em suas palavras, tal pessoa precisa fazer uma revisão de sua vida espiritual. Por essa razão, devemos viver o que pregamos e pregar o que vivemos.

PARA REFLETIR
Sobre "Não tomarás o nome de Deus em vão"

Qual é o valor do nome na identidade de alguém?
Na cultura bíblica, o nome revelava o caráter e a índole de uma pessoa.

Que significado tem "EU SOU O QUE SOU" para você?
Reposta Livre. A ideia é que o aluno revele o que aprendeu sobre a expressão que mostra o verdadeiro nome de Deus: "EU SOU O QUE SOU".

É correto falarmos em nome de Deus em conversas triviais?
Não. Isto seria misturar o nome sagrado de Deus com as coisas comuns e profanas.

Em nossos compromissos, há a necessidade de fazermos juramentos? 
Não. A palavra do cristão deve ser "sim, sim ou não, não".

Por que a nossa palavra deve ser sim, sim e não, não?
Os testemunho do cristão deve falar por si mesmo, sem a necessidade de qualquer juramento para convencer alguém sobre a "verdade".

VOCABULÁRIO
Perfunctória: Que se faz de modo rotineiro, em cumprimento de uma obrigação.


CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 61, p.39.
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SUGESTÃO DE LEITURA

Dinâmicas Criativas para o Ensino Bíblico 
O livro propõe ao leitor um instrumento para compreender, analisar e relacionar os múltiplos conceitos bíblicos. As dinâmicas apresentadas são atividades sugestivas, que levam a pensar; rever ideias; estimular o pensamento criador dos líderes enquanto orientam e discipulam.

Assim Diz o Senhor?
Se você deseja conhecer mais a Deus, se já recebeu uma profecia ou se foi usado no ministério profético, então este livro é para você!  Aprenda a identificar a voz do Senhor e escapar dos ministérios proféticos falsos que provocam enganos e frustrações a muitos crentes.

Quando Deus Sussurra o seu Nome
Esperança é o que muitos corações amargurados procuram com ansiedade. Se a dor e a solidão batem à sua porta, mais do que nunca, é momento de confiar em Deus e preparar-se para ouvi-lo sussurrar seu nome, trazendo palavras de alívio à sua vida.